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Jornal Folha Regional

Bárbara Botega assume comando da Cultura e Turismo em Minas Gerais

Bárbara Botega assume comando da Cultura e Turismo em Minas Gerais – Foto: divulgação

O Governo de Minas Gerais anunciou nesta segunda-feira (15) que a nova secretária de Estado de Cultura e Turismo (Secult) será Bárbara Botega, que atualmente ocupa o cargo de secretária-adjunta de Comunicação Social (Secom).

Bárbara ingressou no Poder Executivo estadual em 2021. Foi superintendente de atração de investimentos e estímulo à exportação na Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede), quando atuou já com a promoção do estado entre parceiros nacionais e internacionais.

Também cuidou da assessoria estratégica para atração de investimento em turismo, sendo responsável por captar mais de R$ 2 bilhões, mantendo uma relação bem-sucedida e contínua com o trade de turismo.

Já na Secom, continuou em uma parceria frutífera junto à Secult e com os setores vinculados, promovendo o estado de Minas Gerais, inclusive, por meio de ações de comunicação que deram visibilidade e retorno ao estado.

Entre seus feitos, está a articulação para a cooperação com as demais esferas para a retomada do Carnaval em Minas Gerais, após os anos de pandemia.

Bárbara explica que vai “dar continuidade a um trabalho que já transformou profundamente a forma como a cultura e o turismo são compreendidos e valorizados em nosso estado”. “O secretário Leônidas deixa um legado que é, ao mesmo tempo, inspiração e desafio. Vamos manter o compromisso do Governo de Minas com o posicionamento do estado como referência nacional e internacional em cultura e turismo”, declara.

Informações sobre a nomeação e posse da nova secretária serão divulgadas posteriormente.

NOTA

Bárbara Botega assume comando da Cultura e Turismo em Minas Gerais – Foto: redes sociais

É com profundo senso de responsabilidade e honra que assumo a função de Secretária de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais.

Recebo esta missão com a consciência de que não se trata apenas de ocupar um cargo, mas de dar continuidade a um trabalho que já transformou profundamente a forma como a cultura e o turismo são compreendidos e valorizados em nosso estado. O secretário @leonidas_oliveira_ deixa um legado que é, ao mesmo tempo, inspiração e desafio: ele mostrou que é possível aliar visão estratégica, respeito à nossa identidade mineira e ousadia na execução de políticas públicas que geram impacto real na vida das pessoas.

A mim, cabe agora a árdua tarefa de honrar esse legado e fazer com que ele siga vivo, pulsante e em movimento. Mais do que preservar o que foi construído, é meu compromisso fortalecer as pontes criadas, ampliar os horizontes e continuar posicionando Minas Gerais como referência nacional e internacional em cultura e turismo.

Nosso estado é terra de tradições, mas também de inovação. É palco da mineiridade que emociona, acolhe e transforma. Cada cidade, cada comunidade, cada manifestação cultural e cada destino turístico são expressões da potência que temos — e é essa potência que seguiremos cuidando e expandindo, sempre de mãos dadas com artistas, produtores, empreendedores, gestores, comunidades e todos que acreditam na força transformadora da cultura e do turismo.

Assumo com a firme convicção de que nada supera o trabalho sério e ético.

E é com essa postura que seguirei dedicada a honrar Minas Gerais, o povo mineiro e a confiança do Governador @romeuzemaoficial e do Vice Governador @mateus.simoesmg.

Seguiremos juntos. Continuaremos avançando. Porque Minas é patrimônio vivo, é destino inesquecível e é orgulho para todos nós.

Sul de Minas terá o primeiro centro de reciclagem de ímãs de terras raras do Hemisfério Sul

Sul de Minas terá o primeiro centro de reciclagem de ímãs de terras raras do Hemisfério Sul – Foto: reprodução

Até o final de 2026, Poços de Caldas, no Sul de Minas Gerais, deve inaugurar o primeiro laboratório do Hemisfério Sul dedicado à reciclagem de superímãs de terras raras. O projeto é fruto de uma parceria entre a mineradora Viridis, atualmente em processo de licenciamento para explorar terras raras no Brasil, e a Ionic, empresa que detém a tecnologia necessária para a separação de óxidos de terras raras presentes em materiais descartados.

A operação funcionará como uma forma de mineração urbana: ímãs em fim de vida útil, utilizados em aparelhos de ressonância magnética, veículos elétricos e aerogeradores, serão coletados e submetidos a um processo de separação dos elementos de terras raras. Esses elementos serão recuperados em forma de óxidos com elevado grau de pureza, o que permitirá sua reutilização na fabricação de novos ímãs. A iniciativa é apresentada como um modelo voltado para a economia circular, ao reaproveitar materiais e reduzir a necessidade de extração mineral.

O laboratório terá capacidade para reciclar mais de 30 toneladas de ímãs por ano, resultando na produção de cerca de 10 toneladas de elementos de terras raras. O material obtido será enviado ao Centro de Inovação e Tecnologia para Ímãs de Terras Raras (CIT SENAI ITR), em Lagoa Santa, também em Minas Gerais, reconhecido como o primeiro laboratório-fábrica de ligas e ímãs de terras raras do Hemisfério Sul.

Falta de engenheiros pode ameaçar obras em Minas Gerais

Falta de engenheiros pode ameaçar obras em Minas Gerais – Foto: reprodução

A escassez de engenheiros em Minas e no Brasil preocupa o setor da construção civil e já acende sinais de alerta para um possível apagão de mão de obra especializada. Estimativa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta déficit de 75 mil engenheiros no País em 2025, com maior demanda em infraestrutura, energia, indústria, mineração e tecnologia.

Nesse cenário, dados do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas reforçam o problema: 39% dos empregadores da construção civil declararam ter “muita dificuldade” em contratar trabalhadores qualificados.

As razões vão da falta de incentivo à formação profissional à migração de trabalhadores para outras áreas. Embora ainda não comprometa o andamento imediato das obras, as empresas estão em alerta, antecipando-se com planejamento e novas estratégias para driblar a escassez.

Muitas construtoras têm adotado soluções tecnológicas e o uso de materiais não convencionais, como estruturas de concreto reforçado com fibras e armaduras não metálicas, que reduzem a necessidade de mão de obra e encurtam o ciclo das obras.

Para o vice-presidente da Sociedade Mineira de Engenheiros (SME), José Cláudio Vieira, a situação é preocupante e exige medidas emergenciais. “Minas precisa de muitas obras. Temos a maior malha rodoviária do País. Com as novas concessões do Estado, precisamos de equipes de engenheiros de projetos, de topografia, de acompanhamento e de execução de obras. O Estado pode ter grande dificuldade no futuro para abraçar novos investimentos”, ressalta.

Segundo ele, as escolas de engenharia estão formando menos alunos, tanto na graduação quanto nos cursos de mestrado e doutorado. “Com a baixa demanda nas faculdades, teremos menos pessoas especializadas para tocar os projetos e os estudos de viabilidade necessários para o desenvolvimento”, afirma.

Vieira defende a união entre governo federal, Estado, sindicatos e associações. “As instituições ligadas ao setor da construção civil precisam trabalhar em prol de uma melhor educação em engenharia em Minas e no Brasil. Além disso, é preciso convencer os jovens de que a carreira é promissora e essencial para construir um novo País”, reforça.

Custos em alta

Além da escassez de profissionais, o setor convive com juros elevados e custos crescentes. Projeções da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) apontam 2025 como um ano de atenção. Desde setembro de 2024, o Banco Central (BC) elevou a taxa básica de juros, a Selic, de 10,5% ao ano para 14,75%, maior patamar em quase 20 anos.

Os principais problemas enfrentados pelas empresas são justamente a falta ou o alto custo de trabalhadores qualificados, segundo a Sondagem Indústria da Construção, da CNI.

Para atender à demanda de Minas Gerais nos próximos três anos, será necessário qualificar 1,6 milhão de profissionais entre 2025 e 2027, segundo o Mapa do Trabalho Industrial. O número inclui a formação de 257,3 mil novos trabalhadores e a requalificação de 1,3 milhão que já estão no mercado. O levantamento é elaborado pelo Observatório Nacional da Indústria (ONI), da CNI.

Formação técnica como saída

A formação técnica surge como alternativa rápida, acessível e de qualidade, com alto índice de empregabilidade e impacto direto na produtividade das obras. Um exemplo é o Plano Nacional de Capacitação para a Construção Civil 2025, iniciativa do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) em parceria com a CBIC, que está qualificando trabalhadores diretamente nos canteiros de obras, com resultados imediatos tanto para os profissionais quanto para o setor produtivo.

Minas Gerais vive recorde de empregos, investimentos e turismo cultural

Minas Gerais vive recorde de empregos, investimentos e turismo cultural – Foto: reprodução

Minas Gerais vive um momento histórico. O saldo mais recente do mercado de trabalho mostra que a cultura puxou a criação de empregos formais, com mais 1.096 postos entre maio e junho de 2025, enquanto o turismo também avançou, com mais 776 vínculos no mesmo período, de acordo com o Novo Caged. Juntas, as duas áreas já somam mais de 809 mil empregos formais, sendo 375.951 na cultura (aumento de 2,20% em 12 meses) e 433.858 no turismo (crescimento 1,48%), o que confirma ser a transversalidade entre elas o motor do desenvolvimento mineiro.

Recursos recordes e descentralizados

O dinamismo do setor cultural é sustentado por uma base inédita de investimentos. O DescentraCultura destinou em maio R$ 180 milhões captados pela Lei Estadual de Incentivo à Cultura, algo impensável em 2020, quando sobravam mais de R$ 100 milhões sem aplicação. Hoje, os recursos chegam de forma descentralizada aos 853 municípios.

Outros mecanismos reforçam essa revolução. Por meio da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) foram R$ 145 milhões para o audiovisual, em 2024. No mesmo ano, via Fundo Estadual de Cultura (FEC), foram investidos R$ 19 milhões e o ICMS Turismo injetou mais R$ 90 milhões, alcançado o recorde histórico de 605 municípios. 

“Nunca a cultura mineira movimentou tantos recursos. Isso só é possível porque o fomento se tornou democrático e descentralizado. O que antes era privilégio de poucos, hoje chega a todo o estado”, afirma a subsecretária de Cultura, Maristela Rangel.

Turismo cultural em ascensão

Esse fortalecimento impacta diretamente o turismo. O Circuito Liberdade, em Belo Horizonte, recebeu 7,5 milhões de visitantes em 2024 e já ultrapassou 3,9 milhões até junho de 2025, consolidando-se como um dos maiores polos culturais da América Latina.

 “O Circuito Liberdade é o maior exemplo de que cultura e turismo são áreas complementares. O visitante vem pela experiência cultural, mas movimenta toda a cadeia do turismo, da hotelaria à gastronomia”, destaca o presidente da Fundação Clóvis Salgado, Sérgio Rodrigo Reis. 

No interior, a vitalidade se expressa em milhares de festivais, festas religiosas e celebrações populares que reforçam Minas como o estado do turismo cultural. O Inhotim, ícone internacional de arte e natureza, registrou em junho 31.759 visitantes, o melhor mês de 2025.

Fluxo turístico em alta

A conectividade também acompanha o crescimento. Em junho deste ano, os aeroportos mineiros movimentaram 626,2 mil desembarques (crescimento de 6,0% em relação a 2024), com destaque para Confins (aumento de 9,2%). O turismo internacional soma 22,5 mil chegadas em junho, lideradas por Portugal (34,1%), Estados Unidos (22,8%) e Panamá (20,3%).

O transporte rodoviário segue robusto: 558,7 mil passageiros passaram pela rodoviária de Belo Horizonte em junho, somando 6,7 milhões em 12 meses. Minas também é o 2º estado do Brasil em empresas de transporte turístico, com 11,97% do total nacional.

Nos Parques Estaduais, o primeiro semestre fechou com 314.075 visitantes, com destaque para Mata Seca, que registrou aumento de 379,7% em relação a 2024. Já o Pico do Itambé obteve crescimento de visitação em 54,6%) e Nova Baden um aumento de 50,5%.

“A união de cultura e turismo na Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult-MG) é o que garante esses resultados. Minas Gerais é hoje o estado que mais investe em cultura, que mais cresce em empregos culturais e que transformou sua identidade em ativo turístico. Cultura e turismo, juntos, são o futuro de Minas”, afirma o secretário de Estado de Cultura e Turismo, Leônidas Oliveira.

CRLV começa a ser exigido em MG a partir de hoje; veja cronograma

CRLV começa a ser exigido em MG a partir de hoje; veja cronograma – Foto: reprodução

A partir desta segunda-feira (1/9), blitzes podem exigir o Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV) de 2025 para automóveis com finais de placa 1, 2 e 3 em Minas Gerais.

De acordo com o governo estadual, os veículos com finais de placa 4, 5 e 6 devem ser licenciados até 30/9. Já os carros com finais 7, 8, 9 e 0 têm até 31/10 para renovar o documento. “A Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag-MG), por meio da Coordenadoria Estadual de Gestão de Trânsito (CET-MG), orienta os proprietários a ficarem atentos aos prazos”, reforça o Executivo. 

O que é o CRLV e como acessar?

O CRLV é o documento que comprova que o veículo está regular e pode circular conforme as regras do Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Ele pode ser apresentado impresso ou digitalmente, junto com a CNH, Permissão para Dirigir (PPD) ou Autorização para Conduzir Ciclomotor (ACC). Circular sem o CRLV válido é infração gravíssima e pode gerar: 

  • Multa de R$ 293,47;
  • Sete pontos na CNH;
  • Recolhimento do veículo para um pátio credenciado. 

Como acessar o CRLV?

O documento pode ser acessado digitalmente através de: 

  • Aplicativo Carteira Digital de Trânsito (CDT);
  • MG App;
  • Portal da Senatran;
  • Site da CET-MG.
  • No site da CET-MG, o proprietário deve ir até a aba “veículos”, clicar em “emitir o CRLV” e preencher o formulário. O documento pode ser impresso quantas vezes forem necessárias. 

Tanto o CDT quanto o MG App estão disponíveis para Android e iOS. Para utilizá-los, é necessário ter conta no gov.br e adicionar o CRLV na área de veículos. Antes de emitir o documento, o proprietário deve: 

  • Quitar o IPVA;
  • Pagar a Taxa de Licenciamento Anual (TRLAV);
  • Estar sem multas vencidas;
  • Não ter restrições judiciais ou administrativas no veículo. 

Como verificar pendências?

Para evitar problemas, a CET-MG recomenda que os motoristas consultem a situação do veículo antes de sair de casa. Isso pode ser feito no site do órgão, na opção “consultar a situação do veículo”. Em caso de pendências, o sistema gera as guias para pagamento. 

Durante fiscalizações, a Lei Estadual 25.070/2024 permite que o condutor resolva as pendências no momento da abordagem — desde que consiga quitar os débitos na hora. No entanto, débitos oriundos de outros estados ou da dívida ativa podem exigir procedimentos adicionais, e nem sempre será possível regularizar o veículo de imediato. 

Com o objetivo de facilitar o processo para os cidadãos, a CET-MG suspendeu, por 60 dias, trechos da Portaria 123/2025, que exigiam comprovações específicas durante as abordagens. Durante esse período, os agentes poderão aceitar outros meios de comprovação da regularização, mesmo que os sistemas da CET-MG ainda não tenham atualizado as informações bancárias. 

A suspensão pode ser prorrogada até que os sistemas da coordenadoria estejam aptos a exibir instantaneamente os comprovantes de pagamento.

Vinhos despontam como novo componente da identidade cultural de Minas Gerais

Vinhos despontam como novo componente da identidade cultural de Minas Gerais – Foto: divulgação

A produção de vinhos finos de qualidade já é uma realidade em Minas Gerais. O cenário, antes improvável, começou a se modificar nas últimas duas décadas com a difusão da tecnologia de dupla poda da videira, adaptada e validada pela Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig).

Relatos históricos indicam que a atividade vitícola no estado teve início no século XIX, mas foram os chamados vinhos de inverno que trouxeram notoriedade para a produção. Atualmente, são cerca de 130 vinícolas. Em 2020, esse número era próximo a 50. 

Esse crescimento acompanha o sucesso da bebida em premiações nacionais e internacionais e impulsiona os setores da gastronomia e do turismo. 

Mineirices 

Desde que planejou abrir o próprio restaurante, em Belo Horizonte, a chef de cozinha e historiadora Juliana Duarte, quis trazer componentes da história e da memória de Minas Gerais.  “Eu entendo tradição como transmissão, não como algo que nos amarra ao passado. Eu gosto de dizer que aqui no Cozinha Santo Antônio, somos cheios de mineirices, nos nossos ingredientes, na forma de servir, de receber as pessoas e com as nossas atitudes”. 

A ideia original já incluía os vinhos de inverno, que ela conheceu quando trabalhava como publicitária. “O vinho mineiro está entre nossos carros-chefes. As pessoas têm muita curiosidade de conhecer e eu tenho muito orgulho de servir. A equipe é orientada para dar essa opção e as informações adequadas”.

O mini menu especial “Mineirices” é harmonizado por uma carta de vinhos produzidos no estado. “Aqui, recebemos muitos turistas e missões estrangeiras. E faço muita questão de apresentar e indicar esses vinhos”, finaliza.

Identidade e políticas públicas

Os vinhos mineiros do restaurante de Juliana são adquiridos da Rex Bibendi, distribuidora que funciona na capital mineira há mais de trinta anos. “Há cerca de 15 anos, quando buscava uma opção de vinho nacional, pedi ajuda a um enólogo do Sul do país, que me disse para ficar de olho na nova produção de Minas Gerais”, conta a proprietária Dulce Ribeiro.

“A partir das indicações dele fui conhecendo esses produtores. E foi algo muito aprazível, a maioria são agricultores estruturados em outras áreas, que apostaram nessa nova cadeia, confiando na pesquisa. A gente tem que dar muito crédito à ciência, ao investimento na Epamig”, disse.

Dulce diz pensar nos vinhos como uma tradução da identidade local. “O vinho mineiro não é uma coisa única, cada produtor faz um vinho próprio. Meu sonho é ver uma carta de vinhos com várias regiões de Minas sendo representadas”.

Produtores e entidades representativas buscam esse fortalecimento do setor perante o mercado local, como ressalta a presidente do Sindicato da Indústria do Vinho de Minas Gerais (Sindvinho), Heloísa Bertoli. “Estamos atuando junto ao poder público no projeto do Selo de Origem Mineira – Uai Wine – que também prevê a oferta de, no mínimo, três vinhos mineiros nos estabelecimentos que comercializam a bebida”, afirmou.

O vice-governador de Minas Gerais, Mateus Simões, ressalta as ações para a consolidação da cadeia produtiva.

“O trabalho, que começou no campo, envolve também a criação de rotas enoturísticas, a realização e o apoio a eventos como o Uai Wine, que será realizado no Palácio da Liberdade até este fim de semana”, afirmou o vice-governador Mateus Simões.

O presidente da Associação dos Produtores de Uva e Vinho de Minas Gerais (Uva-MG), José Procópio Stella, reforça o propósito. “Nossos produtos ganham prêmios no mundo inteiro. Precisamos mostrar ao mineiro que produzimos vinhos de alta qualidade em todas as regiões do estado, divulgar essa informação em feiras, eventos e ações junto ao governo”.

O vitivinicultor, que é proprietário da Stella Valentino, vinícola centenária localizada em Andradas, aposta no turismo rural e na parceria com outras cadeias produtivas, como café, queijos, doces e azeites.

“Quase 90% das vinícolas mineiras são pequenas e voltadas para o enoturismo. O vinho é um dos produtos que mais atrai turistas no mundo. Imagina isso aliado ao contexto histórico, à culinária, à receptividade, e ao artesanato do nosso estado”, projeta José Procópio Stella.

Vinhos despontam como novo componente da identidade cultural de Minas Gerais – Foto: divulgação
Vinhos despontam como novo componente da identidade cultural de Minas Gerais – Foto: divulgação

‘Produtor de Água’: Minas sai na frente e vira exemplo para o Brasil

MAIS – DO DIA – EXTREMA – MG . PLANTANDO AGUA SAO SOLUCOES PARA SOLUCIONAR A RECUPERACAO DE NASCENTES , REFLORESTAMENTO E ACOES QUE PODEM CONTRIBUIR PARA AMENIZAR OS EFEITOS DAS MUDANCAS CLINATICAS . NA FOTO : CACHOEIRA – EXTREMA FOTOS : FRED MAGNO

Dizem que o que dá certo em Minas dá certo no Brasil inteiro, graças à sua diversidade social e geográfica. Em tempos de emergência climática, o estado decidiu assumir a frente e oficializou, no dia 14 de agosto, a criação do Programa Produtor de Água de Minas Gerais. A proposta é apoiar produtores rurais com incentivos financeiros e assistência técnica para proteger propriedades, áreas ambientais estratégicas e, ao mesmo tempo, “produzir” água, com recuperação de nascentes, melhoria da fertilidade do solo e preservação da biodiversidade.

A medida, inédita no país, foi instituída por meio de resolução conjunta da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), do Instituto Estadual de Florestas (IEF) e do Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam). A iniciativa, segundo o subsecretário de Gestão Ambiental da Semad, Diogo Melo Franco, é estratégica para enfrentar as mudanças climáticas e garantir segurança hídrica.

“Minas é um estado extenso, com enorme número de produtores rurais. Aqui nascem rios fundamentais para o Brasil como o São Francisco, o Rio Doce, o Jequitinhonha, o Paraíba do Sul e o Rio Grande. A Serra da Mantiqueira, por exemplo, abastece o Sistema Cantareira, em São Paulo. Então, o que fazemos aqui impacta o país inteiro. Minas não apenas armazena, mas gera água”, destaca Diogo.

Criado há mais de 20 anos pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), o Produtor de Água já atua em várias bacias brasileiras, incentivando a adoção de boas práticas ambientais no campo. A diferença é que Minas Gerais foi o primeiro estado a assumir oficialmente a metodologia, transformando-a em política pública estadual.

Para o superintendente adjunto de Planos, Programas e Projetos da ANA, Henrique Veiga, a medida representa um marco. “Isso nos alegra sobremaneira. Minas é o primeiro estado a incorporar o programa dessa forma, e isso faz parte da estratégia de descentralização e transferência dessa metodologia”, afirma. 

Ele lembra que, nos últimos anos, foi firmado um acordo de cooperação técnica entre ANA, IEF, Semad e Igam para fortalecer o programa no estado. “O objetivo era criar um modelo próprio, apelidado até de Produtor de Água ‘Pão de Queijo’, numa referência bem mineira”, brinca.

A diretora de conservação e recuperação de ecossistemas do IEF, Marina Dias, também comemorou a conquista. “Em Minas, o diferencial do programa é a promoção da regularização ambiental dos imóveis rurais, que vai contribuir para a implementação do Código Florestal”, destaca.

Na prática, a resolução significa uma oportunidade de integrar iniciativas já existentes, dar visibilidade a projetos locais e estimular novas ações de conservação. “Ele tem esse caráter guarda-chuva. Pode funcionar sozinho, mas também se soma a outras iniciativas. Aqui, em Minas, há um arranjo com o IEF, Igam, Secretaria de Meio Ambiente, Emater, cooperativas, prefeituras e empresas privadas. Onde já existe organização local, a chance de sucesso é ainda maior”, explica o subsecretário de Meio Ambiente.

Para viabilizar o programa, o governo mineiro vai contar com recursos públicos e privados. “Um exemplo é o programa de conversão de multas ambientais. Metade desse valor será direcionada ao Produtor de Água. Para 2026, a perspectiva para financiamento é positiva”, projeta Franco. 

Produtores rurais são os protagonistas

‘Produtor de Água’: Minas sai na frente e vira exemplo para o Brasil – Foto: Fred Magno

O superintendente da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), Henrique Veiga, explica que um dos diferenciais da metodologia do programa é o protagonismo do produtor rural. “Ao adotar práticas sustentáveis, ele garante a perenidade dos rios e nascentes”, afirmou.

Para estimular esse engajamento, o programa prevê o Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), um incentivo financeiro destinado a produtores que adotam práticas de preservação do solo e da água.

Cada projeto define sua própria tabela de remuneração, mas, em média, os valores variam de R$ 300 a R$ 400 por hectare ao ano. “O objetivo não é gerar enriquecimento, mas reconhecer o esforço do produtor para a preservação e garantir a continuidade das ações sustentáveis”, explica Veiga.

A metodologia não se restringe ao reflorestamento, ela se adapta às necessidades locais. “Em regiões com risco de incêndios, por exemplo, quem realiza o manejo integrado do fogo também é remunerado”, explica Veiga.

Ganhar escala é o desafio

Desde a criação do Programa Produtor de Água, em 2004, Minas Gerais tornou-se parceiro estratégico na validação das metodologias em campo. O Conservador das Águas, em Extrema, foi o primeiro. A partir dessa experiência, a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) passou a se estruturar tecnicamente e a apoiar diretamente outros municípios, por meio de chamamentos públicos, oferecendo suporte tanto financeiro quanto técnico.

Hoje, Minas Gerais reúne 34 iniciativas de conservação, sendo 29 em execução, que já beneficiam 95 municípios. Entre os resultados alcançados estão a preservação de 6.000 hectares, a recuperação de 1.750 hectares de vegetação, a construção de mais de 5.000 barraginhas, 870 km de terraços e 208 km de estradas adequadas, além de 273 fossas sépticas.

“Minas pode ser um estado do agro, que produz alimento de qualidade, combate mudanças climáticas, produz água, protege a biodiversidade e garante renda. Isso não é utopia, já existem exemplos concretos, aqui e no mundo. O que precisamos é dar escala a eles”, conclui o subsecretário de Gestão Ambiental da Semad, Diogo Melo Franco. 

Vacina da UFMG contra crack e cocaína mostra eficácia em camundongos e deve ser testada em humanos

Vacina da UFMG contra crack e cocaína mostra eficácia em camundongos e deve ser testada em humanos – Foto: reprodução

A vacina Calixcoca, contra dependência de cocaína e crack, desenvolvida pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), apresentou eficácia nos testes em camundongos e deve começar a ser testada em humanos em até quatro anos. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (28/8) pelo governador Romeu Zema (Novo) e pela reitora da instituição Sandra Goulart durante a celebração dos 40 anos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), que é cotitular da patente e financiará, junto ao Executivo, os testes clínicos.

“É a primeira vacina vinculada ao consumo de crack e cocaína. Uma vacina sintética que já mostrou eficácia grande em camundongos, diminuindo os efeitos, a dependência e os abortos em ratos que estavam grávidas. O plano de trabalho é que em até quatro anos finalize essa fase”, afirmou o secretário de Estado de Saúde (SES-MG), Fábio Baccheretti. 

O pró-reitor de Pesquisa da UFMG, professor Fernando Reis, explica que, com a aprovação dos testes em camundongos, o estudo entra novamente em uma fase zero, com previsão de duração de até quatro anos, que levará aos resultados sobre a eficácia em humanos. A primeira etapa do processo é a pré-clínica, onde serão feitos os trâmites burocráticos que buscam a aprovação do início dos testes em humanos. “Apenas uma pequena parte das vacinas progridem para os testes clínicos. Nós temos a esperança que ela vença essa etapa e vá para a fase clínica (testes em humanos)”, avaliou. 

A expectativa é que, se aprovada, o início dos testes em humanos seja iniciado no terceiro e quarto ano do período, segundo o pró-reitor. “Esse prazo pode ser prorrogado, caso necessário”, pontua. 

Tratamento de dependentes 

Após a fase de testes e aprovação da Anvisa, a Calixcoca será usada como auxílio para o tratamento de dependentes. “Ela será usada em dependentes porque ajuda a diminuir ou bloquear os efeitos de entrada da droga. Então mesmo se uma pessoa tenha o desejo de usar, a vacina atuará bloqueando seus efeitos no sistema nervoso central”, explica Reis. 

O secretário de Saúde pontua que, se aprovada, a tecnologia usada para a produção da vacina pode inovar o desenvolvimento de imunizante no mundo, possibilitando a criação através de moléculas sintéticas. “Diferentemente das vacinas já testadas em outros países, a Calixcoca é não proteica, baseada na molécula sintética V4N2 (calixareno), e induz o organismo a produzir anticorpos que se ligam à cocaína no sangue, o que impede que a droga alcance o cérebro e bloqueia seus efeitos”, disse. 

Para Baccheretti, a vacina também será aliada no tratamento de doenças respiratórias desenvolvidas muitas vezes por dependentes. “Assim que aprovada pela Anvisa ela deve ser incorporada pelo Governo de Minas e, sem dúvidas, pelo Ministério da Saúde ao SUS. Isso vai desafogar o sistema de saúde, tendo em vista que geralmente dependentes desenvolvem turbeculose e outras doenças devido a baixa imunidade, além da prematuridade de bebês que foram gerados por mães dependentes”, estima. 

Patente internacional 

O avanço para a fase que pode levar aos testes em humanos acontece após a concessão da carta patente nacional, pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi), e internacional, nos Estados Unidos, da vacina considerada inovação terapêutica contra a dependência de cocaína e crack. 

Os testes serão subsidiados através de aporte de R$ 18,8 milhões feito pelo Governo de Minas. Deste total, R$ 10 milhões são oriundos da Secretaria de Estado da Saúde (SES-MG) e R$ 8,8 milhões da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede-MG), por meio da Fapemig.

Segundo o Governo de Minas, em 2024, foram repassados R$ 14,6 milhões, e mais R$ 1,69 milhão será pago ainda em 2025. O restante do valor — R$ 2,6 milhões — será repassado entre 2026 e 2027. Além disso, por meio de chamadas públicas da Fapemig, outros R$ 500 mil já foram investidos para o desenvolvimento da pesquisa.

Minas Gerais registra sexto tremor de terra em agosto

Frutal já registrou outros tremores de terra ao longo de 2025 – Foto: reprodução

O estado de Minas Gerais registrou, na tarde de terça-feira (26), o sexto tremor de terra somente neste mês de agosto. De acordo com a RSBR (Rede Sismográfica Brasileira), o abalo sísmico de magnitude 2.3 na Escala Richter, ocorreu às 14h13 e teve epicentro localizado próximo à cidade de Frutal (MG).

O sismo foi registrado pelas estações da RSBR e analisado pelo Centro de Sismologia da USP. O órgão ainda informou que não houve relatos de que o tremor teria sido sentido pela população.

O caso em Frutal é o mais recente entre os seis fenômenos que ocorreram em agosto. Segundo as informações analisadas, esse é o quarto dia seguido que um abalo é resgitrado no estado mineiro. Veja abaixo a lista de tremores que ocorreram durante o mês:

  • 01/08 – Planura/MG: Magnitude 2.2 mR
  • 15/08 – Araçuaí/MG: Magnitude 1.9 mR
  • 23/08 – Sete Lagoas/MG: Magnitude 1.9 mR
  • 24/08 – Sete Lagoas/MG: Magnitude 2.5 mR
  • 25/08 – Pirajuba/MG: Magnitude 2.8 mR
  • 26/08 – Frutal/MG: Magnitude 2.3 mR

Um sismólogo do Centro de Sismologia da USP e da RSBR, Bruno Collaço, afirmou que tremores de terra em Minas Gerais não são incomuns. “É o estado com o maior número de abalos sísmicos registrados. Os tremores naturais, na sua grande maioria, se devem às grandes pressões geológicas que atuam na crosta terrestre”, explica o especialista.

Entenda a Escala Richter

Os cientistas usam a “escala de magnitude de momento” para categorizar a força e o tamanho dos terremotos de uma forma mais precisa do que a “escala Richter”, usada há muito tempo, afirma o Serviço Geológico dos EUA.

Esta escala de magnitude de momento é baseada no “momento sísmico” do terremoto, que explica o quanto a crosta terrestre se desloca em um terremoto, o tamanho da área ao longo da fissura da crosta e a força necessária para superar o atrito naquele local, juntamente com o ondas sísmicas que a mudança cria.

A magnitude do momento será maior se houver mais atrito e deslocamento ao longo de uma distância maior.

As ondas sísmicas são medidas por sismógrafos, que utilizam um pêndulo preso a uma mola que se move com o tremor da Terra, gerando uma espécie de gráfico denominado sismograma.

A magnitude é classificada em 10 números, com cada aumento de número inteiro igual a 32 vezes mais energia liberada.

Medindo a intensidade de um terremoto

A intensidade de um terremoto é medida usando a “Escala Mercalli Modificada” de intensidade, ou MMI.

Ele mede a força do abalo de um terremoto em locais específicos ao redor de seu epicentro – o ponto na superfície da Terra diretamente acima da origem subterrânea do terremoto.

A escala MMI usa algarismos romanos para determinar a intensidade de um terremoto com base em avaliações de danos estruturais e relatórios de observadores.

É importante considerar a intensidade, uma vez que o terreno, a profundidade, a localização e muitos outros fatores desempenham um papel significativo na devastação que um terremoto pode causar.

Presos produzem 1 milhão de fraldas e absorventes em Minas

Presos produzem 1 milhão de fraldas e absorventes em Minas – Foto: divulgação

O Programa Liberdade em Ciclos, criado pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) e gerido pelo Departamento Penitenciário de Minas Gerais (Depen-MG), alcançou neste mês a marca de 1 milhão de absorventes e fraldas produzidos em unidades prisionais do estado. Pioneira no país, a iniciativa alia capacitação de presos, economia de recursos públicos e atendimento a pessoas em situação de vulnerabilidade social, e está em plena expansão, com novas oficinas previstas para diversas regiões mineiras.

“Cada fralda e cada absorvente produzidos pelo programa Liberdade em Ciclo representa economia para o Estado, dignidade para quem recebe e transformação para quem produz”, afirma o secretário de Justiça e Segurança Pública, Rogério Greco.

“Nós não acreditamos em discursos vazios sobre ressocialização, acreditamos em resultados: 1 milhão de unidades fabricadas provam que o trabalho é o único caminho real para reparar o mal causado e construir uma nova história”, complementa Greco. Atualmente, Minas Gerais é o estado que mais emprega presos no Brasil, com 18,1 mil detentos em atividade laboral.

Origem do programa

O Liberdade em Ciclos nasceu em 2021, durante a pandemia, após a produção de 8,7 milhões de máscaras nas unidades prisionais. A experiência revelou o potencial do trabalho carcerário para atender demandas sociais e inspirou a criação do programa, focado na fabricação de absorventes e fraldas.

A produção começou em 2022 e enfrentou desafios técnicos, como a falta de máquinas em pequena escala. Com adaptações e inovações, como a otimização da faca de corte e a validação dos produtos por usuárias, o programa se consolidou.

Parcerias e investimentos

A estruturação das fábricas contou com parcerias essenciais: a Loteria Mineira investiu R$ 2,6 milhões em máquinas e insumos; o Poder Judiciário financiou a unidade de Ituiutaba; e emendas parlamentares, prefeituras e das instituições Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar).

Expansão e impacto

Presos produzem 1 milhão de fraldas e absorventes em Minas – Foto: divulgação

Hoje, o programa mantém fábricas em unidades prisionais do Complexo Feminino Estevão Pinto e nas penitenciárias Nelson Hungria, Tupaciguara, Ituiutaba, Teófilo Otoni, Alfenas, bem como na Penitenciária Deputado Expedito Faria de Tavares, em Patrocínio. O Presídio Floramar, em Divinópolis, o mais recente a implantar a fábrica, utiliza verbas judiciais para adaptar um galpão.
 
Com produção mensal de 150 mil absorventes, a meta para 2025 é abrir 23 novas oficinas. Cada rolo de matéria-prima para produção de 25 quilos rende cerca de 600 a 700 unidades, embaladas em pacotes de 16 absorventes ou 12 fraldas. Testes microbiológicos garantem segurança e conforto para maior capacidade de absorção.

Os presos passam por cursos de Boas Práticas de Fabricação, com certificação, aprendendo técnicas de higiene, segurança e empreendedorismo. Só em Divinópolis, 58 custodiados já foram capacitados.

Distribuição e doações

Toda a produção abastece 100% o sistema prisional e o excedente é destinado à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese), responsável pela doação a entidades sociais.

Em 2024, absorventes e fraldas chegaram às vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul. Recentemente, o Presídio de Ituiutaba doou 3,6 mil fraldas ao lar Obras Sociais Adolfo Bezerra de Menezes. Outras doações já beneficiaram escolas, ONGs, asilos e associações em diversas regiões.

Jornal Folha Regional
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