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Jornal Folha Regional

Governo autoriza concursos para Receita Federal e Banco Central com 316 vagas

Governo autoriza concursos para Receita Federal e Banco Central com 316 vagas – Foto: Breno Esaki/Especial Metrópoles

O Governo Federal deu mais um passo para a realização de novos concursos públicos. O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) autorizou, na última sexta-feira (3), a abertura de seleções para a Receita Federal e o Banco Central do Brasil, que juntas vão oferecer 316 vagas para cargos de níveis médio e superior.

As autorizações foram publicadas em edição extra do Diário Oficial da União e estabelecem que os órgãos terão prazo de até seis meses para divulgar os editais. Caso esse período não seja respeitado, a autorização perderá a validade.

Na Receita Federal, serão disponibilizadas 146 oportunidades, sendo 116 vagas para Analista Tributário e 30 para Auditor-Fiscal.

Já o Banco Central recebeu autorização para preencher 170 vagas, distribuídas entre 100 para Auditor do Banco Central, 50 para Técnico do Banco Central e 20 para Procurador do Banco Central.

Conforme as portarias, a aplicação da primeira prova só poderá ocorrer após um intervalo mínimo de dois meses da publicação do edital. A nomeação dos candidatos aprovados dependerá da homologação do resultado final do concurso e da autorização do governo para o provimento dos cargos.

Histórico das seleções

O concurso mais recente da Receita Federal foi realizado em 2022. Na ocasião, o edital foi publicado em dezembro, com provas aplicadas em março de 2023, sob organização da Fundação Getulio Vargas (FGV). A seleção ofereceu 699 vagas de nível superior, com remuneração inicial de até R$ 21 mil, permanecendo válida até dezembro de 2025.

No Banco Central, o último concurso ocorreu em 2024. O edital foi divulgado em janeiro e as provas objetiva e discursiva foram aplicadas em agosto, com organização do Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (Cebraspe).

Na época, foram ofertadas 100 vagas imediatas para o cargo de Analista, divididas igualmente entre as áreas de Economia e Finanças e Tecnologia da Informação, além da formação de cadastro de reserva. A remuneração inicial para o cargo era de R$ 20.924,80.

Com a nova autorização, a expectativa agora é pela publicação dos editais, que trarão detalhes como cronograma, conteúdo programático, requisitos para participação e etapas de seleção.

Lula anuncia fim da “taxa das blusinhas” após quase dois anos de cobrança sobre compras internacionais

Lula anuncia fim da “taxa das blusinhas” após quase dois anos de cobrança sobre compras internacionais – Foto: divulgação

O governo federal oficializou o fim da chamada “taxa das blusinhas”, nome popular dado ao imposto de importação de 20% aplicado sobre compras internacionais de até US$ 50 realizadas por meio do programa Remessa Conforme.

A decisão foi anunciada nesta terça-feira (12) e passa a valer a partir desta quarta-feira (13). A mudança foi formalizada por meio de uma Medida Provisória assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e regulamentada em portaria do Ministério da Fazenda. As medidas foram publicadas em edição extra do Diário Oficial da União.

Segundo o governo, a isenção vale apenas para os tributos federais. O ICMS, imposto estadual que também incide sobre essas compras, permanece sendo cobrado normalmente. Atualmente, dez estados aplicam alíquota de 20% sobre encomendas internacionais de pequeno valor.

O anúncio foi feito pela ministra Miriam Belchior, que classificou a medida como um avanço para consumidores que realizam compras internacionais de baixo valor.

A tributação havia começado em agosto de 2024, após aprovação do Congresso Nacional e sanção do presidente Lula. À época, a medida foi defendida por setores da indústria brasileira, que alegavam concorrência desigual com plataformas internacionais, especialmente após o crescimento das compras online durante a pandemia.

Mesmo com críticas de consumidores, a cobrança vinha ampliando a arrecadação federal. Dados da Receita Federal apontam que, entre janeiro e abril de 2026, o imposto gerou R$ 1,78 bilhão aos cofres públicos, alta de 25% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando o valor arrecadado foi de R$ 1,43 bilhão.

Em 2025, a arrecadação total com a chamada “taxa das blusinhas” chegou a R$ 5 bilhões, contribuindo para o esforço do governo em atingir as metas fiscais previstas para este ano.

A possível extinção do imposto já vinha sendo discutida internamente no governo. Na última semana, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, confirmou que o tema estava em debate, embora tenha defendido a manutenção do programa Remessa Conforme.

A decisão provocou reação negativa de representantes da indústria nacional. A Confederação Nacional da Indústria afirmou que a medida pode prejudicar o setor produtivo brasileiro e favorecer fabricantes estrangeiros, especialmente da China.

Já a Associação Brasileira do Varejo Têxtil classificou o fim da cobrança como um retrocesso econômico e criticou o que considera uma vantagem competitiva para plataformas internacionais em relação às empresas brasileiras.

A Frente Parlamentar Mista em Defesa da Propriedade Intelectual e Combate à Pirataria também criticou a mudança, argumentando que a isenção amplia a concorrência desleal com o comércio nacional.

Além dos impactos na arrecadação, a cobrança do imposto havia afetado diretamente os Correios. Segundo dados financeiros da estatal, a participação das receitas com encomendas internacionais caiu de 22% em 2023 para 7,8% em 2025.

A redução ocorreu após a criação do Remessa Conforme, que encerrou o monopólio dos Correios na distribuição de encomendas internacionais e ampliou a atuação de empresas privadas no setor.

Em documento interno, a Diretoria Econômico-Financeira dos Correios avaliou que as mudanças evidenciaram dificuldades financeiras da empresa diante das transformações do mercado de comércio eletrônico internacional.

Governo sanciona lei que institui guarda compartilhada de pets em caso de divórcio

Governo sanciona lei que institui guarda compartilhada de pets em caso de divórcio – Foto: reprodução

O governo federal oficializou, nesta sexta-feira (17), uma nova legislação que regulamenta a guarda de animais de estimação em casos de separação conjugal. A norma, já publicada, estabelece critérios para a divisão da convivência com o pet e também das despesas quando não há consenso entre as partes.

A medida havia sido aprovada pelo Congresso Nacional em 31 de março e passa a orientar decisões judiciais envolvendo casais que se separam, seja em casamento ou união estável.

Guarda compartilhada passa a ser regra

De acordo com a nova lei, quando não houver acordo entre os ex-companheiros, caberá ao juiz determinar a guarda compartilhada do animal, incluindo a divisão equilibrada dos custos de manutenção.

O texto também define que, nos casos em que o pet tenha vivido a maior parte de sua vida durante o relacionamento, ele será considerado uma “propriedade comum” do casal.

Critérios para decisão judicial

Na definição da guarda, o magistrado deverá levar em conta fatores que garantam o bem-estar do animal, como:

  • condições de moradia
  • capacidade de cuidado de cada tutor
  • disponibilidade de tempo
  • qualidade de vida oferecida ao pet

A divisão do tempo de convivência será estabelecida com base nesses critérios.

Como ficam os custos

A legislação também detalha a responsabilidade financeira entre os ex-companheiros:

  • despesas cotidianas, como alimentação e higiene, ficam a cargo de quem estiver com o animal naquele período
  • gastos extraordinários, como consultas veterinárias, internações e medicamentos, devem ser divididos igualmente

Situações em que a guarda não será permitida

A lei prevê exceções importantes. A guarda compartilhada não será aplicada em casos que envolvam violência doméstica ou familiar, nem quando houver histórico de maus-tratos contra o animal.

Nessas situações, o responsável pelas agressões perde tanto a posse quanto a propriedade do pet, sem direito a indenização — podendo ainda ser obrigado a arcar com despesas pendentes.

Além disso, quem optar por abrir mão da guarda também perde definitivamente a posse e a propriedade do animal. O descumprimento recorrente das regras estabelecidas pode resultar na perda total da guarda.

Governo eleva imposto do cigarro para compensar subsídios de combustíveis

Governo eleva imposto do cigarro para compensar subsídios de combustíveis – Foto: reprodução

O governo Lula (PT) anunciou na última segunda-feira (6) o aumento da alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), aplicada aos cigarros para compensar os subsídios aos combustíveis.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a arrecadação será utilizada para restituir a renúncia de receitas com a isenção do PIS/Cofins sobre o querosene de aviação (QAV) e o biodiesel.

A alíquota do IPI sobre cigarros subirá de 2,25% para 3,5%. Com isso, o preço mínimo da carteira deve passar de R$ 6,50 para R$ 7,50. O governo espera arrecadar cerca de R$ 1,2 bilhão nos próximos dois meses.

Mais cedo, a equipe econômica anunciou um pacote de medidas para conter a alta dos combustíveis em meio à incerteza gerada pela guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã.

Durigan afirmou que outras fontes de receita compensarão o custo das medidas para a União. Entre elas estão: o Imposto de Exportação de 12% sobre o petróleo anunciada em março; o aumento do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) das empresas que vendem petróleo e as receitas de leilão de petróleo.

Escolas terão conteúdos de prevenção à violência contra a mulher

Escolas terão conteúdos de prevenção à violência contra a mulher – Foto: Sumaia Vilela

Os ministérios da Educação (MEC) e das Mulheres assinaram em Brasília, a portaria de regulamentação da Lei Maria da Penha Vai à Escola (nº 14.164/2021, para incluir conteúdo sobre a prevenção a todas as formas de violência contra crianças, adolescentes e mulheres nos currículos da educação básica.

A lei determina que a produção de material didático relativo aos direitos humanos e à prevenção da violência contra a mulher deve ser adequada a cada nível de ensino.

O ministro da Educação, Camilo Santana, defendeu que é preciso começar a discussão sobre a prevenção à violência contra as mulheres, com as crianças e jovens estudantes dentro das escolas brasileiras.

Para Santana, a nova geração será formada com base no respeito, na equidade e na justiça. “Estamos afirmando um projeto de país. Um Brasil onde meninas podem estar sem medo, onde mulheres podem ocupar todos os espaços e onde o conhecimento seja instrumento de libertação e não de exclusão.”

“Não há futuro possível sem a garantia plena de direitos para meninas e mulheres. A educação é o caminho mais poderoso para transformar essa realidade”, disse o ministro da Educação, Camilo Santana.

Instituições públicas

Durante a cerimônia Educação pelo Fim da Violência, na Universidade de Brasília, foi assinado o Protocolo de Intenções para Prevenção e Enfrentamento da Violência contra as Mulheres e Acolhimento nas instituições públicas de ensino superior e Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica.

O documento estabelece orientações para que instituições de ensino públicas não sejam omissas em eventuais situações de violência de gênero no ambiente acadêmico.

A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, classificou como importantes as medidas de proteção às meninas e mulheres, no âmbito da educação, porque vão do ensino básico ao superior. Ela citou o pedagogo Paulo Freire. “A educação não transforma o mundo. A educação muda as pessoas e as pessoas transformam o mundo.”

A ministra ainda defendeu que os currículos e os planos pedagógicos de cada curso de graduação e de pós-graduação abordem conteúdos de combate e enfrentamento de todo tipo de violência contra as mulheres.

“Imagine daqui a 4, 5, 6 anos, como sairão os profissionais que atuarão em todos os lugares, como unidades básicas de saúde, escolas, Cras [Centro de Referência de Assistência Social], Creas [Centro de Referência Especializado de Assistência Social]. Isso vale para todas as profissões deste país.”

O ministro Camilo Santana explicou que o documento simboliza uma construção coletiva que nasce a partir da escuta, da ciência e da experiência das instituições de ensino.

“Reafirmamos que nossas universidades, institutos federais e redes de ensino são espaços de produção de conhecimento, mas também devem ser espaços seguros, acolhedores e livres de qualquer forma de violência ou discriminação”, enfatizou.

Santana anunciou que lançará, em breve, um edital para apoiar a criação de cuidotecas nas universidades federais. “São espaços de cuidado e acolhimento para crianças que permitirão que mães, estudantes, professoras e trabalhadoras possam estudar, trabalhar e permanecer na universidade com dignidade.”

Mulheres Mil

No conjunto de ações voltadas à prevenção e ao enfrentamento da violência contra as mulheres, os dois ministérios assinaram o acordo de cooperação técnica para a ampliação de vagas do Programa Mulheres Mil, coordenado pelo MEC.

A política pública tem a missão de elevar a escolaridade de mulheres em situação de vulnerabilidade socioeconômica.

O programa também tem o objetivo promover a inclusão socioprodutiva e a autonomia das mulheres por meio de cursos de qualificação profissional.

Os presentes ainda assistiram ao trailer do filme Mulheres Mil, produzido pela pasta. A obra retrata o impacto do programa na vida de cinco mulheres, suas famílias e comunidade.

As iniciativas integram as ações do Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, lançado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em fevereiro.

Leilão define nova empresa para travessias no Lago de Furnas; projeto prevê R$ 280 milhões em investimentos

Leilão define nova empresa para travessias no Lago de Furnas; projeto prevê R$ 280 milhões em investimentos – Foto: reprodução

O Governo de Minas Gerais avançou no processo de modernização do transporte no Lago de Furnas ao concluir o leilão de uma Parceria Público-Privada (PPP) voltada à operação, manutenção e atualização das travessias aquaviárias da região. O certame ocorreu na última segunda-feira (30), na sede da B3, em São Paulo.

A concessão, com prazo de 30 anos, prevê investimentos estimados em cerca de R$ 280 milhões. A empresa vencedora foi a Empresa de Navegação VJB Ltda, que apresentou a proposta com maior desconto sobre o valor máximo da contraprestação mensal estipulada pelo poder público, fixada em R$ 1.112.610,63. O deságio ofertado foi de 8%.

A iniciativa deve impactar diretamente mais de 300 mil pessoas em 52 municípios do Sul de Minas, ampliando a qualidade e a eficiência do transporte hidroviário na região. O projeto foi desenvolvido pela Secretaria de Estado de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias (Seinfra), em conjunto com a Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais, a partir de estudos iniciados em 2021.

Com a implantação da PPP, o sistema de travessias no Lago de Furnas passará por uma série de melhorias estruturais. Entre as mudanças previstas estão a renovação das embarcações, padronização dos serviços e das tarifas, definição de horários fixos e ampliação da frequência das viagens, o que deve proporcionar mais previsibilidade e segurança aos usuários.

A proposta é considerada estratégica para a mobilidade regional, com potencial de transformar o deslocamento entre cidades no entorno do lago. Além disso, a modernização tende a impulsionar o turismo local, facilitar o transporte da produção agrícola e reforçar a segurança das operações.

“Essa decisão é uma construção”: prefeito de Capitólio, Cristiano Gerardão, anuncia pré-candidatura a deputado federal

“Essa decisão é uma construção”: prefeito de Capitólio, Cristiano Gerardão, anuncia pré-candidatura a deputado federal – Foto: redes sociais

O prefeito de Capitólio, Cristiano Geraldo da Silva, conhecido como Cristiano Gerardão (PL), anunciou oficialmente que é pré-candidato a deputado federal nas próximas eleições. Para viabilizar a candidatura, ele deixará o comando do Executivo municipal no dia 2 de abril, quando formalizará sua renúncia.

Até lá, o chefe do Executivo seguirá à frente da administração, cumprindo agendas institucionais e finalizando compromissos de governo. Com a saída, o vice-prefeito Jaime Leonel assumirá a Prefeitura de forma definitiva.

A decisão marca o início de um novo ciclo político para Cristiano, que busca levar para o cenário nacional a experiência acumulada ao longo de mais de cinco anos à frente de uma das cidades turísticas mais conhecidas de Minas Gerais.

Decisão baseada em propósito e construída ao longo do tempo

Ao comentar a motivação para deixar a Prefeitura e disputar uma vaga em Brasília, Cristiano Gerardão afirmou que sua trajetória política é guiada por um propósito que vai além de realizações administrativas.

“O que me motiva a estar na política é um propósito, não é nem mais o meu propósito, é o propósito que Deus tem pra minha vida. […] para mim o que mais importa é colocar placa no coração das pessoas, ou seja, desenvolver política pública que realmente melhore e atinja a vida das pessoas. E foi o que nós fizemos em Capitólio”.

Segundo ele, a decisão não surgiu de forma repentina, mas foi construída ao longo de sua experiência na vida pública, com base em articulações e aprendizados acumulados durante sua gestão.

“Essa decisão é uma construção, ao longo desses cinco anos e três meses. É uma decisão que não se toma do dia pra noite”.

O prefeito também destacou a importância das relações institucionais firmadas durante o mandato, tanto em nível estadual quanto federal, como fator determinante para a nova etapa.

Experiência em Capitólio e fortalecimento do turismo

Durante sua gestão, Capitólio consolidou-se como um dos principais destinos turísticos do Brasil, especialmente após enfrentar momentos desafiadores, como a pandemia e o acidente envolvendo o desabamento de rochas no Lago de Furnas.

Cristiano atribui a retomada do crescimento turístico a um conjunto de ações estratégicas, incluindo o fortalecimento da marca da cidade e a qualificação do setor.

“Minha intenção como pré-candidato a deputado federal, é desenvolver projetos para cidades turísticas de Minas Gerais e a gente conseguir alavancar cada vez mais o nosso turismo”.

Ele destacou ainda a parceria com o Sebrae e o engajamento da iniciativa privada como fatores fundamentais para a recuperação e expansão do turismo local, com investimentos nos setores hoteleiro, gastronômico e de serviços.

Turismo como principal bandeira, sem limitar atuação

Cristiano Gerardão afirma que o turismo será sua principal bandeira política, mas ressalta que sua atuação não se limitará a esse setor. Ele pretende integrar políticas públicas em áreas estratégicas para o desenvolvimento econômico.

“A minha bandeira política é o turismo. […] E eu tenho projetos no turismo, na saúde, no agronegócio”.

Entre os exemplos citados, estão iniciativas voltadas à agricultura familiar, incentivo ao turismo rural e programas sociais, como a Casa Rosa, voltada ao acolhimento de mulheres em tratamento oncológico.

“Meu intuito é estar levando esse projeto da Casa Rosa para outras cidades […] para poder abraçar, acolher, atender as mulheres”.

Propostas para o Congresso: turismo, economia e apoio aos municípios

Caso eleito, o pré-candidato pretende defender no Congresso Nacional propostas que ampliem o acesso a recursos e incentivem o desenvolvimento do turismo nas cidades do interior.

Entre as ideias apresentadas, está a flexibilização do uso de recursos vinculados, permitindo que municípios possam direcioná-los para ações de fomento ao turismo.

“Um dos projetos que eu vejo que seria de grande valia, é em relação às verbas e recursos vinculados […] por que não utilizar no turismo?”.

Além disso, Cristiano defende o fortalecimento do chamado “trade turístico”, com políticas que beneficiem empresários e trabalhadores do setor.

Outro eixo central de sua atuação será o municipalismo, com foco na descentralização de recursos e no fortalecimento das prefeituras.

“Setenta por cento dos impostos arrecadados ficam em Brasília […] então nós precisamos ter deputados que tenham tido a experiência e a vivência como gestores públicos municipais”.

Desafios estruturais e defesa de investimentos em logística

O pré-candidato também apontou entraves estruturais que, segundo ele, limitam o crescimento do turismo no Brasil, especialmente em cidades do interior. Entre os principais desafios, destacou a deficiência logística.

“Nós precisamos desenvolver a logística do nosso país […] para que nós possamos internacionalizar as cidades do interior”.

Cristiano defende a criação de um plano estratégico para Minas Gerais, com investimentos em infraestrutura viária e, principalmente, na ampliação da malha aérea regional, facilitando o acesso a destinos turísticos.

Compromisso com o desenvolvimento regional

Na reta final da entrevista, Cristiano Gerardão reforçou que sua pré-candidatura está alinhada ao objetivo de promover o desenvolvimento econômico regional, com geração de renda e oportunidades.

“Me coloco aqui como pré-candidato a deputado federal do Lago de Furnas, da Serra da Canastra, da nossa Minas Gerais, levando como bandeira principal o nosso turismo”.

Supermercados já podem vender medicamentos; entenda

Supermercados já podem vender medicamentos; entenda – Foto: reproduçãp

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei nº 15.357, que autoriza a instalação de farmácia ou drogaria em áreas de venda de supermercados. O texto foi publicado nesta segunda-feira (23) no Diário Oficial da União.

A norma tem origem no Projeto de Lei nº 2.158/2023, aprovado pelo Congresso Nacional, que autoriza a instalação de um setor de farmácia no interior de supermercados, desde que em ambiente físico delimitado, segregado e exclusivo para a atividade.

Entenda

De acordo com a lei, farmácias e drogarias devem ser instaladas em lugar independente dos demais setores do supermercado e operadas diretamente, sob mesma identidade fiscal, ou mediante contrato com farmácia ou drogaria licenciada e registrada em órgãos competentes.

Devem ser observadas as exigências legais, sanitárias e técnicas aplicáveis, inclusive quanto a dimensionamento físico, estrutura de consultórios farmacêuticos, recebimento, armazenamento, controle de temperatura, ventilação, iluminação e umidade, rastreabilidade, dispensação, assistência e cuidados farmacêuticos.

Aos supermercados, fica vedada a oferta de medicamentos em áreas abertas, comunicáveis ou sem separação funcional completa, como bancadas, estandes ou gôndolas externas ao espaço da farmácia ou drogaria.

Farmacêutico

A norma determina como obrigatória a presença de farmacêuticos legalmente habilitados durante todo o horário de funcionamento da farmácia ou drogaria instalada na área de venda de supermercados.

As atividades permanecem submetidas às normas de vigilância sanitária e à legislação que regula o exercício da atividade farmacêutica no país.

Controle especial

Remédios sujeitos a controle especial de receita só deverão ser entregues ao cliente após o pagamento. Os medicamentos poderão ser transportados do balcão de atendimento até o caixa em embalagem lacrada, inviolável e identificável. 

Comércio eletrônico

Farmácias e drogarias licenciadas e registradas por órgãos competentes poderão contratar canais digitais e plataformas de comércio eletrônico para fins de logística e entrega ao consumidor, desde que assegurado o cumprimento integral da regulamentação sanitária aplicável.

Governo federal inicia investigação sobre aumento abusivo no preço dos combustíveis

Governo federal inicia investigação sobre aumento abusivo no preço dos combustíveis – Foto: reprodução

Na última terça-feira (10), a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) pediu ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) que investigue os recentes aumentos nos preços dos combustíveis no país, mesmo sem alterações nos valores praticados pela Petrobras, principal fornecedora nacional.

Nos últimos dias, sindicatos do setor registraram aumentos ou previsão de alta para gasolina e diesel em diversas regiões, atribuídos à elevação do preço internacional do petróleo após o início da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã.

O Cade é o órgão federal brasileiro responsável por zelar pela concorrência e prevenir práticas que possam prejudicar o mercado e o consumidor. O conselho funciona sob a presidência do Ministério da Justiça e pode aplicar multas, instaurar processos e recomendar ações corretivas quando identifica infrações à ordem econômica.

A Senacon solicita uma análise para verificar se existem indícios de práticas que possam configurar infração à ordem econômica, diante do aumento dos combustíveis sem mudanças na política de preços da Petrobras.

De acordo com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o preço médio da gasolina passou de R$ 6,28 para R$ 6,30 entre a última semana de fevereiro e 7 de março. No mesmo período, o diesel subiu de R$ 6,03 para R$ 6,08.

No ofício, a Senacon informou que representantes de entidades como Sindicombustíveis-DF, Sulpetro (RS), Sindicombustíveis Bahia, Sindipostos-RN e Minaspetro (MG) relataram que os repasses às revendas já estão acontecendo ou devem ocorrer em breve.

Os aumentos relatados chegam a R$ 0,80 por litro no diesel e R$ 0,30 por litro na gasolina em alguns estados.

No Rio Grande do Sul, o Sulpetro registrou aumentos de até R$ 0,62 no diesel e R$ 0,30 na gasolina. Na Bahia, os reajustes chegaram a 17,9% no diesel e 11,8% na gasolina.

No Rio Grande do Norte, a gasolina subiu de R$ 2,59 para R$ 2,89 por litro, e o diesel S500 de R$ 3,32 para R$ 4,07. Em Boa Vista (RO), os aumentos foram de 20 centavos, mais de 2%.

Segundo o ofício da Senacon, “a Petrobras, maior produtora nacional de petróleo e responsável pelo abastecimento da maior parte do mercado interno, não anunciou até agora qualquer reajuste nos preços de suas refinarias”.

Petróleo dispara em meio à guerra no Oriente Médio

A intensificação da guerra no Oriente Médio levou o preço do petróleo — matéria-prima essencial para a produção de combustíveis — à maior alta em quatro anos, ultrapassando US$ 100 por barril.

O conflito afeta países e rotas estratégicas de produção e transporte de petróleo e gás, e o fechamento do Estreito de Ormuz, uma das principais vias de escoamento da commodity, aumentou o temor de restrições na oferta global e de produtos derivados.

Apesar da alta histórica do petróleo, os preços dos combustíveis no Brasil continuam abaixo do mercado internacional. Isso ocorre porque a política da Petrobras suaviza oscilações externas no curto prazo, adiando o repasse aos consumidores.

Desde 2023, após o fim da política de paridade de importação (PPI), a estatal adota um modelo de preços que considera cotações internacionais, custos e o mercado interno, promovendo ajustes graduais.

O preço final dos combustíveis inclui impostos, adição obrigatória de biocombustíveis e custos de transporte, distribuição e revenda. Por isso, qualquer alteração nos valores vendidos às distribuidoras é feita oficialmente pela Petrobras.

O último ajuste da gasolina ocorreu em janeiro de 2026, com redução de R$  0,14 por litro (queda de 5,2%), para cerca de R$  2,57 nas refinarias. Já o diesel teve seu último reajuste em 6 de maio de 2025, quando caiu R$  0,16 por litro, para aproximadamente R$  3,27.

A mudança na política de preços ajudou a reduzir os impactos imediatos de crises externas sobre os combustíveis.

Assim, variações rápidas no preço do petróleo não são repassadas imediatamente à gasolina ou ao diesel, evitando aumentos bruscos para os consumidores.

Apesar de adiar parte dos repasses, analistas alertam que a estratégia tem limites.

Quando a diferença entre os preços internos e internacionais cresce, surgem dúvidas sobre os impactos da política de preços nos resultados da Petrobras e na arrecadação do governo, já que os dividendos da estatal têm peso importante nas contas públicas. 

Segundo especialistas, a Petrobras tem mantido postura cautelosa em relação aos combustíveis durante a guerra e deve esperar a estabilização dos preços em níveis elevados antes de repassar a volatilidade ao mercado interno.

PT de MG nega que Pacheco tenha confirmado candidatura ao governo

PT de MG nega que Pacheco tenha confirmado candidatura ao governo – Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Após circular a informação de que lideranças petistas teriam afirmado que o senador Rodrigo Pacheco (PSD) finalmente aceitou o pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para disputar o governo de Minas, a presidente do PT no estado, deputada estadual Leninha, negou que haja definição até o momento. Em nota, a dirigente reconheceu que Pacheco é um nome com densidade política, mas afirmou que o diálogo segue em curso e que, sob sua gestão, o debate será conduzido no grupo de trabalho eleitoral e nas instâncias partidárias de forma coletiva, “pensando no melhor para Minas e para o Brasil”.

Leninha inicia a nota dizendo: “é público que sempre reconhecemos em Rodrigo Pacheco um nome com densidade política para a disputa ao Governo de Minas Gerais. Seguimos dialogando dentro de um cenário mais amplo, que também envolve as definições nacionais do partido”.

A deputada menciona os encontros que ocorreram entre o senador e o presidente para tratar sobre o tema, sendo o último dias antes do Carnaval, em 11 de fevereiro. “Nos últimos dias ocorreram conversas importantes entre Luiz Inácio Lula da Silva e Pacheco, com a perspectiva de construir sua presença ao nosso lado na disputa pelo governo do estado”.

Ela lembrou ainda da possibilidade de mudança de partido por parte de Pacheco, que perdeu espaço para se candidatar ao governo mineiro pelo partido após o presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab, filiar Mateus Simões, vice-governador e pré-candidato na disputa. Pacheco estaria entre o União Brasil e o MDB. Ele também recebeu convite do PSB.

“Agora é hora de acompanhar os próximos capítulos, inclusive as discussões sobre uma possível mudança partidária. Recebemos esse processo com expectativa, responsabilidade e otimismo. Queremos recolocar Minas no centro do debate nacional, como já aconteceu em momentos históricos com lideranças como Juscelino Kubitschek, Itamar Franco e Tancredo Neves”, cita Leninha.

Ela encerra a nota reforçando que a decisão sobre o candidato apoiado pelos petistas em Minas será feita de forma coletiva. “Aqui em Minas, sob a minha presidência, esse debate será conduzido no grupo de trabalho eleitoral e nas instâncias partidárias, como sempre fizemos. As decisões serão tomadas de forma coletiva, pensando no melhor projeto para Minas Gerais e para o Brasil.”

“Assim que houver definições oficiais, elas serão comunicadas pelos canais do partido”, finalizou.

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