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Jornal Folha Regional

Hepatites virais causam mais de mil mortes em 2024 no Brasil

Hepatites virais causam mais de mil mortes em 2024 no Brasil – Foto: reprodução

O Brasil registrou em 2024 mais de 34 mil casos diagnosticados de hepatite viral, com cerca de 1,1 mil mortes diretas. A doença atinge o fígado e pode ser causada por cinco sorotipos de vírus: A, B, C, D e E.

Os tipos mais prevalentes no Brasil são o B e C e a maior parte dos casos é crônica: o vírus permanece silencioso dentro do organismo por décadas, causando danos acumulados no órgão, até provocar quadros graves como fibrose cística, cirrose ou mesmo câncer, e só então desenvolve sintomas.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estabeleceu como meta a redução da incidência de hepatite B e V em 90%, com redução de 65% da mortalidade até 2030. Por isso, o dia de hoje – 28 de julho – foi eleito como Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais.

Prevenção

“A boa notícia é que as hepatites virais podem ser prevenidas, como explica o infectologista Pedro Martins, professor da Afya Educação Médica. “Geralmente dividimos as Hepatites A e E como hepatites de transmissão fecal-oral, ao levar água ou alimentos contaminados com fezes à boca, enquanto as hepatites B, C e D são de transmissão parenteral, ocorrendo predominantemente a partir do contato com sangue contaminado, ao compartilhar objetos de uso pessoal como alicates de unha, lâminas de barbear ou escovas de dentes ou durante o sexo desprotegido. A Hepatite A pode ser transmitida no sexo oral onde há contato da boca com o ânus e as Hepatites B, C e D, durante a penetração”, afirma..

Outra importante forma de prevenção é a vacinação. Atualmente, o Sistema Único de Saúde disponibiliza gratuitamente as vacinas contra a hepatite A e B, mas a segunda também protege contra o vírus do tipo D, já que ele só infecta quem tem hepatite B. Os dois imunizantes fazem parte do calendário básico de vacinação das crianças.

A primeira dose da vacina contra a hepatite B deve ser tomada logo após o nascimento, e outras três doses são administradas aos 2, 4 e 6 meses de vida. Gestantes também devem se vacinar, caso não possam comprovar que foram devidamente imunizadas, porque a doença pode ser transmitida durante a gravidez, parto ou amamentação.

Casos têm queda

A vacinação tem contribuído para a diminuição dos casos. Em 2013 a taxa de detecção de hepatite B a cada 100 mil habitantes era de 8,3 e caiu para 5,3 em 2024. De acordo com o vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunização, Renato Kfouri, a erradicação da doença é possível caso o país consiga manter altos índices de vacinação.

“Não há reservatório do vírus da hepatite B que não seja o ser humano. Então, você consegue, através da vacinação em 100%, eliminar a criação de novos portadores crônicos, e com isso, consequentemente não tem mais onde se infectar pelo vírus B. A partir da introdução da vacina na pediatria, nós estamos acumulando pessoas vacinadas ao longo do tempo, e já temos aí mais de 30 anos anos de vacinação aqui no Brasil, então, a gente caminha para uma geração sem vírus de hepatite B, que é uma vacina altamente eficaz”, assegura Kfouri.

Eficácia da vacina

A vacina contra a hepatite A também demonstrou sua eficácia. Em 2013, 903 crianças menores de 5 anos foram infectadas pelo vírus no Brasil. A partir de 2014, com a entrada no imunizante no calendário básico infantil, houve redução consistente de novas infecções, e, em 2024, apenas 16 casos foram registrados nesse público, uma redução de mais de 98%.

No entanto, os casos vêm subindo na faixa etária entre 20 e 39 anos, especialmente entre homens. Após o Ministério da Saúde identificar surtos da doença entre a população de homens que fazem sexo com homens, em maio deste ano, a vacinação foi ampliada para os usuários de PrEP (profilaxia pré-exposição).

Infelizmente, ainda não há vacina para a hepatite C, tipo mais comum e com maior letalidade de hepatite viral. Em 2024, o Brasil anotou 19.343 novos diagnósticos da doença e 752 óbitos diretos. Mas a infecção pode ser confirmada por testes de laboratório e tratada com antivirais que tem taxa de cura superior a 95%.

“Quando o tratamento consegue ser iniciado de forma oportuna, as consequências são mínimas. Mas quando a infecção permanece por anos sem tratamento, pode evoluir para cirrose hepática e câncer de fígado, mesmo naquelas pessoas que não tem hábito de consumir bebidas alcoólicas”, afirma o infectologista Pedro Martins. 

Nova tecnologia permite mamografia indolor com resultado em 1 minuto

Nova tecnologia permite mamografia indolor com resultado em 1 minuto – Foto: reprodução

Recentemente, pesquisadores da Universidade de Buffalo, nos EUA, anunciaram um novo rastreamento de câncer de mama que, além de completamente indolor, leva cerca de um minuto para ser realizado. Tudo o que as pacientes precisam fazer é pressionar levemente a mama contra uma janela de imagem.

Ao contrário da mamografia tradicional, que requer a compressão dolorosa da mama entre duas placas de acrílico, no novo sistema, chamado de OneTouch-PAT, a paciente apenas encosta a mama em uma tela especial do equipamento, enquanto permanece em posição natural, em pé.

De acordo com o estudo, publicado na revista IEEE Transactions on Medical Imaging, o contato direto permite melhor qualidade de imagem e não depende da habilidade do operador para posicionar corretamente. A técnica combina imagens ultrassônicas tradicionais com imagens fotoacústicas.

Como se fossem duas “câmeras” diferentes fotografando uma mesma cena, a que usa ondas sonoras cria visualizações dos tecidos internos da mama, enquanto a que usa pulsos de laser aquece moléculas que, ao absorverem a luz, se expandem e criam ondas ultrassônicas para visualizar vasos e o fluxo sanguíneo.

Tridimensionais, as duas imagens — ultrassom e fotoacústica — se alinham perfeitamente e se sobrepõem no mesmo espaço. Isso é feito por um software especializado que entrega uma visualização com informações das duas técnicas. Com isso, o médico vê, ao mesmo tempo, a estrutura do tumor e sua vascularização.

A necessidade de um modelo de exame de mama mais simples e eficaz

Nova tecnologia permite mamografia indolor com resultado em 1 minuto – Imagem: reprodução

O câncer de mama figura hoje entre as principais causas de morte feminina no mundo. A detecção precoce através de mamografias e ultrassonografias tem salvado milhares de vidas, mas os métodos atuais apresentam limitações significativas que comprometem sua eficácia diagnóstica.

Acessível e barata, a mamografia é imprecisa em mamas densas, causa dor e usa radiação. Já o ultrassom funciona melhor em tecidos densos, mas gera falsos positivos e depende da perícia do operador. Por fim, a ressonância magnética é eficaz, porém cara e pouco disponível.

Surge, então, a necessidade de um rastreamento de câncer de mama mais fácil e acessível para as mulheres do mundo inteiro. O novo OneTouch-PAT foi testado com 65 participantes do estudo, incluindo 61 pacientes com câncer de mama e quatro pessoas que não tinham câncer.

Os pesquisadores observaram que o sistema não só forneceu imagens 3D nítidas do tecido mamário das participantes, mas também ajudou a classificá-las em subtipos de câncer de mama que têm padrões comuns, como câncer de mama Luminal A, Luminal B e Triplo-Negativo.

O OneTouch-PAT também se mostrou competitivo com algumas tecnologias mais avançadas (e caras), como o sistema Koning Vera fundamentado em tomografia computadorizada sem compressão, que custa centenas de dólares, e o sistema Bexa, que utiliza elastografia de alta resolução e dura meia hora.

Próximas etapas para o desenvolvimento do OneTouch-PAT

Concluída a pesquisa, a análise estatística dos pacientes revelou que a intensidade fotoacústica regional e os pontos de ramificação vascular funcionam como indicadores eficazes de malignidade mamária. Os resultados promissores demonstram margem para aprimoramentos do diagnóstico e da classificação do câncer.

Em um comunicado de imprensa, o autor correspondente do estudo, professor Jun Xia, resume o estudo: “Nosso sistema, chamado OneTouch-PAT, combina imagens avançadas, automação e inteligência artificial, tudo isso ao mesmo tempo em que melhora o conforto do paciente”.

O novo sistema pode beneficiar, de forma especial, as mulheres com tecido mamário denso, que são frequentemente mais difíceis de diagnosticar, uma vez que tanto o ultrassom quanto a imagem fotoacústica são menos afetados pela densidade do tecido.

Entretanto, alerta Xia, a pesquisa ainda está em fase inicial e “mais trabalho é necessário antes que ele possa ser usado em ambientes clínicos”. Isso significa testes em populações mais amplas e também mais diversas, com diferentes idades, etnias e condições para confirmar o funcionamento pleno do equipamento.

Para o engenheiro biomédico, há também a necessidade de testes para distinguir entre câncer e lesões benignas, como cistos e fibroadenomas, para evitar falsos positivos. Finalmente, é necessário aprimorar a forma como o software analisa as imagens e aumentar a precisão da IA e dos algoritmos.

Secretaria de Estado de Saúde orienta sobre prevenção de doenças diarreicas e infecções transmitidas por água e alimentos

Secretaria de Estado de Saúde orienta sobre prevenção de doenças diarreicas e infecções transmitidas por água e alimentos – Foto: reprodução

A prevenção das Doenças Diarreicas Agudas (DDA) e das Doenças de Transmissão Hídrica e Alimentar (DTHA) passa, principalmente, por hábitos simples de higiene. Neste sentido, o trabalho integrado entre a Vigilância Epidemiológica e a Atenção Primária à Saúde é fundamental para proteger a população.

Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) destaca que o papel das equipes de saúde vai além do atendimento clínico, abrangendo ações de promoção da saúde, análise de risco e resposta rápida a possíveis surtos.

A referência técnica da SES-MG no Programa de Vigilância das DDA e DTHA, João Pedro Evangelista, reforça a importância dos cuidados básicos com a higiene no dia a dia.

“As medidas mais simples são as mais eficazes. Lavar bem as mãos, consumir água tratada, cozinhar adequadamente os alimentos, armazená-los na temperatura correta e higienizar frutas e verduras fazem toda a diferença para evitar essas doenças”, explica o técnico da SES-MG, João Pedro Evangelista.

Sobre as doenças

As Doenças Diarreicas Agudas (DDA) são causadas por vírus, bactérias ou parasitas e se manifestam por meio de aumento no número de evacuações, geralmente mais de três vezes ao dia, com fezes líquidas ou pastosas, e duração de até 14 dias.

A principal preocupação é com crianças menores de 5 anos e idosos com mais de 60, por apresentarem maior risco de desidratação.

Em 2025, já foram registrados 386.447 casos de DDA nas unidades de saúde monitoradas em Minas Gerais. Em 2024, foram notificados 822.036 casos.

Já as Doenças de Transmissão Hídrica e Alimentar (DTHA) são provocadas pela ingestão de água ou alimentos contaminados por microrganismos ou toxinas. Crianças, gestantes, idosos e pessoas imunocomprometidas demandam atenção especial.

Essas doenças são mais comuns em áreas com falhas na cadeia de produção e conservação de alimentos, e os surtos geralmente ocorrem em locais populosos ou onde há precariedade na preparação de alimentos e no acesso à água potável.

Em 2023, foram registrados 1.667 casos por DTHA. Em 2024, até o momento, já são 5.823 casos.

Cuidados e tratamento

O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece tratamento para essas doenças, com atendimento disponível nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e unidades hospitalares. A hidratação com água, sucos, chás e o uso do soro de reidratação oral (SRO) são essenciais. Nos casos mais graves, pode ser necessária internação para reposição intravenosa de líquidos e tratamento das complicações.

João Pedro salienta que é importante a atenção aos sinais de alerta.“É preciso oferecer líquidos com frequência e estar atento a sinais como boca seca, sonolência, tontura e olhos fundos. Ao menor agravamento dos sintomas, a pessoa deve procurar uma unidade de saúde”.

Ações da SES-MG

A SES-MG atua junto aos municípios com ações de prevenção e promoção da saúde, priorizando capacitações, apoio técnico e distribuição de materiais informativos. A estratégia é reforçada em regiões com maior vulnerabilidade socioeconômica, como os Vales do Jequitinhonha e do Mucuri, o Norte de Minas, o Triângulo Mineiro e a Região Metropolitana de Belo Horizonte.

O Estado também orienta os municípios quanto aos protocolos de manejo clínico, coleta de amostras e notificação de casos. A notificação é uma ferramenta essencial para identificar surtos, investigar fontes de contaminação, implantar medidas de controle e definir políticas públicas de saúde mais eficazes. 

Lei passa a definir fibromialgia como deficiência em todo o país

Lei passa a definir fibromialgia como deficiência em todo o país – Foto: reprodução

A partir de janeiro de 2026, quem têm fibromialgia passará a ser considerado pessoa com deficiência (PcD). A A Lei 15.176, de 2025, que determina a medida, foi publicada nesta quinta-feira (24) no Diário Oficial da União, após ser sancionada sem vetos pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A aprovação pelo Congresso Nacional ocorreu no último dia 2 de julho.

A norma passa a valer 180 dias após a publicação.

A fibromialgia é uma síndrome que provoca dores nos músculos, nas articulações, tontura, fadiga, ansiedade e depressão, e não tem origem conhecida. A origem está na chamada “sensibilização central”, uma disfunção em que os neurônios ligados à dor tornam-se excessivamente excitáveis.

Entre os direitos que serão estendidos às pessoas com fibromialgia estão cotas em concursos públicos e isenção de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) na compra de veículos.

Uma equipe de saúde, com médicos e psicólogos, terá que atestar a limitação da pessoa para participação em atividades em igualdade com as outras pessoas.

No Distrito Federal, por exemplo, quem tem fibromialgia já pode ser considerado com deficiência. Agora a lei vale para todos o país. O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece tratamento para quem possui a síndrome.

Tempo seco em Minas Gerais pode favorecer surto de conjuntivite

Tempo seco em Minas Gerais pode favorecer surto de conjuntivite – Foto: reprodução

O ar seco e a redução das chuvas, característicos do período de inverno, podem favorecer o aumento dos casos de conjuntivite — inflamação da membrana transparente que reveste a parte branca dos olhos e o interior das pálpebras. Essa condição dificulta a lubrificação natural dos olhos e contribui para a concentração de poluentes no ambiente, tornando-os mais suscetíveis à doença, que pode se manifestar nas formas viral, bacteriana ou alérgica. Em fevereiro deste ano, Belo Horizonte registrou um surto da enfermidade. No estado, foram 33 desde o mês de junho. As informações são das secretarias Municipal e Estadual de Saúde.

“Essa é uma doença que pode acontecer durante todo o ano, mas, em alguns períodos, o olho seco é mais comum devido à baixa umidade. Isso compromete a lubrificação ocular, fazendo com que muitas pessoas levem as mãos contaminadas aos olhos, provocando sintomas como vermelhidão, coceira, ardência, sensação de areia nos olhos e até embaçamento visual, especialmente no fim do dia”, alerta o médico oftalmologista Luiz Carlos Molinari, cooperado da Unimed-BH.

Na última semana, segundo a Defesa Civil, a capital mineira esteve em alerta devido à baixa umidade provocada por uma massa de ar seco. Um comunicado publicado pelo órgão indicou que o índice permaneceria em torno de 30% até o último domingo (20/7), abaixo do recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que é de 60%. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o tempo seco deve continuar na capital mineira até a próxima sexta-feira (25/7), com umidade relativa do ar em torno de 30%. Além de Belo Horizonte, mais de 150 cidades de MG estão em alerta devido ao tempo seco.

“Idosos e crianças são mais suscetíveis à desidratação e infecções oculares. As crianças ainda estão com o sistema imunológico em desenvolvimento, e os idosos, por sua vez, podem ter doenças pré-existentes que agravam o quadro”, explica. Foi o que ocorreu com Maria do Carmo, de 2 anos, diagnosticada com a doença nesta segunda-feira (21/7). “Ela começou com uma bolinha no olho, depois teve vermelhidão, secreção e inchaço. Logo a levei ao médico, e ela começou o tratamento com anti alérgico, remédio para dor e colírio”, disse a social media Lorrane do Carmo, de 34 anos, mãe da garota.

Uso de telas

Segundo Molinari, além do clima, o uso prolongado de telas, como celulares, pode contribuir com o agravamento do quadro. “Quando estamos concentrados em celulares, computadores ou televisores, piscamos menos. Isso favorece a evaporação da lágrima e o ressecamento da superfície ocular”, alerta. O especialista destaca ainda a incidência da conjuntivite viral, que possui uma fácil transmissão, principalmente nessa época do ano, em que as pessoas se reúnem em espaços fechados. “Sintomas como vermelhidão, lacrimejamento excessivo, coceira, fotofobia (sensibilidade à luz) e secreção aquosa são comuns nesse tipo. Em alguns casos, pode haver ínguas dolorosas próximas ao ouvido e sintomas respiratórios”, detalha.

Para o médico, a combinação de tempo seco e o uso prolongado de telas reforça a necessidade de boa lubrificação dos olhos, com uma lágrima de boa qualidade, além da devida higienização das mãos e uma boa hidratação. Molinari orienta ainda que se evite tocar os olhos diante de algum incômodo. “O uso do colírio lubrificante também é muito importante, mas sem corticoide. Algum outro medicamento específico ou antibiótico, somente com orientação médica”, orienta.

Os tipos de conjuntivite

  • Conjuntivite viral: causada por um vírus e é muito contagiosa. Também pode ocorrer quando os olhos ficam muito sensíveis à luz, causando a sensação de areia. Geralmente, é tratada com colírios e corticoides para evitar complicações.
  • Conjuntivite bacteriana: a transmissão ocorre no contato com objetos contaminados. Os olhos ficam vermelhos e com secreções. Esse tipo da doença exige tratamento com antibiótico específico. Sem o cuidado adequado, pode causar úlceras e levar à perda da visão.
  • Conjuntivite alérgica: não é contagiosa. É uma doença que pode ser associada à rinite, e causa muita coceira. 

Cuidados

  • Hidrate-se bem: beba bastante água ao longo do dia para manter a produção de lágrimas.
  • Use umidificadores de ar ou coloque bacias com água nos ambientes para aumentar a umidade. 
  • Evite exposição direta ao ar-condicionado e ao vento, que ressecam ainda mais os olhos.
  • Pisque com frequência, especialmente ao usar telas, para manter a lubrificação ocular.
  • Siga a regra 20-20-20: a cada 20 minutos, olhe para algo a 6 metros de distância por 20 segundos.
  • Use lágrimas artificiais sem conservantes, sempre com orientação médica.
  • Alimente-se bem, incluindo alimentos ricos em ômega 3, que ajudam na saúde ocular.
  • Use óculos com proteção UV ao sair ao sol, para proteger os olhos da radiação ultravioleta.
  • Consulte um oftalmologista regularmente, especialmente se houver sintomas persistentes.

Anvisa proíbe comercialização de medicamentos e complemento alimentar

Anvisa proíbe comercialização de medicamentos e complemento alimentar – Foto: reprodução

Os medicamentos Colágeno + Vitamina C; L-Treonato de Magnésio; Espinheira Santa e também o Xarope da Vovó Isabel ou apenas Xarope da Vovó foram retirados da comercialização pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Além desses produtos, a Agência proibiu também a venda do ingrediente alimentar Curcumyn Long e do lote L42158 do insumo farmacêutico “Dysport® (Toxina Botulínica A), 150 U”.

As resoluções de apreensão e recolhimento desses produtos são assinadas pelo gerente-geral de Inspeção e Fiscalização, Marcus Aurélio Miranda de Araújo, e publicadas no Diário Oficial da União, edição de sexta-feira, 18 de julho. 

De acordo com a Resolução 2.703 da Anvisa, os medicamentos Xarope da Vovó Isabel e Xarope da Vovó são fabricados “por empresa desconhecida” e a comprovação da propaganda e comercialização do produto não possuem registro, notificação ou cadastro na Anvisa.

Já o fabricante do Colágeno + Vitamina C, L-Treonato de Magnésio e da Espinheira Santa – Grupo Nutra Nutri Ltda – “não possui autorização de funcionamento” da Anvisa. Os três produtos também não têm registro, notificação ou cadastro na agência.

No caso do lote L42158 do Dysport®, o problema é que a empresa fabricante Beaufour Ipsen Farmacêutica Ltda “não reconhece o lote como original, se tratando, portanto, de falsificação.”

Por fim, a Anvisa considerou que o suplemento alimentar Curcumyn Long “não atende às especificações referenciadas na legislação quanto à forma de obtenção”, conforme descreve Resolução 2.705.

Mortes fulminantes em MG: cidade decreta emergência em saúde pública; entenda

Mortes fulminantes em MG: cidade decreta emergência em saúde pública; entenda – Foto: reprodução

São Francisco, no Norte de Minas Gerais, decretou situação de emergência em saúde pública devido a casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) de causa desconhecida e rápida evolução para óbito, segundo a prefeitura. A cidade investiga a morte fulminante de duas pessoas da mesma família que apresentaram sintomas respiratórios e hemorrágicos. Um terceiro integrante recebeu alta hospitalar, enquanto o estado de saúde de outras dezenas de pessoas segue sob monitoramento.

O decreto considera como agravante, além dos casos em investigação pela doença misteriosa, o aumento das notificações de SRAG e a suspeita de circulação do hantavírus — infecção que provoca febre hemorrágica e pode evoluir para insuficiência respiratória grave, levando à morte. Também foi considerada a baixa cobertura vacinal da população do município.

Segundo o documento, o sistema de saúde de São Francisco corre o risco de extrapolar sua capacidade de resposta, devido à “limitação da disponibilidade de leitos hospitalares no Hospital Municipal Dr. Brício de Castro Dourado para atender a um possível aumento inesperado da demanda”. O município está se preparando, ainda, para um aumento de pressão nos serviços de urgência, principalmente pediátricos.

A medida permite à prefeitura adotar ações emergenciais para garantir o atendimento de saúde, como a contratação de profissionais, a compra de insumos e medicamentos, além da ampliação da rede SUS, com possibilidade de dispensa de licitação. A situação de emergência será monitorada pelo Comitê Municipal Gestor de Emergências em Saúde por SRAG.

Cidade quer vacinar toda a população de risco 

As mortes fulminantes foram classificadas como Evento de Importância para a Saúde Pública (EISP) e, até que o surto de infecções se estabilize, o Ministério da Saúde tem apoiado uma campanha de vacinação em São Francisco. De acordo com a secretária de Saúde da cidade, Andressa Rodrigues, o objetivo é vacinar todo o grupo prioritário para imunização contra influenza. 

“O plano de ação é vacinar toda a população do município. Grupo de risco, as crianças, as gestantes e os idosos, procurem os postos de vacinação. Também faremos ações nas praças, escolas, asilo e em todas as unidades de saúde, para garantir essa vacinação em massa”, afirmou a secretária.

Doença misteriosa em MG: a investigação

Autoridades de saúde federais, estaduais e municipais apuram os quadros inespecíficos registrados até o momento entre os pacientes atendidos em São Francisco, cidade de 52,7 mil habitantes no Norte de Minas. As vítimas apresentaram sintomas respiratórios e hemorrágicos.

Os primeiros pacientes foram três familiares que participaram dos mesmos eventos sociais — dois na zona rural, nos dias 23 e 24/6, e um na área urbana, em 27/6. Dois deles morreram em curto intervalo de tempo, enquanto um terceiro integrante recebeu alta hospitalar. O estado de saúde de outras dezenas de pessoas segue sob monitoramento.

De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), até o momento, “a investigação aponta a influenza como causa provável dos dois óbitos, ambos em pessoas que não haviam sido vacinadas”. Os exames também detectaram rinovírus (resfriado comum), parainfluenza tipo 4 (associada a resfriados, bronquite e laringite) e vírus sincicial respiratório (bronquiolite e bronquite).

Esses laudos, embora preliminares, sugerem que as mortes podem ter sido provocadas pela combinação de doenças já conhecidas pela ciência. “As análises laboratoriais continuam para identificar outras possíveis causas e descartar hipóteses diagnósticas alternativas. Medidas de vigilância e controle estão sendo intensificadas, incluindo busca ativa de casos, coleta de amostras e monitoramento de contatos”, informou a SES.

Como parte das ações de prevenção à doença misteriosa, um protocolo de sanitização foi aplicado em São Francisco, com a higienização das residências dos casos investigados, além da vizinhança e das unidades de saúde. No Hospital Geral Doutor Brício de Castro Dourado, onde os pacientes estão sendo atendidos, o uso de máscara de proteção tornou-se obrigatório.

Em nota, a Secretaria Estadual (SES-MG), em conjunto com a  Secretaria Municipal de Saúde, orienta a população “a manter a calma e a adotar medidas de prevenção contra influenza e outras doenças respiratórias”.

Orientação para a população 

A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) orienta que, ao apresentar sintomas como febre, tosse, dor de garganta ou cansaço, o morador deve adotar as seguintes medidas:

• Evite sair de casa.
• Não participar de eventos ou aglomerações.
• Utilizar máscara de proteção.
• Não compartilhar objetos de uso pessoal.
• Higienizar as mãos frequentemente.
• Manter os ambientes ventilados.
• Procurar atendimento médico imediato caso apresente sinais de agravamento (falta de ar, febre persistente, confusão mental ou coloração azulada nos lábios/rosto).

Pesquisa em Pouso Alegre desenvolve creme específico para pele de diabéticos e aguarda liberação da Anvisa

Pesquisa em Pouso Alegre desenvolve creme específico para pele de diabéticos e aguarda liberação da Anvisa – Foto: reprodução

Uma pesquisa iniciada em 2022 por professores e pesquisadores da área da saúde em Pouso Alegre (MG) resultou na criação de um creme específico para pessoas com diabetes. Desenvolvido com produtos naturais e óleos essenciais, o produto foi testado em humanos e demonstrou eficácia no combate ao ressecamento da pele — um problema comum entre os portadores da doença. A fórmula agora aguarda liberação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para ser comercializada.

A diabetes é uma condição crônica que atinge milhões de pessoas no Brasil e no mundo. Um dos sintomas que mais afetam os pacientes é a pele seca, que pode evoluir para rachaduras e, em casos mais graves, feridas de difícil cicatrização. Durante o inverno, o ressecamento se agrava e, além da falta de cremes específicos, muitos dos disponíveis no mercado ainda contêm açúcar, o que representa um risco adicional. A região dos pés é especialmente sensível, sendo comum o aparecimento de rachaduras que podem se transformar em feridas perigosas devido à má cicatrização característica dos diabéticos.

Atenta a esses desafios, a enfermeira e professora pesquisadora Daniela Seni, mestra em Ciências Aplicadas à Saúde, decidiu desenvolver uma fórmula voltada para hidratar e proteger a pele dessas pessoas antes mesmo que feridas se formem. A ideia surgiu a partir da convivência direta com pacientes que relatavam o incômodo constante do ressecamento, principalmente nos pés. Ao analisar os produtos existentes, a pesquisadora observou que a maioria é voltada para o tratamento de feridas já instaladas, e que havia uma lacuna no mercado quanto à prevenção, especialmente focada na pele de quem tem diabetes.

Ao todo, 38 pessoas participaram dos testes com o creme, e os resultados foram considerados positivos. Segundo a professora e orientadora do projeto, Diba Maria Sebba de Souza, houve um equilíbrio no pH da pele dos calcanhares dos participantes, mas o destaque ficou para o aumento significativo da umidade e da oleosidade da região.

O produto já foi submetido ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), onde aguarda a concessão da patente. A próxima etapa é a avaliação da Anvisa, que determinará se o creme será classificado como cosmético ou farmacêutico. Conforme explicou o professor e pesquisador Valter Santos, a classificação depende dos resultados dos testes de segurança e eficácia. Após essa definição, a equipe pretende buscar uma parceria com alguma empresa do setor ou até mesmo criar um novo empreendimento voltado à produção e comercialização do creme.

Enquanto o produto ainda não está disponível no mercado, a expectativa entre os pacientes já é grande. Muitos relatam que convivem diariamente com o desconforto da pele seca, coceiras e necessidade de recorrer a alternativas improvisadas, como cremes genéricos ou até água. Para pessoas como o motorista Sidnei Jesus Brito, que vive com a doença há oito anos, o novo creme representa uma esperança concreta de melhoria na qualidade de vida.

Ministério da Saúde investiga doença misteriosa após mortes ‘fulminantes’ em MG

Ministério da Saúde investiga doença misteriosa após mortes ‘fulminantes’ em MG – Foto: reprodução

Uma doença misteriosa que causou a morte fulminante de ao menos duas pessoas na cidade de São Francisco, no Norte de Minas Gerais, chamou a atenção do Ministério da Saúde (MS) por apresentar “sintomas inespecíficos” e piora súbita nos pacientes. Os casos foram classificados como Evento de Importância para a Saúde Pública (EISP) e deram início a uma investigação do órgão federal, com apoio da Vigilância Epidemiológica de Minas Gerais. Outros 20 pacientes apresentaram sintomas respiratórios e hemorrágicos.

A Secretaria Municipal de Saúde de São Francisco emitiu um ofício sobre a notificação da doença na cidade. Segundo o documento, os casos vêm sendo classificados como Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) de rápida evolução. Os primeiros pacientes foram três familiares que participaram dos mesmos eventos sociais — dois na zona rural, nos dias 23 e 24/6, e um na área urbana, em 27/6. Todos evoluíram para um estado de saúde grave.

“Dois dos casos evoluíram para óbito em curto intervalo de tempo, e um terceiro recebeu alta hospitalar. Além disso, outras pessoas que estiveram no mesmo evento relataram sintomas inespecíficos”, diz trecho do ofício da Secretaria Municipal de Saúde. 

Segundo a pasta, a equipe da Atenção Primária à Saúde de São Francisco contatou todas as pessoas que participaram das festas de junho, seguindo o protocolo de prevenção contra doenças contagiosas. “Estamos tomando todas as providências necessárias para evitar novos óbitos em nosso município. Medidas de precaução e de prevenção à saúde”, afirmou a secretária municipal de Saúde, Andressa Rodrigues, nas redes sociais.

Até o momento, a investigação não identificou a causa das mortes e das infecções. “No entanto, um dos óbitos teve resultado laboratorial detectável para influenza, o que está sendo considerado na análise epidemiológica e laboratorial em curso. Amostras clínicas continuam sendo analisadas para confirmação etiológica [identificação da causa exata] e exclusão de outras hipóteses diagnósticas”, informou a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG).

Uma reunião foi realizada na última segunda-feira (7/7) com representantes do município, da Gerência Regional de Saúde e do Ministério da Saúde para alinhar o tratamento dos casos e a apuração das mortes. “Reforço que estamos empenhados em concluir o diagnóstico, prezando pela qualidade da assistência e pela prevenção, com cuidado para toda a população”, acrescentou a secretária Andressa Rodrigues.

Residências das vítimas da doença foram sanitizadas 

Como parte das ações de prevenção à doença misteriosa, um protocolo de sanitização foi aplicado em São Francisco, com a higienização das residências dos casos investigados, além da vizinhança e das unidades de saúde. No Hospital Geral Doutor Brício de Castro Dourado, onde os pacientes estão sendo atendidos, o uso de máscara de proteção tornou-se obrigatório.

Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde, junto com a Secretaria Estadual (SES-MG), orienta a população “a manter a calma e a adotar medidas de prevenção contra influenza e outras doenças respiratórias”.

Orientação 

A Secretaria Municipal de São Francisco orienta que, ao apresentar sintomas como febre, tosse, dor de garganta ou cansaço, o morador deve adotar as seguintes medidas:

• Evite sair de casa.
• Não participar de eventos ou aglomerações.
• Utilizar máscara de proteção.
• Não compartilhar objetos de uso pessoal.
• Higienizar as mãos frequentemente.
• Manter os ambientes ventilados.
• Procurar atendimento médico imediato caso apresente sinais de agravamento (falta de ar, febre persistente, confusão mental ou coloração azulada nos lábios/rosto).

Julho Amarelo: Passos realiza testagem rápida gratuita para hepatites, HIV e sífilis

Julho Amarelo: Passos realiza testagem rápida gratuita para hepatites, HIV e sífilis – Foto: reprodução

A Prefeitura de Passos (MG) está promovendo, até esta sexta-feira (11), uma ação especial de testagem rápida para hepatites virais, HIV e sífilis. A iniciativa integra as atividades do Julho Amarelo, mês voltado à prevenção, diagnóstico precoce e conscientização sobre as hepatites virais.

Todos os 24 postos de saúde do município participam da mobilização, com atendimentos realizados por livre demanda, ou seja, sem a necessidade de agendamento prévio. Os testes estão disponíveis nos períodos da manhã, das 8h30 às 11h30, e da tarde, das 13h30 às 16h. Caso o cidadão não consiga comparecer durante essa ação específica, os testes continuam disponíveis nas unidades de saúde durante todo o ano.

A coordenadora da Vigilância Epidemiológica do município, Paula Freitas, explica que os exames são ofertados diariamente em todas as unidades básicas, não apenas em julho. No entanto, o mês é marcado por uma mobilização especial para sensibilizar a população sobre a importância da prevenção e da busca pelo diagnóstico precoce das hepatites virais.

Além da testagem, os postos de saúde oferecem acolhimento individual, orientações sobre prevenção e tratamento das infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), e distribuição gratuita de preservativos masculinos. A ação tem como objetivo facilitar o acesso da população aos serviços de saúde e ampliar a detecção precoce de doenças que muitas vezes são silenciosas.

As hepatites virais, especialmente os tipos B e C, são infecções que nem sempre apresentam sintomas visíveis, mas podem trazer complicações graves à saúde. Em estágios mais avançados, podem causar inflamações no fígado, febre persistente e evoluir para quadros como a cirrose hepática. Por isso, o diagnóstico precoce é essencial para o sucesso do tratamento.

Nos casos em que o resultado do teste rápido é positivo, a pessoa é acolhida por uma equipe de saúde e encaminhada ao ambulatório escola do município, onde será acompanhada conforme os protocolos do Sistema Único de Saúde (SUS), com acesso ao tratamento adequado.

A vacinação contra a hepatite B também está disponível gratuitamente nas salas de vacinação da cidade, para pessoas de todas as idades. A coordenadora destaca que a vacina é uma das formas mais eficazes de prevenção e que está acessível a toda a população — bastando procurar uma unidade básica de saúde.

A campanha segue as diretrizes do Ministério da Saúde e tem como foco não apenas a identificação de infecções, mas também a promoção da consciência coletiva sobre a importância do uso de preservativos, da prevenção contínua e do cuidado com a saúde sexual.

Jornal Folha Regional
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