Jornal Folha Regional

PCMG realiza operação ‘Última Gota’ contra rede estrangeira de agiotas no Sul de Minas

PCMG realiza operação ‘Última Gota’ contra rede estrangeira de agiotas no Sul de Minas – Foto: reprodução

A Polícia Civil de Minas Gerais desencadeou, em Guaxupé, a operação Última Gota, direcionada ao combate de um grupo criminoso de origem estrangeira que, segundo as investigações, atuava na cidade explorando o esquema ilegal de empréstimos conhecido como “gota a gota”. Além da agiotagem, o grupo é suspeito de extorsão, lavagem de dinheiro e outros delitos correlatos.

Durante o cumprimento da operação, equipes da PCMG executaram quatro mandados de busca e apreensão em imóveis ligados aos investigados. Os policiais recolheram cadernos de anotações, listas de cobrança, celulares, dinheiro, documentos financeiros e diferentes materiais considerados essenciais para aprofundar as apurações.

As investigações, conduzidas pela Delegacia de Guaxupé ao longo de vários meses, apontaram a existência de um núcleo que permanecia temporariamente na cidade para administrar empréstimos com juros abusivos. O grupo realizava cobranças constantes e intimidadoras, e parte dos valores arrecadados era enviada clandestinamente ao exterior, revelando o caráter estruturado e transnacional da atividade.

Cinco suspeitos foram levados à delegacia para esclarecimentos. Como não havia situação de flagrante, eles prestaram depoimento e foram liberados. Os relatos agora passam a integrar o inquérito policial. Segundo a PCMG, o modo de atuação é semelhante ao registrado em outras regiões do país, com divisão de funções entre os integrantes, uso de motocicletas nos deslocamentos, comunicação por aplicativos e cobranças frequentes que causavam forte pressão psicológica e insegurança entre comerciantes locais.

Vídeo mostra jovem sendo esfaqueada até a morte pelo ex-namorado na porta de casa em Itaúna

Mirelly Cristina da Silva, de 21 anos, foi morta a facadas na manhã de quinta-feira (11) na porta de casa, em Itaúna, no Centro-Oeste de Minas. O responsável, Vitor Caetano Figueiredo, de 22, ex-namorado da jovem, foi preso poucas horas depois na Rodoviária de Belo Horizonte. Aos policiais, confessou o feminicídio.

O ataque foi registrado por uma câmera de segurança instalada próximo ao imóvel. As imagens mostram Vitor escondido atrás de um muro, aguardando o momento em que Mirelly sairia. Assim que ela abre o portão, ele avança e a esfaqueia diversas vezes — cerca de 40 golpes, segundo a investigação. A jovem ainda grita no início da agressão, mas cai logo em seguida. O autor foge correndo.

Acionados, o Corpo de Bombeiros encontrou a vítima caída perto do portão, com múltiplos ferimentos provocados por faca. O Samu constatou a morte no local.

Relação conturbada e vigilância após o término

O delegado responsável pelo caso, João Marcos do Amaral Ferreira, afirmou que Mirelly e Vitor mantiveram um relacionamento por aproximadamente três anos, encerrado em março deste ano. Mesmo após o rompimento, continuaram em contato, o que possibilitou ao suspeito acompanhar a rotina da ex-namorada.

“Ele sabia os passos da vítima, ia com frequência a Itaúna e conhecia os horários dela”, explicou o delegado.

Crime premeditado

A Polícia Civil apontou que o feminicídio foi planejado. O próprio Vitor relatou, durante o depoimento, que já pensava em cometer o homicídio havia algum tempo. Segundo ele, situações vividas após o término e a descoberta de que Mirelly havia iniciado um novo relacionamento teriam sido o estopim.

De acordo com o delegado Ferreira, Vitor contou ter comprado a faca usada no crime na segunda-feira (8). Na noite de quarta (10), viajou de Belo Horizonte até Itaúna e permaneceu nas proximidades da casa da vítima até a manhã seguinte, quando ela abriu o portão e ele iniciou o ataque.

Durante o depoimento, afirmou não se recordar do número de golpes desferidos e, segundo a polícia, chegou a sorrir discretamente em alguns momentos.

Fuga e prisão

Após matar a ex-namorada, Vitor seguiu para a rodoviária de Itaúna e embarcou para Belo Horizonte. Ele foi preso ao desembarcar na capital. À polícia, disse que pretendia sacar todo o dinheiro que possuía, repassar à mãe e, em seguida, chamar uma viatura para se entregar.

Polícia Militar apreende drogas, arma de fogo e resgata cães em situação de maus-tratos em Itaú de Minas

Polícia Militar apreende drogas, arma de fogo e resgata cães em situação de maus-tratos em Itaú de Minas – Foto: divulgação/Polícia Militar

A Polícia Militar de Itaú de Minas (MG) apreendeu uma grande quantidade de drogas, uma arma de fogo e resgatou cães em situação de maus-tratos durante duas operações realizadas na última quarta-feira (10), na zona rural e na área urbana do município.

As ações tiveram início após a corporação receber uma denúncia indicando que uma casa localizada na zona rural estaria sendo utilizada para armazenamento de entorpecentes. Diante das informações, equipes foram mobilizadas e se deslocaram até o endereço informado. Ao se aproximarem do imóvel, os policiais perceberam um forte cheiro de maconha vindo de seu interior. No local, também foi encontrada sobre uma mesa uma balança de precisão.

Durante as buscas, a PM localizou uma pistola Taurus calibre .380, modelo 938, além de diversos tijolos e porções de substância análogas à maconha e uma quantia em dinheiro.

Ainda durante a operação, em um segundo endereço já no perímetro urbano de Itaú de Minas, os militares identificaram cães mantidos em situação de maus-tratos. Os animais apresentavam infestação de carrapatos e tinham lesões nas orelhas, que estavam mutiladas.

Todo o material apreendido e os envolvidos nas ocorrências foram encaminhados à Delegacia da Polícia Civil para as providências cabíveis.

“Condutor ficha limpa” terá CNH renovada automaticamente

“Condutor ficha limpa” terá CNH renovada automaticamente – Foto: reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou, na última terça-feira (9/12), uma medida provisória (MP) que traz benefícios para motoristas considerados “bons condutores”. Com a mudança, cidadãos que não acumularem multas e infrações de trânsito no período de um ano, chamados de “cidadão ficha limpa” terão direito à renovação automática da Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

De acordo com o ministro dos Transportes, Renan Filho, a renovação terá de ser feita apenas em caso de mudança na faixa etária para a renovação. Atualmente, a lei estabelece que o processo deve ser realizado a cada 10 anos para pessoas com menos de 50 anos. Entre 50 e 69 anos, o período encurta para cinco anos. Já a partir de 70 anos, a renovação deve ser feita a cada três anos.

No caso dos bons condutores, cai a obrigatoriedade da renovação a cada 10 anos, exceto quando chegarem à faixa de 50 anos. Nesse caso, o motorista deve passar novamente pelos exames obrigatórios para manter o documento. Mantido o bom comportamento no trânsito, o cidadão deverá fazer a renovação apenas aos 60 anos e, depois, aos 70.

Segundo Renan, a medida visa premiar bons condutores. “Agora, o bom condutor também será premiado. Não haverá apenas a pontuação para o mau condutor. Haverá um estímulo a quem não leva ponto”, destacou.

Mudanças

A medida provisória também prevê outras duas alterações. A primeira diz respeito ao custo dos exames médico e psicológico, obrigatórios para a emissão da CNH. O documento estabelece a redução de 40% nos preços dos procedimentos. De acordo com o ministro, a expectativa é que o valor final fique em torno de R$ 180.

A terceira mudança é o fim da obrigatoriedade da emissão da carteira impressa. O documento digital será disponibilizado de forma gratuita, por meio do aplicativo CNH do Brasil – uma nova versão da atual Carteira Digital de Trânsito (CDT). Quem preferir, pode optar por emitir a carteira física.

A MP passa a valer a partir desta quarta-feira (10/12).

Nova CNH

O presidente Lula formalizou as mudanças nas regras para facilitar o acesso à CNH. As alterações foram aprovadas pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran) na semana passada e oficializadas nesta terça, em cerimônia realizada no Palácio do Planalto. Entre as mudanças, está o fim da obrigatoriedade das aulas em autoescolas para obtenção do documento.

O novo modelo estabelece a possibilidade de curso teórico gratuito e digital e flexibiliza as aulas práticas ao permitir o acompanhamento de alunos por instrutores autônomos. A cerimônia também marcou o lançamento do aplicativo CNH do Brasil.

Brasil terá novas regras sobre uso de redes sociais por crianças e adolescentes

Brasil terá novas regras sobre uso de redes sociais por crianças e adolescentes – Foto: reprodução

A Austrália começou a proibir o uso de redes sociais por menores de 16 anos. No Brasil, plataformas deverão seguir, a partir de março de 2026, exigências de uma nova lei de proteção online de crianças e adolescentes na internet.

Ainda é preciso definir detalhes, mas já se sabe que, por aqui, não haverá proibição ao uso de redes sociais por menores de 16 anos. Além disso, lojas de aplicativos e plataformas serão responsáveis pela segurança de jovens na internet.

As novas regras determinam que plataformas, incluindo redes sociais, deverão:

  • 🔞 verificar a idade dos usuários, sem aceitar autodeclaração, se puderem ter algum conteúdo impróprio para menores de 16 anos;
  • 👪 vincular contas de menores de 16 anos aos perfis de seus responsáveis.

Essas medidas estão previstas no Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital), que virou lei em setembro. Ele também ficou conhecido como Lei Felca porque a aprovação aconteceu depois da publicação de vídeo viral que tratou da adultização.

O ECA Digital obriga redes sociais a adotarem medidas razoáveis para prevenir o acesso de crianças e adolescentes a conteúdo prejudicial, incluindo exploração sexual, violência, danos à saúde mental, pornografia e a promoção de bebidas alcoólicas, tabaco e jogos de azar.

Como a autodeclaração de idade está proibida, será o fim dos de bloqueios que podem ser burlados simplesmente ao clicar em “Sim, tenho mais de 18 anos”. Essa regra já existe no Reino Unido, onde o site de conteúdo adulto Pornhub perdeu 47% da audiência após melhorar a verificação de idade.

A verificação será regulamentada pelo Ministério da Justiça e deverá considerar o risco. Quanto mais prejudicial uma atividade pode ser para um usuário menor de idade, mais rígida será a verificação.

Em vez da autodeclaração, as plataformas têm métodos de verificação alternativos, incluindo:

  • 👨‍💻 análise de comportamento, que faz estimativa de faixa etária com base na navegação do usuário;
  • 🤳 envio de selfie, que chega à idade aproximada a partir de técnicas de reconhecimento facial;
  • 🪪 envio de documentação, que registra a idade exata a partir da foto do CPF, por exemplo.

Plataformas que não demonstrarem estar agindo para proteger crianças e adolescentes poderão ser punidas com advertência, multa de até 10% do faturamento ou R$ 50 milhões por infração, suspensão ou proibição no Brasil.

Vai ter verificação para tudo?

A verificação de idade será obrigatória para atividades que oferecem risco.

Esta é a medida de maior impacto do ECA Digital na avaliação de Ricardo de Lins e Horta, diretor de Segurança e Prevenção de Riscos no Ambiente Digital do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

“Para saber quem é criança e adolescente usando o serviço digital, todo mundo tem que fazer aferição de idade, inclusive as pessoas adultas”, disse Lins e Horta.

“Para ficar bem claro, boa parte da internet não requer aferição de idade. Ninguém está estudando a possibilidade de fazer aferição de idade para acessar a Wikipédia ou um site de notícias”, afirmou.

A vinculação com as contas dos pais será obrigatória para todos os menores de 16 anos. “Não se trata de proibir uma rede social com classificação indicativa para 14 anos, mas de pedir autorização parental”, explicou Lins e Horta.

Quem deve fazer a verificação de idade?

Lojas de aplicativos, como Google Play Store e App Store, e sistemas operacionais, como Windows, Android e iOS, serão responsáveis por fazer a verificação de idade. Mas aplicativos também deverão garantir a proteção de crianças e adolescentes.

“O ECA Digital deixou claro que, quando falamos de conteúdos e produtos impróprios ou inadequados para a idade, também deve haver a aferição no ponto do risco”, explicou Lins e Horta.

Isso significa que uma plataforma aberta a todos poderá fazer a verificação quando você acessar um recurso impróprio para crianças, por exemplo.

A aplicação da lei será monitorada pela Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), que fez um levantamento sobre diferentes ferramentas de verificação de idade na internet, como a inferência a partir do tipo de conteúdo acessado e a análise de documentos.

“Existe um debate entre as autoridades de proteção de dados para avaliar qual é o mecanismo mais adequado à luz do contexto em que aquele dado vai ser coletado e tratado”, disse Miriam Wimmer, integrante do Conselho Diretor da ANPD.

“A identificação da melhor estratégia vai depender também do tipo de atividade. Então, o mecanismo de verificação de idade em um site de pornografia vai ser diferente daquele de um site do governo federal, por exemplo”.

Como será o tratamento de dados?

A lei determina que a verificação de idade deverá garantir a privacidade dos usuários, destacou Luiz Felipe Monteiro, vice-presidente de Relações Institucionais da Unico, que oferece soluções de verificação de identidade.

“É essencial saber exatamente a data de nascimento? Em alguns casos, sim, em outros não. Por exemplo, plataformas de conteúdo adulto, bets, encontros, delivery de bebida alcoólica precisam [apenas] confirmar que a pessoa é maior de idade”, afirmou.

Essa abordagem faz parte do conceito chamado de Prova de Conhecimento Zero (Zero-Knowledge Proof). Em vez de saber o dia em que a pessoa nasceu, a plataforma receberia apenas um “sim” ou “não” para indicar se ela tem mais de 18 anos, por exemplo.

“Muitas dessas confirmações serão silenciosas, feitas com base em inferência de idade. Mas, por conta de a margem de erro ser alta, uma parte vai passar por soluções com algum passo a partir do usuário”.

“Estamos sempre tratando de três elementos. Qual é o nível de risco e precisão que precisa ser atendido? Qual é o nível de experiência que pretende ser apresentado? Quanto está sendo exigido de dados do usuário para tomar a decisão de idade?”, completou Monteiro.

A Lei Geral de Proteção de Dados exige que o tratamento de informações de crianças e adolescentes atenda ao princípio do melhor interesse, lembrou Maria Mello, coordenadora do Instituto Alana.

“Nada que configurar uso que vá contra esse melhor interesse pode estar envolvido numa solução de garantia etária. Senão, a gente corre o risco de, em vez de proteger essas crianças, fazer com que elas sejam objeto de exploração comercial, por exemplo”, afirmou.

O que mais diz o ECA Digital?

Além da verificação de idade e da vinculação de contas, o ECA Digital também:

  • 🎮 proíbe caixas de recompensas (loot boxes) em jogos direcionados ou com acesso provável por crianças e adolescentes;
  • 📢 proíbe classificar crianças e adolescentes em grupos para direcionar publicidade a eles;
  • 💵 proíbe a monetização e o impulsionamento de conteúdos que retratem crianças e adolescentes de forma erotizada ou sexualmente sugestiva;
  • 🔎 exige que plataformas tenham ferramentas acessíveis que permitam a supervisão da atividade de crianças e adolescentes e tenham, por padrão, níveis mais altos de proteção;
  • ⚠️ obriga plataformas a remover e comunicar para autoridades casos de conteúdos de aparente exploração ou abuso sexual, sequestro e aliciamento, além de manter dados para apoiar a investigação;
  • 📈 exige que plataformas com mais de 1 milhão de usuários publiquem relatórios semestrais de transparência para detalhar números de denúncias recebidas e de casos moderação de conteúdo, por exemplo.

Verificação sozinha não resolve

A criação do ECA Digital traz melhorias, mas elas não funcionam de forma isolada, avaliou Maria Mello, do Instituto Alana.

“O mecanismo de aferição de idade é um ponto importante, mas sozinho não vai funcionar”, afirmou. “Precisa estar articulado com outras iniciativas de proteção que estão na lei e que pensam nessa proteção de uma maneira muito integral”.

“É preciso olhar para tudo que está previsto também em relação à educação midiática na lei para que você tenha uma ampliação do pensamento crítico, da autonomia dos usuários”.

A lei determina, por exemplo, que os controles de supervisão parental nas redes sociais devem garantir a promoção de educação digital que trate do uso seguro de produtos ou serviços de tecnologia da informação.

Lins e Horta, diretor do Ministério da Justiça, disse que o objetivo de regras como a verificação de idade é empoderar famílias e envolvê-las em um debate sobre proteção de jovens na internet.

“Se, no momento de baixar um aplicativo no celular de uma criança ou um adolescente que não tem idade, eu chamar os pais e as mães para os controles parentais, isso já vai ser um impacto altamente benéfico”, afirmou.

CCJ do Senado aprova fim da escala 6×1 e redução da jornada para 36 horas semanais

CCJ do Senado aprova fim da escala 6×1 e redução da jornada para 36 horas semanais – Foto: divulgação

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou na última quarta-feira (10) uma proposta de emenda à Constituição que reduz a jornada máxima de trabalho para 36 horas semanais. Atualmente o limite da jornada é de 44 horas por semana.

A PEC prevê o fim da chamada escala 6×1. Travada há dez anos na Casa, a proposta ganhou fôlego após manifestações e uma mobilização popular, que já reuniu mais de 1,5 milhão de assinaturas a favor do texto. Em um rito mais demorado, a Câmara também discute uma PEC semelhante.

O texto limita o trabalho diário a 8 horas, com carga máxima semanal de 36 horas, distribuídas em até cinco dias por semana, sem possibilidade de redução de salário.

Além disso, fixa o direito a pelo menos dois dias consecutivos de repouso remunerado, preferencialmente aos sábados e domingos.

A votação da proposta foi simbólica, e seguirá para análise do plenário do Senado. Caso seja aprovado, o texto ainda precisa receber o aval da Câmara dos Deputados.

Segundo o relator, senador Rogério Carvalho (PT-SE), o objetivo da proposta é assegurar maior tempo de descanso aos trabalhadores, sem prejuízos financeiros.

O texto foi inserido de última hora na pauta da reunião da CCJ desta quarta (10).

  • A proposta estabelece uma transição de forma escalonada: no ano seguinte à promulgação, a carga horária máxima semanal será de 40 horas.
  • Haverá ainda uma redução de uma hora por ano até chegar a 36 horas, sem prejuízo salarial.

“Ao estabelecer a implantação do novo limite de forma gradativa, garante-se segurança jurídica aos empregadores e assegura-se a existência de um período de planejamento, seja para a adequação das escalas de trabalho, seja para a contratação de novos empregados”, afirmou o relator, Rogério Carvalho.

“A transição progressiva permitirá o monitoramento dos impactos econômicos, viabilizando ajustes pelos empregadores nos setores atingidos, caso sejam necessários”, prosseguiu.

A redução da jornada passou a ser uma das principais pautas do PT e de membros do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O modelo de escala 6×1 é comum em setores como restaurantes, mercados, saúde e serviços, por exemplo. A escala prevê que o profissional com carteira assinada trabalhe seis dias da semana consecutivos e tenha um dia de descanso.

Resistência no Congresso

O fim da escala 6×1 enfrenta resistências entre deputados e senadores tanto da oposição quanto da base governista. Ambos os lados argumentam sobre possíveis impactos negativos para a economia e para os empregadores.

O tema já foi discutido em outras ocasiões no Congresso, mas os textos nunca chegaram a ser votados nos plenários das Casas.

Em 2009, depois de 14 anos de discussão na Câmara, uma comissão especial aprovou, por unanimidade, uma PEC que reduzia a jornada máxima para 40 horas semanais. A proposta ficou apta a ser votada pelo plenário, mas nunca foi pautada.

Apesar de diversos pedidos para que o texto fosse incluído na agenda de votações, a PEC foi arquivada em 2023.

Em 2019, uma outra PEC sobre a redução de jornada também foi apresentada à Câmara pelo deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), com o apoio de mais 190 deputados. O texto propõe reduzir a jornada para 36 horas semanais, com um período de transição de 10 anos.

A proposta foi enviada à CCJ e chegou a entrar na agenda de votação do colegiado em novembro de 2023. Deputados de oposição conseguiram, porém, aprovar um requerimento que pedia a retirada de pauta da PEC por 30 votos a 25. Depois disso, o texto nunca mais voltou à programação da CCJ.

Show de drones encanta público e marca programação do “Natal dos Sonhos” em Carmo do Rio Claro

Show de drones encanta público e marca programação do “Natal dos Sonhos” em Carmo do Rio Claro – Foto: divulgação

O céu de Carmo do Rio Claro (MG) ganhou cores e movimentos na noite desta semana com a apresentação do show de drones, uma das atrações mais esperadas do “Natal dos Sonhos”. O espetáculo reuniu grande público e proporcionou uma experiência inédita no município, com luzes e figuras formadas por dezenas de equipamentos sincronizados.

O evento também contou com a tradicional iluminação natalina, que transformou as ruas e praças da cidade em um cenário festivo. A programação foi acompanhada por apresentações culturais locais, incluindo o show da banda Tormentas, que animou o público e completou a noite de celebração.

De acordo com a Prefeitura, cada etapa da festividade foi planejada para valorizar as tradições natalinas, fortalecer o espírito de união e incentivar a movimentação econômica no município. O “Natal dos Sonhos”, segundo a administração, busca promover momentos de convivência e celebração que aproximem ainda mais a comunidade.

Município de Passos é condenado a indenizar motociclista em R$ 11.124 após acidente causado por buraco no asfalto

Município de Passos é condenado a indenizar motociclista em R$ 11.124 após acidente causado por buraco no asfalto – Foto: reprodução

A Justiça de Minas Gerais determinou que o Município de Passos (MG) pague R$ 11.124,00 a um motociclista que sofreu um grave acidente ao cair em uma profunda depressão na Rua Madre Carmen Salés, no centro da cidade.

O caso ocorreu em 18 de janeiro de 2025, por volta das 22h40, na altura do número 490. O motociclista trafegava pelo local quando, sem qualquer aviso ou sinalização, atingiu um buraco de grandes proporções e foi lançado ao solo. A queda resultou em fratura no rádio esquerdo, fratura na clavícula direita e múltiplas escoriações.

Ao analisar o processo, a juíza da 2ª Vara Cível da Comarca de Passos reconheceu que o Município falhou no dever de manter as vias em condições adequadas de tráfego. A magistrada ressaltou que a administração pública responde objetivamente pelos danos decorrentes da omissão na conservação e sinalização das ruas.

Na sentença, foram fixados R$ 8.000,00 a título de danos morais — considerando a dor, o abalo emocional e as limitações temporárias do acidentado — e R$ 2.624,00 por danos materiais, valor que engloba despesas médicas, medicamentos e prejuízos causados à motocicleta. As quantias receberão correção monetária e juros de mora desde o dia do acidente.

Os advogados do motociclista, Guilherme Caixeta e Dariane Hadad, celebraram o resultado e destacaram o impacto da decisão. Para eles, o reconhecimento da responsabilidade do poder público fortalece a proteção ao cidadão. “Quando o poder público deixa de fazer a manutenção adequada das ruas, coloca em risco a vida de todos os cidadãos. Essa condenação reforça que a responsabilidade é objetiva e que o munícipe lesado tem o direito de ser indenizado”, afirmaram.

A situação enfrentada pelo motociclista não é isolada. Somente em 2025, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais já analisou dezenas de ações envolvendo municípios do Sudoeste mineiro, todas relacionadas a acidentes provocados por buracos, má sinalização e deficiências na conservação das vias urbanas.

Leilão beneficente arrecada R$ 1,3 milhão para o Hospital Regional do Câncer de Passos

Leilão beneficente arrecada R$ 1,3 milhão para o Hospital Regional do Câncer de Passos – Foto: divulgação

O 17º Leilão Beneficente em prol do Hospital Regional do Câncer de Passos (HRC) garantiu R$ 1,3 milhão para a manutenção e a ampliação dos serviços oncológicos da instituição. Realizado na terça-feira, 9 de dezembro, no Parque de Exposições Adolpho Coelho Lemos, o evento contou com participação presencial e on-line de doadores de diversas cidades da região.

A iniciativa, organizada pelo Sindicato dos Produtores Rurais de Passos (SinRural) em parceria com a Comissão de Arrecadação de São João Batista do Glória e a Associação Comercial e Industrial de Móveis de Passos (ACIMOV), reafirmou sua importância no calendário solidário do agronegócio. Entre os itens leiloados estavam bovinos de corte e leite, queijos, doces, artigos variados e móveis rústicos doados por empresas do setor moveleiro de Passos.

Para Elder Maia dos Reis, presidente do SinRural, o desempenho do leilão reflete mais do que generosidade. Segundo ele, a mobilização demonstra o envolvimento do produtor rural com causas que impactam diretamente a comunidade. “O produtor rural é solidário e comprometido com causas que impactam diretamente a comunidade. Cada gesto representa vida e dignidade para quem enfrenta o câncer”, destacou.

Todo o valor arrecadado será revertido para o custeio dos atendimentos e para a continuidade das obras do novo ambulatório do HRC, que receberá um PetScan, equipamento fundamental para exames de diagnóstico mais precisos e rápidos.

Durante a abertura do evento, o provedor da Santa Casa, médico Vivaldo Soares Neto, enfatizou o papel essencial do leilão no fortalecimento da estrutura oncológica. Ele agradeceu ao SinRural, aos voluntários, aos doadores e à comissão de São João Batista do Glória pelo empenho na realização da ação.

A presença da ACIMOV reforçou o caráter coletivo da mobilização. O presidente da entidade, Carlos Eduardo Sousa Couto, celebrou o engajamento da indústria moveleira. “Temos orgulho de mostrar que nossa indústria também transforma vidas, principalmente quando se une”, afirmou.

Além dos produtores e voluntários, funcionários do SinRural desempenharam funções essenciais para o sucesso da iniciativa, atuando desde a captação de doações até a organização e condução do leilão — uma contribuição direta para o hospital que atende toda a região.

Com mais uma edição exitosa, o evento se consolida como uma das mais importantes ações filantrópicas voltadas ao HRC, reforçando que, no agronegócio, solidariedade e compromisso com a vida seguem caminhando juntos.

Incêndio em residência mata homem e cachorro em São Sebastião do Paraíso

Incêndio em residência mata homem e cachorro em São Sebastião do Paraíso – Foto: divulgação/Corpo de Bombeiros

Um homem e um cachorro morreram após um incêndio atingir uma residência na Vila Operária, em São Sebastião do Paraíso (MG), na noite da última quarta-feira (10). O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 19h, após moradores perceberem fumaça intensa saindo do imóvel.

Vizinhos relataram que, desde o fim da tarde, já notavam fumaça saindo da residência, acreditando inicialmente que se tratava apenas da queima de lixo. Com o passar das horas, porém, a intensidade aumentou e, sabendo que o morador tinha o hábito de acumular diversos objetos — entre eles colchões —, decidiram acionar os bombeiros por volta das 19h.

Quando a equipe chegou ao endereço, a casa estava completamente tomada por fumaça densa. Os militares iniciaram o adentramento tático utilizando Equipamentos de Proteção Respiratória e aplicaram técnicas de exaustão com jatos de água, a fim de baixar a temperatura interna e dispersar a fumaça para permitir a progressão segura pelo interior do imóvel.

Durante a varredura, os bombeiros encontraram um cachorro já sem vida, possivelmente por intoxicação. Em seguida, em um dos quartos, entre a parede e uma cômoda, foi localizado o corpo de um homem ainda não identificado. Perto dele havia um ventilador com sinais de curto-circuito. No entanto, não há confirmação de que o equipamento tenha causado o incêndio ou se foi danificado pelas chamas.

A Polícia Civil esteve no local e acionou a perícia, que investigará as circunstâncias e a origem do fogo. As causas do sinistro seguem em apuração.

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