Um vídeo que evidencia a diferença gritante na qualidade das rodovias entre os estados de São Paulo e Minas Gerais voltou a viralizar nas redes sociais. O material, capturado pelo jornalista Luiz Megale, âncora da BandNews FM, gerou ampla discussão entre os internautas.
As imagens destacam a disparidade entre o trecho da rodovia SP-352, que liga a cidade de Itapira em São Paulo, e a rodovia MG-290, que leva até Jacutinga em Minas Gerais. A SP-352, sob a administração da Intervias, apresenta condições de tráfego notavelmente superiores em comparação à MG-290, que é gerida pelo estado de Minas Gerais.
A gravação provocou uma onda de críticas direcionadas ao governador mineiro, Romeu Zema, devido ao estado precário da MG-290 e de inúmeras outras rodovias mineiras. Nas redes sociais, os usuários expressaram sua insatisfação com as condições de tráfego e a enorme quantidade de buracos.
Comissão com representantes do governo e deputados faz visita técnica em estradas e praças de pedágio do Sul de MG – Foto: reprodução
Uma comissão com representantes do governo de Minas Gerais, deputados e da EPR Sul de Minas faz uma visita técnica em estradas e novas praças de pedágio do Sul de Minas. A visita começou na manhã desta quarta-feira (1º).
A vistoria começou na praça de pedágio de Santa Rita do Sapucaí. De lá, eles percorreram outras estruturas da região. A visita segue durante a tarde.
A visita acontece depois de uma série de reclamações de quem precisa das rodovias, sobre a cobrança do pedágio e a condição das estradas.
Na comissão, estão deputados, representantes da empresa e também o secretário de Infraestrutura e Transportes, Pedro Bruno Barros de Souza.
“O que está sendo contratado na concessão é um investimento pelos próximos 30 anos. Amanhã se abrir um buraco onde nós estamos aqui, a concessionária tem 24 horas para tapar sujeita a penalidades previstas em contato. Então o que nós queremos assegurar para a população é segurança pelos próximos 30 anos. E a etapa que nós estamos agora, de serviços iniciais, ela prevê uma recuperação corretiva, mas não é que a empresa vai embora agora e vai deixar como está. Depois vem uma série de outros investimentos estruturantes. Eu queria assegurar para a população que esses investimentos serão feitos e a 290 é um importante corredor da região”, disse o secretário.
Concessões na região
Em março deste ano, a concessionária que administra trechos de oito rodovias do Sul de Minas começou a atuar no primeiro lote que foi leiloado. Segundo a EPR, nos seis primeiros meses, foram feitas operações tapa-buracos, limpeza de vegetação e a correção de pavimentos em trechos da rodovia.
No dia 9 de outubro, a cobrança de pedágios começou em três pontos da região. A empresa também assumiu no mês passado o lote Varginha/Furnas, com mais trechos na região.
Esquema criminoso fornecia armas de uso restrito para tráfico de drogas em MG – Foto: divulgação
As armas comercializadas ilegalmente em um esquema investigado pela Polícia Federal de Minas Gerais eram repassadas a criminosos ligados ao tráfico de drogas. A informação foi repassada na manhã desta quinta-feira (26), em coletiva de imprensa. Conforme a Polícia Federal, algumas armas envolvidas nas transações são de uso restrito das forças de segurança.
As investigações já constataram a circulação de armas como pistolas calibre 9mm, pistolas .40 e fuzis calibre 5.56. Segundo o delegado Geraldo Magela, da Polícia Federal de Montes Claros — onde a operação foi desencadeada — os fuzis são armas utilizadas por instituições como o Exército e a própria Polícia Federal.
“O fuzil é uma arma de alta energia, de alto poder de transfixação (perfuração). Pode furar superfícies rígidas, pode perpassar mais de um objetivo. São armas de uso restrito”, explica o delegado, que conta também qual destinação tinham as armas adquiridas pelo grupo.
“As armas eram destinadas a pessoas que as compravam de forma ilícita, clandestina, para usar de forma sorrateira no crime relacionado a tráfico de drogas e outros que giram em torno dessa modalidade delitiva”, detalha.
As investigações apontam também que, como pagamento pelas armas, o grupo recebia dinheiro em espécie e drogas. Nas diligências realizadas nesta quinta-feira (26), inclusive, foram feitos dois termos circunstanciados de ocorrência por porte de drogas para consumo próprio.
Conforme o delegado, o grupo agia desde 2020. Os valores movimentados com o esquema ainda estão sendo apurados pelos investigadores. Na primeira fase da operação Spawnning, em setembro de 2022, 29 armas já haviam sido apreendidas. Na segunda fase, deflagrada nesta quinta-feira (26), foram apreendidas mais quatro armas, além de mais de R$ 25 mil em espécie.
Uso de laranjas e superfaturamento
O grupo utilizava “laranjas” para adquirir as armas. Segundo a Polícia Federal, essas pessoas, de forma consciente, cediam os dados para a compra legal das armas e recebiam quantias de dinheiro em troca. Nenhum ‘laranja’ foi preso, mas as investigações sobre eles continuam.
Uma vez compradas, as armas tinham numeração raspada e eram revendidas com preço acima do valor de mercado. “Eram vendidas por duas ou três vezes o valor pelo qual seriam adquiridas no mercado regular”, relata o delegado Geraldo Magela.
Nesta quinta-feira (26), foram cumpridos efetivamente seis mandados de prisão. Um ainda está em diligências. As investigações continuam para verificar outros envolvidos no esquema e, também, outros possíveis desvios de armas.
Líder condenado
Conforme a Polícia Federal, o despachante de armas que seria o líder da organização já foi condenado por crimes apurados na primeira fase da operação. Em setembro deste ano, conforme a Polícia Federal, ele foi sentenciado a mais de 12 anos de prisão.
Bactéria em MG: sobe para 5 o número de cidades que suspenderam aulas – Foto: reprodução
Mais cidades da região do Campo das Vertentes, vizinhas à São João del-Rei, decidiram suspender as aulas nas escolas municipais para desinfecção dos cômodos, móveis e objetos (confira lista abaixo). A decisão tem o objetivo de conter a transmissão da bactéria Streptococcus após três mortes de crianças de 3, 10 e 11 anos em São João del-Rei. As mortes ainda são investigadas se foram causadas pela bactéria ou não. Até o momento, não foram divulgados outros casos nos municípios vizinhos.
Nesta quarta-feira (25 de outubro), as prefeituras de Conceição da Barra de Minas e Ritápolis comunicaram oficialmente a suspensão das aulas desta semana. Em Conceição da Barra de Minas a paralisação ocorre nesta quinta e sexta-feira (26 e 27 de outubro) para desinfecção na Escola Municipal Professor Joaquim Pinto Lara.
“A decisão foi tomada após o registro de casos em cidades vizinhas, demonstrando nosso compromisso com a saúde e bem-estar de todos. A Prefeitura agiu prontamente para evitar qualquer eventualidade”, informou a prefeitura por meio de nota. A desinfecção, segundo informado, será feita com hipoclorito de sódio, popularmente conhecido como água sanitária.
Já em Ritápolis, também no Campo das Vertentes, a suspensão das aulas da rede municipal será apenas na sexta-feira (27). “Nesse dia, será realizada uma minuciosa desinfecção em nossas instalações escolares”, informou a prefeitura. “Diante das atuais preocupações relacionadas a uma bactéria, estamos intensificando os protocolos de higiene, seguindo as práticas sanitárias que se mostraram eficazes durante o período da pandemia da Covid-19”, diz o comunicado.
Lista de cidades que suspenderam aulas para desinfecção, por risco da bactéria Streptococcus:
São João del-Rei
Tiradentes
Santa Cruz de Minas
Ritápolis
Conceição da Barra de Minas
Outras cidades não paralisaram, mas acompanham os casos
Em Barbacena, um dos principais pólos do Campo das Vertentes, a prefeitura informou que está monitorando o cenário da bactéria Streptococcus na região pela Secretaria de Saúde, junto com núcleos de Vigilância Hospitalar de Epidemiologia e Unidades de Saúde. Segundo avaliado pela prefeitura do município, ainda não é necessária a suspensão das aulas ou outras medidas de distanciamento. “Até o momento não há evidências de vínculo epidemiológico para alerta quanto a uma situação de surto ou estado de calamidade pública”, diz por meio de nota.
A situação é a mesma em Barroso, que também afirmou monitoramento, sem estado de alarme. “A Prefeitura Municipal de Barroso vem informar e tranquilizar a toda população que até o presente momento não há registro de nenhuma criança no município com os sintomas da doença causada pela bactéria do tipo streptococcus”, diz o comunicado.
Na cidade, o Executivo disse estar retomando medidas de higienização do protocolo contra covid-19. “Neste momento, a orientação é para que os pais só não enviem os filhos a escolas e projetos em caso de sintomas, especialmente crianças de até 10 anos”.
SES-MG descarta surto
A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) afirmou que não há critérios que comprovem surto ou risco à saúde da população de São João del-Rei, no Campo das Vertentes, após a morte de três crianças de 3, 10 e 11 anos, e a internação de outras quatro. Os pacientes apresentaram sintomas como dor de garganta, amigdalite, febre, vômito, manchas e erupções na pele.
Em nota, a pasta ressaltou que acompanha junto à Unidade Regional de Saúde e à prefeitura os casos de óbitos. “As amostras estão sendo analisadas em laboratório”, disse em um dos trechos. As investigações estão sendo realizadas pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs Minas).
Entenda os casos
Andreia Pereira Donato, de 43 anos, é uma das mães que fizeram uma manifestação nesta terça-feira (24 de outubro), em frente à Prefeitura de São João del-Rei. A mulher afirma que tudo começou há pouco mais de um mês, quando um menino, de 11, passou mal na escola com dor de garganta e vômito.
Ele foi levado a Upa da cidade, onde o médico receitou analgésicos e antibiótico. No dia seguinte, a criança piorou e foi internada na Santa Casa da Cidade, onde morreu dias depois. “Logo depois, veio o caso de uma menina de 3 anos que morreu após ter os menos sintomas, ela teve ainda febre alta e marcas arroxeadas pelo corpo”, conta.
O último caso, segundo Andreia, ocorreu nessa segunda (23 de outubro), quando uma menina de 10 anos morreu também com sintomas semelhantes. O enterro da criança aconteceu nesta terça (24 de outubro), no cemitério Nossa Senhora das Mercês.
De acordo com o município, a maioria dos pacientes passou por avaliação médica, na rede pública ou privada, e o quadro de saúde deles é estável.
Jovem vai para hospital tratar asma, descobre síndrome rara e tem braço amputado em MG – Foto: reprodução
A estudante de medicina Bárbara Maia, de 27 anos, foi ao hospital para tratar uma crise de asma, mas acordou 36 dias depois com um braço amputado e o diagnóstico de uma doença autoimune que afetou seu pulmão, braço direito e cabeça.
O caso iniciou no dia 7 de maio, em Belo Horizonte. Ela se preparava para começar o internato, fase de treinamento do curso de medicina, quando descobriu que tinha a síndrome antifosfolípide (SAF), também conhecida como síndrome do “sangue grosso”.
A jovem explicou, em vídeo publicado nas redes sociais, diagnosticada com asma há anos. Por isso, quando sentiu falta de ar, achou que fosse causada pela doença. Ela tomou remédio para controlar a suposta crise, mas eles não funcionaram. Então, decidiu ir ao hospital.
“Lá eu tomei uma medicação [para asma] e os sintomas pararam. Fui para casa, mas logo voltei a sentir muita falta de ar, não consegui nem ir para a aula, e decidi voltar para o pronto-socorro” disse ela, que mais tarde acabou tendo dois AVCs, uma traqueostomia e a amputação.
Doença é rara
Sem forças para pedir um táxi, a estudante pediu ajuda para a mãe, que chamou a ambulância. Na nova ida ao hospital, os médicos identificaram que ela precisava de oxigênio, mas não conseguiram estabilizar seu quadro. Então, optaram pela intubação.
Enquanto estava em coma, ela passou por complicações decorrentes da internação, como falência renal e hemorragia no intestino. Ao todo, ela recebeu 13 bolsas de sangue para repor o que tinha perdido.
Ao portal “Viva Bem”, do “Uol”, a hematologista Helena Visnadi, do Hospital São Luiz Anália Franco, explicou que a síndrome do “sangue grosso” é uma doença autoimune rara, não hereditária e mais comum em mulheres. Segundo a especialista, o diagnóstico é difícil e surge normalmente já depois das complicações.
“Tem paciente que chega com histórico de abortos de repetição, a gente vai investigar e acha essa síndrome. Mas também existem essas tromboses simultâneas, como a dela, que a gente pode classificar como SAF catastrófica” explicou.
Como é feito o diagnóstico
Visnadi ressaltou que um primeiro episódio de trombose não é suficiente para que a doença seja cogitada. Segundo ela, o protocolo que verifica a presença de anticorpos da SAF começa a partir da segunda ocorrência.
“E é importante que o episódio não seja ‘provocado’, que não aconteça depois de uma cirurgia ou de uma imobilização, como uma perna engessada. A questão é quando vem a trombose do nada” pontuou ela.
Após um primeiro positivo para a SAF, o exame ainda é refeito seis semanas depois para realmente atribuir o diagnóstico.
Governo de Minas lança programa de capacitação que vai beneficiar 1,5 mil agricultores familiares – Foto: Dirceu Aurélio
O Governo de Minas lançou, nesta quinta-feira (26/10), o Programa de Capacitações Temáticas em Apicultura, Agricultura Irrigada, Fruticultura e Queijo Artesanal. Com a iniciativa, serão beneficiados 1,5 mil agricultores familiares da área de atuação do Instituto de Desenvolvimento do Norte e Nordeste de Minas Gerais (Idene).
As capacitações dos pequenos produtores serão realizadas em 61 municípios, por meio da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG), vinculada à Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa). O projeto também prevê a elaboração de seis cartilhas técnicas sobre os temas das capacitações.
O contrato assinado entre as duas instituições – Emater-MG e Idene – estabelece a promoção de oito encontros técnicos para treinamento dos profissionais da empresa pública que irão ministrar os cursos, além de cem capacitações presenciais para produtores rurais beneficiados pelo programa. A iniciativa reforça o apoio do Governo de Minas Gerais aos pequenos agricultores, inclusive por meio de ações da Emater-MG, que possui cobertura de 95% do estado, auxiliando mais de 350 mil produtores rurais. Em 2022, a empresa realizou a média de 2 milhões de atendimentos a agricultores familiares e respectivos negócios.
O programa conta com recursos de R$ 1,2 milhão, provenientes de emenda parlamentar, com intermédio do Idene e do Ministério de Integração e Desenvolvimento Regional.
Em Minas Gerais, a apicultura é uma atividade predominantemente familiar. São 7,3 mil pequenos produtores responsáveis por 80,7% da produção de mel e por 70,5% da produção de própolis do estado. A fruticultura também tem grande destaque nas pequenas propriedades mineiras. Segundo a Emater-MG, 61,7 mil agricultores familiares investem na atividade e são responsáveis por 35,2% da produção estadual. As maiores áreas plantadas com frutíferas em Minas Gerais são ocupadas por lavouras de banana, laranja, tangerina, abacate e manga.
Pesquisa da Emater-MG também aponta que a produção de queijos artesanais conta com cerca de 8 mil agroindústrias familiares em Minas Gerais. O destaque é o Queijo Minas Artesanal, com mais de 3 mil agroindústrias.
Para o governador de Minas, Romeu Zema, o Programa de Capacitações Temáticas fortalece a eficácia dos produtores rurais, o que contribui para a permanência desses trabalhadores em suas propriedades.
Governo de Minas lança programa de capacitação que vai beneficiar 1,5 mil agricultores familiares – Foto: Dirceu Aurélio
“Acompanhar mais esse passo é muito gratificante. A produção local forte significa mais alimentos, mais alimentos saudáveis, mais empregos e mais desenvolvimento”, afirmou. “Na minha experiência no interior de Minas, já vi o quanto de riqueza se consegue produzir em cada hectare. Mas, para isso, é preciso conhecimento e técnica; mexer de qualquer jeito não vai funcionar. O agricultor que, às vezes, por não acreditar na técnica ou por tradicionalismo, acaba entrando em um círculo vicioso, com baixa produtividade e tendo que se desfazer da sua propriedade”, acrescentou Zema.
Para a secretária de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese), Elizabeth Jucá, “a agricultura é que proporciona o desenvolvimento social de Minas Gerais na área rural e essa capacitação é muito importante porque os agricultores terão possibilidade de contratar mais pessoas, que vão se capacitar e aprender um ofício, e tirar assim as pessoas da vulnerabilidade do campo”.
Na mesma linha, o diretor-presidente da Emater-MG, Otávio Maia, prevê essas sucessão de progressos com a capacitação. “Vamos levar o desenvolvimento para o campo e ajudar esses 1.500 agricultores a ter uma melhoria de renda e da qualidade de vida”.
A capacitação será realizada nas seguintes cidades:
Governo de Minas antecipa conteúdo do Plano de Recuperação Econômica – Foto: Lucas Prates
Por meio de pronunciamento realizado na última terça-feira (24), na Cidade Administrativa de Minas Gerais, o secretário de Estado de Fazenda, Gustavo Barbosa, citou os principais pontos da proposta do Governo de Minas para o RRF, Plano de Recuperação Econômica de Minas.
O documento é fundamental para o Estado conseguir equacionar a dívida com a União e, principalmente, ter sustentação fiscal para a continuidade das atividades que envolvem a administração pública nos próximos anos e governos.
Entre os principais pontos da proposta, o secretário destacou a manutenção de repasses para áreas prioritárias para a atual gestão estadual, como Saúde e Educação, a permanência de concursos previstos e de promoções e progressões das carreiras no funcionalismo público.
Ele também defendeu a possibilidade de flexibilização da proposta original, que prevê inicialmente duas revisões salariais para os servidores, o que pode ser revisto caso as metas fiscais sejam alcançadas ao longo dos nove anos, prazo estipulado para que o Estado possa negociar dívida histórica acumulada ao longo dos anos diante da União.
Também na tarde desta terça-feira (24/10) a proposta será debatida em Audiência Pública na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.
Ao final do pronunciamento o secretário antecipou que o governador Romeu Zema e os governadores que integram o Consórcio de Integração Sul e Sudeste terão agenda com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em Brasília, nesta quarta-feira (25/10).
Um dos temas defendidos pelo governador mineiro será o Plano de Recuperação Econômica.
Cenário
Atualmente, de acordo com a Secretaria de Estado de Fazenda (SEF/MG), a dívida pública estadual é de R$ R$ 165,61 bilhões. Desse total, R$ 156,26 bilhões (94%) referem-se a valores devidos à União ou dívidas com instituições financeiras que têm a União como garantidora. Esse é o valor que está sendo renegociado junto ao Tesouro Nacional no RRF, para que Minas Gerais retome o pagamento da dívida, mas de forma sustentável.
Nesse contexto, a adesão do Estado ao RRF é o melhor caminho para que Minas Gerais possa manter as contas equilibradas e, assim, buscar condições fiscais favoráveis para aumentar investimentos que irão melhorar os serviços prestados aos mineiros e as condições de trabalho dos servidores.
Leia a íntegra do pronunciamento do secretário Gustavo Barbosa:
O Plano de Recuperação Econômica é a solução para que o Governo de Minas cumpra a obrigação de retomar o pagamento da dívida com a União, garantindo a continuidade dos avanços conquistados ao longo dos últimos quatro anos e dez meses, com aumento dos investimentos em áreas como Saúde, Educação e Segurança. É a adesão ao plano que também vai possibilitar a sequência da política de preservação dos direitos dos servidores do Estado, que hoje têm a garantia do pagamento dos salários e benefícios em dia.
Conseguimos retirar Minas do buraco fiscal em que se encontrava. Fizemos os cortes necessários para priorizar investimentos em áreas essenciais. Saímos de um cenário em que não havia o pagamento sequer do dinheiro da merenda para os alunos da rede pública, de falta de medicamentos em hospitais, de prefeituras que tiveram que suspender atendimentos de serviços públicos por sequestro de repasses constitucionais e do funcionalismo que não sabia quando iria receber o salário, para o contexto atual de equilíbrio fiscal e casa arrumada.
Alcançamos os maiores investimentos da história em Saúde e Educação. Mais que dobramos o dinheiro da merenda escolar e hoje nossos alunos escolhem dentro do cardápio sua comida favorita. Reformamos mais de 1,4 mil escolas. Estamos construindo 200 novos postos de saúde, e seis novos hospitais regionais, modernizando e equipando as farmácias de Minas e levando equipamentos de alta complexidade, como tomógrafos, mamógrafos e sistemas de hemodiálise para diversos municípios de todas as regiões do estado, fazendo com que a saúde esteja cada vez mais perto dos mineiros. Os servidores recebem salário e todos os benefícios em dia e concedemos o primeiro reajuste geral após dez anos.
Minas não tem mais a opção de não pagar a dívida com a União. A nossa data limite para fazer a adesão ao RRF é o dia 20/12/2023. A única forma de retomar esse pagamento, sem comprometer os avanços conquistados até aqui, é seguir o caminho do Plano de Recuperação Econômica. Ele vai permitir que o Estado retome o pagamento em parcelas com valores que não irão afetar o dinheiro hoje destinado aos investimentos no estado. Assim, estaremos garantindo a continuidade do que é mais urgente, que é o atendimento dos mineiros nos serviços essenciais de Saúde, Educação e Segurança.
Sem o RRF, o Estado teria que arcar com o pagamento de R$ 18 bilhões em 2024, o que inviabilizaria a manutenção do equilíbrio que temos hoje. Com o Plano de Recuperação Econômica, vamos conseguir colocar o valor das parcelas dentro do que é a capacidade do Estado de pagar. Em nove anos, alcançaremos o equilíbrio para retomar o pagamento integral da dívida, sem afetar os serviços do Estado e, assim, poderemos caminhar efetivamente para reduzir o tamanho do endividamento de Minas.
O Plano de Recuperação Econômica não é engessado. Ele permite a flexibilização das medidas previstas inicialmente. Tudo depende do nosso desempenho econômico e fiscal. Se tivermos receitas, poderemos avançar com os investimentos. E estamos otimistas, em quatro anos, provamos que sabemos fazer gestão, melhorando a cada orçamento as contas do Estado, tudo isso pagando dívidas que herdamos de governos passados com prefeituras, fornecedores, servidores e outros Poderes. As melhorias que alcançamos é nossa garantia para confiarem que essa evolução vai continuar.
Os servidores terão revisões dos salários, incialmente duas de 3%, mas que como disse isso é apenas uma previsão conservadora. Os concursos vigentes da Segurança, Saúde, Educação e demais áreas permanecerão válidos para preenchimento de vagas. O plano garante a continuidade de promoções e progressões de carreiras.
O Plano de Recuperação Econômica também tem como compromisso manter o dinheiro investido em Saúde, Educação e Segurança. O cumprimento dos mínimos constitucionais está garantido, portanto o dinheiro continuará chegando em escolas e hospitais em valores que são os maiores da história de Minas.
Somos transparentes e sabemos que o problema da dívida do Estado não se resolve em um passe de mágica. O governador Romeu Zema está em constante diálogo com o Governo Federal para buscar alternativas para essa questão. Amanhã, ele estará inclusive reunido junto aos governadores do Sul e Sudeste com o Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para discutir o tema.
Acreditamos no poder do diálogo e da construção. Confiamos na capacidade de análise e contribuição que o Legislativo pode dar nesse processo. Estamos confiantes de que quando todos os Poderes atuam junto com a sociedade civil é possível construir uma saída para que Minas continue a avançar.
Prefeitura de MG investiga morte de três crianças após dor de garganta – Foto: reprodução
A prefeitura de São João del Rei (MG), investiga o que causou a morte de três crianças — de 3, 10 e 11 anos. Os casos ocorreram nos últimos 60 dias. Moradores entrevistados pela reportagem temem que os óbitos tenham relação com a contaminação por bactéria do tipo streptococcus (é um microorganismo que pode causar infecção na garganta e na pele e que é transmitido por meio da saliva e secreções respiratórias ). O assunto foi, inclusive, tema de uma reunião entre a Secretaria Municipal de Saúde com o Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (CIEVS) — ligado à Secretaria de Estado de Saúde de Minas (SES-MG), nessa segunda-feira (23 de outubro).
A situação tem preocupado tanto as mães que elas se uniram para realizar um protesto no município nesta terça-feira (24 de outubro). O ato ocorreu em frente à prefeitura da cidade. Segundo o Executivo municipal, outras quatro crianças estão internadas e são acompanhadas pela vigilância em saúde. Conforme a pasta, há relatos ainda de crianças que apresentam sintomas como amigdalite, febre, vômito, manchas ou erupções na pele.
A maioria desses pacientes passou por avaliação médica na rede pública ou privada — o quadro de saúde deles é estável. Diante da repercussão dos casos, a prefeitura esclareceu que vai divulgar, ainda nesta terça-feira (24), uma nota técnica sobre todo o histórico ocorrido no município, bem como informações importantes e detalhadas sobre a bactéria, forma de contágio e medidas de segurança.
Entenda os casos
O cenário tem deixado pais e familiares de alunos desesperados. Revoltadas e alegando falta de atendimento pediátrico na cidade, algumas mães se mobilizam em um protesto que ocorreu na manhã desta terça-feira. Integrante do grupo, Andreia Pereira Donato, de 43 anos, afirma que tudo começou há pouco mais de um mês, quando um menino, de 11, passou mal na escola com dor de garganta e vômito.
Ele foi levado a Upa da cidade, onde o médico receitou analgésicos e antibiótico. No dia seguinte, a criança piorou e foi internada na Santa Casa da Cidade, onde morreu dias depois. “Logo depois, veio o caso de uma menina de 3 anos que morreu após ter os menos sintomas, ela teve ainda febre alta e marcas arroxeadas pelo corpo”, conta.
O último caso, segundo Andreia, ocorreu nesta segunda (23), quando uma menina de 10 anos morreu também com sintomas semelhantes. O enterro da criança está marcado para às 10h desta terça (24), no cemitério Nossa Senhora das Mercês.
Suposta contaminação por bactéria
A moradora explica, ainda, que médicos afirmaram que os casos estariam ligados à contaminação por um tipo de bactéria do tipo streptococcus. Andreia afirma que há relatos de diversos pais sobre o adoecimento de dezenas de crianças com os mesmo sintomas. Os pacientes estariam em tratamento em casa.
Diante dos casos, pais de crianças estão com medo de levar seus filhos para a escola. Avô de uma menina de 3 anos, Andreia revela que não tem encaminhado a neta para o colégio. “Eu não estou mandando minha neta para escola. Parece que a prefeitura não levou o problema a sério. Nós queremos uma atitude urgente. Eles pediram para mandar as crianças para a escola com máscaras e álcool em gel, mas isso é pouco. Queremos o fechamento das escolas por quatro dias, e que façam uma dedetização do local”, cobra.
Prefeitura pede “calma”
Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde pediu calma à população e garantiu que “não está enfrentando um surto”. Segundo a pasta, o Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (CIEVS) — ligado à Secretaria de Estado de Saúde de Minas (SES-MG) — afirmou que não há evidências científicas que sugiram a necessidade do fechamento das escolas.
A secretaria solicita aos pais que, diante de qualquer sintoma (sem especificar quais), não encaminhe as crianças para suas atividades escolares e busque atendimento médico. “Nós, da Secretaria Municipal de Saúde, estamos realizando estudos sobre esses casos para chegarmos a um diagnóstico. Já existe um fluxo de atendimento, com os profissionais da rede, para o manejo dos casos supracitados”, garantiu.
A pasta afirma ainda que, até o momento, as mortes das três crianças não estão correlacionadas e que a investigação ainda está em curso. A reportagem questionou a Secretaria de Estado de Saúde de Minas (SES-MG) sobre a situação e aguarda retorno.
Empenho do Estado para promoção do Destino Minas Gerais amplia em 73% o número de municípios habilitados para o ICMS Turismo – Foto: Joel Silva
Iniciativa pioneira no Brasil, o fomento à atividade turística em Minas Gerais, baseado no repasse do ICMS Turismo aos municípios, obteve um crescimento expressivo em 2023. Neste ano, o Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult-MG), habilitou 513 municípios, sendo esta uma marca recorde, que supera em 73% o total de 246 habilitados até 2018. Outra ação importante que fortalece essa política pública é a ampliação da alíquota de 0,1% para 0,5%, quintuplicando os repasses do ICMS Turismo, a partir da lei nº 24.431/2023, sancionada pelo Governo do Estado em setembro deste ano.
Em 2022, foram transferidos R$ 14 milhões aos municípios, e até agosto deste ano cerca de R$ 9,4 milhões. A ampliação do número de municípios habilitados e da alíquota do ICMS Turismo, para o secretário de Estado de Cultura e Turismo, Leônidas Oliveira, demonstram o empenho do Governo de Minas em promover o desenvolvimento da atividade turística, sendo esses resultados uma conquista para o estado, fruto da parceria com a Assembleia Legislativa de Minas Gerais, as prefeituras e Instâncias de Governança Regionais (IGRs).
“Desde a implantação do ICMS Turismo foram transferidos R$ 110 milhões. Mas, nos últimos quatro anos, foram distribuídos R$ 48 milhões, o que representa quase 45% do total investido. Isso é fruto de um trabalho coletivo que visa estruturar, capacitar e fortalecer o nosso turismo. Os resultados disso são verificados continuamente. Minas Gerais é o estado, que no acumulado do ano, tendo como referência o mês de agosto, obteve a maior variação da atividade turística, 17,6%, de acordo com a pesquisa divulgada neste mês pelo IBGE”, completa Oliveira.
Interior
Galiléia é um dos municípios que pleitearam o ICMS Turismo em 2022 e estão recebendo o recurso pela primeira vez neste ano. Localizada na região do Vale do Rio Doce, a cidade sediou neste mês a 18ª edição do Festival da Manga, atualmente um dos seus principais atrativos turísticos junto com o rodeio e a cavalgada que integram a programação do evento. O secretário de Cultura, Esportes e Lazer de Galiléia, Daniel Mendes, comenta que o ICMS Turismo beneficia, especialmente, os municípios menores.
“As cidades de menor porte geralmente têm uma dificuldade maior para agregar recursos ao turismo. E esse aumento do repasse do ICMS Turismo será de grande importância. Nós poderemos, por exemplo, melhorar a sinalização e a infraestrutura dos locais visitados. Ou seja, esses recursos serão muito bem empregados; era o que os municípios menores estavam esperando”, frisa Mendes. O gestor também ressalta a relevância do incentivo para fomentar o turismo rural. “Vamos conseguir agregar valor a esse segmento que permite às pessoas conhecerem melhor os produtores locais, visitando as fazendas”, afirma.
Capitólio
Já Capitólio está entre os municípios contemplados com o ICMS Turismo desde o início do programa, cujos primeiros repasses aconteceram em 2011. O secretário de Turismo e Cultura de Capitólio, Samuel Saldanha Maia, avalia que o fato de o município estar habilitado na iniciativa desde então contribuiu para consolidar uma gestão do turismo.
“Estar habilitado ao repasse do ICMS Turismo fomenta de forma estratégica e assertiva as ações e projetos que são propostos e discutidos pelo Conselho Municipal de Turismo (Comtur). Os recursos recebidos são destinados ao Fundo Municipal de Turismo e através dele conseguimos investir e transformar a realidade local através da atividade turística, estimulando a estruturação da gestão pública e governança municipal do turismo, bem como a implementação de projetos e ações que resultem em avanços no planejamento e no desenvolvimento da política pública de turismo sustentável”, acrescenta Maia.
Regionalização
A expansão do ICMS Turismo também poderá fortalecer a atividade turística regionalmente. O prefeito de Argirita e presidente da IGR Circuito Serras e Cachoeiras, Alex Andrade Anzolin, comenta o efeito positivo desses recursos para além do alcance municipal. “Com o aumento da alíquota, cidades como Cataguases, que recebiam aproximadamente R$ 60 mil reais por ano, poderão receber até R$ 300 mil. Outras que recebiam R$12 mil poderão passar a receber quase R$ 60 mil. Isso faz com que a nossa IGR gire em torno de mais de um milhão de recursos, nos proporcionando pensar, a partir de agora, num produto regionalmente conhecido. Esse é um salto muito importante”, celebra Anzolin.
A IGR Circuito Serras e Cachoeiras contempla 17 municípios, como Palma, Itamarati de Minas, Estrela Dalva e São Sebastião da Vargem Alegre, além de Cataguases.
O presidente da Federação dos Circuitos Turísticos de Minas Gerais (Fecitur) e gestor da IGR Trilha dos Inconfidentes, Marcus Januário, pontua como o ICMS Turismo também viabiliza que os planos municipais de turismo sejam mais facilmente colocados em prática. “Isso se torna viável porque passa a existir mais recursos em caixa de cada prefeitura, o que também fortalece a regionalização. Minas Gerais já é destaque no turismo nacional e está cada vez mais na vanguarda do turismo”, conclui.
Minas Gerais tem feito o dever de casa e se destacado no ranking nacional do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Pelo terceiro ano consecutivo o Estado conquistou a maior média por escola, alcançando 561 pontos em 2022, considerando as pontuações das provas objetivas e da redação deste exame. Os dados fazem parte da pesquisa “Análise da evolução e disparidades nas notas do Enem“, realizada pela pela startup de tecnologia educacional AIO Educação. O trabalho também aponta as unidades escolares da rede estadual de ensino mineira que figuram entre as maiores notas entre as escolas públicas do país que não realizam prova de admissão.
Segundo o pesquisador Mateus Prado Henfil, um dos responsáveis pelo levantamento, Minas Gerais figura em três pontos importantes. “O estado de Minas em 2020, 2021 e 2022 foi o estado com a maior nota média por escola do Enem. É agora o estado que tem uma escola pública que não seleciona, ou seja, aquela que não realiza prova para admissão, com a maior nota. Além disso, entre as escolas privadas, Minas tem também uma escola particular com a melhor pontuação. O resultado é muito bom, animador, mas é importante que a gente trabalhe para que esses indicadores aumentem e que usemos os dados para chegar em resultados cada vez melhores”, ressalta Henfil.
Os dados utilizados pertencem ao Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e constam na publicação da AIO Educação, pesquisa de autoria de Paulo Vivas, Murilo Vasconcelos e Mateus Prado Henfil. Os dados de desempenho do Enem, por escola, não são divulgados oficialmente pelo Inep há três anos.
Outro fator apontado pelos pesquisadores é que a região Sudeste detém a maior quantidade de instituições com bom desempenho no Enem. Notavelmente, desde 2020, Minas Gerais tem demonstrado um progresso significativo, sobretudo nos resultados da rede pública.
Em Minas, entre as escolas públicas que não realizam provas de admissão, a de maior destaque está em Ipatinga, no Vale do Aço. A Escola Estadual Maurílio Albanese Novaes obteve média de 817 na redação e 625 geral. “Nota maior que muita escola particular”, ressalta o pesquisador.
A notícia pegou a escola ipatinguense de surpresa. “É uma satisfação muito grande. A equipe trabalha muito em cima dessa matriz de referência, estruturando simulados, levantando as habilidades e competências necessárias. Há uma dedicação extrema de todos os professores das quatro áreas do conhecimento. Nós tivemos até uma nota mil na redação. Está sendo muito gostoso, é uma satisfação muito grande”, comemora a diretora, Edna Neves Paulino Magalhães.
A segunda melhor escola pública mineira (que não realiza prova de admissão) em média do Enem 2022 é a Escola Estadual Terezinha Pereira, de Dores do Turvo, pertencente à Superintendência Regional de Ensino de Ubá. A terceira melhor proficiência é a Escola Estadual Doutor José Augusto, de Entre Folhas, pertencente à Superintendência Regional de Ensino de Caratinga.
Ranking entre os Estados
Minas Gerais ficou com 561 pontos em 2022. São Paulo deixou o top 3 das melhores notas do país e, agora, figura na quarta posição, com uma média de 550. O Distrito Federal apresentou uma melhora significativa no último ano, passando de 546 pontos em 2021 para 560 no ano passado, segundo melhor desempenho do país.
O Rio caiu uma posição, sendo o terceiro estado com a maior nota no exame: 554 pontos. No final da lista, com os desempenhos mais baixos, estão Amapá (500), Maranhão (496) e Amazonas (485).
Pelo terceiro ano consecutivo, Minas Gerais tem a maior nota média por escola no Enem – Imagem: divulgação/Secretaria de Educação de Minas GeraisPelo terceiro ano consecutivo, Minas Gerais tem a maior nota média por escola no Enem – Imagem: divulgação/Secretaria de Educação de Minas Gerais
Ações pedagógicas da SEE/MG
Esse resultado é fruto de diversas ações pedagógicas criadas pelo Governo de Minas, como o Material de Apoio Pedagógico de Aprendizagem (MAPA). Ele é um conjunto de materiais para apoiar o professor no fortalecimento do processo ensino-aprendizagem dos estudantes. O material foi elaborado pela Escola de Formação e Desenvolvimento Profissional de Educadores, da SEE/MG, e é um percurso composto pelo Currículo Referência de Minas Gerais, o Plano de Curso, Cadernos Mapa, o jornal Lupa, o Se Liga na Educação e o Plano de Aula do Professor, todos recursos a serem utilizados em sala de aula.
Outra importante ação de fortalecimento das aprendizagens voltada para o ensino médio é a formação de turmas para o Reforço Escolar que ocorre dentro da escola, fora do horário letivo. O professor planeja as aulas do Reforço Escolar utilizando metodologias diferenciadas, com o objetivo de serem trabalhadas com os estudantes que não consolidaram as habilidades e competências para o seu ano de escolaridade. Além de pensar estratégias metodológicas que possam atender aos estudantes com diferentes necessidades e ritmos de aprendizagem.
“Este é fruto de um trabalho que está amparado dentro do Currículo Referência de Minas Gerais e a rede desenvolve diversas ações, principalmente as de fortalecimento das aprendizagens, temos também materiais pedagógicos como o MAPA que dá todo apoio e subsídio aos estudantes que realizarão a prova. Destaco, ainda, que ao longo do ano temos as teleaulas do Se Liga da Educação que são específicas para o Enem e, também, nas escolas que possuem a educação integral é desenvolvido as aulas de tutoria que dão suporte ao estudante. Cada escola possui, ainda, sua proposta pedagógica com ações específicas para que ele se prepare como intensivos, grupos de redações, entre outros”, ressalta a subsecretária de Desenvolvimento da Educação Básica da Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE/MG), Kellen Senra.
Dar oportunidade a todos os estudantes de ingressar na universidade também é um dos objetivos do Governo de Minas. Desta forma, a SEE/MG, em parceria com a Rede Minas, exibe o cursinho de Pré-Enem do Se Liga com conteúdos voltados para o exame. O programa consiste em aulas exibidas na TV aberta e é um reforço para os estudantes da rede estadual de ensino. Durante 24 horas, os estudantes, professores e gestores podem acompanhar conteúdos preparatórios. As aulas são exibidas, por meio do subcanal da TV pública mineira, recurso da TV digital que possibilita a transmissão de programações distintas em um mesmo canal, que conta também com disponibilização das aulas via streaming no site do programa.
A programação está ainda mais especial nas semanas que antecedem à prova. No início de outubro foi exibido uma discussão, no formato mesacast, sobre dicas para realização da prova. Outros dois estão previstos, nos dias 20 e 27/10, com discussões sobre ciência, inovação, arte, consumo e técnicas de redação. Além disso, nos dias das provas, 5 e 12 de novembro, será feita uma cobertura ao vivo, com os principais destaques.
Gostaria de adicionar o site Jornal Folha Regional a sua área de trabalho?