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Jornal Folha Regional

Vereadores de Contagem aprovam reajuste dos próprios salários em 60%

Vereadores de Contagem aprovam reajuste dos próprios salários em 60% – Foto: reprodução

Foi aprovado na manhã desta terça-feira (27), na Câmara Municipal de Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, o Projeto de Lei (PL) 78/2023, que trata dos salários dos vereadores da cidade na legislatura que começa em 2025 e vai até 2028.

A proposta estabelece que os vencimentos dos parlamentares sejam correspondentes a até 75% dos valores recebidos pelos deputados estaduais, ou seja, poderiam passar dos atuais R$ 12,5 mil para R$ 22 mil – aumento de aproximadamente 60%.

Chama a atenção a velocidade com que a matéria foi apreciada na Casa: em duas semanas, contadas a partir de 13 de junho, a redação foi protocolada, passou pelo aval da Procuradoria-Geral do Legislativo e recebeu pareceres positivos das comissões de Legislação e Justiça e de Administração e Serviços Públicos.

Apesar de estabelecer os parâmetros para o cálculo dos salários, o PL não determina se o índice de 75% será cumprido. De acordo com o presidente da Câmara, Alex Chiodi (Solidariedade), o projeto foi assinado por todos os vereadores e está em conformidade com o que prevê a Constituição.

Ele explica que é preciso “definir, antes do final do mandato, os subsídios do próximo mandato. Então estamos só ratificando que vai ficar em 75% do vencimento dos deputados estaduais”.

Chiodi destaca que “o último reajuste dos vereadores foi em 2008 para 2009, há 15 anos”  e defende que a correção de 60% é inferior à inflação acumulada no período. O vereador diz que “o IPCA nesse período ficou em torno de 125%, então se nós tivéssemos feito, anualmente, como a nossa Lei Orgânica permite, a recomposição salarial, nós estaríamos hoje já nesse teto”.

O presidente da Casa ainda acrescenta que o eventual aumento não vai impactar os cofres públicos, já que “a Câmara recebe, constitucionalmente, o duodécimo. No caso de Contagem, pela população, é 4,5% do orçamento do município. Esse valor não muda, independente do resultado da votação, não tem impacto no orçamento do município. Inclusive a gente devolveu, em 2020, 2021 e 2022, em torno de R$ 8 milhões para a prefeitura. Valores que vieram para a Câmara e não foram utilizados. Então o projeto não tem impacto no orçamento da Prefeitura, além daquele que já está previsto, que é o que a gente já recebe”.

A expectativa é que a tramitação do projeto, que agora volta para apreciação das comissões em segundo turno, seja concluída antes do recesso parlamentar, previsto para começar no dia 4 ou 11 de julho.

Mais vereadores

Também na legislatura que começa em 2025, a Câmara Municipal de Contagem vai contar com mais quatro cadeiras. No final do ano passado, os vereadores aprovaram uma Proposta de Emenda à Lei Orgânica que amplia de 21 para 25 o número de parlamentares que atuam na Casa.

A mudança foi justificada pelo crescimento populacional, já que, conforme previsto por lei, cidades com mais de 600 mil habitantes podem ter até 27 vereadores eleitos. A ampliação não deve impactar os cofres municipais, considerando que a Constituição prevê o repasse de uma porcentagem fixa do orçamento para o Legislativo.

Câmara de São João Batista do Glória aprova piso salarial dos cirurgiões-dentistas

No último dia 12 de junho, o CRO-MG comemorou mais uma grande vitória na luta pelo piso salarial da Odontologia em Minas Gerais! Desta vez, no município de São João Batista do Glória, entre o Rio Grande e a Serra da Canastra, no Sul de Minas. Aprovado definitivamente em segundo turno na Câmara Municipal, o piso salarial dos cirurgiões-dentistas na cidade era um desejo antigo do Dr. Anderson de Souza Bastos, Coordenador de Saúde Bucal no Glória. E junto do Dr. Thales Lemos, cirurgião-dentista, o trabalho pela aprovação começou a ser desenvolvido com o CRO-MG no ano passado.

O engajamento dos profissionais locais da Odontologia e o diálogo entre o CRO-MG, a Secretária de Saúde Silvania Vilela e o prefeito Celso Henrique Ferreira foram essenciais para o êxito do cumprimento da Lei 3.999/61. São João Batista do Glória ficou em primeiro lugar no Previne Brasil na região do Sul de Minas, sendo o 2° colocado no estado e 15° no Brasil. O Previne Brasil é o atual modelo de financiamento da Atenção Primária à Saúde, que traz uma série de critérios para que os municípios garantam o recebimento de recursos federais e levem saúde bucal de qualidade à população.

“Como Coordenador de Saúde Bucal de São João Batista do Glória, essa conquista só foi possível através de inúmeras reuniões com os vereadores, com a Secretaria de Saúde, com o prefeito, empenho dos colegas onde cito aqui o Dr. Thales Lemos Ribeiro e também o apoio primordial do nosso Conselho Regional de Odontologia. Somente nós, dentistas, sabemos o que lidamos no dia-a-dia no empenho de trazer uma saúde bucal necessária a toda à população carente e que procura os nossos serviços. Agradeço a todos que nos ajudaram a fortalecer essa luta”, destaca o Dr. Anderson de Souza Bastos.

Emenda impositiva é aprovada e vereadores passarão a indicar uso da receita de Carmo do Rio Claro

Por maioria, a Câmara de Carmo do Rio Claro (MG) aprovou a Proposta de Emenda à Lei Orgânica nº001/2022. Conhecida como Emenda Impositiva, é um instrumento legal que permite que os vereadores atuem de forma direta na indicação de emendas à Lei Orçamentária Anual, a LOA. Os vereadores Antônio Marcos Esteves (Marcos do Joaquim Batista), Suely das Graças de Melo (Lili das margaridas) e Carlos Antônio Ferreira (Carlinhos da padaria) foram os proponentes da Emenda 001/2022.

Com a aprovação, a partir do ano que vem, a Câmara poderá propor emendas individuais no limite de 1,2% da receita corrente do município. Cada vereador poderá indicar para a ação que julgar necessária, mas metade desse percentual precisa ser destinado a serviços públicos de saúde. “50% será creditado na saúde e os outros 50% para as entidades sociais, para alguma obra que o vereador vê que está desdeixada por parte do Executivo e o vereador vai poder agilizar essas obras. O vereador sempre participa do orçamento indicando, colocando emendas, acrescentando para alguma entidade. Agora, com o orçamento impositivo, ele vai participar efetivamente do orçamento. 1,2% do orçamento de 2024 será destinado aos 09 vereadores da câmara municipal”, explica o edil Antônio Marcos Esteves, o Marcos do Joaquim Batista.

Os vereadores José Joaquim Silva (Zé Pequeno), João dos Reis Vilela (João do Tiãozão) e Elton Costa votaram contra a alteração na Lei Orgânica do município. O vereador Elton foi autor de uma emenda que buscava destinar os outros 50% do orçamento impositivo para as entidades, mas ela foi rejeitada por maioria.  “É muito bonito se falar que o vereador vai ter uma verba para ajudar um segmento que ele acha justo ou um segmento que, de repente, não está sendo visto ou atendido pela administração. E a gente fala isso em um momento em que as finanças do município estão em dia, mas o que me preocupa nesse cenário é em um outro momento, onde prefeitura não tenha condições de estar atendendo suas entidades, de estar honrando com sua folha de pagamento. As entidades vão ser as primeiras prejudicadas por conta da emenda impositiva”, disse o vereador.

A emenda impositiva é uma ferramenta de planejamento com a participação direta da Câmara Municipal. É bom lembrar que os recursos indicados por meio dela são manuseados pelo próprio Poder Executivo e não passam pelos vereadores. Tornando-se lei, o chefe do Executivo é obrigado a acatar as designações dos vereadores. Na cidade de Muzambinho, a Câmara do município já trabalha há três anos com a Emenda Impositiva.

Projeto autoriza pagamento de despesas com cursos e exames exigidos para a função de motorista da prefeitura de Carmo do Rio Claro

Com o objetivo de promover as condições necessárias para que os servidores possam exercer adequadamente a função de motorista na prefeitura de Carmo do Rio Claro (MG), o presidente da Câmara, Cristian Reis Leandro, o Cristian da ambulância, apresentou o Projeto de Lei nº 016/2023. O projeto autoriza o Executivo a pagar despesas para a realização ou renovação de cursos especializados e exames obrigatórios para o despenho da função.

Estão expressas no texto do projeto despesas com taxas de inscrição, alimentação e viagem para efetivação de cursos e exames previstos nas normas do Conselho Nacional de Trânsito. Já a renovação da CNH não se inclui nas despesas autorizadas pelo projeto. 

O presidente da Câmara, que também é servidor público e pertence a classe dos motoristas, explicou os motivos pelos quais a prefeitura deveria atender aos dispositivos previstos no projeto 016/2023, aprovado pelos vereadores. “Muitas das vezes eles tem os cursos para fazer, os exames para fazer e só com o salário, eles não estão conseguindo fazer a regulamentação das coisas deles. A gente não está falando de carteira de habilitação, estamos falando de considerar os exames toxicológicos que são muito caros. A prefeitura tem um preço mais barato, ela tem o laboratório que ela pode encaminhar o servidor. E para colocar mais vantagens para eles, porque muita das vezes você vai fazer esses cursos, tem que ir em Alterosa, Areado, o motorista tem que se deslocar, passar final de semana fora. Então acredito que a prefeitura consiga trazer o curso para cá e dar curso para todos os funcionários”, disse o presidente Cristian.

Câmara de Cássia recebe pedido de troca do nome do município

A Câmara Municipal de Cássia recebeu um requerimento que pede a mudança do topônimo do município. Segundo a Câmara, um grupo de pessoas quer que o município volte a ser identificado com o nome primitivo, que homenageava Santa Rita de Cássia, que tem o maior santuário dedicado à santa das causas impossíveis do mundo. O projeto de resolução deve ser colocado em discussão na próxima reunião marcada para a próximo terça-feira (13).

Segundo o vereador, Dinaldo Machado, a Câmara está aberta a qualquer discussão que tenha origem em pleitos apresentados pela comunidade, independentemente da opção religiosa, política ou de qualquer natureza, desde que não seja de caráter ilegal.

“A alteração da denominação do município depende da vontade popular, que deve ser aferida em plebiscito. O pedido invoca razões culturais, tradicionais e relacionadas à história, não sendo exclusivamente de cunho religioso. Portanto, a Câmara não pode negar a consulta popular”, disse o vereador.

“Como vereadores, estamos viabilizando essa consulta, sem prejuízo de uma análise legal e constitucional pelos órgãos que tiverem interesse. Assim, não tem qualquer relação com a minha opção ou não por qualquer vertente religiosa. E estaremos sempre dispostos a discutir quaisquer questões relacionadas ao município. Para colaborar, elaborei o projeto de resolução, mas a aprovação não depende de mim, ou de qualquer outro vereador”, reforçou Dinaldo.

De acordo com a Câmara, para mudar o topônimo do município é preciso que a Casa aprove, por dois terços dos votos, ou seja, por seis vereadores e, caso passe por todas as etapa legislativas, o projeto segue para um plebiscito, que poderia acontecer, por exemplo, durante as eleições municipais para prefeito, vice e vereadores no ano que vem.

Uma das signatárias do documento entregue à Câmara, a professora aposentada Célia Mazaro, acha justo a proposta da mudança. “Acho que foi muito triste ser tirada ‘Santa Rita’ do nome da nossa cidade. Cabe a nós, cassienses, tentar recolocar nossa padroeira em nosso topônimo”, disse.

Procedimentos

O projeto de resolução é somente o primeiro passo para iniciar o processo. Caso seja aprovado pelos votos favoráveis de pelo menos dois terços dos vereadores, o assunto deve ser comunicado a Justiça Eleitoral, com pedido de realização de um plebiscito.

A alteração do topônimo nessa fase depende dos votos favoráveis de metade mais um dos eleitores do município. Depois disso, ainda é necessário a proposição e aprovação de uma lei estadual, autorizando a alteração.

História

Até 1919, o município de Cássia se chamava Santa Rita de Cássia, mas o governador da época, Arthur Bernardes, tirou o nome Santa Rita.

Para muitos, voltar o nome antigo é impossível pois já existe atualmente outro município com o mesmo nome, localizada na Bahia, que tem emancipação política a mais tempo que Cássia. (Clic Folha)

Câmara de Capitólio instaura CPI para investigar crimes ambientais

A Câmara Municipal de Capitólio instaurou Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar três supostos crimes ambientais cometidos pela prefeitura. Segundo a Câmara, nomeada CPI Ambiental, a comissão tem como objetivo investigar a construção de uma barragem clandestina, a remoção de terra em um barranco na entrada da cidade e a abertura de uma rua em área de preservação ambiental na comunidade Vila Santa Clara.

De acordo com a Câmara, todos os atos podem ter sido feitos sem as devidas licenças ambientais. Ao tomarem conhecimento das intervenções, os vereadores Lucas de Oliveira Silva e Ismael Pinto dos Santos requereram a criação da CPI, que foi assinada também pelo vereador da base do prefeito, Cláudio Sebastião de Oliveira.

Para o vereador Lucas de Oliveira Silva, a investigação é indispensável. “Independentemente de qualquer coisa, precisamos verificar essas denúncias. É o nosso papel enquanto vereador, devemos isso a população”, disse.

O vereador Cláudio Sebastião de Oliveira foi incisivo de que se houver culpados eles deverão arcar com as consequências. “Toda denúncia que chega nesta Casa precisa realmente ser apurada. Temos que ter transparência, se houve denúncia é porque existem rumores. Precisamos avaliar se realmente é verdade ou não e punir quem tiver que ser punido”, salientou durante sua fala na reunião ordinária.

Com as três assinaturas, o presidente da Câmara, Gabriel Sansoni da Mata, fez a portaria instaurando a comissão. “Muito bem colocado pelo vereador Cláudio a disponibilidade de assinar o requerimento. Não são denúncias inventadas, são fatos e precisamos receber essas denúncias com muita seriedade, investigá-las e responsabilizar os envolvidos”, disse.

Segundo a Câmara, para compor a CPI foram designados os vereadores Letícia Vallory, Míriam Rattis e Evandro Silva. “A portaria já foi feita, agora a comissão tem 60 dias para apresentar o primeiro relatório desta apuração. O trabalho será feito com muita lisura e transparência”, disse o presidente.

Na última quinta-feira, 1ª, a CPI fez a primeira reunião, na qual ficaram definidas a vereadora Letícia Vallory como presidente e a vereadora Míriam Rattis como relatora da CPI. As diligências terão início na próxima segunda, 12 de junho.

Barragem clandestina

O primeiro eventual crime a ser investigado pela Câmara diz respeito a construção de uma barragem de terra clandestina no antigo vertedouro da barragem do Rio Piumhi, localizado às margens da Rodovia MG-050, próximo à entrada da Comunidade Rural de Macaúbas. O fato chegou ao conhecimento da Câmara há três semanas, após a barragem clandestina romper e o nível de água da represa na entrada da cidade diminuir drasticamente.

Segundo a Câmara, após uma denúncia anônima, a Polícia Militar Ambiental vistoriou a área e emitiu um auto de infração, determinando multa de R$ 113.330,25 a ser paga pelo município por “causar intervenção de qualquer natureza que resulte em poluição, degradação ou danos aos recursos hídricos, às espécies vegetais e animais, ecossistemas e hábitats ou ao patrimônio natural ou cultural, ou que prejudique a saúde, a segurança e o bem-estar da população”.

De acordo com a Câmara, a construção desta barragem sem nenhum licenciamento ambiental põe em risco uma eventual indenização pleiteada junto à Furnas Centrais Elétricas, em decorrência do transbordamento da lagoa do Rio Piumhi que inundou a cidade de Capitólio no início do ano. Além dos prejuízos ambientais, o rompimento da barragem pode causar prejuízos financeiros aos piscicultores que possuem tanques às margens da lagoa.

Barranco na entrada da cidade

A intervenção realizada em um barranco na entrada da cidade, próximo à Estação de Tratamento de Esgoto é o segundo objeto de investigação da CPI Ambiental.

Segundo a Câmara, em questionamento ao Poder Executivo, foi apresentado o laudo do engenheiro indicando a necessidade de autorização ambiental para a remoção do grande volume de terra e supressão de inúmeros espécimes vegetais.

Conforme informações da Câmara, quando o Conselho Municipal de Defesa e Conservação do Meio Ambiente (Codema) foi questionado sobre a autorização, informaram que não receberam nenhum processo a respeito deste para ser deliberado.

Abertura de rua em app

O terceiro e mais recente caso de possível crime ambiental em Capitólio refere-se a uma grande intervenção na Comunidade Vila Santa Clara, próxima ao Turvo.

Segundo moradores que pediram para não serem identificados, relataram aos vereadores que servidores municipais interviram em áreas de proteção ambiental para fazer abertura de ruas em loteamento privado, alegando falsamente que possuíam autorizações da Câmara, da Prefeitura e até mesmo do Poder Judiciário.

Ainda conforme a Câmara, foi relatado que após visitas de rotina, novamente a Polícia Militar Ambiental interrompeu a obra em evidente flagrante de crime ambiental, em situações que merecem esclarecimentos de modo evitar o espalhamento de boatos e notícias falsas. (Clic Folha)

Câmara aprova projeto que prevê salários iguais para homens e mulheres

A deputada Jack Rocha foi a relatora da proposta sobre igualdade salarial a homens e mulheres — Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

A Câmara dos Deputados aprovou na sessão deliberativa desta quinta-feira (4) proposta que institui medidas para tentar garantir a igualdade salarial e remuneratória entre mulheres e homens na realização de trabalho de igual valor ou no exercício da mesma função. O texto segue agora para análise do Senado.

Foi aprovado o substitutivo elaborado pela relatora, deputada Jack Rocha (PT-ES), ao Projeto de Lei 1085/23, do Poder Executivo. “Este será mais um passo para avançarmos no enfrentamento à desigualdade no ambiente de trabalho, que se aprofundou durante a pandemia de Covid-19”, afirmou a relatora.

Foram 325 votos favoráveis e 36 contrários ao parecer final de Jack Rocha, definido após negociação entre os líderes partidários. Em razão de um acordo, não foram apresentados destaques que poderiam alterar a versão da relatora.

O texto aprovado altera a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) para definir que a igualdade salarial será obrigatória. Para isso, estabelece mecanismos de transparência e de remuneração a serem seguidos pelas empresas, determina o aumento da fiscalização e prevê a aplicação de sanções administrativas.

Ato do Poder Executivo definirá protocolo de fiscalização contra a discriminação salarial e remuneratória entre homens e mulheres. Em caso de discriminação por motivo de sexo, raça, etnia, origem ou idade, além das diferenças salariais o empregador deverá pagar multa administrativa equivalente a dez vezes o valor do novo salário devido ao empregado discriminado – será o dobro na reincidência.

Conforme o substitutivo aprovado, a quitação da multa e das diferenças salariais não impedirá a possibilidade de indenização por danos morais à empregada, consideradas as especificidades do caso concreto.

Atualmente, em razão da reforma trabalhista do governo Temer, a CLT prevê multa fixada pelo juiz em “comprovada” discriminação por motivo de sexo ou etnia, em favor do empregado prejudicado, de 50% do limite máximo dos benefícios do Regime Geral de Previdência Social (R$ 3.753,74 atualmente).

Regras

Embora o texto aprovado inove ao criar a obrigatoriedade de equiparação salarial a ser verificada por meio documental, as demais regras que definem as situações em que a desigualdade poderá ser reclamada pelo trabalhador continuam as mesmas definidas pela reforma trabalhista do governo Temer.

A única mudança feita pela proposta prevê a não aplicação dessas regras apenas quando o empregador adotar, por meio de negociação coletiva, plano de cargos e salários. Hoje isso é possível também quando o empregador tiver pessoal organizado em quadro de carreira por meio de norma interna.

Em relação aos trabalhadores sem acesso a plano de cargos e salários, a CLT define que uma igual remuneração deverá ser paga no exercício de “idêntica função” por “todo trabalho de igual valor” no mesmo estabelecimento empresarial, sem distinção de sexo, etnia, nacionalidade ou idade.

Por “trabalho de igual valor”, a lei define aquele feito com “igual produtividade e com a mesma perfeição técnica” por pessoas cuja diferença de tempo de serviço para o mesmo empregador não seja superior a quatro anos. A diferença de tempo na função não poderá ser superior a dois anos.

Além disso, atualmente a CLT prevê que a equiparação salarial só será possível entre empregados contemporâneos no cargo ou na função, ou seja, não vale entre aqueles com diferença maior de tempo no cargo.

A lei proíbe ainda, para a reivindicação de igualdade salarial, a indicação de decisões proferidas em relação a empregados com diferença de tempo muito superior a dois anos, mesmo no âmbito de ação judicial própria do empregado mais recentemente contratado.

Relatórios

Para facilitar a fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego, o substitutivo aprovado determina às pessoas jurídicas de direito privado com cem ou mais empregados a publicação semestral de relatórios de transparência salarial e remuneratória.

Os relatórios deverão conter informações que permitam aos fiscais comparar os valores recebidos por mulheres e homens, observada a legislação de proteção de dados pessoais. Caso o relatório não seja apresentado, caberá multa de até 3% da folha de salários, limitada a cem salários mínimos (hoje, R$ 132 mil).

Com essa documentação, cujo formato será definido por regulamento, deverá ser possível verificar a proporção da ocupação de cargos de direção, gerência e chefia preenchidos por mulheres e homens. Poderão ser analisadas outras possíveis desigualdades, decorrentes de raça, etnia, nacionalidade e idade.

Segundo o texto aprovado, quando for identificada desigualdade na análise do relatório, independentemente do descumprimento da CLT, a empresa deverá apresentar e implementar plano para reduzir diferenças, com metas e prazos.

Na elaboração desse plano será garantida a participação de representantes das entidades sindicais e de representantes das trabalhadoras e dos trabalhadores nos locais de trabalho.

Divulgação

Na internet, o Poder Executivo deverá tornar públicos, além das informações dos relatórios, indicadores atualizados periodicamente sobre mercado de trabalho e renda desagregados por sexo.

Devem estar disponíveis indicadores de violência contra a mulher, de vagas em creches públicas, de acesso à formação técnica e superior e de serviços de saúde, bem como demais dados públicos que impactem o acesso ao emprego e à renda pelas mulheres e possam orientar a elaboração de políticas públicas.

Diversidade

O texto aponta também outras medidas para se atingir a igualdade salarial:
– disponibilização de canais específicos para denúncias;
– promoção e implementação de programas de diversidade e inclusão no ambiente de trabalho por meio da capacitação de gestores, lideranças e empregados(as) sobre a temática da equidade entre homens e mulheres no mercado de trabalho, com aferição de resultados; e
– fomento à capacitação e formação de mulheres para ingresso, permanência e ascensão no mercado de trabalho em igualdade de condições com os homens.

Diretora da Câmara de Delfinópolis é demitida e vira caso de polícia; presidente da Câmara é interrogado por suspeito de corrupção

Um imbróglio na Câmara Municipal de Delfinópolis (MG) terminou na demissão da diretora e na exoneração do contador da instituição. A diretora foi demitida no dia 30 de março com justificativas rasas, após seis anos de trabalho.

No dia seguinte, ela fez um Boletim de Ocorrência relatando que o contador foi à sua casa , no período de férias dela, solicitou o celular da Câmara que tinha o aplicativo do banco e disse que precisava imprimir comprovantes. Ela entregou o celular e a senha de acesso, mas não entregou a senha de transação financeira.

Em seu depoimento ela diz que, ao retornar ao trabalho verificou que foram feitas transações bancárias sem a sua permissão, dois pagamentos à empresa Kleber Antonio do Nascimento. Ela levou o fato ao Presidente da Câmara, Sebastião Aparecido Alão (PSDB), mas o mesmo disse que ela ‘’estava querendo criar caso com coisa à toa“.

A diretora se recusou a assinar qualquer documentação pertinente à contratação desta empresa. Eles cancelaram a contratação, a empresa devolveu o dinheiro para a Câmara e o Presidente demitiu a servidora, alegando que ela recebeu um e-mail e não passou para o jurídico. O e-mail foi aberto durante as férias.

A ex-diretora Lidiane Requier conta que no começo do ano o contador/comprador da Câmara Municipal queria realizar a contratação de um sistema contábil. O órgão legislativo já possuía uma contratação de um sistema, portanto, o atual presidente não autorizou.

“Nesse meio tempo eu entrei de férias e como o aplicativo do banco ficava no celular da Câmara e havia a necessidade de realizar alguns pagamentos, trouxe o dispositivo móvel para casa. No dia 27 de janeiro, depois que foram realizados os pagamentos, o Contador veio até a minha residência juntamente com uma servidora e solicitou o aparelho celular que realizava os pagamentos, sob a alegação que necessitava imprimir os comprovantes dos pagamentos. Dia seis de fevereiro retornei das férias e no dia nove de fevereiro fui conferir o extrato bancário da Câmara Municipal e vi que foi efetuado dois pagamentos no valor de R$1.760,00 cada, um no dia 27 de janeiro e outro no dia seis de janeiro, para a empresa Kleber Antônio do Nascimento, referente ao tal sistema que o Presidente não deixou contratar no começo do ano. Assim que tomei conhecimento, em ato continuo mostrei para o Jurídico e o Presidente da Câmara Municipal”, disse.

E complementou: “Quando questionei o Contador se era ele que havia feito as transferências, ele disse que a partir daquele dia seria ele que ia fazer os pagamentos. Perguntei com qual senha ele fez as transações pois eu não havia lhe informado a minha senha de efetivação, e o mesmo me tratou com arrogância e desconversou, alegando que cancelaria o processo. Até este momento o jurídico e a presidência da Câmara se mostraram preocupados com o ocorrido e concordaram que precisavam resolver esse impasse. No mesmo dia fui ao banco e troquei minha senha pessoal”.

A ex-diretora continua: “No dia 16 de fevereiro a empresa que teria recebido os dois pagamentos depositou novamente a quantia na conta da Câmara Municipal. Solicitei um documento formal assinado pelo Contador do por que que o setor de Contabilidade fez sem autorização as transferências, observando que eu não estava ciente do processo e que ele utilizou minha senha pessoal. O Contador não concordou e disse que faria apenas o cancelamento do processo. Eu disse que não concordava porque não vi e nem assinei nenhum documento referente ao processo de contratação dessa empresa, nem contrato, nem notas de empenho, liquidação e pagamento, muito menos autorizações de fornecimento. Ao relatar ao jurídico sobre a resposta que obteve do Contador, o mesmo disse que o cancelamento seria errôneo, ou seja, não podia ser realizado apenas dessa maneira. Ao passar alguns dias, nada foi resolvido e disseram que para encerrar o caso o correto seria ver o processo e assinar, onde refutei a possibilidade pois o Contador não estava autorizado a fazer essa contratação. Diante da minha negativa, o atual presidente disse que eu estava querendo ‘criar caso com coisa à toa’ porque o dinheiro já tinha voltado para conta bancária da Câmara Municipal.

‘’No dia 30 /03/2023 o Presidente alegou falta de confiança em mim e realizou minha exoneração argumentando dois episódios que ocorreram, mesmo eu me justificando e dando publicidade aos servidores da Câmara e a ele desses acontecimentos, sendo: 1º Episódio – Envio errôneo de um e-mail que a Câmara Municipal recebeu. Me confundi ao encaminhar e-mail que chegou a para o jurídico da Câmara. Em vez de enviar para ‘juridicocamaradelfinopolis’ enviei para “procuradoria@delfinopolis” que é o e-mail da Procuradoria do Executivo Municipal. Ao ver que eu havia encaminhado o e-mail errado, avisei ao jurídico da Câmara e também comentei com a Oficial Legislativa. Ou seja, não me omiti que havia confundido e avisei para que os mesmos ficassem cientes. 2º Episódio – E-mail não repassado, sob alegação do Presidente que eu estava protegendo a ex-Presidente da Câmara. Eu entrei de férias por 20 dias. Quando voltei notei que inúmeros e-mails haviam chegados no e-mail oficial da Câmara. Fiz as verificações de praxe e tomei providências dos que necessitavam. Após alguns dias chegou um e-mail do Ministério Público dizendo que uma denúncia que haviam feito sobre um processo licitatório teria sido arquivada por não haver ilegalidade no ato e que o prazo do recurso havia esgotado devido ninguém ter se manifestado ao envio do último e-mail. Ao checar na caixa de e-mail vi que durante as minhas férias o Ministério Público havia comunicado sobre o arquivamento da denúncia e que estava aberto o prazo para recurso caso a Câmara não concordasse com a decisão. Este e-mail foi aberto durante as minhas férias por alguém e não foi reportado para o jurídico da Câmara. Para reforçar, esse e-mail fica aberto no computador que eu utilizava e todos têm acesso a ele. Com a chegada do segundo e-mail do Ministério Público, comuniquei imediatamente ao jurídico e à Presidência. Ou seja, o Presidente utilizou essa sustentação muito pobre para tentar justificar a minha exoneração”, disse a ex-diretora.

O contador também foi exonerado do cargo que ocupava.

“Importante relatar que para a contratação e pagamento do serviço se faz necessária a assinatura (senha) do Presidente, ele o fez nas duas ocasiões e sem nenhuma documentação do processo de aquisição.

O motivo do contador ter sido mandado embora é que dizem que ele é concursado na Prefeitura de Cássia, o que caracteriza acúmulo de função”, conta a vereadora Jacqueline Aparecida da Silva (SD).

“Nesta última sessão informamos à população do ocorrido, relatamos que a empresa em seu CNPJ constava em seu objeto alvenaria e construções. Ato contínuo descobriu-se que a empresa está em nome do padrasto do contador e o endereço é da sorveteria da mãe dele”, disse a vereadora Ana Maria Silva da Trindade (SD) .

O Presidente, em sessão solene, não conseguiu explicar o ocorrido .

O presidente Alão foi procurado insistentemente pela reportagem, mas não retornou as ligações até o fechamento da matéria. A reportagem também não conseguiu contato com o ex-contador.

GC7: Identificação na entrada em escolas se torna obrigatória em MG

Depois de anunciar uma operação que prevê a visita periódica de policiais militares nas escolas estaduais, medida considerada insuficiente por especialista, o governo de Minas Gerais lança, nesta quarta-feira (12), novas medidas de prevenção à violência e fortalecimento da rede de proteção.

Em visita à Escola Estadual Amélia Santana Barbosa, em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), o governador Romeu Zema (Novo) apresentou novas medidas de prevenção à violência e fortalecimento da rede de proteção nas unidades de ensino.

Além disso, a partir de agora, os diretores das unidades de ensino deverão comunicar o fato às suas respectivas Superintendências Regionais de Ensino (SREs), que farão a imediata comunicação com a seção de planejamento operacional regional da Polícia Militar (PM).

“Este setor policial acionará a Coordenadoria Estadual de Combate aos Crimes Cibernéticos (Coeciber) do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) para a identificação do autor”, completa.

Desde 2022, estão sendo investidos R$ 48 milhões para que todas as escolas da rede estadual instalem sistema de segurança por videomonitoramento e alarme.

O sistema de videomonitoramento contempla um Circuito Fechado de Televisão (CFTV) para vigilância e monitoramento remoto e sensores de presença com alarmes sonoros 24 horas por dia e 7 dias por semana, monitorados pela empresa responsável pela prestação do serviço, e que também é acompanhada pela gestão da escola.
Em 2023, estão sendo investidos mais R$ 35 milhões para a manutenção dos sistemas de segurança.

A ferramenta já está instalada em 75% das escolas estaduais. As outras unidades restantes estão em fase de conclusão das contratações e instalações. Vale lembrar que a rede estadual de ensino de Minas Gerais, segunda maior do país, conta com mais de 3,4 mil escolas.

A Escola Estadual Amélia Santana Barbosa atende 1,1 mil estudantes do ensino médio, e conta com um sistema de monitoramento com 48 câmeras e sensores de presença, instalados em dezembro de 2022.

Este novo fluxo foi desenvolvido pelo recém-criado Núcleo Interinstitucional de Proteção Escolar, que também irá atuar no desenvolvimento e aprimoramento do protocolo de acesso às unidades de ensino.

Após os casos de violência registrados em uma escola paulista e em uma creche catarinense, o governo de Minas Gerais decidiu na segunda-feira (10) que policiais militares farão visitas periódicas às instituições de ensino estaduais. Há mais de 3,5 mil escolas no total.

O reforço de policiamento em escolas foi considerado suficiente para impedir ataques, segundo especialistas. Na avaliação da pesquisadora da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Cleo Garcia, que estuda ataques em escolas no Brasil, o reforço de segurança e policiamento é uma medida pontual e insuficiente para solucionar o problema.

Ela também não concorda com a presença de policiais armados dentro das instituições.

“No entorno, como uma prevenção, um apoio, para que esse momento de pânico seja amenizado, tudo bem, mas, dentro da escola, de forma nenhuma. Nos Estados Unidos, que é onde ocorre o maior número de eventos desse tipo, eles possuem leis, estratégias, policiamento armado nas escolas, armam até os professores. No entanto, os maiores ataques continuam sendo lá, e em escolas que já estão armadas, que são protegidas por travas, câmeras, botão de pânico”, afirmou Cleo.

Câmara aprova reajuste de até 22% para servidores em Passos

A Câmara de Passos aprovou, na última segunda-feira, o reajuste de até 22% nos salários de servidores públicos municipais, retroativo a 1º de janeiro deste ano. Projeto encaminhado pela prefeitura também concede aumento no valor do auxílio-alimentação, de R$ 450 para R$ 700.

Segundo informações da prefeitura, os profissionais da Educação terão 5,79% referentes à reposição da inflação, de acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), mais reajuste de 9,15%. Para os agentes de Combate a Endemias, a revisão nos salários prevê 5,79% de reposição e 1,63% de aumento.

Ainda de acordo com a administração, o reajuste dos demais servidores efetivos, contratados e comissionados, do Poder Executivo será de 5,79% de reposição da inflação e 16,21% de aumento. Os salários do prefeito, vice-prefeito e secretários terão reajuste de 5,79%. Os índices também serão aplicados a aposentadorias e pensões.

GASTOS

Em 2022, a Prefeitura de Passos gastou R$166,5 milhões com despesas de pessoal, o que corresponde a 42,1% das receitas orçamentárias (R$ 395,6 milhões), segundo levantamento feito pelo Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE). Com salários e vantagens fixas foram R$ 89,6 milhões na prefeitura e R$ 4,7 milhões na Câmara, aponta o tribunal. (Clic Folha)

Câmara aprova pensão especial para filhos de vítimas de feminicídio

A Câmara dos Deputados aprovou, nesta quinta-feira (9), o projeto de lei nº 976/22 que prevê o pagamento de pensão especial aos filhos e outros dependentes menores de 18 anos de mulheres vítimas de feminicídio. O valor da pensão foi fixado em um salário mínimo (R$ 1.320 atualmente). O benefício será concedido ao conjunto dos filhos biológicos ou adotivos e dependentes cuja renda familiar mensal per capita seja igual ou menor do que 25% do salário mínimo (R$ 330).

O projeto é de autoria das deputadas petistas Erika Kokay (PT-DF), Gleisi Hoffmann (PT-PR), Benedita da Silva (PT-RJ), Luizianne Lins (PT-CE), Maria do Rosário (PT-RS), Natália Bonavides (PT-RN), Professora Rosa Neide (PT-MT) e Rejane Dias (PT-PI). A proposta aprovada pela Câmara, no entanto, foi o substitutivo apresentado pelo relator da matéria, deputado Capitão Alberto Neto (PL-AM).

Como será

A norma estabelece, ainda, que a pensão não poderá ser acumulada com benefícios previdenciários recebidos do Regime Geral de Previdência Social ou dos Regimes Próprios de Previdência Social, nem com pensões ou benefícios do sistema de proteção social dos militares. Em caso de morte de um dos beneficiários, a cota deverá ser revertida aos demais.

Caso o processo judicial não comprove o feminicídio, o benefício será encerrado.

Segundo o relator da proposta, o impacto orçamentário e financeiro foi estimado em R$ 10,52 milhões neste ano, R$ 11,15 milhões em 2024 e R$ 11,82 milhões em 2025. O texto segue agora para análise do Senado Federal. 

Jornal Folha Regional
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