
Municípios produtores de café, instituições do setor e a população em geral estão sendo convidados a aderir a uma iniciativa que pretende reconhecer oficialmente a paisagem cultural cafeeira como patrimônio cultural de Minas Gerais. A proposta foi apresentada no início de abril, durante o 2º Fórum Regional de Cultura Cafeeira da Microrregião de Varginha.
A ação segue as diretrizes da Deliberação CONEP nº 02/2025 e defende a paisagem cultural como instrumento de preservação e valorização do patrimônio mineiro. Nesse contexto, a cafeicultura é destacada como uma das principais expressões culturais do estado, construída ao longo do tempo pela interação entre território, comunidades, produção agrícola e modos de vida.
Para que o reconhecimento avance, os organizadores reforçam a necessidade de engajamento dos diferentes territórios envolvidos. Foram estabelecidas três formas de participação: a anuência municipal, por meio de documento oficial aprovado pelas prefeituras; a declaração de apoio institucional, destinada a cooperativas, associações, empresas e sindicatos; e a petição pública, aberta a qualquer cidadão interessado em apoiar a iniciativa.
Os documentos, modelos e orientações estão disponíveis em uma plataforma online, onde também podem ser registradas as manifestações de apoio: https://cafe.amecultura.com.br/paisagemcultural
Após a coleta, todas as adesões serão reunidas e encaminhadas ao Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais, junto a um estudo técnico preliminar, formalizando o pedido de reconhecimento.
A proposta também posiciona Minas Gerais em diálogo com experiências internacionais, como a Paisagem Cultural Cafeeira da Colômbia, reconhecida pela UNESCO, evidenciando o potencial do estado para alcançar projeção global a partir da valorização de seus territórios.
Presente de forma marcante em regiões como Sul de Minas, Cerrado Mineiro, Matas de Minas e Chapada de Minas, o café vai além da economia, representando identidade, tradição e desenvolvimento local.
O reconhecimento como paisagem cultural busca ampliar oportunidades, incluindo o acesso a políticas públicas, o fortalecimento do turismo cultural, a valorização dos territórios e a integração entre cultura e economia.