Prefeitura realiza 1° Festival de Inverno na prainha de Capitólio – Foto: reprodução
A Prefeitura de Capitólio promove nesta sexta-feira (14), a partir das 19h, a abertura oficial do 1° Festival de Inverno, que será realizado na prainha artificial. Segundo a administração, o evento conta com o show da banda Ira! e Tridons.
Segundo informações da Secretaria de Turismo e Cultura, o festival se estende até o dia 30 deste mês e pretende oferecer apresentações de rock e pop rock nacional e internacional, além de disponibilizar aos turistas e moradores uma praça de alimentação e stands para degustação de vinhos e queijos premiados da região.
De acordo com o secretário da pasta, Samuel Saldanha Maia, o festival terá ainda participação financeira de parceiros e patrocinadores. “A ideia é que o Festival de Inverno crie uma identidade no município e tenha uma data fixa no calendário de eventos em Capitólio”, disse.
Segundo Samuel, a ideia do evento surgiu após identificar uma demanda turística no período de inverno, já que Capitólio é uma região que tem um potencial muito grande durante todo o ano. “Temos que tirar essa concepção de que o turismo é feito em dois dias, temos uma área rica com uma diversidade imensa, principalmente quando se trata do nosso turismo rural, queijarias premiadas, belas vinícolas, o melhor café do mundo, nossa mineiridade. Não podemos esquecer do turismo também no inverno”, comentou.
De acordo com o secretário, o evento será gratuito e aberto para toda a população da cidade e também para os turistas. “Durante o festival nós vamos montar uma praça de alimentação, resultado de uma parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), com foco nos produtos agro artesanais, no queijo e no vinho”, destacou. (Clic Folha)
Diarreia matou 43 crianças em um ano e meio em MG – Foto: reprodução
As diarréias intestinais, apesar de parecerem inofensivas, representam um risco à saúde, sobretudo das crianças. Além de causar desidratação, a doença pode, em casos mais graves, levar à morte. Desde o início de 2022, 43 crianças menores de 5 anos morreram em Minas Gerais devido a complicações associadas à diarreia.
Dados do Ministério de Saúde apontam que no ano passado o estado registrou mais de 500 mil casos de diarreia, sendo aproximadamente 89 mil em crianças de até 5 anos de idade. Ao todo, houve 27 óbitos entre os menores de 1 ano, e outras sete mortes entre a faixa de 1 a 5 anos.
Em 2023, mais de 227 mil casos de diarreia foram notificados entre os mineiros, com 264 surtos da doença. Entre os menores de 5 anos, os casos já passam de 30 mil. No total, 170 óbitos com causa básica associada à diarreia já foram constatados, sendo seis em menores de 1 ano e outros três em crianças entre 1 e 4 anos – totalizando nove mortes.
Os números ligam o alerta para pais e responsáveis sobre os cuidados necessários para evitar a ocorrência de novas mortes. Para a referência técnica em Toxoplasmose e Rotavírus da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), Michely Aparecida de Souza, os números são preocupantes, tendo em vista que, muitas vezes, os óbitos ocorrem por causas evitáveis. “São mortes que podem ser prevenidas por meio de assistência oportuna, com manejo clínico do paciente de forma adequada, vacinação e educação em saúde para favorecer boas práticas”, avalia.
A especialista ressalta que os casos mais graves podem ser evitados através da vacinação contra o rotavírus, que previne contra doenças diarreicas agudas. Dados divulgados pela SES-MG mostram que, em 2023, a cobertura vacinal contra o rotavírus está em 79,96%.
“No entanto, outras vacinas, como a contra o sarampo e a contra hepatite A também podem proteger contra essas doenças quando associadas à diarreia. É importante ressaltar que a vacinação não apenas reduz a incidência de casos graves, mas também pode salvar vidas”, destaca.
Os imunizantes são disponibilizados gratuitamente pelo SUS e é recomendado para crianças aos 2 e 4 meses de idade.
Sintomas
Os casos de diarreia são caracterizados por um mínimo de três episódios em um período de 24 horas, acompanhados pelo aumento do número de evacuações e diminuição da consistência das fezes. Os sintomas também podem incluir náuseas, vômitos, dores abdominais e febre. Segundo Michely Souza, crianças desnutridas, com baixo peso e com condições crônicas de saúde têm maior risco de desenvolver casos mais graves.
O diagnóstico da gastroenterite aguda é essencialmente clínico, baseado em exames clínicos e anamnese feitos pelo profissional que realiza o atendimento nas unidades de saúde. Em casos de sinais de alerta, como sangue nas fezes ou desidratação, é necessário procurar um serviço de saúde para avaliação médica adequada. Em alguns casos, o diagnóstico pode exigir investigação laboratorial para identificação do agente causador.
O tratamento dos casos de diarreia em crianças envolve, principalmente, a prevenção de forma a evitar que outras pessoas possam adoecer a partir desse agente infeccioso, e a reidratação com a ingestão de líquidos, seja por meio de soros orais ou, em casos mais graves, por fluidos intravenosos. “É fundamental que os pais compreendam que a gastroenterite em crianças menores de 5 anos não deve ser considerada apenas uma dor de barriga e, sim, uma condição que requer atenção médica”, alerta a especialista.
Em nota, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais esclarece que promove ações que favorecem a prevenção da diarreia, o monitoramento de casos e surtos, bem como a investigação epidemiológica e a garantia de acesso a vacinas essenciais.
“Além disso, a SES-MG promove ações de educação em saúde para conscientização sobre a importância da vacinação e das boas práticas de prevenção”, diz o comunicado.
Vendaval pode atingir mais de 200 cidades de Minas Gerais nas próximas horas; veja quais – Foto: reprodução
Mais de 230 cidades de Minas Gerais podem ser atingidas por vendaval até a 00h desta quinta-feira (13), alerta o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Conforme o comunicado, os ventos podem chegar a 60km/h. O risco de queda de árvores e galhos é baixo.
Um ciclone extratropical atinge a região Sul do país nesta semana. No entanto, de acordo com o meteorologista Claudemir Azevedo, do Inmet, não há chance de o fenômeno atingir Minas Gerais.
O Inmet orienta que, em caso de vendaval, não se abrigue debaixo de árvores, pois há leve risco de queda e descargas elétricas e não estacione veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda).
LDO foi votada em reunião extraordinário do plenário da ALMG nesta terça-feira (11) — Foto: Guilherme Dardanhan/ALMG
A Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) aprovou, nesta terça-feira (11), a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2024.O texto contém as metas e prioridades para a elaboração do orçamento estadual do ano que vem.
O Projeto de Lei (PL) 729/23, do governador Romeu Zema (Novo), foi aprovado em turno único pelo plenário, durante reunião extraordinária.
A proposta estima uma receita anual de R$ 113,65 bilhões, frente a uma despesa total prevista de R$ 119,71 bi. Os cálculos foram feitos pela Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag).
Com isso, o Executivo estadual prevê um déficit de R$ 6,06 bilhões, superior ao calculado para este ano pela Lei Orçamentária (LOA), de R$ 3,6 bi.
Ao considerar apenas o resultado primário, que exclui as receitas e as despesas de caráter financeiro e do Regime Próprio da Previdência Social (RPPS), o rombo deve ser de R$ 2,57 bilhões em 2024.
A mensagem do governador que acompanhou o PL também traz projeções de déficit primário de R$ 1,82 bilhão em 2025 e superávit primário de R$ 879 milhões em 2026.
Zema também disse que se mantém a tarefa de equacionar os gastos públicos com a arrecadação, diante do atual contexto econômico e da rigidez orçamentária, uma vez que 90,84% da receita fiscal de 2024 já estão comprometidos com verbas de caráter obrigatório.
O texto foi aprovado com 20 das 179 emendas apresentadas pelos deputados, a emenda do governador e uma subemenda que contempla outras 18 sugestões de mudanças dos parlamentares.
Riscos nas despesas
Antes de ser votado, o projeto da LDO foi analisado pela Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária da ALMG.
Em relatório, a comissão afirmou que, sob o ponto de vista das despesas, o principal risco envolve o Regime de Recuperação Fiscal (RRF), pois o serviço da dívida foi calculado considerando a homologação da adesão, o que ainda não ocorreu.
“Conforme o Anexo de Riscos Fiscais, o impacto estimado para o risco da não homologação é de R$ 11,67 bilhões, caso em que se prevê a providência de abertura de créditos adicionais a partir da Reserva de Contingência e/ou anulação de dotação de despesas discricionárias”, descreve um trecho do parecer.
O projeto de lei que autoriza o estado a aderir ao Programa de Acompanhamento e Transparência Fiscal (PAF) foi aprovado em 2º turno no dia 7 de julho. O texto permite a celebração de aditivos aos contratos de refinanciamento de dívidas firmados com a União e é um requisito para a adoção do RRF.
No entanto, de acordo com o Executivo estadual, o PL deveria ter sido aprovado e sancionado até o dia 30 de junho, para evitar o pagamento de R$ 16,4 bilhões ao governo federal.
O governo de Minas já foi notificado pela União sobre o descumprimento da obrigação contratual.
“Se confirmada a nulidade, Minas Gerais terá que arcar com uma dívida de R$ 16,4 bilhões, o que significaria o colapso das contas públicas com riscos inclusive de comprometer a manutenção do pagamento em dia de servidores e fornecedores, impactando também a prestação de serviços públicos”, disse o estado, em nota.
Com detectores de radiação, CNEM faz buscas para localizar cápsulas de Césio-137 que desapareceram em mineradora — Foto: Reprodução
A Polícia Civil de Minas Gerais informou na tarde desta segunda-feira (10) que as duas caixas contendo césio 137 (CS-137), furtadas das empresa AMG Brasil, em Nazareno-MG, foram localizadas e estão sob a análise da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN).
A PCMG esclarece que as investigações estão em andamento, de forma sigilosa, para a completa apuração do fato, sendo que a empresa AMG Brasil foi informada sobre a localização das caixas subtraídas.
Conforme a assessoria da CNEN, as caixas foram encontradas em uma empresa de sucatas de São Paulo (SP), a 432 quilômetros do local de onde foram levadas.
Conforme comunicado da AMG Brasil, os equipamentos foram localizados em um estabelecimento comercial que atua com revenda de sucatas no Estado de São Paulo.
Ainda conforme a empresa os equipamentos localizados serão encaminhados à AMG Brasil de acordo com as orientações e diretrizes de manipulação e segurança determinadas pela CNEN.
A AMG Brasil também disse que reforça que está sendo conduzida investigação interna independente a fim que sejam apurados os fatos que deram ensejo ao furto ocorrido, e sejam adotadas medidas de melhoria e mitigação de riscos em relação aos seus processos internos de controle.
Buscas pelas cápsulas desaparecidas
Segundo a mineradora AMG, os equipamentos desapareceram no dia 29 de junho. Assim que perceberam, eles acionaram a polícia, fizeram o boletim de ocorrência e acionaram os órgãos de fiscalização.
Desde o dia da notificação do desaparecimento, técnicos da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) continuavam as buscas pelas cápsulas de Césio-137 que desapareceram de uma mineradora de Nazareno.
Juntamente com policiais civis e militares de meio ambiente, eles fizeram uma varredura com detectores de radiação em mais de 300 hectares da empresa.
De acordo com a CNEN, outra equipe foi enviada do Rio de Janeiro para Nazareno. O objetivo é verificar as circunstâncias do desaparecimento e também as atuais condições de segurança da empresa.
O que são as fontes desaparecidas
As fontes furtadas são de Césio-137, confeccionadas em material cerâmico. Elas são duplamente encapsuladas com aço inoxidável e blindadas externamente em aço inox, resistente ao impacto.
Segundo a Comissão Nacional de Energia Nuclear, com atividade individual de 5 mCi, elas compunham equipamentos medidores de densidade, sendo classificadas como de categoria 5, de baixo risco. Vale ressaltar que um milicurie (mCi) equivale a um milésimo de um Curie.
Com detectores de radiação, CNEM faz buscas para localizar cápsulas de Césio-137 que desapareceram em mineradora — Foto: Reprodução
Ainda conforme o CNEN, técnicos do Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear (CDTN), unidade da CNEN localizada em Minas Gerais, se dirigiram ao local na sexta-feira (30/06) para levantar todas as informações a respeito do evento e verificar as ações dos técnicos de radioproteção da empresa. Apesar de as autoridades policiais já terem sido acionadas, a empresa continua com a investigação interna e na procura das fontes.
Os técnicos da CNEN permanecem no local, apoiando as atividades de busca para a localização das fontes seladas extraviadas. A mineradora está regularmente licenciada pela CNEN e tem autorização para operação vigente até 30/12/2025.
Conforme a agência, tais fontes, apesar de serem de Césio-137, têm atividade cerca de 300 mil vezes menor do que aquela do acidente de Goiânia. Além disso, essas fontes são confeccionadas em material cerâmico, ou seja, mesmo que fossem violadas em seus invólucros duplos de aço inox não seriam espalháveis como foi a fonte do acidente de 1987.
Essas fontes são classificadas como não perigosas pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). Por isso, não são esperados efeitos severos à saúde pelo contato com as mesmas. No entanto, é importante continuar as buscas para recuperá-las de tal forma a prevenir exposições desnecessárias.
Frequentadores do Agremiação Recreativa de Furnas (ARF), no bairro de Furnas, em São José da Barra (MG), homenageam empresários pela excelente estrutura do Barzin 050 no clube.
Inaugurado em 2023, o empreendimento vêm chamando a atenção pelo layout, cardápio e atendimento.
De acordo com Cristiane dos Reis Lopes, que reside no bairro de Furnas à anos, o time do barzin é simplesmente agradabilíssimo e os proprietários Léo e Carol não medem esforços para oferecer um tratamento de qualidade em todos os sentidos.
“Queremos agradecer ao Barzin 050, que hoje se encontra no ARF. Há mais de 20 anos o clube (que já foi referência na região) não tinha um toque tão especial, desde as instalações de extremo bom gosto até à receptividade. Somos gratos por nos devolver o prazer de frequentar o clube, onde nos sentimos em casa com nossas famílias e amigos”, citou Cristiane.
A cliente ainda destaca a educação, receptividade e o cardápio maravilhoso.
“Para nós sócios, ou apenas frequentadores, a chegada do barzin foi um divisor de águas no clube, principalmente nós do bairro de Furnas. Queremos tê-los conosco por longa data. Somente gratidão”, finaliza a sócia do clube.
O Barzin 050
Localizado dentro do Clube de Furnas, o Barzin 050 trouxe muito mais charme, conforto e aconchego ao local.
Segundo os proprietários Léo e Carol, o Barzin é um lugar familiar, de reunir amigos, de relaxar etc. E o sucesso dele é resultado do quanto nossa equipe se dedicam para trazer essa sensação de bem estar a quem estiver no ambiente.
O local é extremamente acolhedor, desperta o bom humor, dá para contemplar o pôr do sol, sorrir e sentir gratidão.
Mineiros estão navegando mais com a Marinha por perto – Foto: reprodução
Diante do crescimento sistemático no setor de navegação em Minas desde que a Capitania Fluvial (CFMG) se instalou em Belo Horizonte, em 2018, com reordenação da estrutura no estado, ganhou força na Marinha do Brasil a necessidade de uma nova delegacia na região do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba.
A nova unidade funcionaria como braço da capitania, como já ocorre em São José da Barra (MG). O estudo que pode viabilizá-la se encontra no Estado Maior da Armada e tem a avaliação positiva do comandante da CFMG, o capitão de mar e guerra Leonardo Carvalho de Lucena Navaes.
Apesar de não ser banhado pelo mar, o estado de Minas Gerais apresenta crescimento nos serviços de registros de embarcações e condutores gerenciados pela Marinha, o que demonstra aquecimento do setor. Só entre 2022 e 2023, ocorreu um aumento diário de emissão de carteiras de habilitação de 19%, a aplicação de exames para amadores foi ampliada em 18%, a quantidade de cadastros de embarcações cresceu 7,5% e as inscrições de embarcações subiram 3,2%.
A necessidade de outra delegacia na região do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba pode ajudar a ampliar ainda mais o acesso a esses serviços vitais para a navegação e atividades aquáticas nos corpos d’água mineiros. Enquanto a CFMG atende diretamente 484 municípios, ainda que tenham de se reportar a Belo Horizonte, a delegacia de Pirapora atende a 206 e a de São José da Barra, a 160.
“A região do Triângulo e Alto Paranaíba tem três rios muito importantes: o Paranaíba, o Araguari e o Rio Grande. Com uma unidade na região, seria mais acessível o atendimento da Marinha. Para se sair de Belo Horizonte até lá pode se chegar a percorrer 825 quilômetros. Um alto custo logístico. A nova delegacia permitirá à Marinha entregar um serviço de qualidade ainda maior e também ensino”, avalia o comandante da capitania.
Para a comunidade náutica do Triângulo e Alto Paranaíba, ter uma unidade regional, como ocorre no Norte e no Sul de Minas, também traria mais praticidade e economia, estimulando as atividades do setor. “Atualmente, as pessoas têm de se deslocar até Belo Horizonte para a realização de vários serviços”, destaca o comandante Lucena.
Em Minas, as principais missões da Marinha são a fiscalização e o ordenamento do tráfego aquaviário, a segurança do setor e a inspeção para garantir a proteção da vida humana e a prevenção da poluição hídrica provocada por embarcações. Neste ano, até maio, foram abordadas 959 embarcações pela Força em Minas Gerais, das quais 113 foram notificadas. As irregularidades mais comuns são condutores inabilitados e falta ou falha na dotação de material de salvatagem (como coletes e boias salva-vidas).
A Força também atua no ensino profissional marítimo, com a capacitação de marinheiros, mestres de travessia e com a formação por cursos. Na sede da CFMG, no Belvedere, em Belo Horizonte, por exemplo, boa parte dos andares superiores é dotada de salas de aula para esse ensino.
De forma geral, a navegação em Minas Gerais se dá para esporte e recreio, pesca, balsas de travessia de veículos e passageiros, dragas de extração mineral (areia, em sua maioria) e um pequeno volume de transporte de carga, sobretudo no Rio Paranaíba, na entrada da Hidrovia do Rio Paraná. No Rio Araguari há também uma atividade de ranchos flutuantes para pesca. São plataformas com pequenas casas sobre tambores de 200 litros usados como flutuadores e muito comuns na região, também sob fiscalização da Marinha.
Planos para a Grande BH
A Marinha tem investido em Minas Gerais desde que ocorreu a reordenação de suas estruturas, com a vinda da Capitania Fluvial de Pirapora para Belo Horizonte, em 2018, sendo realocada do Gutierrez (Avenida Raja Gabaglia) para o Belvedere em 2019. Fez parte dessa reestruturação também a disposição de Pirapora como delegacia e a instalação da delegacia de Furnas, em 2020.
Além da possibilidade de criação de outra unidade, o comandante da CFMG, capitão de mar e guerra Leonardo Carvalho de Lucena Navaes, anuncia a instalação de uma estrutura na Lagoa dos Ingleses, em Nova Lima, na Grande BH, e esforços para promover ações sociais para crianças carentes.
O projeto para a Lagoa dos Ingleses é de criar uma patromoria – um posto da Força para inspeções navais e atendimento ao público daquela região. “Essa estrutura terá um miniestaleiro e uma garagem para as embarcações. É um ponto que se torna estratégico para nós, por ser muito próximo da BR-040 e assim permitir um acesso rodoviário mais facilitado quando for necessário rebocar as embarcações para um destino determinado”, afirma o comandante Lucena, que prevê a instalação ainda neste ano.
Já o projeto social em que o capitão de mar e guerra aposta é o Programa Forças no Esporte, com o qual a Marinha pretende levar cidadania e dignidade a crianças por meio de atividades esportivas. “Quando tivemos patrocínio, conseguimos reunir e atender 80 adolescentes em situação de vulnerabilidade social no contraturno escolar. Em 2022, conseguimos trazer modalidades como boxe, mas para essa continuação podemos promover noções de vela e de canoagem na patromoria, educação ambiental, e com isso ajudar a tirar essas crianças da situação de vulnerabilidade”, afirma o comandante.
Para dar continuidade ao Programa Forças no Esporte, seriam necessários patrocinadores para o fornecimento de material esportivo, alimentação, material para professores e transportes de ônibus para dois grupos, nos turnos da manhã e da tarde.
Um dos objetivos mais nítidos da Marinha em Minas Gerais tem sido a ampliação da percepção da importância da Força para a nação. E esse sentimento se vê muito presente na sede da Capitania Fluvial de Minas, no Belvedere, onde o edifício branco com uma grande âncora de metal azul encostada na parede chama a atenção na Avenida Celso Porfírio Machado, em frente à Praça Doutor Íris Valadares.
Em cada corredor por onde se passa, seja nos gabinetes, nos escritórios ou salas de aula, mapas do estado de Minas Gerais se destacam pela cor azul. Uma inspeção de perto logo ressalta como a superfície estadual é recortada por grandes rios e lagos de diversas bacias, o que destaca o sentido e a necessidade da presença da Marinha no estado. “Minas Gerais é a caixa d’água do Brasil. E esse destaque aos corpos hídricos foi espalhado pelo prédio para sempre lembrar da vocação da Marinha sobre o estado. Aqui temos Furnas, que é o ‘Mar de Minas’, o São Francisco, Rio da Integração Nacional, e muitos outros rios e lagos importantes”, frisa o capitão de mar e guerra.
Vagas para marinheiros
A estratégia da Marinha para Minas Gerais busca também que o estado seja porta de entrada para suas fileiras. “Aumentando a percepção da Marinha na sociedade mineira, poderemos aumentar a quantidade de mineiros na nossa instituição, criando esse interesse e sediando concursos públicos. Ao todo, são 13 portas para a entrada na Marinha. E esse interesse tem se diversificado. Só para o Colégio Naval, foram 200 candidatas”, destaca o comandante Leonardo Lucena.
Brigadista morre em incêndio florestal em Minas – Foto: Corpo de Bombeiros/Reprodução
Um brigadista morreu no último sábado (8) em um incêndio florestal próximo à BR-458, trevo de Ipaba (MG). De acordo com o Corpo de Bombeiros, o homem teria se afastado do grupo, que acabou perdendo contato visual com ele.
Ainda segundo a corporação, a equipe de brigadistas que o acompanhava chamou por ele, mas o homem não respondia. Eles então voltaram o trajeto e o encontram dentro de uma caneleta pluvial de 40 cm de profundidade, já sem vida.
Conforme o boletim de ocorrência, as roupas e o equipamento de proteção individual (EPI) foram queimados, e o brigadista apresentava sinais de queimadura em segundo grau por todo o corpo.
O local foi isolado para os trabalhos da perícia, e depois o corpo foi liberado para uma funerária.
Um dos caminhões envolvidos no acidente caiu em ribanceira — Foto: Samu/Divulgação
Um motorista ficou ferido em acidente envolvendo dois caminhões na na BR-354, em Arcos (MG), na manhã da última quinta-feira (6). Um dois veículos caiu em uma ribanceira às margens da rodovia.
De acordo com o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), o motorista de um dos caminhões estava consciente, com ferimento no rosto, escoriações nos braços e possível fratura na perna direita. A vítima recebeu os primeiros atendimentos, foi imobilizada e encaminhada para o Hospital São José, em Arcos.
O motorista do outro caminhão não se feriu. O Corpo de Bombeiros também atuou no atendimento da ocorrência.
Trabalhadores são resgatados em condições análogas à escravidão em construção de igreja em MG – Foto: Divulgação/PCMG
Uma operação liderada pelo Ministério do Trabalho e Emprego resgatou quatro trabalhadores em condições análogas à escravidão que realizavam obras na construção de um templo religioso em Juiz de Fora (MG).
Segundo o MTE, quando os agentes chegaram ao local da construção, o responsável pela obra tentou esconder os trabalhadores em um buraco. No entanto, durante a permanência no local, os funcionários foram localizados.
Na fiscalização da obra ficou comprovado, segundo o MTE, que os trabalhadores estavam em condições análogas à escravidão. Entre as irregularidades, foram encontradas:
– Risco de choque elétrico, por causa de instalação elétrica precária;
– Aberturas desprotegidas;
– Falta de equipamentos de proteção individual;
– Andaimes sem proteção adequada;
– Falta de profissional da construção habilitado para fiscalizar as obras.
Além disso, segundo o MTE, os trabalhadores eram obrigados a dormirem em uma laje aberta, completamente expostos ao frio e à sujeira.
Os trabalhadores foram indenizados com verbas rescisórias, seguro-desemprego e recebimento de três parcelas no valor de um salário mínimo. Eles também foram abrigados em um hotel, com todas as despesas pagas pelo empregador.
O valor total da indenização não foi divulgado. A operação ocorreu entre os dias 19 e 23 de junho, mas só foi divulgada para a imprensa na última quinta-feira (6).
Trabalhadores são resgatados em condições análogas à escravidão em construção de igreja em MG – Foto: Divulgação/PCMGTrabalhadores são resgatados em condições análogas à escravidão em construção de igreja em MG – Foto: Divulgação/PCMG
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