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Jornal Folha Regional

Turismo em Minas Gerais alcança melhor momento internacional da série histórica

Turismo em Minas Gerais alcança melhor momento internacional da série histórica – Foto: reprodução

Possibilidades de experiências únicas, cultura diversa e hospitalidade sustentam a internacionalização do destino Minas Gerais, que alcança níveis recordes neste ano. Levantamento do Observatório do Turismo da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult-MG), a partir de dados da plataforma Amadeus-ForwardKeys, mostra que 2025 é o melhor ano internacional da série histórica 2018–2025 do estado.

As reservas internacionais emitidas para o período de outubro a dezembro de 2025 registram alta de 74%, consolidando Minas Gerais como um dos maiores centros de expansão turística das Américas no recorte de cultura, natureza e bem-estar.

“Minas lidera o país em gastronomia, patrimônio histórico e acolhimento, esses são pilares da nossa mineiridade. Esse reconhecimento, somado ao título internacional do Queijo Minas Artesanal (QMA), nos projeta com vigor nos mercados estrangeiros”, pontua a secretária da Secult-MG, Bárbara Botega.

Principais destaques
 

  • Estados Unidos: crescimento de 29,1%; segue como principal origem, com 46,2% de participação nas reservas do trimestre.
  • Portugal: avanço de 198,2%; reforça o eixo luso-mineiro (gastronomia, patrimônio e vínculos culturais).
  • Canadá: aumento de 110,1%; mercado em ascensão.
  • Itália: expansão de 141,3%; destaque para o turismo cultural e gastronômico.
  • Suíça: crescimento consistente de 112,1%.
  • Holanda: salto expressivo de 722% (mercado emergente); forte tração em natureza e bem-estar.
  • Bélgica: incremento de 157%; sinaliza diversificação do fluxo europeu. 

Por que agora?

O desempenho internacional inédito de Minas Gerais em 2025 é resultado de um conjunto de fatores estruturais e estratégicos. A força dos produtos turísticos e da identidade cultural mineira tem papel central nesse avanço. O reconhecimento de Belo Horizonte como Cidade Criativa da Gastronomia pela Unesco, o título de Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade concedido ao Queijo Minas Artesanal, além do vasto patrimônio histórico e da tradicional hospitalidade mineira, consolidam a autenticidade do destino e ampliam sua atratividade global.

Ao mesmo tempo, políticas de promoção e qualificação vêm fortalecendo a presença de Minas nos mercados internacionais. A participação em feiras especializadas, a realização de press trips, a integração de rotas turísticas nos eixos de cultura, natureza e bem-estar, e o trabalho contínuo de inteligência de mercado conduzido pelo Observatório do Turismo garantem uma atuação cada vez mais estratégica e orientada por dados.

Outro fator decisivo é a diversificação geográfica dos mercados emissores. Além do tradicional eixo Estados Unidos–Portugal, observa-se uma expansão significativa na Europa continental, com destaque para Itália, Holanda, Bélgica e Suíça, o que reduz a dependência de poucos mercados e amplia as oportunidades de crescimento sustentável no médio e longo prazo.

Redução de dependência de São Paulo

Além do destaque na série histórica internacional, Minas Gerais vive uma mudança estrutural, com turismo mais distribuído e conectado à cultura e à mineiridade. Relatório do Observatório do Turismo da Secult-MG, também a partir de dados da Amadeus-ForwardKeys, revela uma mudança significativa no perfil de origem dos turistas que chegam a Minas Gerais.

Historicamente, São Paulo representava mais de 40% do total de visitantes do estado. Em 2025, embora continue como principal emissor, sua participação caiu para 26%, demonstrando forte diversificação geográfica e amadurecimento do mercado turístico mineiro.

Enquanto São Paulo reduziu sua representatividade, outros estados ampliaram fortemente seus fluxos, com destaque para Alagoas, Pernambuco, Bahia e Santa Catarina. O caso de Alagoas é simbólico: o estado saltou de 13 mil turistas em 2018 para 82 mil em 2025, o que representa um um crescimento superior a 530% e é reflexo direto da promoção de Minas Gerais em novos mercados emissores e da ampliação das conexões aéreas.

O crescimento de mercados como Alagoas (acima de 530%), Pernambuco (282%), Santa Catarina (258%) e Bahia (58%) indica que o turismo mineiro entrou em um novo ciclo de expansão. Com 35,1% de aumento nas chegadas domésticas e 74% nas internacionais, Minas Gerais consolida-se como um dos maiores polos turísticos do Brasil e das Américas, ancorado em três pilares: cultura, natureza e bem-estar. 

Mineiros já pagaram mais de R$ 226 bilhões em impostos este ano

Mineiros já pagaram mais de R$ 226 bilhões em impostos este ano – Foto: reprodução

Os mineiros já pagaram R$ 226,8 bilhões de impostos, taxas e contribuições no País este ano. O volume representa 7% da arrecadação nacional, que ultrapassou os R$ 3 trilhões este mês. Os dados são do Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) que simula em tempo real o volume arrecadado pela União.

Chama atenção que os números estão avançando mais cedo este ano. No ano passado, somente no dia 7 de novembro, 26 dias depois, o impostômetro somou R$ 226 bilhões em Minas Gerais. No Brasil, o cenário se repetiu. O impostômetro só chegou a R$ 3 trilhões no dia 1º de novembro, 25 dias depois, revelando um aumento no ritmo da arrecadação.

A princípio, o movimento pode aparentar o aquecimento da economia, o que de fato não deixa de ser um dos motivos da maior arrecadação, porém não é o único, conforme analisa a economista do Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional da Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade Federal de Minas Gerais (Cedeplar/UFMG), Diana Chaib.

“Esse crescimento pode ser atribuído a vários fatores como, por exemplo, o aumento de alíquotas de impostos, a expansão de setores que já eram mais rentáveis ou até uma recuperação econômica de setores que, durante e após a pandemia, estavam estagnados”, explica.

Diana Chaib também ressalta o crescimento econômico de atividades de setores específicos como as commodities. “Mineração e petróleo, por exemplo, podem ter contribuído com uma parte significativa desse aumento da arrecadação no Brasil. Em Minas Gerais, a gente pode destacar a mineração, que é uma grande fonte de receita, e com o preço do minério de ferro e outros produtos estão em alta no mercado global, essa arrecadação tende a crescer”, analisa.

Assim como a economista da UFMG, o professor de gestão do Centro Universitário Una e do UniBH, Fernando Sette Junior, acrescenta o efeito combinado da inflação e da formalização econômica. A alta dos preços, segundo ele, aumenta automaticamente a base de impostos como o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), Imposto sobre Serviços (ISS) e Programa de Integração Social/ Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (PIS/Cofins), já que são tributos que incidem sobre o valor das transações.

“Paralelamente, a digitalização da economia e a maior emissão de notas fiscais eletrônicas facilitaram o monitoramento do fisco, reduzindo a evasão. Minas Gerais, por exemplo, vem investindo fortemente em fiscalização digital e cruzamento de dados, o que amplia a eficiência da cobrança e reduz brechas para sonegação”, relata.

Um segundo elemento, na análise do professor, é o comportamento do mercado de trabalho e do setor de serviços, que tem sido o grande motor da economia brasileira. “Com mais pessoas ocupadas e rendimentos em recuperação, há aumento do consumo e, por consequência, da arrecadação sobre bens e serviços”, observa.

Além disso, setores como mineração, energia e combustíveis, de grande peso na economia mineira, registraram receitas relevantes, impulsionadas por preços internacionais favoráveis e retomada da demanda global. Isso gera reflexos diretos na arrecadação estadual e federal.

Por fim, ele ressalta as mudanças tributárias e fiscais recentes. “A reversão de desonerações concedidas em 2022, especialmente sobre combustíveis e energia elétrica, devolveu receitas perdidas aos cofres públicos”, comenta Sette Junior.

O governo federal também obteve, na visão do professor, receitas extraordinárias com dividendos de estatais, concessões e royalties do petróleo. “Portanto, o crescimento da arrecadação não é resultado de um único fator, mas de uma combinação de melhora administrativa, conjuntura econômica favorável e ajustes normativos. O desafio, contudo, é transformar essa melhora conjuntural em base fiscal sustentável”, observa.

A economista da UFMG, Diana Chaib destaca ainda o reflexo da recuperação econômica após a pandemia. “Essa recuperação ainda está em andamento. Alguns setores não se recuperaram totalmente, e algumas empresas voltaram a produzir e vender mais e isso acaba impactando na arrecadação”, diz.

Desequilíbrio fiscal pode trazer impactos negativos na economia

Apesar desses avanços, os gastos dos governos simulados pelo Gasto Brasil, outra ferramenta das associações comerciais, estão maiores que os valores arrecadados em todo o País. O mesmo não ocorre em Minas, onde a situação está controlada. No Brasil, esses gastos já somam R$ 4 trilhões, R$ 1 trilhão a mais que a arrecadação no mesmo período.

“Esse não é necessariamente um movimento que tem sido feito de forma sustentável ou justa. É sempre importante a gente ficar atento e observar quem está contribuindo mais para esse volume. Será que essa carga tributária que tem aumentado muito, está sendo bem distribuída? Ou ela está só recaindo sobre a classe trabalhadora e as pequenas empresas?”, indaga Diana Chiab.

Se a arrecadação continuar abaixo dos gastos, ou seja, crescendo de forma insuficiente e desequilibrada, a economista da UFMG alerta para os efeitos negativos que isso pode causar. “O aumento da dívida pública pode fazer com que o governo recorra ao endividamento. E isso pode levar ao aumento da dívida pública, aumentando a dependência do crédito externo”, diz.

Ela acrescenta que pode haver ainda cortes nos serviços públicos e pode ser necessário cortar investimentos em áreas essenciais. “O governo pode adotar também políticas de austeridade para tentar equilibrar as contas públicas e isso geralmente implica em cortes em programas sociais, previdência, redução de gastos públicos de uma forma mais geral, o que é ruim para a economia”, observa.

O economista da Associação Comercial de São Paulo, Ulisses Ruiz de Gamboa, uma das entidades responsáveis pela manutenção das ferramentas de simulação, acredita que a tendência é de mais aumento de gastos. “Estamos com um modelo de política fiscal de crescimento dos gastos, além da capacidade de aumentar a arrecadação. O resultado disso é um endividamento cada vez maior, colocando em dúvida a capacidade do governo de honrar seus compromissos a médio e longo prazo, o que seria a insolvência fiscal”, afirma.

Minas Gerais revoluciona monitoramento de rodovias com dados em tempo real

Minas Gerais revoluciona monitoramento de rodovias com dados em tempo real – Foto: divulgação

O Governo de Minas lidera um projeto pioneiro que está transformando a gestão das rodovias estaduais. Por meio de uma parceria entre o Departamento de Estradas de Rodagem de (DER-MG) e o aplicativo Waze, dados enviados pelos próprios usuários são utilizados para identificar, em tempo real, ocorrências como buracos, acidentes, engarrafamentos e alagamentos.

O diretor-geral do DER-MG, Matheus Novais, explica que os problemas relatados chegam aos fiscais das obras e às empresas responsáveis pela manutenção, em uma dinâmica que se estabeleceu como uma poderosa fonte de dados para o departamento.

“O usuário é o nosso melhor fiscal. A percepção deles nos conecta com a realidade da rodovia e nos permite agir de forma mais ágil”, afirma Matheus Novais.

De julho de 2025 até hoje, foram registradas 65 mil rotas impactadas por 45 alertas emitidos pelo DER-MG, uma média de 1,4 mil rotas por alerta.

Como funciona

O sistema capta alertas diretamente do Waze e, com base em um índice de confiança superior a 90%, filtra apenas informações confiáveis. Esses dados são georreferenciados, indicando com precisão a localização do problema, a unidade regional responsável e as ações necessárias.

Com milhares de alertas monitorados diariamente, o DER-MG está construindo uma base histórica que apoia o planejamento e a priorização de ações de manutenção. “Sempre ouvimos os usuários para nortear nossas decisões. Agora, esse cidadão nos informa via aplicativo, o que traz mais precisão e confiabilidade”, destaca Rodrigo Colares, chefe da Assessoria de Gestão Estratégica do DER-MG.

Aplicações práticas

Minas Gerais revoluciona monitoramento de rodovias com dados em tempo real – Foto: divulgação

O sistema permite identificar e acompanhar problemas recorrentes, como buracos, alagamentos, congestionamentos e acidentes. Com isso, o DER-MG consegue avaliar a eficácia dos contratos e dos investimentos.

Exemplo disso é a expressiva queda no número de buracos reportados. No início do ano, eram mais de mil ocorrências, número que atualmente está em cerca de cem — reflexo dos novos contratos de manutenção baseados em desempenho (quilômetros bem conservados).

Alertas de alagamento indicam falhas no sistema de drenagem, orientando intervenções. Já os engarrafamentos fornecem dados para possíveis melhorias estruturais. Até acidentes não registrados oficialmente são mapeados, permitindo ações preventivas e reforço na sinalização.

Um bom exemplo de ação baseada nesse monitoramento são as obras na rodovia MGC-354, entre Presidente Olegário e Patos de Minas, na região do Alto Paranaíba. A inclusão de uma terceira faixa vem reduzindo os congestionamentos provocados pelo alto fluxo de veículos, especialmente caminhões.

Participação cidadã e tecnologia

Para o especialista em transporte e trânsito Osias Baptista, a combinação entre tecnologia e participação ativa dos usuários é o diferencial do sistema. “O motorista não busca apenas o melhor caminho. Ao reportar problemas, ele colabora com a comunidade. Isso fortalece o senso de engajamento e, ao ver que essas informações orientam ações concretas, ele se sente parte da solução”, destaca Osias.

Os dados coletados também são integrados com registros da Polícia Rodoviária, do Corpo de Bombeiros (CBMMG) e da Base Integrada de Segurança Pública (Bisp), ampliando a capacidade de análise de acidentes e contribuindo para ações de segurança mais eficazes.

Reconhecimento e impacto

Desde 2022, quando iniciou a parceria com Google e Waze, o DER-MG avançou significativamente no uso estratégico de dados. O modelo é pioneiro na América Latina e foi destaque na abertura da Esri User Conference 2025, o maior evento de geotecnologia do mundo, realizado em julho, na cidade de San Diego, na Califórnia (EUA).

Mais do que um avanço tecnológico, o projeto representa uma mudança de paradigma na gestão da infraestrutura viária. A combinação entre tecnologia, gestão pública eficiente e participação cidadã tem gerado resultados concretos em segurança viária e uso inteligente de recursos públicos.

A identificação de padrões de acidentes por dia, local e horário permite o planejamento de ações específicas com foco na prevenção. Além disso, o DER-MG já compartilha a experiência com outros órgãos e agências reguladoras do país, promovendo uma rede nacional de boas práticas em gestão rodoviária.

Os dados coletados são utilizados dentro do observatório interno pelos técnicos do DER-MG e, no futuro, o sistema será disponibilizado ao público externo.

Cidade de MG tem novo caso de febre maculosa confirmado

Cidade de MG tem novo caso de febre maculosa confirmado – Foto: reprodução

A cidade de Matozinhos, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, confirmou um novo caso de febre maculosa. A informação foi divulgada pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) no boletim epidemiológico que reúne dados até 13 de outubro. Com essa atualização, o município passa a contabilizar três casos confirmados da doença, dois deles com resultado fatal.

O boletim epidemiológico também registrou um novo caso suspeito da doença em Minas Gerais. A notificação foi feita em Belo Horizonte, cidade que, segundo o informe estadual, possui cinco casos confirmados e nenhuma morte. A Secretaria Municipal de Saúde da capital, no entanto, informa que quatro casos de febre maculosa foram confirmados no município neste ano.

“A Prefeitura mantém uma vigilância epidemiológica contínua e sistemática, voltada à prevenção e à redução dos riscos de ocorrência da febre maculosa. São realizadas ações de conscientização e orientação da população”, informou a Prefeitura de Belo Horizonte ao ser questionada pela reportagem sobre o caso suspeito.

Procurada, a Prefeitura de Matozinhos não se manifestou sobre o novo caso de febre maculosa confirmado. A reportagem será atualizada com o posicionamento.

Casos em MG

Com o novo caso confirmado e outro em investigação, Minas Gerais contabiliza 33 casos de febre maculosa confirmados e 12 em apuração em 2025. Neste ano, cinco pessoas morreram em decorrência da doença no estado. As mortes foram registradas em Caeté (2), Matozinhos (2) e Caratinga (1).

“A SES-MG reforça que a febre maculosa é uma doença grave, transmitida pela picada de carrapatos infectados, e que o diagnóstico precoce e o início imediato do tratamento são fundamentais para evitar complicações e óbitos”, destacou a pasta.

A quantidade de casos confirmados em 2025 é, no entanto, inferior à registrada nos dois últimos anos. Em 2024, foram 95 casos confirmados e quatro mortes; em 2023, 90 casos e 20 óbitos.

“A SES-MG destaca que a principal forma de prevenir a febre maculosa é evitar o contato com carrapatos. Para isso, recomenda-se o uso de roupas claras, de mangas compridas, calçados fechados e meias de cano alto em áreas de mata, pasto ou locais com presença de animais. O uso de repelentes à base de icaridina também é eficaz”, acrescentou a pasta.

Ações

De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), como forma de prevenção, a pasta tem feito o monitoramento contínuo dos casos suspeitos e confirmados. Ainda conforme a pasta, tem sido realizadas “capacitações periódicas para profissionais de saúde, divulgação de materiais técnicos e de orientação e apoio as ações municipais de vigilância e educação em saúde”.    

Minas Gerais recebe 152 unidades do antídoto fomepizol para tratar intoxicações por metanol

Minas Gerais recebe 152 unidades do antídoto fomepizol para tratar intoxicações por metanol – Foto: reprodução

O Ministério da Saúde recebeu um lote com 2,5 mil unidades do antídoto fomepizol para reforçar o estoque estratégico do SUS destinado ao tratamento de intoxicações por metanol, associadas ao consumo de bebidas adulteradas. O estado de Minas recebeu 152 unidades do antídoto. O medicamento foi enviado para todos os estados e o Distrito Federal, e 1.000 ampolas permanecerão no estoque estratégico do Ministério. A entrega do lote ocorreu na quinta-feira (9).

A aquisição é inédita no Brasil, realizada com a subsidiária de uma empresa japonesa, e ocorreu apenas oito dias após o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, acionar o Fundo Estratégico da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). O medicamento é considerado raro devido à baixa produção mundial.

“Já temos no Brasil o etanol disponibilizado em todas as unidades da federação. As compras foram realizadas pelo Ministério da Saúde em parceria com a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), e os hospitais de clínicas já contam com esse insumo. O que estamos oferecendo agora é uma segunda opção, o fomepizol, adquirido via Opas com apoio da Anvisa: são 2.500 ampolas que já estão sendo entregues. O objetivo é que todos os estados do país tenham à disposição tanto o etanol quanto o fomepizol”, explicou a secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente da pasta, Mariângela Simão.

As unidades federativas poderão solicitar o envio de novas remessas, de acordo com a necessidade apresentada e os registros de casos. O quantitativo de ampolas para cada estado foi definido considerando a população divulgada pelo último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), assegurando a oferta equânime à população e a resposta eficaz às emergências toxicológicas.

Eficácia e segurança do tratamento

fomepizol é mais uma alternativa ao tratamento já realizado por meio do etanol farmacêutico. É utilizado em casos de intoxicação por metanol. Com alta eficácia e segurança, o medicamento impede que o metanol se metabolize em ácido fórmico, evitando acidose metabólica. 

Devido à baixa demanda e ao elevado custo no mercado, sua produção e oferta são limitadas mundialmente. Para identificar potenciais fornecedores para a oferta ao SUS, o Ministério da Saúde encaminhou ofícios às empresas internacionais que fabricam o medicamento. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) também publicou chamada pública para identificar fornecedores internacionais do medicamento.

Com relação ao etanol farmacêutico, a pasta receberá nos próximos diasa doação da empresa brasileira Cristália Produtos Químicos e Farmacêuticos de mais 3,8 mil ampolas do remédio para garantir o tratamento emergencial de pacientes intoxicados. Esses exemplares se somarão aos 4,3 mil entregues aos estoques do SUS pelos hospitais universitários federais, em parceria com a Ebserh.

Atualização de casos

Até o dia 13 de outubro, o Brasil registra 213 notificações de intoxicação por metanol após o consumo de bebidas alcoólicas. Dessas, 32 casos foram confirmados e 181 permanecem em investigação.  O estado de Minas Gerais conta com uma ocorrência que ainda está sendo investigada.     

Em relação aos óbitos, São Paulo é o único estado que registra mortes até o momento com 5 ocorrências. Outros 9 casos seguem em investigação.

Mulher morre após consumir ‘falsa couve’ em MG; idoso está em coma

Mulher morre após consumir falsa couve em MG; idoso está em coma – Foto: redes sociais

A mulher que comeu a planta tóxica conhecida como “falsa couve” morreu na segunda-feira (13). Claviana Nunes da Silva, de 37 anos, estava internada em Patrocínio, no Alto Paranaíba, desde 8 de outubro e o estado de saúde dela piorou no domingo (12), por causa de uma lesão grave no cérebro.

A morte foi anunciada pela Secretaria Municipal de Saúde de Patrocínio.

O velório de Claviana está marcado para as 7h desta terça-feira (14), na Funerária do Baiano, em Guimarânia, no Alto Paranaíba. O sepultamento ocorrerá às 17h no Cemitério Municipal.

Outras três pessoas foram internadas após ingerirem a Nicotiana glauca. Entre elas, um homem de 67 anos recebeu alta em 9 de outubro, um dia após a intoxicação.

Dois homens seguem internados. Confira o estado de saúde deles:

  • Homem, 60 anos: quadro grave. Está em coma induzido, dependente de aparelhos para respirar, sem condições de suspender a sedação. A equipe médica aguarda a resposta ao novo antibiótico para melhorar os parâmetros infecciosos.
  • Homem, 64 anos: foi extubado no sábado (11). Segue estável, e a equipe médica avalia a proposta de alta nos próximos dias.

Família socorrida com sintomas de envenenamento

Na quarta-feira (8), por volta das 15h, Claviana e os três homens passaram mal pouco depois do almoço em família em uma chácara na zona rural. Eles foram atendidos por equipes do Corpo de Bombeiros, do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e da Polícia Militar.

No momento do socorro, as vítimas chegaram a sofrer parada cardiorrespiratória, mas os socorristas conseguiram reverter o quadro ainda no local. Elas foram encaminhadas em estado grave para a Santa Casa de Patrocínio e para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA).

Uma criança de 2 anos também foi hospitalizada, mas apenas para observação, já que não chegou a ingerir a planta.

Vítimas confundiram planta com couve

Mulher morre após consumir falsa couve em MG; idoso está em coma – Foto: reprodução

A “falsa couve” foi colhida no próprio terreno e servida refogada na refeição.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, a família havia se mudado recentemente para a chácara e acreditava que a planta era couve, devido à semelhança com o vegetal.

A Secretaria de Saúde informou que parte da “falsa couve” foi encontrada na arcada dentária da mulher e encaminhada, junto com outras folhas da planta, para análise na Fundação Ezequiel Dias (Funed), em Belo Horizonte.

A Polícia Civil instaurou um inquérito para investigar o caso. A principal linha de apuração é envenenamento acidental.

Como diferenciar a ‘falsa couve’ da verdadeira

Nicotiana glauca, planta conhecida como “falsa couve”, tem características físicas que podem diferenciá-la da couve verdadeira. Entre elas, estão: folhas um pouco mais finas, textura aveludada e coloração verde-acinzentada.

As informações foram confirmadas pela professora Amanda Danuello, especialista em química de produtos naturais da Universidade Federal de Uberlândia (UFU).

“Enquanto a couve que a gente consome tem a folha mais grossa e nervuras bem marcadas, a Nicotiana glauca tem um verde mais vivo. Mas, ainda assim, se você não tem uma do lado da outra, fica bastante difícil a diferenciação. A dica é não consumir nada que você não tenha certeza da procedência”, afirmou a especialista.

Ainda de acordo com a professora, a ingestão da Nicotiana glauca pode causar intoxicação grave e até levar à morte.

Preparo influencia na toxicidade da planta

Nicotiana glauca, também chamada de charuteira, tabaco-arbóreo ou popularmente como “fumo bravo”, é uma planta extremamente tóxica, comum em áreas rurais e à beira de estradas em todo o Brasil. Conforme a professora da UFU, a planta contém uma substância chamada anabazina, um alcaloide que pode causar paralisia muscular, respiratória e até levar à morte.

A especialista alerta que o modo de preparo também influencia na gravidade da intoxicação.

“Ela é bastante comum em áreas rurais, em todo o Brasil, na beira de estradas. Infelizmente, ela é bem comum e facilmente confundida com a couve. Dependendo da forma como é consumida, crua ou cozida, isso vai alterar a quantidade dessa substância tóxica que a pessoa vai consumir, podendo levar a efeitos ainda mais graves”, explicou.

Em casos de ingestão da ‘falsa couve’, não existe nenhum tipo de antídoto que possa ser administrado em casa. A indicação é procurar imediatamente atendimento médico, pois quanto mais rápido for o socorro, maiores são as chances de evitar complicações graves da intoxicação.

Minas Gerais é o segundo estado mais procurado para viagens no Brasil; região do Lago de Furnas se destaca entre os destinos

Vale dos Tucanos, em São José da Barra/MG – Foto: reprodução

Em 2024, Minas Gerais consolidou-se como o segundo estado mais procurado do país para viagens domésticas, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O estado recebeu 10,2% de todas as viagens com pernoite realizadas no Brasil, ficando atrás apenas de São Paulo (21,9%) e à frente da Bahia (10%).

Entre os destinos mineiros em alta, a região do Lago de Furnas, conhecida como o “Mar de Minas”, vem ganhando cada vez mais destaque no cenário turístico nacional. Municípios como São José da Barra e Capitólio têm atraído visitantes em busca de paisagens naturais, passeios náuticos e turismo de aventura, além da hospitalidade e da culinária típicas da região.

A pesquisa indica que, embora o volume total de viagens tenha se mantido estável em relação a 2023, os gastos dos turistas cresceram 11,7%, refletindo o interesse por experiências de maior valor agregado. O estudo também mostra que os principais motivos das viagens estão ligados à cultura e à gastronomia, que apresentaram um crescimento de 24,4%, sendo o único tipo de lazer com aumento contínuo nos últimos anos.

Para a secretária de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Bárbara Botega, o resultado reafirma a força e a diversidade do turismo mineiro. Segundo ela, “Minas oferece uma combinação única de história, cultura, natureza e gastronomia, e o investimento em políticas públicas voltadas ao setor tem mostrado resultados concretos na geração de renda e no fortalecimento das economias locais”.

Outro dado que chama atenção é o crescimento de 40% no uso do avião desde 2020, representando 14,7% das viagens em 2024. Embora ainda não seja o meio de transporte mais utilizado, o aumento demonstra uma tendência de valorização de deslocamentos mais rápidos e de longo alcance.

De acordo com a Tabela 7266 da PNAD, os três principais destinos do turismo nacional — São Paulo, Minas Gerais e Bahia — concentraram juntos mais de 42% de todas as viagens realizadas no país. Em Minas, destinos ligados à natureza, como o Lago de Furnas, seguem impulsionando o turismo regional e consolidando o estado como uma das referências em viagens de lazer no Brasil.

Minas Gerais tem recorde de presos inscritos em avaliação para conclusão do ensino médio

Número de participantes do Encceja PPL subiu 35% entre 2020 e 2025, com avanço expressivo nas aprovações do Ensino Fundamental e recorde no sistema prisional mineiro

Minas Gerais tem recorde de presos inscritos em avaliação para conclusão do ensino médio – Foto: divulgação

Mais de 13 mil custodiados do sistema prisional mineiro concluíram, naterça-feira (23/09), o primeiro dia do Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos para Pessoas Privadas de Liberdade (Encceja PPL) 2025. A prova, elaborada e coordenada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas (Inep), em parceria com as secretarias estaduais de Educação, concede anualmente, por meio de uma avaliação de dois dias, a emissão de certificado de conclusão dos ensinos fundamental e médio a detentos que não concluíram as atividades escolares na idade regular.

Em 2025, o Encceja PPL acontece entre os dias 23 e 24/9, com um recorde histórico de inscritos das unidades prisionais e centros socioeducativos de Minas Gerais. No total serão 13.201 presos e 297 adolescentes sob medida socioeducativa prestando os dois dias de avaliação, em busca dos certificados de conclusão do primeiro e segundo graus escolares.

Houve um crescimento expressivo nas inscrições entre 2020 e 2025, saltando de 9.747 para 13.201 participantes, representando um aumento superior a 35,44%. Os dados, além de demonstrarem o sucesso das oportunidades educativas dentro do sistema, apontam os novos caminhos que o Departamento Penitenciário de Minas Gerais (Depen-MG) oferece aos indivíduos sob regime fechado.

De 2020 a 2024, a taxa de aprovação no Encceja PPL subiu de 16,27% para 25,74%, um avanço que reflete não apenas maior adesão ao exame, mas também a evolução do preparo dos participantes, números que mostram um cenário de crescimento qualitativo contínuo. Em 2025, a expetativa é de que as aprovações sejam ainda mais expressivas.

Como ressalta diretora de Ensino e Profissionalização do Depen-MG, Mírian Célia dos Santos, as expectativas para as provas de 2025 são bastante positivas. “Nos últimos anos, tivemos crescimento consistente tanto no número de inscritos quanto nos índices de aprovação. O objetivo é seguir ampliando as oportunidades educacionais e fortalecendo o impacto social da formação”, destacou.

Novos caminhos

Nos recortes por nível de ensino, tanto o fundamental quanto o médio apresentaram evolução. Entre 2020 e 2024, o número de aprovados no Ensino Fundamental passou de 2.742 para 4.042 (+47%), enquanto no ensino médio, o crescimento foi de 1.925 para 2.894 (+50%).

Vale destacar que o ensino fundamental, por ser o alvo da maior parte dos inscritos, manteve liderança absoluta em número de aprovações e registrou um salto de desempenho entre 2023 e 2024. Esses indicadores reafirmam o Encceja PPL em seu papel de ampliador de oportunidades educacionais, promovendo inclusão e estimulando trajetórias de transformação pessoal e social.
 

De acordo com o secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp-MG), Rogério Greco, ao incentivar a participação dos presos no Encceja PPL, Minas dá uma demonstração clara do empenho do estado na recuperação dos indivíduos privados de liberdade. “Aqui nós motivamos o trabalho, o estudo e tudo o que contribua para reinserção dos presos na sociedade. Queremos que eles saiam recuperados, se tornando cidadãos capazes de trilhar um novo caminho, após deixarem a prisão”, conclui. 

Rodovias de MG e ES viram assunto nas redes após vídeo comparar condições e escancarar contraste

Rodovias de MG e ES viram assunto nas redes após vídeo comparar condições e escancarar contraste – Vídeo: reprodução/bemvindos_aoes

Um vídeo que viralizou nas redes sociais no último domingo (21) reacendeu o debate sobre a infraestrutura viária no Sudeste. As imagens mostram uma estrada de Minas Gerais esburacada, sem pintura visível e com trechos perigosos para motoristas e pedestres. Do outro, uma rodovia do Espírito Santo em perfeito estado: pista bem sinalizada e asfalto liso. O contraste chamou atenção de internautas e especialistas em mobilidade.

A gravação, que rapidamente se espalhou pelas redes, reúne dois trechos distintos em um único vídeo: de um lado, uma estrada capixaba com asfalto impecável e sinalização em dia; de outro, uma rodovia mineira tomada por buracos, desníveis e acostamentos precários. A montagem evidenciou o contraste gritante entre os estados e gerou indignação entre motoristas, especialmente os mineiros, que convivem diariamente com pistas deterioradas e perigosas.

Minas Gerais, que possui a maior malha rodoviária do país, enfrenta um problema crônico de conservação. Muitas estradas estaduais e federais estão desgastadas, resultado de anos de investimentos insuficientes e manutenção precária. Em algumas regiões, caminhoneiros e produtores rurais relatam prejuízos constantes por danos a veículos e atrasos no escoamento de cargas.

Especialistas em infraestrutura destacam que, enquanto o Espírito Santo tem investido em parcerias público-privadas e projetos de revitalização, Minas Gerais ainda sofre com atrasos em obras e orçamentos contingenciados. O Departamento de Edificações e Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG) afirma que realiza reparos emergenciais e planeja novas licitações, mas motoristas consideram as ações insuficientes.

O vídeo viral expôs não apenas um contraste visual, mas um retrato das prioridades de gestão e planejamento. A situação das rodovias mineiras, além de comprometer a segurança, impacta o turismo e o desenvolvimento econômico regional. A indignação nas redes funciona como alerta: sem investimento consistente e fiscalização efetiva, Minas Gerais continuará a ser lembrada não por sua tradição hospitaleira, mas por estradas que colocam em risco quem depende delas.

Com mais de R$ 20 milhões aplicados, Minas Gerais reduz focos de incêndio em até 57% nas Unidades de Conservação

Com mais de R$ 20 milhões aplicados, Minas Gerais reduz focos de incêndio em até 57% nas Unidades de Conservação – Foto: reprodução

Com mais de R$ 20 milhões investidos em ações de prevenção e resposta para o combate aos incêndios em vegetação em todo o estado, o Governo de Minas estima redução em até 57% de área queimada em Unidades de Conservação (UCs), mostram os resultados parciais de janeiro a setembro deste ano, em comparação ao mesmo período de 2024, levantados e ainda sob consolidação do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG) e do Instituto Estadual de Florestas (IEF).

O balanço parcial do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais aponta também uma queda de 29% no total de incêndios em vegetação, com destaque para a menor incidência em UCs, em comparação com  2024. Em Minas, os incêndios florestais atingem, principalmente, o Cerrado e áreas de transição com a Mata Atlântica, concentrando-se no período mais seco, de maior vulnerabilidade ambiental.

Dados já consolidados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) reforçam o cenário de redução e indicam que Minas Gerais registrou queda de 40% no número de focos de calor até agosto de 2025, em relação ao mesmo período do ano passado.

As condições climáticas mais favoráveis em 2025 se juntam aos investimentos em prevenção, monitoramento e presença descentralizada das equipes em campo para atingir as reduções mensuradas. Os dados auditados pelo CBMMG, em conjunto com a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), confirmam o êxito na otimização do atendimento e a ampliação da proteção do patrimônio ambiental mineiro, resultado de um esforço integrado de brigadistas e bombeiros.

As reduções registradas não alteram o estado de atenção do CBMMG para o período crítico, que permanece mobilizado. O esforço reúne 220 militares distribuídos em todo o estado, composto de equipes específicas para combate a incêndios, além de 280 brigadistas contratados e capacitados, com R$ 5,5 milhões contidos no investimento de 2025.

“Os dados reforçam uma gestão eficiente da força-tarefa Previncêndio, mas precisamos permanecer alertas para eventuais mudanças climáticas”, ressalta o vice-governador de Minas Gerais, Mateus Simões.

A iniciativa integra as ações da força-tarefa Previncêndio e conta com o apoio do IEF e de outras instituições parceiras, fortalecendo a capacidade de prevenção e a cooperação entre diferentes órgãos, o que se reflete diretamente na proteção da biodiversidade e na segurança das comunidades que vivem no entorno das Unidades de Conservação.

Bases Operacionais e tecnologias geram eficiência

Com mais de R$ 20 milhões aplicados, Minas Gerais reduz focos de incêndio em até 57% nas Unidades de Conservação – Foto: reprodução

Sob a coordenação do CBMMG, as UCs foram contempladas com a instalação de seis Bases Operacionais Avançadas em pontos estratégicos, garantindo maior agilidade na resposta e ampliando as ações de prevenção. A corporação também acompanha a resolução dos incêndios em até 24 horas, índice que alcança a marca de 79% até agosto de 2025.

“A redução nos índices é fruto de um trabalho integrado entre parceiros que compõem a força-tarefa Previncêndio e também de investimentos em tecnologias que geram monitoramento assertivo; além da descentralização dos recursos que aproximam nossas equipes das áreas mais críticas”, destaca o coronel Duarte, comandante Especializado de Bombeiros.

Jornal Folha Regional
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