Pular para o conteúdo principal

Jornal Folha Regional

Turistas pagarão taxa para entrar em Monte Verde; cobrança começa em 1º de julho

Turistas pagarão taxa para entrar em Monte Verde; cobrança começa em 1º de julho – Foto: reprodução

Quem visitar Monte Verde, distrito turístico de Camanducaia, no Sul de Minas, passará a pagar uma Taxa de Preservação Ambiental (TPA) a partir de 1º de julho. A medida foi regulamentada pelo Decreto nº 099/2026 e terá cobrança automática por veículo, sem necessidade de paradas ou barreiras físicas nos acessos ao distrito.

Segundo a Prefeitura de Camanducaia, a iniciativa busca garantir recursos para a conservação ambiental e para a manutenção da infraestrutura local, diante do aumento constante do fluxo de turistas, especialmente durante feriados prolongados e a temporada de inverno.

Como será feita a cobrança

O monitoramento dos veículos ocorrerá por meio de câmeras equipadas com tecnologia de reconhecimento automático de placas (OCR). O sistema registrará informações como placa, horário de entrada e categoria do veículo, gerando a cobrança de forma digital.

O pagamento não será realizado na chegada ao distrito. Os visitantes poderão quitar o valor posteriormente, utilizando o portal oficial ou o aplicativo indicado pela administração municipal.

Valores variam conforme o tipo de veículo

A taxa foi definida em Unidade Fiscal do Município (UFM), com conversão para reais de acordo com o valor vigente no período da cobrança.

Conforme os valores divulgados até esta segunda-feira (22), a cobrança varia entre R$ 4,60 para motocicletas e R$ 73,60 para ônibus.

Valores da Taxa de Preservação Ambiental (TPA) por categoria de veículo:

  • Motocicletas: R$ 4,60 (1 UFM). A classificação será feita automaticamente com base nos dados do CRLV.
  • Carros de passeio e veículos de pequeno porte: R$ 9,20 (2 UFM). A categoria será definida conforme o registro do veículo.
  • Veículos utilitários: R$ 13,80 (3 UFM). A categoria inclui caminhonetes e Kombis.
  • Vans e veículos de excursão: R$ 32,20 (7 UFM). O enquadramento será realizado de acordo com as informações do CRLV e a categoria do veículo.
  • Micro-ônibus e caminhões: R$ 46,00 (10 UFM). O valor poderá ser reajustado conforme as regras do Código Tributário Municipal.
  • Ônibus: R$ 73,60 (16 UFM). Esta é a maior faixa de cobrança prevista no decreto regulamentador.

Os valores são calculados em Unidade Fiscal do Município (UFM) e podem sofrer alterações de acordo com o valor vigente da unidade fiscal no momento da cobrança.

Recursos ficarão em Monte Verde

De acordo com a legislação municipal, toda a arrecadação obtida por meio da TPA deverá ser aplicada exclusivamente no distrito.

Entre as ações previstas para receber investimentos estão a manutenção de áreas verdes, conservação de trilhas turísticas, limpeza urbana, gestão de resíduos sólidos, preservação ambiental e melhorias na infraestrutura voltada ao turismo.

Locais como o Parque do Cadete, trilhas ecológicas e outros espaços de visitação estão entre os pontos que poderão ser beneficiados pelos recursos arrecadados.

Quem não precisará pagar

O decreto prevê isenção para diferentes categorias de usuários. Estão dispensados do pagamento moradores de Monte Verde e de Camanducaia, além de residentes de cidades vizinhas como Extrema, Cambuí e Itapeva.

Também ficam isentos veículos oficiais, prestadores de serviço devidamente cadastrados e automóveis emplacados nos municípios contemplados pela isenção automática.

Em alguns casos, no entanto, a dispensa da cobrança dependerá de cadastro prévio em sistema digital ou de atendimento presencial.

Fiscalização será totalmente digital

Todo o gerenciamento da taxa será realizado por uma plataforma eletrônica integrada ao sistema de monitoramento. Por meio dela, os usuários poderão consultar registros de entrada e saída, emitir guias de pagamento, solicitar isenções, regularizar pendências e acompanhar notificações.

O sistema também estabelece procedimentos para situações como veículos sem cadastro ou sem registro de saída, além de prever prazos para regularização de benefícios e possibilidade de cobrança retroativa em casos de inconsistências.

A fiscalização ficará sob responsabilidade de setores da administração municipal ligados às áreas de meio ambiente, turismo e da subprefeitura de Monte Verde.

Projeto que prevê fim de visitas íntimas a presos em Minas recebe aval na ALMG

Projeto que prevê fim de visitas íntimas a presos em Minas recebe aval na ALMG – Foto: reprodução

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) aprovou, em 1º turno, parecer favorável ao Projeto de Lei (PL) 1.480/2020, que propõe mudanças nas regras de visita íntima para pessoas privadas de liberdade no estado.

De autoria do deputado Bruno Engler (PL), a proposta original previa a revogação do artigo 67 da Lei nº 11.404/1994, que garante aos presos provisórios e condenados o direito à visita íntima, conforme normas definidas pela autoridade competente.

Na justificativa do projeto, o parlamentar argumenta que a visita íntima tem sido utilizada por integrantes de organizações criminosas para transmitir informações e manter a comunicação com subordinados, o que, segundo ele, contribui para a atuação do crime organizado dentro e fora dos presídios.

Durante a tramitação na CCJ, o relator da matéria, deputado Doorgal Andrada (PP), apresentou o substitutivo nº 1, incorporando o conteúdo do PL 5.623/2026, também de autoria de Bruno Engler e anexado à proposta.

Com a alteração, o texto deixa de extinguir completamente o direito à visita íntima e passa a restringi-lo para presos com condenação transitada em julgado pelos crimes de feminicídio, estupro e estupro de vulnerável. Para esses casos, a visita íntima deixaria de ser permitida.

Após a aprovação na CCJ, o projeto segue para análise da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

Minas Gerais tem pior índice de segurança rodoviária do Sudeste, aponta CNT

Minas Gerais tem pior índice de segurança rodoviária do Sudeste, aponta CNT – Foto: DER-MG/Divulgação

Minas Gerais aparece como o estado com o pior desempenho em segurança viária entre as unidades do Sudeste, de acordo com o Painel Rodovias que Perdoam, divulgado pela Confederação Nacional do Transporte (CNT). O levantamento mostra que quase um terço da malha rodoviária avaliada no estado possui baixo nível de proteção aos usuários, aumentando o risco de mortes e lesões graves em acidentes.

Segundo os dados, apenas 22,4% das rodovias mineiras alcançam alto índice de segurança. Outros 46,7% dos trechos foram classificados com nível intermediário, enquanto 30,9% estão na categoria mais crítica.

O indicador utilizado pela CNT avalia a capacidade da infraestrutura rodoviária de minimizar as consequências de acidentes. Elementos como acostamentos, sinalização adequada, barreiras de proteção e características geométricas da via influenciam diretamente na classificação. Quando esses dispositivos estão ausentes ou inadequados, falhas humanas ou problemas mecânicos tendem a resultar em ocorrências mais graves.

Minas fica atrás dos demais estados do Sudeste

Embora outras regiões do país apresentem índices mais elevados de rodovias inseguras, Minas Gerais se destaca negativamente dentro do Sudeste.

O contraste mais expressivo ocorre em relação a São Paulo, que possui a maior proporção de trechos classificados com alto nível de segurança.

Minas Gerais

  • 🟢 22,4% alto índice de segurança
  • ⚠️ 46,7% nível médio
  • ❌ 30,9% baixo nível

São Paulo

  • 🟢 67,6% alto índice
  • ⚠️ 27,7% nível médio
  • ❌ 4,7% baixo nível

Rio de Janeiro

  • 🟢 52,2% alto índice
  • ⚠️ 41,4% nível médio
  • ❌ 6,3% baixo nível

Espírito Santo

  • 🟢 23,8% alto índice
  • ⚠️ 62,9% nível médio
  • ❌ 13,3% baixo nível

Infraestrutura deficiente amplia riscos

O levantamento identificou uma série de problemas estruturais que ajudam a explicar o resultado obtido por Minas Gerais.

Entre os dados levantados pela CNT estão:

  • 65,4% das rodovias com algum tipo de deficiência relacionada ao pavimento, sinalização ou geometria;
  • 46,4% da geometria considerada ruim ou péssima;
  • 55,1% dos trechos sem acostamento;
  • 25,3% das curvas perigosas sem sinalização adequada;
  • 87,9% da malha composta por pistas simples.

Além disso, foram identificados 138 pontos críticos, incluindo erosões, grandes buracos, pontes estreitas e quedas de barreira.

Reflexos na economia

Além dos impactos na segurança viária, a CNT alerta para os efeitos econômicos da precariedade das estradas. Segundo a entidade, rodar em vias com problemas de infraestrutura aumenta em média 34,8% o custo operacional do transporte.

“Minas ocupa uma posição estratégica na logística nacional e recebe um volume muito elevado de transporte de cargas e passageiros. Esse fluxo intenso acelera o desgaste da infraestrutura e exige um esforço permanente de conservação e modernização”, afirmou a diretora executiva da CNT, Fernanda Rezende.

Maior malha rodoviária do país enfrenta desafios

Com aproximadamente 272 mil quilômetros de extensão, Minas Gerais possui a maior malha rodoviária do Brasil, equivalente a cerca de 16% de todas as rodovias nacionais.

Para a CNT, o tamanho da rede viária aumenta a complexidade dos trabalhos de manutenção e modernização, especialmente diante do intenso fluxo de veículos que atravessam o estado diariamente.

“A extensa malha viária mineira pode contribuir [para a baixa segurança das estradas], mas não de forma isolada. Quanto maior a extensão de rodovias, maior também a necessidade de investimentos contínuos em pavimento, sinalização, acostamentos, dispositivos de contenção e correções na geometria da via”, explicou a diretora da CNT.

A entidade estima que seriam necessários R$ 15,84 bilhões para recuperar os trechos avaliados em Minas Gerais.

“Porém, o investimento que vem acontecendo ao longo dos anos é muito inferior à necessidade. Além da quantidade de acidentes e das vidas perdidas nas rodovias, a falta de investimento gera um impacto financeiro. Este impacto afeta toda a economia do país, visto que o transporte movimenta tudo que é produzido e todas as pessoas do Brasil”, disse Rezende.

Diferença entre rodovias concedidas e públicas

O painel também identificou diferenças significativas entre rodovias administradas pela iniciativa privada e aquelas mantidas pelo poder público.

Nas estradas concedidas:

  • 🟢 60,2% dos trechos possuem alto índice de segurança;
  • ❌ 2,5% apresentam baixo nível de segurança.

Nas rodovias públicas:

  • 🟢 Apenas 1,5% alcançam alto índice de segurança;
  • ❌ 46,6% estão na faixa mais crítica.

Apesar dos números mais favoráveis às concessões, a CNT destaca que a privatização não resolve automaticamente os problemas de infraestrutura.

“Não significa que toda rodovia concedida apresente alto nível de segurança ou que a concessão, por si só, resolva todos os problemas. Mas os dados da CNT mostram que, de forma geral, estados e corredores rodoviários que recebem investimentos contínuos, muitos deles viabilizados por investimentos privados, tendem a apresentar melhores condições de infraestrutura e maior capacidade de mitigar as consequências dos acidentes”, informou diretora executiva da CNT.

Entre as 83 rodovias avaliadas em Minas, 25 são concedidas. Dessas, apenas oito possuem mais da metade de seus trechos classificados com alto nível de segurança.

As rodovias mais perigosas de Minas Gerais

A pesquisa apontou oito rodovias com 100% dos trechos enquadrados na categoria de baixo nível de segurança.

São elas:

  1. BR-464
  2. LMG-633
  3. LMG-820
  4. MG-114
  5. MG-308
  6. MG-449
  7. MG-605
  8. MG-677

Sete dessas estradas estão sob responsabilidade do Governo de Minas Gerais e uma pertence à malha federal.

O que pode ser feito

Para melhorar os índices de segurança, a CNT defende investimentos em:

  • implantação de acostamentos;
  • instalação de defensas e barreiras de proteção;
  • reforço da sinalização;
  • correções geométricas das vias;
  • criação de áreas de escape;
  • identificação dos trechos com maior incidência de acidentes para direcionar recursos.

Posicionamento do DNIT

Em nota, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) informou que monitora mensalmente as condições das rodovias federais por meio do Índice de Condição da Manutenção (ICM).

Segundo o órgão, em abril de 2026, 90% das rodovias federais sob sua gestão no país estavam classificadas como boas ou regulares. Em Minas Gerais, o percentual chegou a 89%.

O DNIT informou ainda que o trecho da BR-464 apontado pela CNT não está integralmente sob sua responsabilidade e destacou que o segmento administrado pelo órgão apresenta 94% de boas condições segundo o ICM.

O departamento acrescentou que prevê investir R$ 655,1 milhões em manutenção e conservação da malha federal mineira não concedida ao longo de 2026 e ressaltou iniciativas como o programa BR-Legal e o Conexão DNIT, voltados à segurança e educação para o trânsito.

Posicionamento do DER-MG

O Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG) afirmou que os critérios adotados pela CNT não levam em consideração fatores como época de construção das rodovias, tipo de solo, relevo e índices pluviométricos.

O órgão informou ainda que pretende investir aproximadamente R$ 800 milhões na manutenção e conservação das rodovias estaduais durante o ano de 2026.

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), responsável pela regulação das concessões federais, também foi procurada pela reportagem, mas não havia se manifestado até a última atualização da matéria.

VÍDEO | Homem atira em praça e provoca correria durante a madrugada em Muzambinho; polícia procura suspeito

Um homem de 27 anos é procurado pela Polícia Militar após efetuar disparos de arma de fogo na região central de Muzambinho (MG). A ação, registrada na madrugada de sábado (20), causou pânico entre moradores e pessoas que estavam na Praça Central da cidade, mas ninguém foi atingido.

A ocorrência foi registrada por volta das 2h35, na Avenida Doutor Américo Luz. Conforme o boletim de ocorrência (REDS), a PM recebeu denúncias informando que tiros haviam sido disparados nas proximidades de uma adega localizada na área central.

Durante a apuração dos fatos, militares analisaram imagens de câmeras de segurança instaladas em estabelecimentos da região. As gravações mostram o momento em que o suspeito saca a arma e realiza os disparos, provocando correria entre dezenas de pessoas que estavam no local. Nas imagens, alguns jovens aparecem buscando proteção atrás de uma caminhonete VW Saveiro estacionada nas proximidades.

Após os disparos, o homem foi visto caminhando pela praça em direção à agência dos Correios. Minutos depois, um VW Jetta preto, com características compatíveis às do veículo pertencente ao suspeito, foi flagrado circulando ao redor da praça, próximo ao Banco do Brasil. A presença do automóvel gerou nova movimentação e mais correria entre pedestres que permaneciam na região.

Um motorista de aplicativo que trabalhava nas imediações relatou aos policiais que três mulheres entraram em seu veículo pedindo ajuda para deixar o local. Segundo ele, pelo retrovisor, foi possível observar um homem retirando uma arma e efetuando mais dois disparos. Temendo possíveis represálias, o condutor optou por não se identificar oficialmente.

A partir das imagens obtidas e de informações repassadas por denúncias anônimas, a Polícia Militar conseguiu identificar o suspeito. Os levantamentos apontaram que ele é proprietário de um VW Jetta preto, ano 2009, semelhante ao veículo registrado pelas câmeras de monitoramento.

Equipes policiais realizaram buscas na residência do homem, localizada no bairro Cohab, além de diligências em endereços de familiares. No entanto, até o momento, ele não foi encontrado.

A ocorrência foi encaminhada para a Polícia Civil de plantão em Guaxupé, que dará sequência às investigações. Enquanto isso, a Polícia Militar mantém as buscas para localizar o suspeito e apreender a arma utilizada nos disparos.

Informações que possam contribuir com a localização do homem podem ser repassadas de forma anônima pelos telefones 190 ou 181.

Lula inaugura Hospital Universitário em Divinópolis e anuncia investimentos na BR-494

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou, na tarde desta sexta-feira (19), da inauguração oficial do Hospital Universitário da Universidade Federal de São João del-Rei (HU-UFSJ), em Divinópolis (MG). A cerimônia reuniu autoridades federais, estaduais e municipais e foi marcada pelo anúncio de investimentos para melhorias na BR-494.

Lula desembarcou de helicóptero no Divinópolis Clube, no bairro Belvedere, antes de seguir para o evento. Também participaram da solenidade o ministro da Educação, Leonardo Barchini, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e o ministro dos Transportes, George Santoro.

Durante a agenda, o Governo Federal confirmou investimentos para a duplicação da BR-494, no trecho entre o entroncamento da MG-050 e o trevo do Parque de Exposições. A intervenção tem como objetivo melhorar a mobilidade urbana e facilitar o acesso ao novo Hospital Universitário.

A prefeita de Divinópolis, Janete Aparecida, acompanhou a inauguração e destacou a importância da nova unidade para a saúde pública da cidade e de toda a região Centro-Oeste de Minas Gerais.

Segundo a prefeita, a entrega do hospital representa uma importante conquista para a população, ampliando o acesso aos serviços de saúde e fortalecendo a estrutura hospitalar regional. Janete também ressaltou a presença do presidente Lula no evento, afirmando que a visita demonstra o reconhecimento da relevância do empreendimento e reforça o compromisso com investimentos para o desenvolvimento do município.

“Estamos vivendo um momento histórico para Divinópolis. A inauguração do Hospital Universitário representa um grande avanço para a saúde da nossa população e de toda a região”, destacou a prefeita.

Hino Nacional Brasileiro é eleito o mais bonito da Copa pelo The New York Times

Hino Nacional Brasileiro é eleito o mais bonito da Copa pelo The New York Times – Foto: Reuters/Mike Segar

O Hino Nacional Brasileiro foi eleito o mais bonito entre os 48 países participantes da Copa do Mundo de 2026 em um ranking publicado nesta sexta-feira (19) pelo jornal norte-americano The New York Times.

A publicação analisou os hinos de todas as seleções presentes no Mundial e atribuiu nota 9 de 10 à composição brasileira, que superou países tradicionais do futebol e até mesmo os três anfitriões da competição.

“Dura pouco mais de dois minutos e ainda assim parece não ser suficiente. Há muitas palavras cantadas muito rapidamente na maior parte do tempo, falando sobre não temer a batalha, sobre um colosso destemido e uma pátria amada, mas o destaque é, sem dúvida, uma gloriosa introdução orquestral de 28 segundos”, diz o texto do jornal.

“Para a partida contra o Marrocos, não houve exatamente as lágrimas emocionadas e o melodrama que vimos antes da famosa semifinal em casa em 2014, mas isso provavelmente foi para melhor. Um dos melhores hinos do mundo”, completa o NY Times sobre o Hino do Brasil.

O reconhecimento ocorre durante a disputa do Mundial de 2026, competição que reúne seleções de todos os continentes e é realizada em conjunto por Estados Unidos, Canadá e México.

Top 10 dos hinos mais bonitos da Copa do Mundo de 2026, segundo o NY Times

  1. Brasil
  2. França
  3. Portugal
  4. Colômbia
  5. Escócia
  6. Equador
  7. Argentina
  8. Egito
  9. Uruguai
  10. Bósnia e Herzegovina

Minas lidera autuações por embriaguez ao volante e registra alta letalidade nas rodovias

Minas lidera autuações por embriaguez ao volante e registra alta letalidade nas rodovias – Foto: reprodução

No dia em que a Lei Seca (Lei Federal nº 11.705/2008) completa 18 anos, Minas Gerais aparece no topo do ranking nacional de autuações relacionadas à embriaguez ao volante nas rodovias federais. Os números revelam que, apesar dos avanços na legislação, o estado ainda enfrenta um desafio persistente: mudar a cultura que normaliza o ato de beber e dirigir.

Dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF), analisados pela Associação de Clínicas de Trânsito (Actrans) de Minas Gerais, mostram que, entre janeiro e maio deste ano, foram registradas 657 infrações por teste positivo de etilômetro nas rodovias federais mineiras. Além disso, 2.770 motoristas se recusaram a realizar o teste do bafômetro.

Somadas, as duas categorias resultam em 3.427 infrações, o equivalente a 22% de todas as autuações por alcoolemia registradas pela PRF em todo o país. Na prática, os dados indicam que, diariamente, pelo menos 22 motoristas alcoolizados são flagrados circulando pelas estradas de Minas Gerais.

O problema se torna ainda mais grave quando analisados os acidentes causados pela combinação de álcool e direção. Nos cinco primeiros meses de 2026, Minas registrou 127 acidentes provocados diretamente pela ingestão de bebida alcoólica por parte dos condutores. Embora o estado ocupe a terceira posição em número de ocorrências e de feridos, com 114 vítimas, aparece em segundo lugar no ranking nacional de mortes.

Foram nove óbitos no período, o que representa 10,71% das 84 mortes registradas em todo o país em acidentes relacionados à embriaguez ao volante.

O cenário preocupa quem percorre diariamente rodovias como as BRs 040, 381, 135 e 262, além da MGC-135. O caminhoneiro Marco Giovani, de 24 anos, acredita que a Lei Seca tem efeito positivo, especialmente entre os condutores de veículos de grande porte, mas faz críticas aos motoristas de automóveis.

“O pessoal de carro pequeno pula muito as normas, não obedece muito a Lei Seca”.

Ele defende uma fiscalização mais rigorosa para esse grupo e afirma que muitos condutores deixam festas dirigindo sob efeito de álcool, aumentando o risco de acidentes.

“O pessoal corre demais”.

COMPORTAMENTO DE RISCO

A preocupação dos motoristas que respeitam as regras é confirmada por equipes de resgate que atuam nas rodovias. Profissionais da concessionária EPR Via Mineira, responsável pelo trecho da BR-040 entre Belo Horizonte e Juiz de Fora, relatam encontrar frequentemente indícios de consumo de álcool durante atendimentos a acidentes.

Fotografias registradas pelas equipes de inspeção mostram não apenas a força dos impactos, mas também latas e garrafas de cerveja dentro dos veículos envolvidos. Em uma das imagens analisadas pela reportagem, uma bolsa térmica aberta continha uma lata de cerveja, sugerindo que a bebida era mantida gelada para consumo durante a viagem.

“Conseguimos ver que há embalagens de bebidas ali (nos veículos) já utilizadas, por exemplo, uma garrafa de cerveja ainda gelada, e a pessoa (ao volante) com comportamentos diferentes de um motorista que não fez o uso de bebida alcoólica”, explica o gerente de operações da EPR Via Mineira, Anderson Finco.

O gerente chama atenção para o aumento do consumo de álcool durante eventos festivos, especialmente em junho, período marcado pelas festas juninas e pela exibição de jogos da Copa do Mundo.

“Até mesmo em eventos de grande público, como shows, entre outros, o fomento do consumo da bebida é notório. As pessoas acabam, por vezes, fazendo a opção errada”, diz Anderson.

A recomendação é que motoristas utilizem carros por aplicativo ou táxis para se deslocarem até esses eventos.

Embora a confirmação da embriaguez seja atribuição das autoridades policiais, a concessionária tem intensificado ações educativas sobre o tema. Neste mês, em que a Lei Seca completa 18 anos, a EPR Via Mineira promove atividades de conscientização em pontos estratégicos da BR-040. As ações já ocorreram em Belo Horizonte, Nova Lima, Juiz de Fora, Santos Dumont e Barbacena. Nesta sexta-feira, o trabalho será realizado na Unidade Operacional da PRF de Juiz de Fora, no km 769,9 da rodovia.

MINAS TEM UMA DAS MAIORES LETALIDADES DO PAÍS

Segundo dados da PRF, Santa Catarina lidera o número de acidentes causados por embriaguez ao volante, com 234 ocorrências, seguida pelo Paraná, com 180. Minas Gerais aparece em terceiro lugar, com 127 registros.

No entanto, quando o assunto é letalidade, o cenário mineiro é mais preocupante. Apesar de registrar quase o dobro de acidentes que Minas, Santa Catarina contabilizou apenas uma morte no período, resultando em uma taxa de letalidade de 0,4%.

Já em Minas Gerais, o índice alcança 7,1%, acima da média nacional de 5,8%. O dado demonstra que acidentes relacionados ao consumo de álcool tendem a ser mais graves e mais fatais nas rodovias do estado.

A diferença também aparece nas autuações. Minas lidera com 657 casos de teste positivo para alcoolemia. Em relação à recusa ao bafômetro, o estado registrou 2.770 ocorrências, muito acima dos números de Santa Catarina (1.198), Rio Grande do Sul (1.089) e Paraná (1.043).

Para o vice-presidente da Actrans, Carlos Luiz Souza, a liderança mineira está relacionada não apenas ao comportamento dos motoristas, mas também às características das rodovias do estado.

“Temos a maior e mais complexa malha rodoviária federal do país, caracterizada por curvas sinuosas, pista simples e um relevo extremamente acidentado. Adicionar álcool a essa equação geográfica é uma combinação catastrófica. Não há engenharia de tráfego ou tecnologia veicular no mundo que consiga salvar um motorista cujo tempo de reação foi destruído por duas ou três doses de bebida”, adverte.

Rodovias como as BRs 381, 040 e 262 concentram intenso fluxo de veículos de passeio, ônibus interestaduais e caminhões de carga, especialmente do setor de mineração. Muitas dessas vias possuem pista simples, relevo montanhoso e curvas acentuadas, fatores que reduzem a margem para erros.

A presidente da Actrans, Adalgisa Lopes, afirma que, nessas condições, a perda da capacidade reflexiva causada pelo álcool costuma ter consequências devastadoras.

“As rodovias federais de Minas Gerais não perdoam o erro. Enquanto em estados planos e com pistas duplicadas um motorista alcoolizado que sai da pista tem grandes chances de sobrevivência, aqui ele invade a contramão em pista simples e colide de frente com uma carreta de mineração”.

Segundo ela, o álcool reduz significativamente o campo visual, prejudica a percepção de profundidade e retarda o tempo de reação, fatores que podem definir a sobrevivência em rodovias de traçado complexo.

NATURALIZAÇÃO DO RISCO

Especialistas apontam que, apesar dos avanços da Lei Seca e do endurecimento das punições ao longo dos anos, a principal barreira para a redução dos acidentes continua sendo cultural.

“Os dados mostram que a barreira cultural e psicológica do motorista ainda é o maior obstáculo para salvar vidas. Enquanto a sociedade continuar tratando a combinação de álcool e direção como uma infração tolerável ou um deslize social, nossas rodovias continuarão despedaçando famílias”, completa Adalgisa.

A avaliação é compartilhada pelo advogado criminalista e especialista em Direito Penal Frederico Horta. Para ele, a legislação brasileira já alcançou um alto grau de maturidade e eficiência.

“Temos uma lei muito boa. Difícil é aplicá-la, fazer política pública, campanha, mudar a mentalidade, mudar os fatores que levam à ocorrência dos crimes. Problema de repressão nós já não temos mais nesse campo (da legislação). Nossa lei foi bastante alterada nos últimos anos, e essas alterações foram mais que suficientes. É uma lei bastante madura nesse aspecto, talvez uma das melhores leis do mundo. O problema agora é mesmo de cultura, de fiscalização, de política pública de controle e de prevenção”, diz Horta.

O especialista ressalta que fiscalizações frequentes aumentam a percepção de risco entre os motoristas e contribuem para a prevenção das infrações. Segundo ele, o que realmente inibe a prática é a certeza de que haverá fiscalização e punição, e não apenas a severidade da lei.

Nesse contexto, medidas como multas, perda de pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH), suspensão do direito de dirigir e retenção do veículo continuam sendo instrumentos importantes para desestimular a combinação entre álcool e direção.

VÍDEO | Jovem sem habilitação avança parada e provoca acidente com três veículos em Varginha

Duas pessoas ficaram feridas após um acidente envolvendo dois carros e uma motocicleta na tarde de quinta-feira (18), em Varginha (MG). A ocorrência foi registrada no cruzamento da Avenida Dr. José Marcos com a Rua Tenente Joaquim Pinto, no bairro Jardim Bom Pastor.

Segundo a Polícia Militar, militares que realizavam patrulhamento pela região se depararam com a colisão por volta das 13h13 e acionaram imediatamente as equipes de socorro para atendimento às vítimas.

As apurações realizadas no local apontaram que um jovem de 18 anos, que não possui Carteira Nacional de Habilitação (CNH), conduzia um dos automóveis envolvidos. Conforme a PM, ele teria ignorado a sinalização de parada obrigatória existente no cruzamento, provocando a sequência de colisões.

Inicialmente, o veículo atingiu um carro dirigido por um homem de 42 anos, que estava acompanhado de uma adolescente de 15 anos. Após o primeiro impacto, o automóvel ainda colidiu contra uma motocicleta conduzida por um homem de 24 anos.

Com a batida, o motociclista e a adolescente sofreram ferimentos. Ambos receberam atendimento de uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e foram encaminhados ao Hospital Bom Pastor, onde permaneceram em observação. Os demais envolvidos não tiveram ferimentos aparentes.

A Polícia Militar informou ainda que os veículos que apresentavam irregularidades foram removidos para um pátio credenciado. As providências administrativas e legais foram adotadas, e o caso foi encaminhado às autoridades responsáveis para os procedimentos posteriores.

Representantes da UFMG apresentam ações em defesa do Lago de Furnas durante fórum da AMM, em Belo Horizonte

Representantes da UFMG apresentam ações em defesa do Lago de Furnas durante fórum da AMM, em BH – Foto: Unelagos

As pautas relacionadas ao Lago de Furnas estiveram entre os temas apresentados durante o Fórum de Meio Ambiente da Associação Mineira de Municípios (AMM), realizado na última terça-feira (16), em Belo Horizonte. A participação reforçou a presença do chamado Mar de Minas nos debates sobre sustentabilidade e políticas públicas ambientais em Minas Gerais.

A representação da região foi conduzida por integrantes da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), sob coordenação das professoras Sonaly Rezende e Izabel Andrade. A iniciativa faz parte do Projeto Mar de Nós, desenvolvido em parceria com a UNELAGOS, a ALAGO e a FECITUR.

Durante o evento, as pesquisadoras compartilharam informações sobre as ações que vêm sendo realizadas pelo projeto, além de apresentar reivindicações relacionadas às causas defendidas pelo grupo. Os participantes também tiveram acesso a um questionário por meio de um QR Code disponibilizado pela equipe.

Segundo a professora Izabel Andrade, a receptividade do público e o espaço concedido para a divulgação das propostas superaram as expectativas. Ela destacou que o projeto teve a oportunidade de apresentar suas demandas diretamente aos presentes e ampliar o alcance da iniciativa.

A avaliação positiva também foi reforçada pela professora Sonaly Rezende, que definiu a participação da equipe como extremamente produtiva.

A presença da UFMG no encontro evidenciou a importância da contribuição científica para a formulação de políticas ambientais e para o fortalecimento de estratégias voltadas à preservação e ao desenvolvimento sustentável do Lago de Furnas.

Além disso, a atuação conjunta entre instituições de ensino, entidades representativas e lideranças regionais tem sido fundamental para ampliar a visibilidade das demandas do território e fortalecer a defesa dos interesses do Mar de Minas em espaços de discussão e tomada de decisões.

Representantes da UFMG apresentam ações em defesa do Lago de Furnas durante fórum da AMM, em BH – Foto: Unelagos

Produtor tem 54 sacas de café furtadas em propriedade rural entre Bom Jesus da Penha e Nova Resende

Produtor tem 54 sacas de café furtadas em propriedade rural entre Bom Jesus da Penha e Nova Resende – Foto: reprodução

A Polícia Militar investiga o furto de aproximadamente 54 sacas de café em coco ocorrido em uma propriedade rural localizada no bairro Penha de Baixo, em Bom Jesus da Penha. O crime foi registrado na última quinta-feira (18) em uma área próxima à divisa com o município de Nova Resende.

Segundo as informações levantadas pelos militares, o café havia permanecido na lavoura após o término da colheita e foi levado pelos criminosos antes de ser recolhido pelo produtor.

Diante da ocorrência, a Polícia Militar reforçou o alerta aos produtores rurais da região, especialmente durante o período de safra, quando o aumento da movimentação de cargas agrícolas costuma atrair a ação de criminosos.

A orientação é para que moradores e trabalhadores do campo mantenham vigilância redobrada sobre propriedades, lavouras e locais de armazenamento. A corporação também pede atenção à circulação de veículos suspeitos, principalmente caminhonetes transitando em horários incomuns ou sem justificativa aparente nas estradas rurais.

Qualquer movimentação considerada suspeita deve ser comunicada imediatamente à Polícia Militar por meio do telefone 190. Conforme a corporação, a participação da comunidade é essencial para prevenir novos furtos e contribuir para a identificação dos responsáveis pelos crimes na zona rural.

Jornal Folha Regional
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.