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Jornal Folha Regional

Turismo religioso registra meio milhão de pessoas em MG na Semana Santa e supera expectativa

Turismo religioso registra meio milhão de pessoas em MG na Semana Santa e supera expectativa - Foto: reprodução
Turismo religioso registra meio milhão de pessoas em MG na Semana Santa e supera expectativa – Foto: reprodução

O fluxo turístico gerado pelo programa Minas Santa 2024 superou as expectativas. 

Cerca de meio milhão de pessoas viajaram por Minas Gerais no período da Semana Santa, número 20% acima do estimado pelo Observatório do Turismo do Estado. 

Quase metade das cidades registrou aumento na movimentação em relação a 2023, com uma alta de pelo menos 50%. 

A segunda edição do Minas Santa reuniu 660 eventos em cerca de 600 cidades participantes do projeto, e posiciona Minas Gerais como o principal destino turístico do país no feriado religioso.  

O programa do Governo de Minas, realizado por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult-MG), também impulsionou a ocupação hoteleira. De sexta-feira a domingo (29 a 31/3), os principais meios de hospedagem das cidades de Ouro Preto, Mariana, Tiradentes, Lavras Novas, São João del-Rei, Congonhas, Santa Bárbara, Caeté, Diamantina e Serro registraram 100% de ocupação, de acordo com pesquisa feita pela Associação Brasileira da Indústria de Hotéis de Minas Gerais (ABIH-MG). 

A movimentação refletiu no Aeroporto Internacional de Confins, que ofereceu quase 90 voos a mais durante a Semana Santa. A concessionária BH Airport estima que 139,1 mil passageiros tenham passado pelo terminal entre 28/3 e 1/4.

Destinos

A histórica Ouro Preto recebeu 35 mil turistas, que puderam aproveitar atrações como as tradicionais procissões do Fogaréu e da Ressurreição, além da feitura dos tapetes devocionais. 

“Todas as expectativas foram superadas. Tivemos a população ouro-pretana como força ativa na Semana Santa, seja no planejamento da festividade religiosa, seja na confecção dos tapetes. Isso demonstra o sentimento de pertencimento para com esse importante momento”, declarou o diretor de Turismo de Ouro Preto, Felipe Henrique Xavier.

O coordenador técnico da Secretaria Municipal de Turismo, Cultura e Patrimônio de Caeté, Pedro Silva Conceição, identificou um claro aumento na procura pela cidade. 
Somente o Santuário Basílica Nossa Senhora da Piedade recebeu, entre quinta-feira e domingo (28 a 31/3), mais de 4 mil visitantes. 

“Nas paróquias históricas e no santuário tivemos o maior público de todos os tempos, além da clara percepção de que muitos turistas, inclusive estrangeiros, foram atraídos”, relatou Conceição.

Além das missas diárias na basílica, dedicada à Padroeira de Minas Gerais, Caeté também contou com encenação da Paixão de Cristo, procissões e sermões. 
Essas e outras celebrações foram divulgadas no Portal Minas Gerais (minasgerais.com.br). 

O catálogo serviu para que turistas mineiros e de todo o país pudessem planejar viagens e aproveitar a diversidade cultural e religiosa do estado, promovendo as cidades mineiras e celebrando o respeito a todas as manifestações de fé.

“A Semana Santa é o grande momento de movimentação turística em Minas Gerais, é a maior celebração que temos aqui e um grande movimento do turismo interno em Minas. Esse fluxo do turismo da fé é muito importante para o estado. Todas as nossas ações na Semana Santa encontram a cultura, desde o patrimônio histórico até o artesanato. Nesse período, temos a união das artes: o teatro, a música, a dança, as artes plásticas, a escultura e a moda”, ressalta o secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Leônidas de Oliveira.

Cinturão de segurança da Operação Mar de Minas fiscaliza 731 embarcações, 964 veículos e cinco aeronaves

Cinturão de segurança da Operação Mar de Minas fiscaliza 731 embarcações, 964 veículos e cinco aeronaves - Foto: SEJUSP/Tiago Ciccarini
Cinturão de segurança da Operação Mar de Minas fiscaliza 731 embarcações, 964 veículos e cinco aeronaves – Foto: SEJUSP/Tiago Ciccarini

Com efetivo de 595 policiais, 217 viaturas, além de 11 embarcações, uma moto aquática e uma aeronave, a terceira edição da Operação Mar de Minas foi encerrada no último domingo (31) e os resultados foram compilados e divulgados na terça-feira (2) pela Superintendência de Integração e Planejamento Operacional da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), responsável pela coordenação das atividades.

Ao longo de 52 dias de ações em terra firme, ar e água, as forças de segurança e as seis instituições envolvidas na Mar de Minas III apresentaram resultados que reforçam o compromisso de todos com a segurança pública do estado. O objetivo de uma das maiores operações integradas já realizadas no país foi criar um cinturão de segurança em áreas circundadas por três Regiões Integradas de Segurança Pública – Risp’s 6, 7 e 18 – e estabelecer um cerco contra a criminalidade na região do Lago de Furnas – tendo as cidades de Lavras e Divinópolis como pontos focais.

Cinturão de segurança da Operação Mar de Minas fiscaliza 731 embarcações, 964 veículos e cinco aeronaves - Foto: SEJUSP/Tiago Ciccarini
Cinturão de segurança da Operação Mar de Minas fiscaliza 731 embarcações, 964 veículos e cinco aeronaves – Foto: SEJUSP/Tiago Ciccarini

Ações na água são sempre um dos principais focos da Mar de Minas, em razão da extensão fluvial e grandiosidade da represa. Ao todo, 731 embarcações foram fiscalizadas, sendo que 75 foram notificadas e 13 foram apreendidas. Por meio das fiscalizações, foi possível encontrar 19 condutores de embarcações inabilitados e 11 balsas de travessia foram notificadas, assim como um bar e um posto flutuantes. As fiscalizações de aviação civil, por sua vez, resultaram em 18 locais e seis aeronautas fiscalizados, além de cinco aeronaves também checadas.

Em terra firme, os mais de 50 dias de operação resultaram em 964 veículos fiscalizados, com um total de dez veículos apreendidos, oito retirados de circulação e dois condutores flagrados sem habilitação nas estradas. Foram mais de 60 quilos de drogas apreendidas – entre haxixe, maconha, cocaína e crack – além de drogas sintéticas e loló. Durante a Mar de Minas III, 683 adultos foram presos/e ou conduzidos para uma Delegacia de Polícia e 45 adolescentes foram apreendidos. Item com alto índice de roubos e furtos, os celulares também estavam na mira dos policiais: 218 aparelhos foram apreendidos.

Cinturão de segurança da Operação Mar de Minas fiscaliza 731 embarcações, 964 veículos e cinco aeronaves - Foto: SEJUSP/Tiago Ciccarini
Cinturão de segurança da Operação Mar de Minas fiscaliza 731 embarcações, 964 veículos e cinco aeronaves – Foto: SEJUSP/Tiago Ciccarini

Durante as ações, 51 armas de fogo foram tiradas de circulação, além de 38 armas brancas e dez simulacros. O cerco contra a criminalidade somou-se a atividades fiscalizatórias nas áreas tributária, agropecuária e de meio ambiente. Mais de 125 mil animais foram fiscalizados e 784 quilos de produtos de origem animal foram apreendidos; cerca de R$1,5 milhão também foi apreendido e mais de 11 mil volumes de produtos irregulares saíram de circulação. Trinta ações de gestão do Risco e Desastre foram realizadas pelas equipes especializadas do Corpo de Bombeiros Militar. No quesito meio ambiente, foram 50 fiscalizações ao todo e cinco atividades suspensas.

Cinturão de segurança da Operação Mar de Minas fiscaliza 731 embarcações, 964 veículos e cinco aeronaves - Foto: SEJUSP/Tiago Ciccarini
Cinturão de segurança da Operação Mar de Minas fiscaliza 731 embarcações, 964 veículos e cinco aeronaves – Foto: SEJUSP/Tiago Ciccarini

Mar de Minas III

A terceira edição da Mar de Minas teve início no dia 9 de fevereiro e foi encerrada no domingo (31), com ações em Capitólio (MG). Na última semana de ações, foi realizada a denominada semana D das atividades, quando houve a compilação de dados e reforço das atividades preventivas, repressivas e fiscalizatórias.

Cinturão de segurança da Operação Mar de Minas fiscaliza 731 embarcações, 964 veículos e cinco aeronaves - Foto: SEJUSP/Tiago Ciccarini
Cinturão de segurança da Operação Mar de Minas fiscaliza 731 embarcações, 964 veículos e cinco aeronaves – Foto: SEJUSP/Tiago Ciccarini

Participaram da Operação Mar de Minas III a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG), Polícia Penal de Minas Gerais, Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), Marinha do Brasil (MB), Polícia Federal (PF), Receita Federal do Brasil (RFB), Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) e Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Cinturão de segurança da Operação Mar de Minas fiscaliza 731 embarcações, 964 veículos e cinco aeronaves - Foto: SEJUSP/Tiago Ciccarini
Cinturão de segurança da Operação Mar de Minas fiscaliza 731 embarcações, 964 veículos e cinco aeronaves – Foto: SEJUSP/Tiago Ciccarini
Cinturão de segurança da Operação Mar de Minas fiscaliza 731 embarcações, 964 veículos e cinco aeronaves - Foto: SEJUSP/Tiago Ciccarini
Cinturão de segurança da Operação Mar de Minas fiscaliza 731 embarcações, 964 veículos e cinco aeronaves – Foto: SEJUSP/Tiago Ciccarini
Cinturão de segurança da Operação Mar de Minas fiscaliza 731 embarcações, 964 veículos e cinco aeronaves - Foto: SEJUSP/Tiago Ciccarini
Cinturão de segurança da Operação Mar de Minas fiscaliza 731 embarcações, 964 veículos e cinco aeronaves – Foto: SEJUSP/Tiago Ciccarini

Pastor é indiciado após estuprar neta de 5 anos com consentimento da mãe e esposa em MG

Pastor é indiciado após estuprar neta de 5 com consentimento da mãe e esposa em MG - Imagem: Agência Inova
Pastor é indiciado após estuprar neta de 5 com consentimento da mãe e esposa em MG – Imagem: Agência Inova

Um idoso de 72 anos foi indiciado, na última segunda-feira (1º), por estuprar a própria neta, de 5, em Uberlândia (MMG). Os crimes, segundo a Polícia Civil, foram praticados diversas vezes. A mãe da vítima e a avó dela sabiam dos abusos, porém não informaram as autoridades anteriormente.

De acordo com a instituição, uma denúncia resultou na prisão em flagrante do idoso, que é pastor, em 11 de março. A criança apresentou ferimento na parte íntima e contou para a mãe o crime praticado pelo avô. A Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) passou a investigar o caso. 

A mãe da criança foi quem denunciou o caso de estupro e confessou, em depoimento, que a filha já tinha sido violentada sexualmente outras vezes pelo avô, mas que ela não havia procurado a polícia para denunciá-lo. Os crimes era praticados na casa do familiar da menina.

“Chama a atenção é que mesmo diante do relato de abuso sexual, a mãe continuou permitindo e deixando a criança na companhia do avô”, disse a delegada Lia Valechi. A avó da criança, segundo a delegada, tentou descredibilizar as denúncias feitas pela criança dizendo que os policiais não deveriam tomar nenhuma providência, pois o marido era pastor e isso poderia “gerar escândalo”.

A mãe foi indiciada pois permitiu que a filha continuasse tendo contato com o avô. Por esse motivo, segundo a delegada, tanto a mãe quanto a avó foram indiciadas pelo delito de estupro de vulnerável, na modalidade omissiva, por terem o dever de evitar o novo crime e não o fizeram.

Frio em MG? Cidade do Sul de Minas registra a menor temperatura no Brasil

A cidade de Monte Verde registrou a menor temperatura no Brasil nas últimas 24h — Foto: Nelson Pacheco / divulgação
A cidade de Monte Verde registrou a menor temperatura no Brasil nas últimas 24h — Foto: Nelson Pacheco / divulgação

A cidade de Monte Verde, no Sul de Minas, registrou a menor temperatura no Brasil nas últimas 24h, até as 8h desta terça-feira (2). De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), os termômetros marcaram 12,1°C. A medição é a mesma de Campos do Jordão, em São Paulo.
 
O município de Maria da Fé, também no Sul de Minas, teve a segunda menor temperatura do país, com 12,3°C. O ranking nacional segue com Bom Jardim da Serra (SC), com 13,1°C, e com Pico do Couto (RJ), com 13,4°C.

Veja o ranking:

  1. Monte Verde (MG): 12,1°C
  2. Campos do Jordão (SP): 12,1°C
  3. Maria da Fé (MG): 12,3°C
  4. Bom Jardim da Serra (SC): 13,1°C
  5. Pico do Couto (RJ): 13,4°C
  6. General Carneiro (PR): 13,4°C
  7. Caçador (SC): 13,8°C

Minas é o melhor destino para viajar e comer bem no Brasil

Minas é o melhor destino para viajar e comer bem no Brasil - Foto: Capitólio-MG/reprodução
Minas é o melhor destino para viajar e comer bem no Brasil – Foto: Capitólio-MG/reprodução

Um recente levantamento publicado pelo Ministério do Turismo, destaca Minas Gerais como o melhor destino para quem quer viajar e comer bem pelo Brasil. Minas, que recebeu o maior número de citações, foi escolhida por 276 viajantes que participaram da pesquisa.

O estudo desenvolvido pelo site de viagens Guia Viajar Melhor em conjunto com a Travel Media PR, agência global de marketing e análise de dados para a indústria de viagens, analisou a preferência dos turistas quando o assunto é turismo gastronômico.

A pesquisa considerou a opinião de 2.155 pessoas ao todo e foi realizada através das redes sociais e do grupo de viagens da marca. Cada viajante poderia citar um único destino, além de eleger os melhores pratos típicos do Brasil.

O levantamento mostra Minas Gerais no topo do ranking, conquistando a primeira posição na lista de destinos para viagens gastronômicas. A Bahia ficou em segundo lugar e o Pará, em terceiro lugar.

De acordo com o Guia Viajar Melhor, a diversidade da cozinha mineira e o sabor de seus preparos contribuíram para a eleição de Minas Gerais como o melhor destino gastronômico do país.

Gastronomia premiada em Minas Gerais

Em setembro de 2023, Minas Gerais já havia sido indicada como o primeiro lugar na categoria gastronomia, durante a cerimônia do 2º Prêmio Excelência Turística Destino Digital. A premiação, promovida pela empresa The Data Appeal Company, foi publicada pela Agência Minas, página oficial do governo mineiro.

Na cerimônia de entrega do prêmio, o secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Leônidas Oliveira, exaltou a importância da cozinha mineira que, segundo ele, está sendo reconhecida por milhões de pessoas. “Eu saúdo todas as cozinheiras, cozinheiros, chefes, donas de casa, e todos nós que amamos cozinhar, comer e receber bem as pessoas em nossas mesas”, disse o secretário na ocasião.

Melhor destino para viajar e comer bem

O site de viagens Guia Viajar Melhor compilou alguns preparos mineiros indicados pelos viajantes. O queijo, o doce de leite e o pão de queijo foram alguns dos mais citados. Além disso, a publicação também destacou os pratos mais famosos da cozinha de Minas Gerais, como o frango com quiabo, o leitão a pururuca, o tutu, o feijão tropeiro e a vaca atolada, que conquistaram o paladar dos brasileiros e viajantes em geral.

Uma das principais iguarias da região, o queijo artesanal de Minas, por exemplo, é considerado patrimônio imaterial brasileiro pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Atualmente, o produto é candidato para entrar na lista de Patrimônio Imaterial da Humanidade. Se aprovado, será o primeiro item gastronômico do Brasil reconhecido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).

A culinária é tão importante para o estado que, em 5 de julho, é comemorado o Dia da Gastronomia Mineira. Além disso, há uma grande variedade de rotas turísticas em Minas Gerais pensadas justamente em função da culinária local. De acordo com o programa Minas Recebe, dos quase 200 roteiros turísticos comercializados pelas agências de turismo receptivo de lá em 2020, 14,5% tinham como principal motivação a cozinha mineira.

Roteiros gastronômicos em Minas Gerais

Segundo publicação na página de promoção turística de Minas Gerais, Belo Horizonte possui alguns dos principais roteiros gastronômicos da região, tanto que, em 2019, a capital mineira recebeu o título de “Cidade Criativa da Gastronomia” pela Unesco.

Dentre eles, há roteiros como o “Degustando BH”, que percorre a cidade mostrando não só a gastronomia quanto a cultura local, e o “Mercado Central de BH com uma Chef de Cozinha”, que permite aos visitantes percorrem seus corredores experimentando pratos preparados com ingredientes locais.

Segundo a publicação, na cidade de Munhoz há uma outra experiência gastronômica onde o turista pode participar do roteiro “Sabor da Roça”, visitando produtores artesanais de queijos, doce de leite, iogurte, linguiça artesanal e geléias. Já a rota “Mantiqueira Rural” leva os turistas para plantações de uva e morango nas cidades de Munhoz e Bueno Brandão.

Para quem gosta de cervejas e cachaças, o estado oferece os roteiros turísticos “Circuito Vilas” e “Fazendas de Minas”, em Santana dos Montes; “Rota do Malte”, em São Lourenço e Carmo de Minas; “Tour por Cervejaria Premiada”, em Belo Horizonte; “Rota da Cachaça”, em Belo Horizonte e Brumadinho; e “Cultura Cervejeira – Uma Experiência Sensorial e Cultural”, que ocorre nas cidades de Belo Horizonte, Brumadinho e Nova Lima.

O queijo, uma das iguarias mais famosas da gastronomia de Minas Gerais, também tem roteiros turísticos para quem quer degustá-lo. Em Sacramento, os turistas podem fazer as rotas “Experiência do Queijo Artesanal e Sabores de Minas”. A cidade de Rio Acima oferece o roteiro gastronômico “Queijenharia – Curadoria Artesanal de Queijos”. São Roque de Minas e Vargem Bonita, por sua vez, contam com a “Rota do Queijo da Canastra”, que percorre as fazendas tradicionais que fazem o preparo.

É possível encontrar, ainda, rotas específicas visitando fazendas de café, azeite, fruta, embutidos e quitandas mineiras, formando uma das regiões brasileiras com grande concentração de roteiros gastronômicos para viajar e comer bem.

Minas é reconhecido como livre de febre aftosa sem vacinação

Minas é reconhecido como livre de febre aftosa sem vacinação - Foto: reprodução
Minas é reconhecido como livre de febre aftosa sem vacinação – Foto: reprodução

O Brasil reconheceu como livres de febre aftosa sem vacinação Minas Gerais, Amapá, Amazonas, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Piauí, Rio de Janeiro, Roraima, São Paulo, Sergipe, Tocantins e o Distrito Federal. Assim, partir do dia 2 de maio, a vacinação dos rebanhos contra a doença nesses locais será suspensa, segundo determinou a Portaria nº 665, de 21 de marços de 2024, do Ministério da Agricultura e Pecuária, publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (25).

A medida proíbe ainda o armazenamento e comercialização das vacinas contra febre aftosa, com exceção dos locais autorizados pelo Serviço Veterinário Oficial (SVO) a desempenharem tais atividades, para comércio com outras unidades da Federação que ainda realizem a vacinação regular de bovinos e bubalinos.

Conforme a portaria, a compra de novos animais para aumentar o rebanho nesses estados também foi suspensa, inclusive o comércio dos animais entre esses estados, até que a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) reconheça oficialmente o status sanitário de livre de febre aftosa sem vacinação.

Nesse período, novos animais poderão ser adquiridos apenas de zonas livres de febre aftosa com vacinação para abate ou exportação. Nos dois casos os animais deverão ingressar por locais autorizados pelo Serviço Veterinário Oficial e cumprindo medidas específicas como transporte em veículos lacrados e encaminhamento direto para estabelecimento de abate ou de pré-embarque que tenham sido inspecionados pelos órgãos oficiais.

Minas se torna primeiro estado a bater a marca de 4 GW de geração solar centralizada em operação

Minas se torna primeiro estado a bater a marca de 4 GW de geração solar centralizada em operação - Foto: Gil Leonardi
Minas se torna primeiro estado a bater a marca de 4 GW de geração solar centralizada em operação – Foto: Gil Leonardi

Minas Gerais superou o marco histórico de 4 GW de geração solar centralizada em operação, se tornando líder no segmento de energia solar fotovoltaica. A Bahia, com 2,05 GW, e o Piauí, com 1,51 GW, aparecem em segundo e terceiro lugares, respectivamente.

A inserção de novos empreendimentos nos municípios mineiros de Paracatu e Jaíba, que entraram em operação na primeira semana de março, foi responsável pelo incremento de 220,5 MW na matriz elétrica do estado, levando  ao marco de 4 GW de geração solar fotovoltaica centralizada.

A geração de energia centralizada ocorre quando grandes usinas solares são construídas em locais estratégicos para captar a luz do sol.

O levantamento da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aponta que, de toda a geração solar centralizada do Brasil, cerca de 32,71% estão concentrados em Minas Gerais. Ao mesmo tempo, quase 20% da matriz elétrica de Minas é composta por esta fonte de energia.

“O Governo de Minas está dedicado a fortalecer o papel de liderança do estado no setor de energia solar fotovoltaica por meio da implementação de políticas públicas que, por exemplo, incentivam a atração de novos investimentos em energia renovável. Em um momento crucial de busca pela sustentabilidade e pela redução das emissões de gases de efeito estufa, reafirmamos nosso compromisso com a descarbonização e destacamos os esforços desta gestão em consolidar nossa posição como líderes na transição energética nacional”, destaca o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Fernando Passalio.

Incentivo que gera protagonismo

Em Minas, 100% dos municípios possuem ao menos uma unidade de geração de energia solar fotovoltaica. No campo da geração centralizada, mais 879 empreendimentos estão em fase de construção ou com construção não iniciada, sendo 852 de geração solar fotovoltaica.

Os resultados da energia solar vêm do compromisso do Governo do Estado com programas e incentivos fiscais. A Lei Estadual nº 23.762/2021 torna os consumidores isentos do pagamento de ICMS incidente na energia consumida e depois compensada por meio de créditos de sistemas de geração distribuída de até 5 MW, valor que é de 1 MW nos demais estados.

Além disso, o mesmo ocorre no ICMS sobre equipamentos, peças, partes e componentes utilizados nesses sistemas. Em 2022, os benefícios para o setor de energia solar fotovoltaica foram renovados por mais dez anos, passando assim a ter vigência até 2032.

O subsecretário de Atração de Investimentos e Cadeias Produtivas, Frederico Amaral e Silva, explica que os novos investimentos em energia renovável têm acontecido em Minas Gerais de forma transversal, permitindo que outros setores econômicos cresçam.

“Temos observado um grande esforço, inclusive, das empresas que já estão instaladas aqui em Minas justamente em mais investimentos em transição energética, seja indústrias da siderurgia ou indústrias do agro, e existem várias possibilidades de investimento em geração de energia de matrizes limpas no estado. A própria Cemig está fazendo um plano de investimento robusto para ampliar a distribuição de energia com mais qualidade no campo”, ressalta.

Outro incentivo está no Decreto Nº 48.296/2021, que fomenta ainda mais o setor no estado ao alterar a redação do Regulamento do ICMS, estabelecendo que a entrada decorrente de importação do exterior, tanto do mercado nacional ou do internacional, de equipamentos ou componentes destinados ao aproveitamento de energia solar ou eólica possui isenção de tributação nas operações. Com isso, há o fortalecimento do setor solar mineiro e o aumento de sua competitividade.

Projeto Sol de Minas

O Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede-MG) e sua Diretoria de Energia, criou, em 2019, o projeto Sol de Minas.

O programa estratégico visa à diversificação da matriz energética do estado, buscando estimular empreendimentos solares de geração centralizada e a adoção de sistemas solares de geração distribuída por parte de residências, comércios, indústrias e propriedades rurais, além de atrair empresas fornecedoras de bens e serviços para o setor.

A priorização do tema e o projeto foram imprescindíveis para a rápida evolução do setor num período de cinco anos, e entre suas frentes de atuação, destacam-se a capacitação dos gestores municipais para a atração de investimentos e criação de políticas públicas para o setor solar; a elaboração do Atlas Solarimétrico, em conjunto com a Cemig, para apontar os pontos de oportunidade e conexão no estado; a elaboração de incentivos fiscais para produção de energia elétrica de fonte renováveis; e a simplificação do procedimento de licenciamento ambiental para geração de energia solar.

Essas medidas, dentre outras, são implementadas visando aumentar a capacidade instalada de geração de energia elétrica, fortalecer a cadeia produtiva da geração de energia solar fotovoltaica, aumentar a participação de energias limpas na matriz energética do estado e reduzir a emissão de gases do efeito estufa.

Para o superintendente de Política Minerária, Energética e Logística da Sede-MG, Pedro Sena, a energia solar é estratégica para Minas Gerais e muito do resultado que está sendo apresentado hoje foi alcançado na atual gestão por intermédio de projetos como o Sol de Minas.

“A energia acaba sendo um pilar para o desenvolvimento de praticamente todas as cadeias produtivas. Minas Gerais possui oferta abundante de energia solar, biomassa, biometano, etanol, gás natural e outros tipos de energia. Por este motivo, temos desenvolvido nosso trabalho frente a essa pauta com o objetivo principal de expandir o uso das diversas fontes de energia de matrizes limpas por todo o território mineiro, atraindo investimentos para a cadeia produtiva do setor”, destaca o superintendente.

Minas Gerais inicia vacinação contra a influenza

Minas Gerais inicia vacinação contra a influenza - Foto: reprodução
Minas Gerais inicia vacinação contra a influenza – Foto: reprodução

Com a proximidade do período de baixas temperaturas e aumento da circulação de vírus respiratórios, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) reforça a importância da vacinação contra a influenza (gripe). A campanha será realizada de 25 de março a 31 de março, mas vários municípios mineiros darão início à vacinação ainda nesta semana. O dia D de mobilização nacional está previsto para 13 de abril.

O estado recebeu, em 15/3, 844 mil doses da vacina contra a influenza, que já foram distribuídas às regionais de saúde do estado. De acordo com o Ministério da Saúde, mais doses serão disponibilizadas em remessas ao longo do período de vacinação. A estimativa é de 8,7 milhões de pessoas incluídas nos grupos prioritários para a vacinação no estado.

A imunização tem como objetivo a redução das complicações, internações e a mortalidade decorrentes das infecções pelo vírus. A vacina é segura e está disponível nas Unidades Básicas de Saúde de todo o estado.

A campanha será realizada segundo a população prioritária para a vacinação: pessoas com 60 anos de idade ou mais, crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes e puérperas (mulheres no período pós-parto), indígenas, quilombolas, trabalhadores da saúde, professores, pessoas com comorbidades, pessoas com deficiência permanente, além das Forças Armadas, de segurança e salvamento, entre outros.

Segundo a coordenadora estadual do Programa de Imunizações da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais, Josianne Gusmão, a vacinação contra a influenza é uma das medidas de prevenção mais importantes para proteger contra a doença, suas complicações e óbitos, além de contribuir para a redução da circulação viral na população, especialmente nos indivíduos que apresentam fatores ou condições de risco.

“A vacina influenza trivalente utilizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) é eficaz contra as cepas H1N1, H3N2 e tipo B. A detecção de anticorpos protetores se dá entre duas e três semanas depois da vacinação e apresenta, geralmente, duração de seis a 12 meses. O pico máximo de anticorpos ocorre após quatro a seis semanas e a proteção conferida pela vacinação é de aproximadamente um ano, por isso ela deve ser realizada anualmente”, explica.

“A meta é imunizar 90% de cada um dos grupos prioritários para vacinação contra influenza. Para os demais grupos, considerando a indisponibilidade de denominadores, serão disponibilizados os dados de doses administradas durante a campanha”, informa.

Segundo dados do Ministério da Saúde, em 2023 foram aplicadas 7.452.798 doses da vacina contra a influenza em Minas Gerais nos grupos prioritários (crianças, trabalhadores na saúde, gestantes, puérperas, indígenas, idosos e professores). A cobertura foi de 68,8% desse público.

Influenza em Minas

Em 2023 foram notificados 549 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag) por influenza e 51 óbitos. Em 2024, até fevereiro, foram 11 casos notificados da doença e um óbito. A SES-MG reforça que os dados são parciais e estão sujeitos à alteração.

A influenza é uma infecção viral aguda que afeta o sistema respiratório e é de alta transmissibilidade. É causada pelos tipos A, B, C e D do vírus, sendo os tipos A e B responsáveis por epidemias sazonais.

Segundo o coordenador de Programas de Vigilância de Doenças Transmissíveis Agudas da SES-MG, Gilmar José Coelho Rodrigues, a transmissão ocorre principalmente de pessoa para pessoa, por meio de gotículas respiratórias produzidas por tosse, espirros ou fala da pessoa infectada para uma pessoa suscetível.

“Os principais sintomas da gripe são febre, dor no corpo, dor de garganta, tosse e dor de cabeça e se assemelham com os sintomas da covid-19. Por isso, a vacinação é uma das medidas de prevenção mais importantes para proteger contra essas doenças. A vacina contra a influenza pode ser administrada junto com a vacina da covid-19, então recomendamos aproveitar a oportunidade da campanha de vacinação para atualizar a situação vacinal também para covid-19 nos grupos elegíveis”, alerta Rodrigues.

Prevenção

Além da vacina, outras medidas podem auxiliar na prevenção. São elas: 

– Lave as mãos com água e sabão ou use álcool em gel, principalmente antes de consumir algum alimento;

– Utilize lenço descartável para higiene nasal;

– Cubra o nariz e boca ao espirrar ou tossir;

– Evite tocar mucosas de olhos, nariz e boca;

– Não compartilhe objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas;

– Mantenha os ambientes bem ventilados;

– Evite contato próximo a pessoas que apresentem sinais ou sintomas de gripe;

– Evite aglomerações e ambientes fechados (procure manter os ambientes ventilados);

– Adote hábitos saudáveis, como alimentação balanceada e ingestão de líquidos.

Mais informações sobre a gripe podem ser acessadas em: https://saude.mg.gov.br/gripe.

Público prioritário para vacinação contra influenza:

– Crianças (6 meses a menores de 6 anos);

– Gestantes e puérperas;

– Trabalhadores de saúde;

– Povos indígenas;

– Quilombolas;

– Professores;

– Pessoas com comorbidades;

– Pessoas com deficiência permanente, a partir de 12 anos;

– Caminhoneiros e trabalhadores de transporte coletivo rodoviário de passageiros urbano e de longo curso;

– Trabalhadores portuários;

– Forças de Segurança, Salvamento e Forças Armadas;

– Pessoas em situação de rua;

– População privada de liberdade e funcionários do sistema de privação de liberdade;

– Adolescentes menores de 18 anos sob medidas socioeducativas.

Federalização de Cemig, Copasa e Codemig pode abater 20% da dívida de Minas

A federalização de Cemig, Copasa e Codemig para abater parte dos cerca de R$ 165 bilhões da dívida de Minas com a União ainda é uma incógnita — Foto: Flavio Tavares
A federalização de Cemig, Copasa e Codemig para abater parte dos cerca de R$ 165 bilhões da dívida de Minas com a União ainda é uma incógnita — Foto: Flavio Tavares

A federalização da Cemig, da Copasa e da Codemig poderia abater apenas 20% da dívida de Minas Gerais com a União. A estimativa foi feita por especialistas em Ciências Econômicas de acordo com o valor de mercado e a participação acionária do Estado em cada uma das estatais sugeridas como alternativa pelo presidente do Congresso Nacional, Rodrigo Pacheco (PSD), para amortizar a dívida, que, hoje, está próxima a R$ 165 bilhões.

Para Ricardo Machado Ruiz, professor da Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Cemig, Copasa e Codemig, se federalizadas, renderiam R$ 34 bilhões ao Estado. “Com sorte”, pontua Ricardo. “Se o governo vender a Cemig (para a União), consegue entre R$ 8 bilhões e R$ 10 bilhões. A Copasa, por exemplo, dá mais uns R$ 4 bilhões. Com a mina de nióbio, a Codemig, embora não haja uma precificação, auditada e pública, de quanto valha, pode chegar a R$ 20 bilhões.”

Ruiz observa que, ao fim do ano, a dívida de Minas com a União, que chegaria a R$ 170 bilhões corrigida por um IPCA de 4%, mais uma taxa nominal de juros de 4%, seria de R$ 135 bilhões caso as três estatais sejam federalizadas. “Isso basicamente diz o seguinte: a participação do Estado na Cemig, na Copasa e na Codemig não consegue fazer uma redução estrutural da dívida de Minas Gerais”, aponta o professor, que pondera, no entanto, que os números são uma “percepção frágil” dos ativos.

Em participação no podcast Stock Pickers, do Infomoney, o economista-chefe da Warren Investimentos, Felipe Salto, chegou a estimar que, juntas, Cemig, Copasa e Codemig valeriam R$ 17 bilhões. Procurado, ele diz que foi apenas uma conjectura, mas para raciocinar sobre a “ineficácia” da estratégia. “Mesmo que (a federalização de Cemig, Copasa e Codemig) valesse o dobro, no agregado, ainda assim estaria distante do valor da dívida”, emenda o ex-secretário de Fazenda e Planejamento de São Paulo.

Questionado se considerava a federalização eficaz apenas caso toda a dívida fosse abatida, Salto pondera. “Acho que esta discussão está meio fora de lugar, do ponto de vista do governo de Minas. Não vejo uma estratégia anunciada, valores etc. O que o Estado ganha? Quanto cairia o serviço da dívida? O espaço fiscal seria usado para quê? Resolve-se o problema fiscal grave com o qual Minas está às voltas há bastante tempo?”, indaga.

A um mês do fim do prazo dado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para a carência do pagamento do serviço da dívida, a viabilidade da federalização de Cemig, Copasa e Codemig ainda é uma incógnita. Apesar de o modelo ser estudado em um grupo de trabalho da Secretaria do Tesouro Nacional, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, não teriam tocado no assunto durante a reunião com o governador Romeu Zema (Novo) o último dia 6.

Governo Zema estima até R$ 40 bilhões com federalizações   

A estimativa de amortização com a federalização da Cemig, da Copasa e da Codemig é mais otimista entre interlocutores do governo Zema do que entre especialistas. A expectativa é que, juntas, as estatais possam render até R$ 40 bilhões, ou seja, 25% da dívida do Estado com a União. A Cemig valeria R$ 6 bilhões, a Copasa, R$ 4 bilhões, e a Codemig, R$ 30 bilhões – o ex-secretário de Fazenda Gustavo Barbosa chegou a dizer que ela valeria R$ 25 bilhões conforme estudo da corretora Goldman & Sachs.

Ruiz lembra que, apesar de haver a percepção de que o Estado poderia arrecadar, como com a Cemig, por exemplo, a sua participação acionária é restrita. “A Cemig é um ativo de R$ 50 bilhões. As pessoas acham que o governo teria R$ 50 bilhões, mas qual é o problema? O governo é dono só de 17,04% da empresa, que é muito endividada, inclusive”, aponta o professor de Ciências Econômicas da UFMG, que acrescenta que a solução para a dívida deve ser “extramercado”, ou seja, política. 

Além de sugerir a federalização, Pacheco propõe a criação de um novo programa de refinanciamento da dívida dos Estados com a União. O Refis permitiria que o saldo fosse dividido em até 144 meses, ou seja, em 12 anos. A adesão a ele impediria os Estados de entrarem no Regime de Recuperação Fiscal (RRF) e pedir a suspensão do pagamento da dívida, como já fez Minas.

Ao ser perguntado se o parcelamento do restante da dívida, em um programa similar ao RRF, depois da federalização, como propôs Pacheco, não seria uma alternativa, Salto é cauteloso. “É preciso analisar os termos do novo acordo, se ocorrer nessa linha, para entender as contrapartidas. Não podemos incorrer nos mesmos erros do passado, de renegociar e deixar as contrapartidas em segundo plano”, diz o economista-chefe da Warren Investimentos. 

Mudança de indexador está na pauta

Após Haddad prometer que apresentaria uma proposta para renegociar a dívida dos Estados com a União até o fim deste mês, há a expectativa que o ministro da Fazenda se reúna com os governadores na próxima terça-feira (26/3). Está na pauta a mudança do indexador, que, desde 2014, é formado pela soma do IPCA à taxa nominal de juros de quatro pontos percentuais. Entretanto, ele é limitado à Selic, a taxa básica de juros, que, hoje, é de 11,25%. 

Em novembro do ano passado, os governadores dos Estados do Sul e do Sudeste apresentaram a Haddad uma proposta para que a dívida seja corrigida de acordo com a meta da inflação. De acordo com a projeção do Conselho Monetário Nacional, a meta para 2024 e 2025 é de 3%. Além disso, os governadores propuseram a revisão do estoque da dívida. O vice-governador Mateus Simões (Novo) chegou a dizer que, dos R$ 156,57 bilhões da dívida à época, R$ 23,5 bilhões eram por conta do indexador. 

Pacheco recebe segundo grupo de deputados de Minas; dívida com a União foi pauta

Rodrigo Pacheco recebeu a segunda comitiva de deputados estaduais de Minas Gerais nesta terça-feira (5) — Foto: Pedro Gontijo/Presidência do Senado
Rodrigo Pacheco recebeu a segunda comitiva de deputados estaduais de Minas Gerais nesta terça-feira (5) — Foto: Pedro Gontijo/Presidência do Senado

A romaria em Brasília (DF) em busca de espaço na discussão sobre a dívida de Minas Gerais ganhou mais um capítulo. Um segundo grupo da Assembleia Legislativa do Estado esteve nesta terça-feira (5) com o presidente do Congresso Nacional, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), um dia depois de deputados estaduais de oposição procurarem técnicos do Ministério da Fazenda e o senador mineiro.

Desta vez, integraram a comitiva representantes da base do governador Romeu Zema (Novo) e do bloco independente, além de outros dois nomes do PT que não estiveram na segunda-feira (4) na capital federal. A pouco mais de 45 dias do prazo para o fim da carência, eles ouviram de Pacheco a promessa que continuar a busca para uma alternativa para renegociar a dívida de cerca de R$ 162 bilhões de Minas Gerais com a União.

O deputado estadual José Laviola (Novo), que participou do encontro, disse que a administração de Zema vai aguardar a proposta do governo federal para decidir se vai pedir ou não um novo prazo para suspensão do pagamento. “A gente vai aguardar os desdobramentos antes de estabelecer qualquer ação”, disse. Em dezembro, o Supremo Tribunal Federal (STF) prorrogou até 20 de abril o prazo de pagamento da dívida.

“As negociações da dívida de Minas com a União também motivaram as preocupações dos deputados e deputadas. Reafirmei aos parlamentares, em razão da urgência, que o tema será tratado com a prioridade necessária, nas próximas semanas, com a participação de todos os envolvidos na busca pela solução desse problema que aflige todos os mineiros”, disse Pacheco por meio de nota à imprensa.

Em meio às negociações por uma solução para a dívida, o governo federal negou como contrapartida a transferência à União dos recursos da repactuação do acordo de reparação ao rompimento da barragem da Mina do Fundão, em Mariana. A proposta era uma das apresentadas por Pacheco.

“Eu entendo que realmente não dá para se discutir algo que não está concreto ainda. Não repactuou a questão de Mariana, se os recursos que vão ser repactuados vão ser para calhas ou para famílias atingidas. […] Eu acredito que deva pensar sim se houver um recurso específico de Mariana que o valor X possa ser deduzido de parcelas da dívida”, afirmou o deputado Ricardo Campos (PT).

Demandas regionais

A comitiva desta terça-feira foi amplamente formada por deputados de primeiro mandato e a reunião foi feita para estreitar laços. Além do tema da dívida, os parlamentares estaduais apresentaram demandas locais que têm como bandeira, como a necessidade de duplicação de rodovias. “Entre as questões levantadas pelos parlamentares, estão o fortalecimento do agronegócio mineiro, investimentos nas rodovias, no transporte público e na saúde”, contou Pacheco, ainda no comunicado.

“Foi uma reunião de aproximação e isso favorece muito Minas Gerais, porque quando há essas interlocuções, quando há essas conversas, nós podemos fazer muito mais por um Estado tão forte e que necessita de melhorias e de investimentos do governo federal”, declarou a deputada estadual Lud Falcão (Podemos).

Veja os deputados estaduais que estiveram com Pacheco nesta terça-feira:

  • Rodrigo Lopes (União Brasil)
  • Adriano Alvarenga (PP)
  • Arnaldo Silva (União Brasil)
  • Chiara Biondini (PP)
  • Delegado Christiano Xavier (PSD)
  • Ioannis Konstantinos “Grego da Fundação” (PMN)
  • João Júnior (PMN)
  • Lucas Lasmar (REDE)
  • Maria Clara Marra (PSDB)
  • Nayara Rocha (PP)
  • Ricardo Campos (PT)
  • Vitório Júnior (PP)
  • José Laviola (NOVO)
  • Luizinho (PT)
  • João Vitor Xavier (Cidadania)
  • Lud Falcão (Podemos)
Jornal Folha Regional
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