Lançamento de satélites na órbita terrestre acontece no Inatel em MG; saiba como vai funcionar – Foto: Reprodução/Inatel
Dois satélites escolhidos entre os melhores da 3ª etapa da Olimpíada Brasileira de Satélite serão lançados na órbita da Terra direto da sede do Instituto Nacional de Telecomunicações (Inatel), em Santa Rita do Sapucaí (MG). O evento acontece nesta sexta-feira (17) e tem entrada gratuita.
A Olimpíada propõe que as equipes inscritas construam pequenos satélites de monitoramento que, além de propor a solução de problemas reais, atendam a diversos protocolos que tem por objetivo difundir a cultura aeroespacial.
As ondas eletromagnéticas de um satélite possibilitam, por exemplo, a comunicação via sinal de internet, de TV, além de diversas informações e monitoramentos de dados que podem ser distribuídos para todo o mundo.
Conforme o Inatel, para escolha do melhor projeto os competidores vão apresentar protótipos a uma banca que vai avaliar a criatividade e os avanços dos projetos. A contribuição de cada projeto no desenvolvimento da comunicação a distância também é critério de avaliação.
Formação das equipes
O evento é promovido pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, com abrangência nacional. Nesta 3ª fase serão reunidas 12 equipes, divididas em três níveis (ensino fundamental, técnico ou graduação e pós-graduação).
Entre as melhores equipes do Estado de Minas Gerais, duas representam o Inatel na Olimpíada Brasileira de Satélites de 2023.
A primeira equipe é a Lorentz Cage, que propõe como missão testar a geração de energia elétrica a partir do satélite. Já a segunda equipe é a Eremita e deve monitorar florestas em tempo real e coletar informações sobre o estado das matas, de modo a identificar possíveis desmatamentos e queimadas.
Lançamento de satélites na órbita terrestre será sediado no Inatel em Santa Rita do Sapucaí, MG — Foto: Divulgação / Inatel
Lançamento dos satélites
Para o lançamento, os satélites premiados serão fixados a uma sonda estratosférica conectada a um balão de hélio. Após a soltura dos balões, a sonda subirá até a camada inicial da estratosfera, podendo atingir uma altitude de até 22 km.
O balão estourará e voltará para o solo. As equipes sairão para o resgaste destes objetos para verificar como eles desempenharam a missão proposta.
Um aparelho de geolocalização será usado pela organização do evento que fará o rastreio para estimar onde o balão vai cair. Todo esse procedimento terá uma duração média entre três a quatro horas.
O lançamento acontece nesta sexta-feira (17), com previsão de início para às 10h, na área de lazer do Inatel. A entrada é gratuita e aberta ao público em geral.
O evento será encerrado com uma palestra sobre o que há de mais atual no mundo, quanto às pesquisas e projetos em relação ao sistema satelital.
Zema pede ajuda a Pacheco para negociar dívida mineira – Foto: reprodução
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), enviou um ofício ao presidente do Congresso Nacional, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), onde ele pede apoio na negociação da dívida do Estado de Minas Gerais junto ao Governo Federal. Além disso, destaca a proposta de repasse da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig) para a União, com a intenção abater parte da dívida pública, atualmente de R$ 164 bilhões.
No plano de adesão do Estado ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF), que tramita na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), Zema propõe a venda da Codemig como parte dos planos para reduzir o endividamento do Estado, mas não há um valor definido de quanto da dívida pode ser abatido com essa operação no plano.
No ofício enviado para Pacheco, Zema relata que tem se empenhado em obter soluções junto ao Governo Federal para a questão da dívida pública contratual mineira e apresenta três cenários para equacionamento da dívida do Estado de MG com a União.
No primeiro cenário, o saldo devedor atual é congelado, isto é, não evolui mais ao longo do tempo e o pagamento é parcelado em 29 anos, sendo os primeiros nove anos no modelo previsto no RRF e o saldo final dividido igualitariamente nos 20 anos subsequentes.
Para o cenário 2, foi adotada a mesma metodologia anterior, abatendo o valor previsto da Codemig no estoque atual.
No terceiro cenário, foi abatido o valor da Codemig e o estoque evolui nas condições atuais dos contratos com a União.
“Considerando a importância do tema para o Governo de Minas Gerais no sentido de buscar o reequilíbrio das finanças estaduais, venho, respeitosamente, solicitar ao nobre Senador, como Presidente do Senado e Senador por Minas Gerais, apoio no sentido de auxiliar nas negociações da dívida junto ao Governo Federal, tendo em vista ser esta a única forma, atualmente, de Minas Gerais alcançar o equilíbrio fiscal”, escreve Zema no óficio.
Na semana passada, Zema enviou à equipe do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) um ofício também propondo a federalização da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais. Segundo o Ministério da Fazenda, o pedido feito pelo governador segue em “tramitação interna”. No momento, deputados de Minas Gerais se articulam em prol de uma reunião com Haddad para defender a federalização da estatal.
Atualmente, a estatal é dona da maior jazida de nióbio do mundo, que fica no município de Araxá, na Região do Alto Paranaíba.
A administração da mina acontece em parceria com a empresa privada Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM) e garante o repasse de 25% sobre o valor do que é extraído para o estado. Em média, a participação nos lucros da CBMM gera para Minas Gerais uma arrecadação anual de aproximadamente R$ 300 milhões. Em 2021, por exemplo, a receita líquida da Codemig foi de R$ 1,3 bilhão.
Pacheco
O senador Rodrigo Pacheco recebeu o documento em 10 de novembro, assinou e respondeu. No texto, Pacheco expressa estar “inteiramente à disposição para atuar junto ao governo federal no sentido de equacionar” a questão da dívida. Ele conclui afirmando que “o Senado permanece ao alcance da população para diálogo e para buscar a melhor condução”.
Em entrevista aos jornais mineiros, o presidente do Congresso Nacional, Rodrigo Pacheco, defendeu a reavaliação da proposta do Regime de Recuperação Fiscal (RRF) proposto pelo governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo). Para o senador, o texto que tramita na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) não resolve o problema da dívida mineira e ainda “adia” a gravidade enfrentada pelo estado.
Pacheco avaliou que não é necessário “sacrificar servidores” e nem se desfazer do patrimônio dos mineiros.
Pedágios em trechos de rodovia em MG ficam mais caros; veja os valores – Foto: reprodução
O preço do pedágio em trechos da BR-365, no Triângulo Mineiro, ficou mais caro desde a última terça-feira (14). A decisão foi autorizada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), conforme a concessionária Ecovias do Cerrado. O valor para carros passará de R$ 5,40 para R$ 5,70, um aumento de 5,56%.
A revisão tarifária ocorre anualmente e está prevista em contrato. O reajuste considera fatores como o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do período, os investimentos realizados pela concessionária, entre outros.
Os novos valores serão praticados nas praças de pedágio da BR-365/MG em Uberlândia (km 646), Monte Alegre (km 704), Ituiutaba (km 765) e Santa Vitória (km 834).
Outras categorias de veículos têm preços diferenciados conforme a tabela abaixo:
Automóvel, caminhonete e furgão: R$ 5,70
Caminhão leve, ônibus, caminhão trator e furgão: R$ 11,40
Automóvel e caminhonete com semirreboque: R$ 8,55
Caminhão, caminhão-trator, caminhão-trator com semirreboque e ônibus: R$ 17,10
Automóvel e caminhonete com reboque: R$ 4
Caminhão com reboque e caminhão trator com semirreboque: R$ 11,40
Caminhão com reboque e caminhão trator com semirreboque: R$ 22,80
Caminhão com reboque e caminhão trator com semirreboque: R$ 28,50
Caminhão com reboque e caminhão trator com semirreboque: R$ 34,20
Motocicletas, motonetas, triciclos e bicicletas motorizadas: R$ 2,85
Valor por eixo para veículos com mais de 6 eixos: R$ 5,70
São José da Barra, Itaú de Minas e Cássia apresentam risco para doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, aponta SES-MG – Foto: reprodução
São José da Barra e mais nove cidades do Sul de Minas estão na lista da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) que aponta riscos para doenças transmitidas pelo Aedes aegypti. Neste período do ano a situação preocupa ainda mais, já que a chuva e o calor aceleram a reprodução do mosquito.
A pesquisa foi realizada junto aos municípios mineiros entre 7 e 25 de agosto, como parte da estratégia de monitoramento e controle do mosquito transmissor dos vírus causadores da dengue, chikungunya e zika.
Conforme o levantamento rápido de índices para o Aedes aegypti, seis cidades de Minas Gerais apresentam alto risco.
Além de São José da Barra, no Sul de Minas, oito cidades estão alerta: Campo Belo, Luminárias, Campo do Meio, Andradas, Itaú de Minas, Três Pontas, Cássia e Monte Santo de Minas. Uma cidade que está em estado de alto risco, é Claraval.
A cidade de Varginha, por exemplo, está em risco médio, porém já está com medidas para impedir que o número aumente.
O médico infectologista Luiz Carlos Coelho explica que o vírus que circula atualmente em Minas Gerais é preponderante ao ‘DENV-1″, sorotipo que possui uma capacidade significativa de rápida proliferação, o que justifica o aumento expressivo de casos. O médico destaca ainda que, entre os meses, de outubro a abril, no período pós-chuvas, os casos tendem a aumentar ainda mais.
“Nós estamos só começando o período de chuvas e logo após a chuva, a gente tem a eclosão dos ovos Aedes aegypti, e é isso que faz com que a gente tenha o vírus circulando”, explica.
Ainda conforme o médico, mais de 11% dos pacientes que contraem dengue em Minas Gerais estão contraindo também o vírus da chikungunya, e que a atenção para com os cuidados precisa ser intensificada.
“Mais de 80% dos focos do mosquito, são de criadores em casa. Se a população, em geral, não assumir para si a responsabilidade de, dentro do domicílio, cuidar, ter higiene, tirar focos de proliferação do mosquito, a gente não vai conseguir reverter essa situação”, concluiu.
Empresa chinesa Saic Motors escolhe Minas Gerais para instalar sua primeira fábrica na América Latina – Foto: Aluísio Eduardo / Imprensa MG
A missão oficial do Governo de Minas continua dando frutos. Após o anúncio de expansão da fabricante de máquinas e veículos pesados XCMG em Pouso Alegre, a Saic Motors confirmou que sua primeira fábrica na América Latina será instalada em Minas Gerais. A Saic é uma das principais fornecedoras de motores e peças para a XCMG e também deve se estabelecer na cidade do Sul do estado.
O investimento da empresa não estava previsto durante o início da missão e foi confirmado após a oficialização de expansão da fábrica da XCMG, com um investimento de R$ 270 milhões e criação de 465 empregos diretos.
“A vinda da Saic para Minas é mais uma demonstração da confiança dos investidores de escolherem o estado para ampliarem seus negócios. Quando atraímos uma grande empresa – e ela tem sucesso a ponto de aumentar sua presença, como é o caso da XCMG -, outras companhias ficam confiantes de que investir em Minas é uma grande oportunidade. Esse anúncio inesperado é um grande sinal de que o estado está em um ciclo virtuoso”, afirmou o governador Romeu Zema.
A Saic é maior das quatro grandes fabricantes de veículos estatais da China, mas, até o momento, não tinha instalações na América do Sul: a fábrica em Minas será a primeira do continente.
“Vendo o resultado que a XCMG alcançou nos últimos anos, buscamos reuniões com o Governo de Minas e entendemos que o Estado tem alta eficiência e sempre com disposição para apoiar as empresas que querem investir em MG. Tenho uma grande confiança de que o investimento da Saic Motors no Brasil vai ser um sucesso, assim como a XCMG tem sido. Hoje, com muita honra, posso informar que a decisão já foi tomada: a Saic Motors vai criar uma fábrica de motores em Pouso Alegre”, afirmou um dos diretores da Saic Motors, Xu Qiuhua.
Os valores de investimento ainda serão definidos, mas as obras de instalação da fábrica estão previstas para meados de 2024.
Faytech
Ao saber que o governador de Minas estava na em missão oficial na Ásia, outra companhia com base na China procurou o Estado para tratar de investimentos: a empresa de tecnologia Faytech. Após mais de uma hora de reunião, os executivos decidiram escolher Minas Gerais para ser ser o ponto de referência, no Brasil, para fabricação de telas touchscreen.
A empresa alemã desenvolveu sua tecnologia em sua sede na China e vai investir R$ 25 milhões para produzir as telas digitais, que são utilizadas para diversos produtos como tablets, painéis, entre outros. Ao todo, serão gerados mais de cem empregos diretos com a instalação da fábrica.
“Eu fico muito feliz de Minas estar sendo procurada por empresas. Quando o trabalho é bem feito, a informação corre de boca em boca e os empresários descobrem que está sendo um bom negócio investir em Minas. Esse é um sinal de que Minas está sendo falada, está sendo procurada e se transformando em uma vitrine para o mundo como local onde bons investimentos são realizados”, concluiu o governador Romeu Zema.
Energia solar cresce 80% no Brasil e se torna segunda principal matriz elétrica – Foto: reprodução
O Brasil tem dado exemplo para o mundo em geração de energia limpa, principalmente utilizando o sol forte como matriz energética. A produção de energia elétrica por meio de placas solares está em alta no país e chegou em 2023 a um patamar jamais visto. Neste ano, o país superou a marca de 2 milhões de sistemas solares fotovoltaicos instalados em telhados, fachadas e pequenos terrenos. Em agosto, a capacidade em geração própria de energia elétrica chegou ao volume de 23 gigawatts.
O Brasil faz parte do grupo dos dez maiores produtores de energia solar do mundo. De 2021 para 2022, o aumento da geração elétrica por meio de painéis solares foi de 79,8%, segundo o Balanço Energético Nacional, divulgado pelo Ministério de Minas e Energia.
O crescimento foi tão impressionante que a geração de eletricidade por meio de painéis superou a eólica, alcançando o segundo lugar entre as principais matrizes elétricas do país. Do total da potência instalada no país, 15,6% vêm da energia solar, perdendo apenas para a hídrica (50%).
Atualmente, o país já tem mais de 3 milhões de casas, lojas, empresas ou outros imóveis que usam a energia com geração própria. A extensão territorial e as condições climáticas do Brasil têm favorecido o crescimento da geração distribuída com a instalação de sistemas fotovoltaicos em residências, comércios e indústrias.
A previsão para este ano é um investimento do setor de cerca de R$ 38 bilhões e chegar até dezembro com 26 GW de potência gerada, conforme a Associação Brasileira de Geração Distribuída (ABGD).
Para a vice-presidente da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), Bárbara Rubim, os números mostram o potencial de crescimento do setor. “Isso confirma não só o potencial enorme que o Brasil tem para a geração solar fotovoltaica, mas também o desejo do consumidor brasileiro de gerar a própria energia, não só economizando na conta de luz, mas também fazendo sua parcela, para ajudar com o desenvolvimento sustentável do país”, disse.
As perspectivas para 2023 é a produção entre 25 e 28 GW. O ano de 2022 terminou com quase 18 GW de potência instalada. Este ano, a perspectiva é de acréscimo de mais 10 GW de capacidade instalada.
Distribuição por Estados
Segundo mapeamento da Absolar, 13,6% da potência instalada está em São Paulo, com mais de 2,4 gigawatts em operação. Minas Gerais ocupa o segundo lugar, com 13,3%. Em seguida, no ranking, aparecem Rio Grande do Sul, Paraná e Mato Grosso.
Avanços tecnológicos e incentivos do poder público também têm tornado a geração da própria energia cada vez mais atrativa. Essa evolução tem resultado em queda nos custos para a compra dos equipamentos, instalação e manutenção.
“Quanto maior o número de interessados, de empresas que estão no Brasil e de distribuidoras de equipamentos, mais cresce a quantidade de pessoas fazendo instalação. Isso tudo ao longo do tempo ajudou a ter um preço mais competitivo”, afirmou o presidente da ABGD, Guilherme Chrispim.
A primeira resolução da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para a geração distribuída foi em 2012, mas somente em 2016 a procura começou a aumentar, com crescimento muito rápido nos últimos três anos.
Redução nas contas
Além de ser um tipo de energia mais limpa e de fonte renovável, a economia é outro fator que desperta o interesse de consumidores e empreendedores e tem permitido o avanço do setor de painéis fotovoltaicos.
Chrispim citou a redução de gastos que ele próprio teve em casa depois que instalou o sistema. “Antes de ter o sistema eu tinha uma fatura média mensal na faixa de R$ 800, às vezes um pouco mais nos meses de inverno, hoje a média na minha fatura é em torno de R$120”, informou, acrescentando que em alguns Estados a diferença pode ser ainda maior com a isenção de impostos sobre a energia.
Escolha
Para saber o sistema necessário, o primeiro passo do consumidor é contratar um instalador ou integrador, profissional que vai avaliar de acordo com a demanda de energia, qual deve ser o tamanho do sistema que será usado. Se ele for menor que a demanda, a diferença terá que ser suprida pela distribuidora e no lugar de crédito, o consumidor terá uma fatura a pagar.
Mas o contrário pode ocorrer e instalar uma capacidade maior, caso o consumidor esteja pensando em fazer mais uso de energia no futuro. O cálculo do profissional é feito com base na média anual de consumo.
“É como um consumo qualquer, por exemplo, de água. O sistema a ser feito vai considerar o seu consumo, quantas pessoas têm na casa. Enfim, a ideia é que fique muito próximo a sua geração do consumo mensal”, concluiu o presidente da ABGD.
Até mesmo em um prédio com vários moradores o sistema pode ser instalado. Os créditos são passados aos condôminos, que neste caso, terão os CPFs registrados.
O professor de engenharia elétrica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Djalma Falcão, esclareceu que à noite, quando não é possível produzir a energia nestes sistemas pela falta de sol, o consumidor tem o fornecimento feito pelas distribuidoras. No entanto, no resto do dia pode consumir da quantidade que produz.
“É o sistema de crédito. É uma troca. Se a pessoa produzir mais do que consome ela não ganha nada porque não pode vender essa energia, agora se produzir menos do que consome tem que pagar à distribuidora”, pontuou Falcão.
Investimento
Os custos com investimento variam conforme a quantidade necessária de energia e dos impostos cobrados pelo Estado em que o sistema for instalado. Chrispim calculou que uma família de quatro pessoas, em média, dependendo da situação climática, pode consumir aproximadamente 600kw/h por mês.
“Os custos diminuíram nos últimos meses, o sistema vai ficar em torno de R$18 mil”, contou, acrescentando que já tem muitos bancos, tanto públicos como privados, oferecendo linhas de financiamento para sistemas fotovoltaicos aos interessados.
Potência
Chrispim chamou atenção para a comparação com a capacidade instalada da geração distribuída com a oferecida pela Usina Hidrelétrica de Itaipu.
Enquanto na geração distribuída é atualmente de 23 gigawatts, Itaipu está em 14 gigawatts. “Dá para dizer que quase todos os municípios do Brasil têm, pelo menos, uma usina de geração distribuída”, revelou, observando que geralmente a instalação é em telhados dos imóveis.
Segundo Djalma Falcão, a previsão é que em dois anos a capacidade da geração distribuída espalhada em telhados de casas e de prédios do Brasil vai superar em mais de duas vezes a da Usina de Itaipu, que é a maior do país.
“É uma coisa significativa e inclusive começa a trazer preocupações para o Operador Nacional do Sistema [ONS], porque é muito mais difícil controlar essa geração espalhada do que em uma usina concentrada. O operador está tentando melhorar as suas técnicas operativas para levar em consideração esse novo tipo de geração que vem crescendo”, alertou.
Transição energética
Falcão ressaltou a importância da geração distribuída para a transição energética do Brasil. “Sem dúvida [contribui], porque a maior parte dessa geração é fotovoltaica com emissão zero, então é uma fonte renovável e aumenta ainda mais a nossa porcentagem de energia renovável no sistema elétrico. Então, ela é positiva para a transição energética”, avaliou.
Ele acrescenta que, no momento, a geração distribuída cresce mais do que as outras fontes renováveis, mas a tendência é que no horizonte de quatro anos se estabilize e as grandes usinas de energias solar e eólica avancem mais com o aumento da demanda.
Manutenção é concluída e Cânions de Capitólio é liberado para tráfego de embarcações – Imagem: Marinha do Brasil
A Marinha do Brasil, por meio da Delegacia Fluvial de Furnas em São José da Barra (MG), emitiu neste sábado (11), um comunicado por meio da portaria n⁰ 31/DelFurnas “Liberando o tráfego de embarcações nos ‘Cânions de Capitólio’ do Lago de Furnas”.
Na portaria assinada pelo Delegado Capitão de Corveta, Pablo Salgado de Jesus, os Cânions de Furnas está liberado a partir das 14h deste sábado para tráfego de embarcações, após manutenção geóloga no local.
Na última semana a prefeitura de Capitólio (MG), informou que interditaria os Cânions no Lago de Furnas na sexta-feira (10) e no sábado (11). A medida, segundo o município, acatava uma determinação da Marinha do Brasil.
“O município comunica a população e demais pessoas interessadas, que por base na portaria emitida pela Marinha do Brasil, visando à segurança da navegação nos cânions de Capitólio, em coordenação com a prefeitura de Capitólio e com o apoio do Parque Mirante dos Cânions, de forma programada e preventiva, fará a interdição dos Cânions de Capitólio entre os dias 10 e 11 de novembro”, informou.
Segundo a nota, a interdição ocorreu para a manutenção “do atrativo por equipe de geólogos”. “Contamos com a compreensão e colaboração dos empresários, turistas e população”, pediu a cidade.
Análise produzida pelo Economista da Fecomércio MG, Gilson Machado
O crescimento do varejo de Minas Gerais no terceiro trimestre gera otimismo para o final do ano – Foto: reprodução
Os dados da pesquisa mensal do comércio indicam que Minas Gerais encerra o terceiro trimestre de 2023 com um crescimento mais intenso do que o observado no contexto nacional, tanto no varejo restrito quanto no ampliado. Mesmo com um desempenho positivo e um ambiente econômico melhor em relação ao mesmo período do ano passado, não é suficiente para que o volume de atividade do comércio registre um desempenho positivo em todas as atividades que compõem os indicadores.
No comércio restrito, Minas apresenta um desempenho de 2,9% nos primeiros nove meses de 2023, enquanto no Brasil, o crescimento é de 1,8%. Destaca-se que, nessa abertura, o estado mineiro mantém um crescimento estável, enquanto a variação nacional mostra um aumento nos últimos meses.
A principal atividade contribuinte para o desempenho do varejo restrito em Minas Gerais é hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, representando mais de 50% de peso em ambos os contextos e registrando um avanço no acumulado do ano de 6,0% no estado mineiro e de 3,6% no Brasil. Por outro lado, atividades como tecidos, vestuário e calçados, livros, jornais, revistas e papelaria, e outros artigos de uso pessoal e doméstico têm quedas expressivas, prejudicando o indicador de volume de atividade no comércio restrito.
Ao abordar os dados no varejo ampliado, Minas Gerais registra um crescimento de 2,5%, enquanto o Brasil registra 2,4%. Notam-se diferenças nas atividades que contribuem para esse desempenho entre os dois contextos. No Brasil, adicionando as atividades do varejo restrito, veículos, motocicletas, partes e peças (com peso de 16,8%) registram um desempenho acumulado no ano de 6,9%, enquanto atacado e varejo de material de construção e atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo (com peso de 23,6%) seguem apontando desaceleração. Isso traz reflexos negativos para o varejo ampliado no Brasil.
Em Minas Gerais, o atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo (com peso de 16,1%) registra um crescimento de 13,5%, enquanto veículos, motocicletas, partes e peças, e atacado e varejo de material de construção (somados com peso de 23,5%) apontam desaceleração no indicador.
Contudo, é essencial destacar a importância do estado de Minas Gerais dentro do contexto econômico, pois possui o segundo maior peso no volume de vendas no Brasil, com 9,5%, atrás apenas do estado de São Paulo.
Sendo assim, espera-se que o último trimestre do ano seja mais aquecido e contribua para um melhor desempenho do comércio tanto no estado de Minas Gerais quanto em contexto nacional.
Sobre a Fecomércio MG
A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Minas Gerais integra o Sistema Fecomércio MG, Sesc e Senac em Minas e Sindicatos Empresariais que tem como presidente o empresário Nadim Donato. A Fecomércio MG é a maior representante do setor terciário no estado, atuando em prol de mais de 740 mil empresas mineiras. Em conjunto com a Confederação Nacional do Comércio (CNC), presidida por José Roberto Tadros, a Fecomércio MG atua junto às esferas pública e privada para defender os interesses do setor de Bens, Serviços e Turismo a fim de requisitar melhores condições tributárias, celebrar convenções coletivas de trabalho, disponibilizar benefícios visando o desenvolvimento do comércio no estado e muito mais.
Há 85 anos fortalecendo e defendendo o setor, beneficiando e transformando a vida dos cidadãos.
MG se prepara para a terceira onda de calor em 2023, com temperatura de até 42°C – Foto: reprodução
Minas Gerais terá durante os próximos dias a terceira onda de calor em 2023, um fenômeno considerado raro, conforme o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). A temperatura deverá subir em todas as regiões do estado, ultrapassando a marca dos 40°C entre essa quinta-feira (9) e a próxima quarta-feira (15). A expectativa é de que no fim de semana, as regiões Norte, Noroeste e do Triângulo Mineiro tenham calor de 42°C.
“A diferença deste ano para os outros é que agora vamos para a terceira onda de calor, quando o habitual é ter apenas uma”, explica a meteorologista Anete Fernandes, do Inmet. De acordo com a especialista, o fenômeno pode durar até seis dias, porém não deverá superar as temperaturas registradas na segunda onda de calor, que ocorreu no final do mês de setembro. “Os termômetros devem chegar, no máximo, aos 42°C. O que é inferior a última onda, quando tivemos, por exemplo, a cidade de São Romão, com 43,5°C”, justifica.
A primeira onda de calor em Minas Gerais em 2023 ocorreu entre os dias 23 e 26 de agosto. Na ocasião, a temperatura média ficou na casa dos 38°C. O fenômeno se repetiu em setembro, entre os dias 23 e 28, quando os termômetros se mantiveram em torno dos 40°C. “É um fenômeno muito comum no fim da primavera ou começo do verão. O que chama a atenção neste ano é o fato dessa reincidência, com temperaturas dessa grandeza”, explica a meteorologista.
Conforme o Instituto de Nacional de Meteorologia (Inmet), a onda de calor ocorre quando há a elevação da temperatura, por pelo menos três dias seguidos, em 5°C acima da média habitual registrada em determinada região. Segundo a meteorologista Anete Fernandes, o fenômeno é acompanhado pelas equipes do instituto e, por isso, será preciso reavaliar as condições climáticas na próxima semana, a fim de verificar se onda de calor prevista para esse mês poderá se estender por mais dias.
“Temos uma aproximação de uma frente fria, com possibilidade de chuva, o que pode interromper esse fenômeno. Porém, precisamos reavaliar como essa frente fria vai se manifestar em Minas”, conclui.
Capital
Em Belo Horizonte a expectativa é de um novo recorde de calor nos próximos dias. A capital pode registrar a maior temperatura do ano na segunda-feira (13 de novembro).
De acordo com o Inmet, a previsão é de que máxima chegue aos 38°C. A medição possibilita superar o recorde de 38,6°C, registrado no dia 25 de setembro, durante a segunda onda que atingiu o estado.
A terceira onda de calor
A terceira onda de calor pode ser justificada pelo El Niño, que ocorre ao longo deste ano. O fenômeno consiste no aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico e provoca a distribuição de umidade e calor no planeta, principalmente na zona tropical.
“Quando você tem esse aquecimento irregular na faixa equatorial do Oceano Pacífico, que é a maior célula oceânica do planeta, isso interfere no clima de diferentes partes do mundo. É o que chamamos de teleconexão, ou seja, algo que acontece no Pacífico e influencia a América do Sul, a Europa e todos os continentes”, explica a meteorologista Anete Fernandes, do Inmet.
Cuidados
A orientação do Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad) e da Defesa Civil é de que a população possa redobrar a atenção durante os dias de temperatura extremas. É aconselhável evitar a exposição ao sol durante os horários de maior calor, além de beber água a cada duas horas. Outras recomendações são em relação a utilização de roupas leves, assim como o consumo de alimentos como frutas e verduras.
Esses cuidados são recomendados principalmente para crianças, idosos e pessoas com condições crônicas, que requerem medicação diárias. Isso proque estes grupos estão mais expostos aos riscos de complicações ou morte durante o dias de altas temperaturas.
Para quem reside em áreas vulneráveis, a prevenção deve se intensificar, principalmente, em relação aos incêndios florestais. A orientação é evitar atividades que possam causar faíscas, como queimadas não autorizadas, e denunciar qualquer comportamento suspeito às autoridades.
Ganhador da Mega-Sena em Minas Gerais aparece e solicita prêmio de R$ 84.729.015,05 após dois meses – Foto: reprodução
Após quase dois meses, o sortudo de Santa Luzia (MG), que ganhou R$ 84.729.015,05 no concurso 2630 da Mega-Sena, iniciou o processo de resgate do prêmio. A informação foi divulgada pela assessoria da Caixa nesta quarta-feira (8 de novembro).
A aposta foi feita na lotérica Rota da Sorte, localizada na rua Alvorada, no bairro Asteca. O vencedor fez um jogo simples, no valor de R$ 5. De acordo com a Caixa Econômica Federal, a probabilidade de ganhar o prêmio máximo com uma aposta simples é de uma em mais de 50 milhões.
Prazo próximo do fim
O ganhador de Santa Luzia solicitou o resgate faltando apenas cerca de um mês para o prêmio expirar. Segundo a Caixa, o prazo para retirada é de 90 dias após a data do sorteio. Depois desse prazo, os valores são repassados ao tesouro nacional para aplicação no Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (FIES).
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