Idoso fica gravemente ferido após colisão na MG-050, em Formiga – Foto: divulgação/Corpo de Bombeiros
Equipes do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais foram acionadas na tarde de segunda-feira (23) para atender a um acidente no km 205 da MG-050, em Formiga.
A ocorrência envolveu dois veículos que seguiam no sentido Formiga–Córrego Fundo e acabaram se chocando em uma colisão traseira. Após o impacto, os condutores conseguiram conduzir os automóveis até o acostamento, evitando a interdição da pista e maiores transtornos ao tráfego.
Um dos motoristas, de 65 anos, sofreu um corte na testa e apresentava sangramento ativo no momento do atendimento. Ele recebeu os primeiros socorros ainda no local, foi imobilizado pela equipe de resgate e, em seguida, encaminhado à Santa Casa de Formiga para avaliação médica.
Já o outro condutor, de 80 anos, não apresentava ferimentos aparentes. Após ser examinado pelos socorristas, ele optou por não ser levado ao hospital.
A Polícia Militar Rodoviária de Minas Gerais ficou responsável pelos procedimentos legais relacionados ao acidente. A concessionária que administra a rodovia realizou a sinalização da via e providenciou a retirada dos veículos envolvidos.
Idoso fica gravemente ferido após colisão na MG-050, em Formiga – Foto: divulgação/Corpo de Bombeiros
Verba para a saúde é insuficiente para 83% dos municípios de Minas – Foto: reprodução
Oito em cada dez municípios de Minas Gerais revelam enfrentar insuficiência de recursos para a execução das políticas públicas de saúde, aponta uma pesquisa inédita divulgada pelo Instituto DATATEMPO e pela agência Brasil Comunicação. Para 83,1% dos secretários responsáveis pela gestão do serviço nas cidades, embora prevista na Constituição Federal, a aplicação mínima de 15% da arrecadação de impostos no setor tem resultado em subfinanciamento para o atendimento a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), o que eleva a pressão sobre os cofres municipais.
O levantamento exclusivo, que faz um raio-x da saúde em Minas Gerais sob a ótica das administrações municipais, será apresentado hoje, a partir das 8h, a prefeitos, vice-prefeitos, secretários, gestores hospitalares e profissionais da área durante a 2ª Jornada Mineira da Saúde. O evento, promovido pela Frente Mineira de Prefeitos (FMP) e sediado na Prefeitura de Belo Horizonte, terá como tema central a “Transformação digital no SUS e o papel das prefeituras”.
A avaliação da maioria dos secretários de saúde ouvidos pela pesquisa DATATEMPO é que a destinação mínima de 15% dos impostos arrecadados para a área não supre as necessidades básicas dos municípios, que atuam como porta de entrada para a atenção primária do sistema de saúde em todo o país.
Presidente da Frente Mineira de Prefeitos, a chefe do Executivo de Lavras (Sul de Minas), Jussara Menicucci (PSD), confirma o problema. “Hoje as prefeituras não conseguem trabalhar com esse percentual. O constitucional é (aplicar) 15% em saúde, mas a gente gasta mais de 30% e, mesmo assim, temos filas para cirurgia, fila para exames. Não podemos mais conviver com isso”, alerta.
A avaliação da prefeita corrobora com a análise feita por um dos secretários entrevistados pela DATATEMPO. Em depoimento à pesquisa, o gestor, que não teve o nome divulgado, destaca a dificuldade das prefeituras em equilibrar finanças e acolhimento adequado aos pacientes do SUS. “Os municípios cumprem porque não podem deixar de atender: investem muito além do mínimo constitucional, absorvem a judicialização e compensam falhas federais e estaduais que o modelo atual não equilibra”, ressalta.
Diante do gargalo financeiro, 76,5% dos secretários municipais de saúde reivindicam a ampliação do percentual mínimo previsto na Constituição Federal. “A posição favorável à desvinculação é minoritária (9,1% no total), indicando que o diagnóstico predominante entre os secretários entrevistados não é de questionamento da vinculação, mas de subfinanciamento e pressão fiscal estrutural sobre os municípios”, ressalta a cientista política Mariela Rocha, analista de pesquisas sênior do Instituto DATATEMPO.
Diagnóstico sobre a saúde em Minas será levado aos candidatos
O diagnóstico sobre a saúde nos municípios traçado pela pesquisa DATATEMPO servirá como base para a elaboração de um documento com reivindicações para a área que será entregue pela Frente Mineira de Prefeitos (FMP) a candidatos que disputarão as eleições para o governo de Minas e para a Presidência da República em 2026.
A pesquisa DATATEMPO mostra, por exemplo, que mais da metade (55,9%) dos secretários municipais de saúde de Minas considera o financiamento federal insuficiente ou muito insuficiente para manter a rede municipal de saúde funcionando adequadamente. Para a prefeita de Lavras e presidente da FMP, Jussara Menicucci (PSD), o ano eleitoral cria ambiente propício para que municípios pleiteiem a ampliação dos repasses para a saúde e exija “compromisso dos candidatos com as prefeituras”.
Estrategista político, o CEO da agência Brasil Comunicação, Zuza Nacif, considera que as evidências apontadas por esse tipo de pesquisa podem colaborar para “soluções mais eficazes, decisões mais seguras e referências capazes de orientar políticas públicas com impacto direto na vida do cidadão”.
Minas tem rombo de R$ 11,3 bilhões no caixa no último ano do governo de Romeu Zema – Foto: Fred Magno
O governador Romeu Zema (Novo) encerrará o seu mandato à frente do governo de Minas Gerais com o Executivo tendo um déficit da ordem de R$ 11,3 bilhões. O valor diz respeito ao total de recursos não vinculados, ou seja, que não recebem uma destinação legal para aplicação em áreas específicas. O valor consta no Relatório de Gestão Fiscal (RGF), enviado ao Tesouro Nacional, com um raio-x consolidado da situação financeira do estado em 2025.
O material indica que o estado terá dificuldades para arcar com dívidas de outros anos e firmar compromissos neste ano. De acordo com o relatório, Minas soma R$ 3,7 bilhões em restos a pagar empenhados, mas que não foram liquidados em 2025. Ao Tesouro, o estado informou uma despesa líquida com pessoal de R$ 53,8 bilhões. O valor deixa Minas no limite prudencial e próximo ao máximo permitido, de 49%, em relação à Receita Corrente Líquida (RCL). O percentual apurado do estado foi de 48,22%.
A dívida pública líquida apurada pelo estado foi de R$ 187,1 bilhões. Somente à União, o governo mineiro deve R$ 179,3 bilhões, saldo que foi confessado no ato de adesão ao Programa de Pleno Pagamento da Dívida dos Estados (Propag) em 31 de dezembro de 2025. A entrada no programa, inclusive, é tratada por Zema como alternativa para amortizar o endividamento junto à União. A amortização será feita em 360 parcelas.
Pedra no sapato
A indisponibilidade de recursos acima de R$ 11 bilhões, que representa pouco menos da metade dos R$ 24 bilhões em isenções fiscais que Zema incluiu no orçamento de 2026, pode dificultar os meses finais da gestão do governador e de seu vice, Mateus Simões (PSD). Zema deixará o estado no final de março para se dedicar à campanha presidencial, e a cadeira será assumida por Simões, pré-candidato ao governo.
No entanto, em anos eleitorais, a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) proíbe o Executivo de aumentar despesas com pessoal nos últimos 180 dias de mandato. Além disso, a partir de maio, é proibido assumir novas despesas sem a garantia de pagamento até o final do ano ou de que haverá recursos em caixa para cumprimento das obrigações a partir do ano que vem.
Na aprovação do orçamento para 2026, o governo já havia informado à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) um déficit de R$ 5,21 bilhões. A proposta aprovada pelos deputados estima receita de R$ 127,1 bilhões e despesa de R$ 132,3 bilhões em 2026.
PT de MG nega que Pacheco tenha confirmado candidatura ao governo – Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado
Após circular a informação de que lideranças petistas teriam afirmado que o senador Rodrigo Pacheco (PSD) finalmente aceitou o pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para disputar o governo de Minas, a presidente do PT no estado, deputada estadual Leninha, negou que haja definição até o momento. Em nota, a dirigente reconheceu que Pacheco é um nome com densidade política, mas afirmou que o diálogo segue em curso e que, sob sua gestão, o debate será conduzido no grupo de trabalho eleitoral e nas instâncias partidárias de forma coletiva, “pensando no melhor para Minas e para o Brasil”.
Leninha inicia a nota dizendo: “é público que sempre reconhecemos em Rodrigo Pacheco um nome com densidade política para a disputa ao Governo de Minas Gerais. Seguimos dialogando dentro de um cenário mais amplo, que também envolve as definições nacionais do partido”.
A deputada menciona os encontros que ocorreram entre o senador e o presidente para tratar sobre o tema, sendo o último dias antes do Carnaval, em 11 de fevereiro. “Nos últimos dias ocorreram conversas importantes entre Luiz Inácio Lula da Silva e Pacheco, com a perspectiva de construir sua presença ao nosso lado na disputa pelo governo do estado”.
Ela lembrou ainda da possibilidade de mudança de partido por parte de Pacheco, que perdeu espaço para se candidatar ao governo mineiro pelo partido após o presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab, filiar Mateus Simões, vice-governador e pré-candidato na disputa. Pacheco estaria entre o União Brasil e o MDB. Ele também recebeu convite do PSB.
“Agora é hora de acompanhar os próximos capítulos, inclusive as discussões sobre uma possível mudança partidária. Recebemos esse processo com expectativa, responsabilidade e otimismo. Queremos recolocar Minas no centro do debate nacional, como já aconteceu em momentos históricos com lideranças como Juscelino Kubitschek, Itamar Franco e Tancredo Neves”, cita Leninha.
Ela encerra a nota reforçando que a decisão sobre o candidato apoiado pelos petistas em Minas será feita de forma coletiva. “Aqui em Minas, sob a minha presidência, esse debate será conduzido no grupo de trabalho eleitoral e nas instâncias partidárias, como sempre fizemos. As decisões serão tomadas de forma coletiva, pensando no melhor projeto para Minas Gerais e para o Brasil.”
“Assim que houver definições oficiais, elas serão comunicadas pelos canais do partido”, finalizou.
Carnaval em Minas Gerais bate recorde de público em 2026 com 14,9 milhões de foliões e conquista mais turistas – Foto: divulgação/Dirceu Aurélio
Com forte participação popular e centenas de ações descentralizadas, o Carnaval da Liberdade 2026, realizado pelo Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult-MG), chega ao fim consolidando mais um ano de crescimento histórico para todo o estado.
Ao longo dos quatro dias de festa, entre sábado (14/2) e terça-feira (17/2), Minas Gerais reuniu 14,9 milhões de foliões no estado, superando em 14,2% os números registrados em 2025 — quando o estado recebeu 13,2 milhões de foliões.
Os resultados reafirmam a força da vocação carnavalesca mineira como motor de turismo e desenvolvimento econômico. Os dados são do Observatório do Turismo de Minas Gerais, vinculado à Secult-MG.
“Esses números mostram a potência que se tornou o Carnaval de Minas Gerais, o nosso Carnaval da Liberdade. Estamos comemorando este momento tão importante no processo de consolidação da nossa festa. Minas Gerais conquistou e vai continuar conquistando todo o mundo”, disse a secretária de Estado de Cultura e Turismo, Bárbara Botega.
Os números consolidados do Carnaval em Minas Gerais foram divulgados nesta quinta-feira (19/2), no Palácio da Liberdade, durante coletiva de imprensa conduzida pela secretária da Secult-MG, Bárbara Botega. A apresentação contou com a participação de representantes das Forças de Segurança e das demais secretarias de Estado que atuaram de forma integrada na organização da festa.
“Foi preciso muito planejamento, trabalho e união entre todas as secretarias e demais envolvidos. Muitas pessoas atrás das mesas e gabinetes, planejando e criando estratégias para que pudéssemos ir às ruas com segurança e a possibilidade de escolher se queríamos ir à folia ou escolher a tranquilidade”, ressaltou a secretária adjunta de Comunicação Social, Cássia Ximenes.
Carnaval na capital
Apenas as ações do Carnaval da Liberdade 2026 promovidas pelo Governo de Minas, por meio da Secult-MG e da Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemge), reuniram milhares de pessoas em Belo Horizonte. A multidão de foliões ocupou, entre sábado e terça-feira, as três Avenidas Sonorizadas — Amazonas, Andradas e Brasil — para apresentações de 23 blocos carnavalescos, dentro do projeto Via das Artes, que neste ano contou com painéis de led para reverberar obras de arte, além de tecnologia de ponta para aprimorar a qualidade do som aos foliões.
O Palácio do Samba, que levou o melhor do samba raiz aos jardins do Palácio da Liberdade durante os quatro dias de Carnaval, reuniu um público médio de 1,5 mil pessoas por dia. A iniciativa apresentou 87 atrações que marcaram a história do gênero em Minas Gerais, oferecendo uma programação diversificada. Ao todo, foram gerados cerca de 120 postos de trabalho diretos.
O Carnaval da Liberdade em Belo Horizonte também contou com a participação da Sinfônica Pop e shows com 25 artistas no Palco Aberto, no Palácio das Artes, durante o pré-Carnaval.
Economia carnavalesca
Mais uma vez, a movimentação econômica e o impulsionamento da economia criativa foram um destaque à parte em Minas. Neste ano, foram R$ 5,83 bilhões movimentados na economia mineira devido ao Carnaval, um aumento de 10% em relação ao ano passado, quando houve movimentação financeira de R$ 5,3 bilhões. Os dados exemplificam o impacto positivo para o turismo, a hotelaria, a gastronomia, o transporte e o setor de serviços.
“Esses valores confirmam muito a importância do carnaval de Belo Horizonte, mas do interior também. Tivemos recorde de pessoas visitando nossas cidades históricas e a região do Lago de Furnas. Portanto, o Carnaval da Tranquilidade também foi o responsável para chegarmos nesses valores significativos”, ressaltou Bárbara Botega.
O Edital Carnaval da Liberdade Cemig 2026 destinou R$ 12 milhões, via Lei Estadual de Incentivo à Cultura, quase 200% a mais do que em 2023 e acima do valor aportado em 2025, fortalecendo blocos, artistas e iniciativas culturais na capital e no interior.
Já a Codemge aportou 13,5 milhões em diversas frentes de apoio à folia, como a estruturação das Avenidas Sonorizadas em Belo Horizonte, incluindo as avenidas Amazonas, Brasil e Andradas, além da estruturação do Palácio do Samba, no Palácio da Liberdade, em Belo Horizonte, e ações de sinalização e acessibilidade nas regiões de concentração de blocos.
Completando os investimentos, Copasa aportou mais de R$ 1 milhão em diversas ações, incluindo a distribuição de água para os foliões e o patrocínio ao projeto Reciclabelô, com distribuição de kits de trabalho para catadores de materiais recicláveis na capital mineira.
Hotelaria
Em 2026, a hotelaria de Belo Horizonte manteve desempenho elevado durante o Carnaval da Liberdade, com média de ocupação de 85,62%, e pico de 92,3% no fim de semana, superando em 3,5% o percentual máximo registrado em 2025 (90,2%). O valor da diária média na capital mineira cresceu 15,2% na região Centro-Sul e 11,2% nas demais regiões.
Nos destinos de lazer, principalmente no interior do estado, os resultados foram ainda mais expressivos. Os hotéis de lazer monitorados pela Associação Mineira de Hotéis e Lazer (AMIHLA) registraram 97% de ocupação em 2026, evidenciando a alta procura por experiências ligadas ao descanso, à natureza e ao turismo de bem-estar durante o período carnavalesco.
O desempenho confirma a consolidação do Carnaval da Liberdade como um modelo equilibrado, capaz de impulsionar tanto os grandes centros urbanos quanto os destinos turísticos voltados ao lazer, fortalecendo de forma ampla a atividade econômica e turística em Minas Gerais.
Cidades históricas
O Carnaval da Liberdade levou mais de 376 mil pessoas às cidades históricas mineiras, como Ouro Preto, Mariana, Tiradentes, São João del-Rei e Diamantina, representando crescimento de 7,5% em comparação ao Carnaval de 2025. Muitos turistas, porém, optaram por descansar, fugindo do agito e buscando destinos em meio à natureza. Exemplo disso é Capitólio, o Mar de Minas, que recebeu mais de 315 mil visitantes durante o período do Carnaval da Liberdade 2026, cerca de 15 mil turistas a mais do que em 2025.
Carnaval da mobilidade
O fluxo de visitantes também atingiu números históricos em Minas Gerais durante o período do Carnaval, segundo levantamento da Secretaria de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias (Seinfra-MG). O Terminal Rodoviário Governador Israel Pinheiro (Tergip), em Belo Horizonte, contabilizou 152.258 passageiros, alta de 2,6% em relação aos 148.256 passageiros de 2025. No transporte aéreo, o número de passageiros em voos internacionais no Aeroporto de Confins avançou 18,5%, saltando de 7.500 para 8.887 viajantes.
Ponte entre MG e SP é totalmente interditada após vistoria apontar risco estrutural – Foto: divulgação/DER-MG
O tráfego na ponte sobre o Rio Grande, que liga as rodovias AMG-2540 e SP-413, na divisa entre Minas Gerais e São Paulo, no Triângulo Mineiro, será totalmente interditado para qualquer tipo de veículo a partir das 18h desta quinta-feira (5/2). A medida substitui a decisão anterior, que autorizava apenas a circulação de veículos com peso máximo de 4 toneladas.
A interdição total foi definida após uma segunda vistoria técnica realizada por especialistas em estruturas de pontes e viadutos do Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG). Durante a inspeção, foram identificadas trincas em um dos pilares da estrutura com dimensões que comprometem a segurança dos usuários.
O DER-MG mantém diálogo com o Departamento de Estradas de Rodagem de São Paulo para viabilizar as ações necessárias à recuperação da estrutura e, assim, permitir a retomada segura da circulação de veículos no local.
Com 540 metros de extensão e 7,84 metros de largura, a ponte foi construída em 1974 por uma usina da região e representa um importante elo de ligação entre a MG-427 e o estado de São Paulo, garantindo acesso a diversos municípios paulistas, como a cidade de Barretos.
O DER-MG orienta os motoristas a respeitarem rigorosamente a interdição e a sinalização instalada no local, uma vez que o descumprimento pode colocar em risco a vida dos usuários da via. Serão instaladas sinalização específica de impedimento de tráfego e de orientação para os desvios, garantindo que os condutores sejam informados com antecedência sobre as rotas alternativas.
Ponte entre MG e SP é totalmente interditada após vistoria apontar risco estrutural – Foto: divulgação/DER-MG
Desvios
Há duas opções de desvio para atravessar de Minas até São Paulo, pela MG-427, por Planura ou Uberaba.
Quem seguir por Planura, deve depois acessar a BR-364 que, ao mudar de estado, passa a se chamar SP-326 e chega até Barretos. De lá, os motoristas podem acessar a rodovia SP-425 até Guaíra.
A rota por Uberaba depois leva à rodovia BR-050, até Delta e, ao atravessar a divisa entre Minas Gerais e São Paulo, continuar pela SP-330 em direção a Ituverava e, de lá, acessar a SP-385 até Miguelópolis.
Turismo mineiro cresce pelo terceiro mês consecutivo e supera média nacional – Foto: reprodução
O volume de atividade turística no estado teve alta de 0,3% em novembro na comparação com o mês de outubro, que havia registrado 0,5% de crescimento em relação a setembro. A atividade tem alta desde o mês de setembro em Minas Gerais.
A informação está na análise do Núcleo Estudos Econômicos da Fecomércio MG realizada sobre os números mais recentes da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) do IBGE. No contexto nacional, o crescimento do turismo foi de 0,2% em novembro.
Na comparação anual, mês de novembro de 2025 com novembro de 2024, o turismo do estado registrou uma desaceleração de (-5,4%). O desempenho foi abaixo do último ano, quando houve uma aceleração de 4,6% em relação a novembro de 2023. A comparação anual mostra crescimento do turismo no país à taxa de 2,1%.
Fernanda Gonçalves, economista da Fecomércio MG, destaca o resultado observado no volume de atividade turística de Minas Gerais, que superou a média nacional em 0,1 ponto percentual na comparação mensal (novembro frente a outubro do ano corrente). “Esse resultado evidencia um desempenho relativamente mais robusto que o observado nesta ótica de comparação para o Brasil. Entre os fatores que contribuíram para essa evolução, destaca‑se a influência de datas especiais do calendário varejista, especialmente a Black Friday que ocorre no mês de novembro e, tradicionalmente, é marcada por diversas promoções. Desta forma, é possível notar que o mês de novembro apresentou um cenário favorável não apenas para o comércio, mas também para o setor de serviços, com destaque também para o turismo, que se beneficiou do maior dinamismo econômico gerado pela data”, conclui Gonçalves.
No acumulado do ano, janeiro a novembro de 2025, Minas Gerais registra queda no volume de atividade turística de -3,9%, refletindo variação menos expressiva para o ano corrente. No período, houve alta de 5,0% no contexto nacional.
No acumulado de 12 meses – dezembro de 2024 a novembro de 2025 -, o volume de atividade turística apresenta retração de -3,0% no estado. No país, a média de crescimento ficou em 5,5%.
Sobre a Fecomércio MG
A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Minas Gerais (Fecomércio MG) é a principal entidade representativa do setor do comércio de bens, serviços e turismo no estado, que abrange mais de 750 mil empresas e 54 sindicatos. Sob a presidência de Nadim Elias Donato Filho, a Fecomércio MG atua como porta-voz das demandas do empresariado, buscando soluções através do diálogo com o governo e a sociedade. Outra importante atribuição da Fecomércio MG é a administração do Serviço Social do Comércio (Sesc) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) em Minas Gerais. A atuação integrada das três casas fortalece a promoção de serviços que beneficiam comerciários, empresários e a comunidade em geral, a partir de suas diversas unidades distribuídas pelo estado.
Desde 2022, a Federação tem se destacado na agenda pública, promovendo discussões sobre a importância do setor para o desenvolvimento econômico de Minas Gerais. A Fecomércio MG trabalha em estreita colaboração com a Confederação Nacional do Comércio (CNC), presidida por José Roberto Tadros, para defender os interesses do setor em âmbito municipal, estadual e federal. A Federação busca melhores condições tributárias para as empresas e celebra convenções coletivas de trabalho, além de oferecer benefícios que visam o fortalecimento do comércio. Com 87 anos de atuação, a Fecomércio MG é fundamental para transformar a vida dos cidadãos e impulsionar a economia mineira.
Operação reforçada garante resposta rápida da companhia durante tempestades e eventos climáticos extremos
Plano de contingência da Cemig reforça atendimento durante tempestades em Minas Gerais – Foto: divulgação
Durante o verão, quando tempestades, ventos fortes e descargas atmosféricas impactam diretamente o fornecimento de energia, os centros de Operação da Distribuição (COD) e de Serviços Integrados (CSI) da Cemig, que são o cérebro da operação do sistema elétrico da companhia, atuam diretamente no restabelecimento da energia elétrica em toda a área de concessão em Minas. E para dar conta de toda essa dinâmica intensa, a Cemig possui um plano de contingência preparado para reforçar o número de engenheiros e técnicos em situações extremas.
Os profissionais monitoram e atuam, em tempo real, na maior rede de distribuição da América do Sul, composta por quase 600 subestações, 19,2 mil quilômetros de linhas de alta tensão e cerca de 550 mil quilômetros de redes que atendem cidades, comunidades rurais e regiões remotas de Minas Gerais. Só para se ter uma ideia do tamanho da rede da Cemig, ela equivale a cerca de 14 voltas ao redor do planeta terra!
Em um dia típico, o COD e o CSI contam com cerca de 130 profissionais dedicados à operação e ao atendimento. Durante o período chuvoso, quando o volume de ocorrências aumenta significativamente, esse número pode subir para quase 170 profissionais. Em cenários extremos, como tempestades severas, ventos acima de quase 100 km/h ou eventos climáticos intensos, a força operacional pode ser ampliada em até 83%, podendo ser mobilizados cerca de 250 profissionais, entre engenheiros e técnicos diretamente dentro do centro de controle.
Os dois centros funcionam 24 horas por dia, sete dias por semana, integrando informações que chegam de sistemas automatizados espalhados pelo estado, imagens de satélite, previsão meteorológica, sensores de diversas naturezas e registros das equipes de campo. Qualquer oscilação de tensão, abertura automática de religadores, falha em equipamentos ou interrupção de energia é visualizada instantaneamente pelos operadores.
Escala da equipe em campo é reforçada em todo o estado durante eventos climáticos
A retaguarda operacional fora dos centros de operações também cresce intensamente no verão. Em sua área de concessão, a Cemig possui 606 bases descentralizadas que permitem resposta rápida em qualquer região. Em dias normais, a companhia conta com aproximadamente 2.850 colaboradores em campo e na retaguarda.
Durante o período de chuvas, esse número passa para mais de 3.300 profissionais. Em condições climáticas extremas, como tempestades severas, ondas de calor com sobrecarga da rede ou eventos de grande impacto, a Cemig pode mobilizar mais de 8.500 colaboradores, um aumento superior a 290%.
“Esse reforço garante que equipes estejam distribuídas estrategicamente em todo o estado, prontas para executar manutenções emergenciais, recompor rede danificada, operar equipamentos automatizados e restabelecer o fornecimento com rapidez e segurança”, destaca o engenheiro do CSI, Guilherme Gonçalves Maia.
Verão é ponto de máxima atenção para a Cemig
O período chuvoso é o maior desafio para a operação do sistema elétrico. Por isso, o COD e o CSI reúnem especialistas em meteorologia aplicada, engenheiros de operação e de proteção, analistas de automação, operadores de rede e profissionais de atendimento, todos trabalhando de maneira integrada.
Com uso de modelos meteorológicos, mapas de risco, histórico de falhas e dados de inteligência operacional, a equipe antecipa regiões com maior probabilidade de impacto, realoca equipes antes que as tempestades cheguem e prioriza o restabelecimento em áreas sensíveis, como hospitais, empresas de saneamento e regiões de grande densidade populacional.
“O resultado é um modelo de operação que combina tecnologia, experiência e resposta rápida, garantindo que a Cemig mantenha a confiabilidade do sistema mesmo diante dos eventos climáticos mais críticos do ano”, afirma Guilherme Gonçalves Maia.
Uma forte tempestade registrada no início da noite do último domingo (25) causou diversos transtornos em Passos (MG). Entre os impactos, uma residência localizada na Rua Rio Pardo, no bairro Santa Luzia, acabou sendo invadida pela água, causando prejuízos à moradora.
O alagamento foi registrado em vídeo pela neta da proprietária do imóvel. As imagens mostram a água tomando conta da casa, cobrindo parcialmente móveis, uma máquina de lavar roupas e outros objetos. Segundo relato da idosa, a água que invadiu a residência seria proveniente da rede de esgoto.
Além do caso no bairro Santa Luzia, a tempestade provocou queda de árvores em diferentes pontos da cidade, vias com grande acúmulo de água e dificuldades no trânsito. Também houve o registro da queda de um raio dentro do perímetro urbano de Passos, o que aumentou a apreensão entre os moradores.
A chuva intensa em Passos fez parte de um cenário mais amplo de instabilidade climática que atingiu cidades do Sul de Minas, com volumes elevados de precipitação em curto espaço de tempo, rajadas de vento e descargas elétricas. Em vários municípios da região, moradores relataram alagamentos pontuais e transtornos semelhantes.
Horas antes da tempestade, a Defesa Civil de Minas Gerais havia emitido alertas de risco de chuva forte acompanhada de trovoadas. As notificações foram enviadas para celulares cadastrados no sistema de alertas no município de Passos, orientando a população sobre a possibilidade de eventos climáticos severos.
Ônibus capota na BR-251, deixa cinco mortos e mais de 40 feridos em MG – Foto: Corpo de Bombeiros
Um ônibus de turismo capotou na BR-251, na noite dessa quarta-feira (21/1), na zona rural de Francisco Sá (MG), Região Norte do estado. O acidente matou cinco pessoas, incluindo um bebê, e 43 feridos, sendo nove em estado grave.
O acidente aconteceu na altura do km 474, por volta de 22h30. O veículo seguia de Arapiraca (AL) com destino a Itapema (SC) quando tombou às margens da rodovia, no sentido da pista.
Ao chegar ao local do acidente, a equipe do Corpo de Bombeiros começou o trabalho de triagem e atendimento pré-hospitalar, priorizando as vítimas mais graves. No total, foram:
5 mortos no local
9 feridos graves, com múltiplas fraturas
34 feridos leves ou sem lesões aparentes
As vítimas foram encaminhadas para hospitais de Francisco Sá e Montes Claros (MG), conforme a gravidade dos ferimentos.
Depois de socorrer os sobreviventes, a área foi isolada para a perícia da Polícia Civil. Em seguida, o ônibus foi destombado, permitindo retirar três corpos presos sob o veículo.
A ocorrência mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros Militar, Samu, Polícia Rodoviária Federal (PRF) e Polícia Civil. Os bombeiros empregaram três viaturas e nove militares na operação.
A rodovia ficou interditada por cerca de seis horas para atender as vítimas, atuação da perícia e remoção do ônibus. O controle do tráfego e a liberação da via ficaram sob responsabilidade da PRF.
Ônibus capota na BR-251, deixa cinco mortos e mais de 40 feridos em MG – Foto: Corpo de Bombeiros
Gostaria de adicionar o site Jornal Folha Regional a sua área de trabalho?