Santa Casa de Passos é certificada como hospital de ensino pelo Ministério da Saúde – Foto: reprodução
O Hospital Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Passos (MG) alcançou um marco histórico ao conquistar a Certificação de Hospital de Ensino – Nível 1, concedida pelo Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, conforme estabelece a Portaria Conjunta nº 36, de 21 de janeiro de 2026, publicada no Diário Oficial da União.
A certificação reconhece que a Santa Casa de Passos atende aos requisitos institucionais de integração ensino-serviço, consolidando-se como um ambiente qualificado para a formação de profissionais da saúde, com atuação em estágios, internato e programas de residência, além de contribuir ativamente para a produção de conhecimento e inovação em saúde.
O ato oficial de certificação foi assinado pelo secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, Felipe Proenço, durante cerimônia realizada nesta quarta-feira (28), em Belo Horizonte, no Hospital Sofia Feldman — instituição que também recebeu o certificado na ocasião. Além da Santa Casa de Passos, foram certificados o Complexo Hospitalar Mater Dei (MG), Hospital das Clínicas de Bauru (SP), Hospital Universitário de Vassouras (RJ) e Hospital Municipal Ronaldo Gazolla (RJ).
Impacto para a instituição e para a região
A conquista do Nível 1 de Hospital de Ensino representa um avanço estratégico para a Santa Casa de Passos e para toda a região. A certificação fortalece a qualidade assistencial, estimula a formação de novos especialistas, amplia a capacidade de atração e fixação de profissionais qualificados e contribui diretamente para a melhoria contínua dos serviços prestados à população usuária do Sistema Único de Saúde (SUS).
Além disso, a certificação está alinhada ao programa Agora Tem Especialistas (ATE), iniciativa do Ministério da Saúde que visa ampliar a formação de especialistas e a oferta de serviços de média e alta complexidade, impactando positivamente o acesso da população a atendimentos cada vez mais resolutivos e humanizados.
A Certificação de Hospital de Ensino – Nível 1 é uma etapa preliminar e habilitadora para a solicitação do Nível 2, que envolve avaliação presencial conjunta do Ministério da Saúde e do Ministério da Educação, reforçando o compromisso da instituição com a excelência, a transparência e a evolução permanente.
Esse reconhecimento reafirma o papel da Santa Casa de Misericórdia de Passos como referência regional em assistência, ensino e compromisso social, fortalecendo sua missão de cuidar de vidas, formar profissionais e transformar realidades por meio da saúde.
Cinco anos após início da vacinação, Passos tem a menor cobertura de reforço contra a Covid-19 no Sul de Minas – Foto: reprodução
Cinco anos após o início da vacinação contra a Covid-19 no Sul de Minas, os números revelam um cenário de alerta, especialmente em Passos, que registra os índices mais baixos de cobertura vacinal entre as principais cidades da região. A campanha teve início em 19 de janeiro de 2021 e foi determinante para a redução de internações e mortes provocadas pela doença, mas a adesão às doses de reforço segue aquém do esperado.
Atualmente, a vacina contra a Covid-19 integra o calendário de rotina do Sistema Único de Saúde (SUS). Mesmo assim, nenhuma das quatro cidades mais populosas do Sul de Minas — Varginha, Poços de Caldas, Pouso Alegre e Passos — conseguiu atingir 30% de cobertura da quarta dose.
Em Passos, a situação é a mais preocupante. Apenas 18% da população recebeu a quarta dose do imunizante. O município também apresenta percentuais inferiores nas etapas anteriores da vacinação, com 84% dos moradores tendo tomado duas doses e 54% alcançando a terceira. Os dados contrastam com os de outras cidades da região, embora todas apresentem queda acentuada nos reforços.
Poços de Caldas aparece com os melhores índices, com 99,11% da população vacinada com duas doses, cerca de 70% com a terceira e 29% com a quarta. Em Varginha, 92% receberam duas doses, 61,91% a terceira e 21,99% a quarta. Já Pouso Alegre contabiliza 97,71% com duas doses, 65% com três e aproximadamente 23% com a quarta dose.
O início da vacinação no Sul de Minas foi marcado por um momento simbólico em Alfenas, quando a enfermeira Adriana de Souza, que atuava na Santa Casa da cidade, foi a primeira pessoa vacinada na região, em 19 de janeiro de 2021.
De acordo com o médico Luiz Carlos Coelho, a principal razão para a queda na procura pelas doses de reforço é a disseminação de informações falsas sobre as vacinas. Ele aponta que conteúdos divulgados em redes sociais e aplicativos de mensagens geram dúvidas e insegurança na população, levando muitas pessoas a hesitarem em completar o esquema vacinal. O médico também ressalta que a baixa cobertura deixa a população mais exposta, sobretudo diante do atual cenário de circulação intensa de vírus respiratórios.
Para tentar reverter esse quadro, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais lançou o programa “Conexão Viral em Movimento”. A iniciativa prevê, nos meses de fevereiro e março, ações de capacitação dos profissionais de saúde e estratégias para incentivar a vacinação nas quatro macrorregiões do Sul de Minas.
O objetivo é ampliar a cobertura vacinal e preparar os serviços de saúde para um possível aumento de casos de síndromes gripais e respiratórias, cenário agravado pelas mudanças climáticas e pela circulação simultânea de vírus como a Covid-19, a influenza H3N2 e o vírus sincicial respiratório. Além disso, há preocupação com o avanço da dengue no período pós-chuvas. O médico lembra que, no ano passado, houve um aumento expressivo de casos graves de síndromes respiratórias e bronquiolite em crianças pequenas, o que reforça a necessidade de melhorar os índices de vacinação e fortalecer a capacidade de resposta do sistema de saúde.
Vacina contra dengue deve chegar para toda a população no segundo semestre de 2026 – Foto: reprodução
Como estratégia de ampliação ao combate ao vírus da dengue, que, só no ano passado, acometeu 1,6 milhão de pessoas e matou outras 1.700 em todo o país, o Ministério da Saúde começa, neste sábado (17/01), a aplicar a vacina produzida pelo Instituto Butantan. O imunizante é o primeiro e único até agora a garantir a imunização com apenas uma dose de vacina. A ampliação da oferta, prevista para os próximos meses, deverá garantir a disponibilidade de imunizantes para toda a população até o segundo semestre de 2026, conforme planejamento do Ministério da Saúde.
Atualmente, o país conta com a vacina Qdenga, produzida pela chinesa Takeda Pharma, que, mesmo disponível na rede pública de saúde, ainda tem procura abaixo do esperado, que é de 90%. Só em Belo Horizonte, por exemplo, a cobertura vacinal da primeira dose está em 59,9% e a da segunda dose, em 29,9%.
Ao contrário da estrangeira (que está sendo aplicada na capital em crianças e adolescentes), a produzida no Butantan, inicialmente, será aplicada em pessoas de 15 a 59 anos, e apenas as cidades de Botucatu (SP), Maranguape (CE) e Nova Lima (MG) serão contempladas com as primeiras 300 mil doses, das 1,300 milhão já produzidas até agora.
“Temos uma questão de limitação na estrutura, mas estamos fazendo investimentos para a produção no Butantan, além de uma parceria com uma farmacêutica chinesa que vai auxiliar na produção das doses do mesmo formato que são feitas aqui no Brasil”, afirmou o diretor de Departamento do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Eder Gatti.
As outras 1 milhão de doses chegarão a todo o país para imunizar profissionais de saúde da atenção primária até o final de janeiro e a expectativa é que no segundo semestre, o restante da população comece a ser imunizada. “Foi quase uma década de estudos muito bem feitos para que essa vacina fosse desenvolvida, testada, segura e, agora, pronta para ser aplicada. Ela é a única no mundo em dose única, protege contra os quatro sorotipos da doença”, garantiu Gatti.
Desde a incorporação da Qdenga, em 2024, 7,9 milhões de doses já foram aplicadas. O diretor do PNI explicou que, como parte da estratégia, o SUS vai continuar oferecendo a vacina para adolescentes de 10 a 14 anos.
“É importante reforçar que a principal forma de combate à dengue, chikungunya e zika segue sendo a eliminação dos criadouros do mosquito Aedes aegypti. A vacinação se soma às ações de controle vetorial, uso de inseticidas, testes rápidos e tecnologias inovadoras”, pontou.
Imunização de rebanho
A escolha dos municípios se deu por uma questão de estrutura e expertise para a quarta e última fase de testes da vacina, que, segundo o diretor, corresponde a uma análise da cobertura após a vacinação em massa. Na pandemia de Covid-19, as cidades se destacaram na metodologia, celeridade e estudos nos resultados.
“Precisamos saber qual impacto que a vacina vai ter na dinâmica da população, porque, para uma doença circular, precisa de duas coisas: a pessoa suscetível e o mosquito. Por isso, precisamos eliminar o mosquito e imunizar as pessoas. Há estudos que mostram que se a gente conseguir que metade da população deixe de ser suscetível, seja por ter pego a doença ou por se vacinar, a doença para de circular, e aí temos a proteção inclusive dos não vacinados, o chamado efeito rebanho”, disse.
Neste sábado, além das Unidades Básicas de Saúde (UBS´s) dois vacimóveis vão aplicar os imunizantes de 9h às 16h, na Praça Bernardino de Lima (Centro) e no Serena Mall (Regional Norte).
Dados de 2025 mostram que Minas Gerais, em 2025, confirmou 118.416 casos da doença e provocou 148 óbitos. Este ano, segundo dados do Boletim Epidemilogico da Secreatária de Estado de Saúde, existem 964 cados prováveis da doença e 119 casos confirmados. Até agora, não houve óbitos por dengue.
Anvisa aprova novo fármaco com injeção semestral para prevenção do HIV – Foto: reprodução
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta segunda-feira (12) o uso do medicamento Sunlenca (lenacapavir) para prevenção do HIV-1, como profilaxia pré-exposição (PrEP). O fármaco tem alta eficácia contra o vírus e, além da apresentação em compromido, para uso oral, está disponível como injeção subcutânea que só precisa ser administrada a cada seis meses, o que facilita a adesão.
A indicação é destinada a adultos e adolescentes a partir de 12 anos, com peso mínimo de 35 kg, que estejam sob risco de contrair o vírus. Antes de iniciar o tratamento, é obrigatório realizar teste com resultado negativo para HIV-1.
Os estudos clínicos apresentados demonstraram 100% de eficácia do Sunlenca na redução da incidência de HIV-1 em mulheres cisgênero; além de 96% de eficácia em comparação com a incidência de HIV de base e 89% superior à PrEP oral diária.
O regime de injeções semestrais mostrou boa adesão e persistência, superando desafios comuns em esquemas diários, informou a Anvisa, por meio de sua assessoria de imprensa.
De acordo com a Anvisa, a Sunlenca é um antirretroviral inovador composto por lenacapavir, fármaco de primeira classe que atua inibindo múltiplos estágios da função do capsídeo do HIV-1.
Essa ação impede a replicação do vírus, tornando-o incapaz de sustentar a transcrição reversa, processo em necessário para que use as células do hospedeiro para se multiplicar.
A agência advertiu que, embora o registro tenha sido concedido, o medicamento depende ainda da definição do preço máximo pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED).
Já sua disponibilização no Sistema Único de Saúde (SUS) será avaliada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) e pelo Ministério da Saúde.
Prevenção
A profilaxia pré-exposição (PrEP) é uma estratégia essencial para prevenir a infecção pelo HIV. Ela envolve o uso de medicamentos antirretrovirais por pessoas que não têm o vírus, mas estão sob risco de contrair a doença, reduzindo significativamente as chances de transmissão.
A PrEP faz parte da chamada “prevenção combinada”, que inclui outras medidas, como testagem regular para HIV, uso de preservativos, tratamento antirretroviral (TARV), profilaxia pós-exposição (PEP) e cuidados específicos para gestantes soropositivas, esclareceu a Agência.
O lenacapavir passou a ser recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em julho de 2025 como opção adicional para PrEP, classificando-o como a melhor alternativa após uma vacina, recurso que ainda não está disponível no caso da prevenção do HIV.
Janeiro Roxo: Governo de Minas fortalece combate à hanseníase com testes moleculares inéditos na rede pública – Foto: Lucas Luckeroth / Funed
Como parte das ações do Janeiro Roxo, o Governo de Minas inicia a oferta inédita de testes moleculares na rede pública de saúde para o enfrentamento à hanseníase, realizados pela Fundação Ezequiel Dias (Funed), vinculada à Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG). Os exames auxiliam no diagnóstico e no acompanhamento do tratamento, fortalecendo a atuação da rede pública de saúde no estado.
A iniciativa amplia o apoio laboratorial ao diagnóstico clínico da doença, especialmente no acompanhamento de contatos de casos já confirmados e na definição mais precisa da conduta terapêutica. Para o secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti, o diagnóstico precoce é decisivo para interromper a transmissão e evitar sequelas.
“A hanseníase é uma doença histórica, muitas vezes esquecida, mas que continua presente. Em Minas, são mais de mil casos notificados todos os anos, e há pessoas que convivem com a doença sem saber. Por isso, prevenção e diagnóstico precoce fazem toda a diferença”, destaca Baccheretti. Segundo o secretário, o fortalecimento da rede de cuidados começa na Atenção Primária à Saúde.
“Qualquer pessoa que perceba manchas na pele, alteração de sensibilidade ou tenha alguma dúvida deve procurar a unidade de saúde, que é o lugar de acolhimento, orientação e encaminhamento, quando necessário. O tratamento é gratuito e, iniciado precocemente, interrompe a transmissão”, reforça Fábio Baccheretti.
Avanço inédito no diagnóstico
Com capacidade para realizar cerca de 500 exames ao longo de 2026, a Funed recebeu kits do Ministério da Saúde para a execução inicial de mais de 280 testes moleculares. A oferta é inédita na rede pública estadual e amplia o suporte ao diagnóstico clínico da hanseníase, sobretudo em situações que exigem maior precisão na definição do tratamento.
Os testes foram aprovados pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) e implantados pelo Ministério da Saúde. Em Minas Gerais, a realização ocorre no Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen-MG), o que reduz o tempo de resposta, já que anteriormente as análises estavam concentradas em apenas três laboratórios de referência no país.
Segundo a chefe do Serviço de Doenças Bacterianas e Fúngicas da Funed, Carmem Dolores Faria, a incorporação dos exames fortalece a atuação do estado no enfrentamento da doença. “A hanseníase é uma doença complexa, com desafios no diagnóstico. Com esses novos exames, a Funed se consolida como referência estadual no apoio ao diagnóstico e no controle da doença”, explica.
Vigilância permanente
Minas Gerais apresenta índices de detecção historicamente abaixo da média nacional, com 1.294 casos registrados em 2024 e 1.080 em 2025. Para obter sucesso no combate à hanseníase de acordo com a realidade de cada região de Minas, a SES-MG mantém como prioridade o fortalecimento da Atenção Primária à Saúde, a capacitação das equipes municipais e a ampliação da identificação precoce dos casos.
“O Plano Estadual de Enfrentamento da Hanseníase orienta as ações em todo o estado, com foco na detecção precoce, na busca ativa de casos, no acompanhamento dos contatos e no monitoramento contínuo dos indicadores, respeitando a realidade de cada região”, ressalta o secretário Fábio Baccheretti.
Diagnóstico, tratamento e informação
O diagnóstico da hanseníase é essencialmente clínico e dermatoneurológico, realizado nas unidades de saúde. O tratamento é gratuito, disponível na rede pública, e consiste na poliquimioterapia, com duração de seis a 12 meses, conforme a forma clínica da doença. Após a primeira dose, o paciente já não transmite a hanseníase.
O médico dermatologista e hansenologista Yargos Rodrigues Menezes explica que a doença afeta principalmente a pele e os nervos periféricos. “Os sinais incluem manchas com alteração de sensibilidade, caroços, feridas que não cicatrizam e queimaduras que o paciente não sente. O tratamento começa no mesmo dia do diagnóstico e garante a cura”, afirma.
Além dos desafios clínicos, a hanseníase ainda é marcada pelo estigma, o que contribui para diagnósticos tardios. Para Yargos, ampliar a informação é essencial para mudar esse cenário. “Informação de qualidade ajuda a desconstruir o preconceito e evita sequelas irreversíveis”, destaca.
Janeiro Roxo: Governo de Minas fortalece combate à hanseníase com testes moleculares inéditos na rede pública – Foto: Lucas Luckeroth / Funed
Santa Casa de Passos realiza primeira cirurgia robótica ortopédica com acesso pelo SUS – Foto: divulgação/Santa Casa de Passos
A Santa Casa de Misericórdia de Passos realizou, na manhã desta quarta-feira, 17 de dezembro, a primeira cirurgia robótica ortopédica da instituição, consolidando um marco histórico para a saúde da região. O procedimento teve início às 8h e foi realizado por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), reforçando o compromisso da instituição com a inovação aliada à equidade no acesso aos serviços de alta complexidade.
A cirurgia, uma artroplastia total de joelho, foi conduzida pelo ortopedista Dr. José Antônio de Oliveira. O procedimento contou com o acompanhamento dos ortopedistas Dr. Henderson Maldi, Dr. André Schmidt e Dr. Laércio Alves, além do anestesista Dr. César Faria Nunes. Todo o procedimento foi acompanhado de perto por representantes da Stryker, empresa responsável pelo sistema robótico Mako SmartRobotics™, que prestaram apoio e suporte durante a realização da cirurgia.
O procedimento transcorreu conforme o planejado e foi considerado um sucesso pela equipe médica, marcando o início oficial do programa de cirurgia robótica ortopédica na Santa Casa de Passos. A tecnologia, de última geração, permite maior precisão cirúrgica, segurança ao paciente e melhores perspectivas de recuperação.
Para o cirurgião responsável, o momento foi emblemático. “Foi uma experiência marcante poder realizar a primeira cirurgia robótica aqui na Santa Casa. Ocorreu tudo bem, como esperávamos. Temos que agradecer à instituição, que sempre apoiou a ideia da inovação desde o começo. A Santa Casa sempre abraçou as melhorias e inovações em prol de um melhor atendimento aos pacientes da nossa região”, destacou o Dr. José Antônio de Oliveira.
A implantação do sistema robótico e a viabilização do programa de cirurgias robóticas ortopédicas só foram possíveis graças ao apoio do deputado estadual Cássio Soares, que destinou recursos por meio de emenda parlamentar para a aquisição do equipamento.
Para o Provedor da Santa Casa de Misericórdia de Passos, Dr. Vivaldo Soares Neto, a realização da primeira cirurgia robótica retrata um avanço histórico para a instituição e para a medicina regional. “Esta é a materialização de um projeto construído com responsabilidade, planejamento e compromisso social. A Santa Casa reafirma, com essa conquista, sua missão de oferecer uma saúde cada vez mais moderna, segura e acessível, garantindo que a inovação esteja a serviço de toda a população”, ressaltou.
A realização da primeira cirurgia robótica simboliza a concretização de um projeto construído ao longo de meses de planejamento, capacitação profissional e investimentos estratégicos. Com esse avanço, a instituição inaugura uma nova fase na assistência ortopédica regional, aliando tecnologia de ponta, equipe qualificada e compromisso social, levando o que há de mais moderno na medicina aos pacientes de Passos e de toda a região.
Santa Casa de Passos realiza primeira cirurgia robótica ortopédica com acesso pelo SUS – Foto: divulgação/Santa Casa de PassosSanta Casa de Passos realiza primeira cirurgia robótica ortopédica com acesso pelo SUS – Foto: divulgação/Santa Casa de PassosSanta Casa de Passos realiza primeira cirurgia robótica ortopédica com acesso pelo SUS – Foto: divulgação/Santa Casa de Passos
Caso de gripe K é identificado no Brasil; vírus é variante do influenza A – Foto: reprodução
O Ministério da Saúde confirmou a identificação, no Brasil, do subclado K da Influenza A (H3N2) — popularmente chamado de “gripe K” — em amostras analisadas no estado do Pará. A informação consta do Informe de Vigilância das Síndromes Gripais, referente à Semana Epidemiológica 49, divulgado em 12 de dezembro.
De acordo com o documento, também foi identificado o subclado J.2.4 do mesmo vírus. Ambos os subclados já estavam em circulação em regiões da América do Norte, Europa e Ásia antes de serem detectados no país. O ministério ressalta que o aumento da circulação da Influenza A (H3N2) no Brasil ocorreu antes da identificação desses subclados específicos.
Entenda o subclado k do vírus da influenza em 5 pontos
Origem: a gripe é causada pelo vírus influenza; o tipo A é o mais associado a surtos e casos graves.
Subclado K: é uma variação genética do influenza A (H3N2); não é um vírus novo.
No Brasil: o subclado foi identificado em amostras do Pará, segundo o Ministério da Saúde.
Sintomas: febre, dor no corpo, tosse e cansaço; atenção a piora rápida e falta de ar. Os sintomas são os já tradicionais nos casos de gripe.
Prevenção: vacinação segue sendo a principal forma de evitar casos graves e mortes.
Circulação: OMS alerta que, por causa do subclado K, alguns países registraram início mais precoce da temporada de gripe e níveis de atividade acima do padrão histórico para esta época do ano.
Status da Influenza no Brasil
O informe aponta que, nas últimas semanas analisadas, há sinal de crescimento ou manutenção das hospitalizações por Influenza A em estados das regiões Norte (Amazonas, Pará e Tocantins), Nordeste (Bahia, Piauí e Ceará) e no Sul, em Santa Catarina. No Sudeste, a tendência é de redução gradual das internações associadas ao vírus.
Apesar da identificação do subclado K, o Ministério da Saúde afirma que não há evidências, até o momento, de que essas variantes estejam associadas a quadros mais graves da doença. O padrão observado segue o comportamento esperado da Influenza A sazonal, especialmente do subtipo H3N2, já conhecido por causar surtos periódicos.
No documento, a pasta reforça a importância da vacinação contra a gripe, especialmente entre crianças, idosos e pessoas com comorbidades, como principal medida para reduzir casos graves, internações e óbitos por síndromes respiratórias agudas graves (SRAG) durante o período de maior circulação viral.
Alerta da Opas e da OMS sobre a gripe K
A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e a Organização Mundial da Saúde (OMS) alertaram que a temporada de gripe nas Américas pode começar mais cedo em 2026 e ter maior impacto, após o aumento recente da circulação global do vírus influenza.
O alerta está baseado em dados recentes da Organização Mundial da Saúde (OMS), que apontam crescimento da atividade global de influenza nos últimos meses, com predominância do vírus influenza A (H3N2).
Embora, em termos gerais, a circulação ainda esteja dentro do esperado para uma temporada sazonal, alguns países registraram início mais precoce da gripe e níveis de atividade acima do padrão histórico para esta época do ano.
Diante desse cenário, a Opas e a OMS emitiram notas técnicas e alertas epidemiológicos recomendando o reforço da vigilância, a preparação dos sistemas de saúde e o aumento da cobertura vacinal, especialmente entre os grupos mais vulneráveis.
Por que a Opas emitiu o alerta
O principal fator que motivou o alerta foi a antecipação da circulação da gripe no Hemisfério Norte, onde a atividade começou antes do inverno e vem sendo impulsionada pelo influenza A (H3N2).
Desde agosto de 2025, a vigilância genômica global identificou um crescimento rápido de um subclado específico desse vírus, conhecido como J.2.4.1, também chamado de subclado K, já detectado em dezenas de países.
Até o momento, não há indicação de aumento relevante da gravidade clínica, como maior número de internações em unidades de terapia intensiva ou óbitos.
Ainda assim, a Opas ressalta que temporadas dominadas pelo H3N2 costumam ter maior impacto entre idosos, o que justifica a adoção de medidas preventivas com antecedência.
O vírus mudou? É uma nova cepa?
O influenza é um vírus que sofre mudanças genéticas constantes, processo conhecido como deriva genética. No caso do influenza A, os subtipos que infectam humanos com mais frequência são o H1N1 e o H3N2, ambos capazes de gerar epidemias anuais.
“O influenza é um vírus que se reinventa o tempo todo. Mesmo quem teve gripe recentemente continua sob risco”, explica o pediatra e infectologista Renato Kfouri, da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm).
Segundo ele, entre 15% e 20% da população mundial é infectada pelo vírus todos os anos.
O subclado K do H3N2 não representa o surgimento de um vírus completamente novo, mas sim uma evolução genética que pode favorecer maior transmissão.
Até agora, esse subclado ainda não foi detectado de forma sustentada na América do Sul, mas a própria OMS considera provável que cepas em circulação no Hemisfério Norte cheguem a outras regiões nos próximos meses.
Por que o Brasil está no radar
A experiência de anos anteriores mostra que o comportamento do influenza tende a ser global. Em um cenário marcado por viagens internacionais e migrações constantes, cepas que circulam primeiro no Hemisfério Norte costumam chegar ao Sul meses depois.
Por isso, a Opas recomenda que os países da Região das Américas se preparem para a possibilidade de uma temporada de gripe mais precoce ou com maior impacto em 2026, o que inclui o Brasil.
“Não se trata de criar alarme, mas de antecipar a resposta”, afirma Kfouri. “Quando a temporada começa cedo, o impacto sobre os serviços de saúde tende a ser maior.”
Vacinação segue sendo a principal estratégia
A composição da vacina contra a gripe é atualizada anualmente com base em um sistema global de vigilância coordenado pela OMS. No Hemisfério Sul, a formulação é definida meses antes do inverno para permitir produção e distribuição das doses a tempo da campanha.
Dados preliminares indicam que, mesmo com diferenças genéticas entre os vírus circulantes e os incluídos na vacina, a imunização continua protegendo contra formas graves da doença.
Estimativas iniciais apontam proteção de cerca de 70% a 75% contra hospitalizações em crianças e de 30% a 40% em adultos
“Mesmo quando o pareamento não é perfeito, a vacina reduz de forma importante o risco de complicações e mortes”, diz Kfouri. “Pessoas vacinadas tendem a ter quadros mais leves.”
Quem corre mais risco
Idosos, crianças pequenas, gestantes, pessoas com doenças crônicas e indivíduos imunocomprometidos concentram historicamente a maior parte das hospitalizações e mortes por influenza. Esses grupos concentram cerca de 70% a 80% dos óbitos por influenza todos os anos, segundo a SBIm.
Por isso, a Opas e a OMS reforçam que a vacinação desses grupos deve ser prioridade, assim como a vigilância contínua e o tratamento oportuno dos casos .
“A gripe não é uma infecção banal”, resume Kfouri. “A melhor resposta continua sendo vigilância, vacinação e preparação.”
Pioneira no país, Santa Casa de Passos será a primeira a realizar cirurgias robóticas ortopédicas com acesso aos pacientes do SUS – Foto: divulgação
A Santa Casa de Misericórdia de Passos (MG) deu início, nesta segunda-feira, à instalação do sistema Mako SmartRobotics™, tecnologia de última geração utilizada em cirurgias ortopédicas para substituição total e parcial de joelho e total de quadril. O equipamento, considerado um dos mais avançados do mundo, marca um novo capítulo na oferta de procedimentos de alta precisão para a região, contemplando pacientes do SUS, além de atendimentos particulares e por convênios.
Conhecido por aprimorar a experiência cirúrgica, o Mako SmartRobotics™ funciona a partir de uma tomografia 3D, que permite ao cirurgião criar um plano totalmente personalizado para cada paciente antes da cirurgia. Durante o procedimento, o sistema usa uma tecnologia que estabelece limites precisos, aumentando a segurança e ajudando a preservar os tecidos ao redor. Além disso, sensores inteligentes fornecem informações em tempo real para apoiar as decisões da equipe médica. Estudos internacionais mostram que esse tipo de cirurgia pode trazer menos dor após o procedimento, recuperação mais rápida e maior precisão na colocação dos implantes em comparação com as técnicas tradicionais.
Além de ser pioneira na região, a Santa Casa de Passos também se destaca nacionalmente: será o primeiro hospital do Brasil a oferecer cirurgias com o Mako SmartRobotics™ com acesso aos pacientes do SUS, garantindo que uma tecnologia até então presente majoritariamente nos maiores centros privados do país esteja disponível à saúde pública. Trata-se de um marco histórico que reafirma o compromisso da instituição com inovação e equidade assistencial.
A implantação do programa de cirurgia robótica ortopédica é resultado de mais de um ano de planejamento e construção interna, envolvendo diretamente a equipe de ortopedistas da instituição e a coordenação do médico ortopedista Dr. Henderson Maldi. Todo esse trabalho foi viabilizado também graças ao apoio fundamental do deputado estadual Cássio Soares, que destinou, por meio de emenda parlamentar, o recurso necessário para a aquisição do equipamento.
A Santa Casa iniciou ainda o processo de capacitação de suas equipes, em parceria com especialistas da Stryker. Profissionais de diversas áreas participam de treinamentos integrados que garantirão a operação segura e eficiente da tecnologia. A expectativa é que a primeira cirurgia robótica seja realizada ainda no mês de dezembro.
Para o superintendente geral, Daniel Porto Soares, a chegada do equipamento representa um salto na qualidade assistencial. “Estamos trazendo para Passos uma tecnologia que antes estava restrita aos maiores centros médicos do país. Ser o primeiro hospital da região a oferecer o Mako SmartRobotics™ reforça nosso compromisso com inovação, excelência e cuidado centrado no paciente”, destaca.
O Provedor da Santa Casa, Dr. Vivaldo Soares Neto, também ressalta a importância do momento: “Trazer essa tecnologia para a Santa Casa é um grande avanço para toda a região. Esse equipamento representa mais segurança, mais precisão e um cuidado ainda mais qualificado para nossos pacientes. É um investimento que reforça nosso compromisso em oferecer uma saúde de excelência e em garantir que a população tenha acesso ao que há de mais moderno na medicina”, afirmou.
Com essa iniciativa inédita e construída a muitas mãos, a Santa Casa consolida sua posição como referência em alta complexidade e inaugura uma nova era para a ortopedia regional. A chegada do robô marca o futuro da medicina assistida por tecnologia, agora acessível à população de Passos e região, promovendo resultados cada vez mais seguros e eficientes.
Farmacêutica da Santa Casa de Passos apresenta resultados expressivos em congresso nacional de Medicina Intensiva – Foto: divulgação
A Santa Casa de Misericórdia de Passos (MG) teve sua atuação reconhecida em um dos mais importantes eventos da área da saúde do país, o Congresso Brasileiro de Medicina Intensiva (CBMI 2025), realizado entre os dias 6 e 8 de novembro, em Curitiba.
Representando a instituição, a farmacêutica Andressa Lemos Carvalho apresentou o trabalho “Resultados da atuação farmacêutica na redução da sedoanalgesia em unidade de terapia intensiva adulto de um hospital filantrópico”, que destacou a importância da atuação do farmacêutico clínico na otimização de recursos e na segurança do paciente crítico.
Desenvolvido em parceria com o médico Rodrigo Silveira de Almeida, o estudo foi conduzido na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) adulto da Santa Casa de Passos. O objetivo principal foi reduzir em 20% o consumo e o custo de medicamentos utilizados para sedação e analgesia, por meio da implementação de estratégias multidisciplinares e da padronização de práticas assistenciais.
Os resultados superaram as expectativas. O custo médio mensal com sedoanalgesia caiu de R$ 95.103,00 para R$ 52.554,30, representando uma redução total de 44,73%, mais que o dobro da meta inicial. No acumulado do período, a economia ultrapassou R$ 600 mil, evidenciando o impacto positivo da atuação clínica e integrada do farmacêutico na terapia intensiva.
Segundo a farmacêutica Andressa, “participar do Congresso Brasileiro de Medicina Intensiva foi uma experiência incrível e extremamente enriquecedora. Tive a alegria de representar a Santa Casa apresentando o trabalho desenvolvido em parceria com o Dr. Rodrigo. Foi um momento de muito aprendizado, trocas valiosas e reconhecimento do papel do farmacêutico clínico na terapia intensiva. Essa vivência reforçou minha convicção sobre a importância da atuação multiprofissional e do cuidado seguro e humanizado com o paciente. Apresentar esse projeto foi confirmar que dedicação, compromisso e propósito transformam o cuidado em impacto real.”
Além da expressiva redução de custos, o projeto também promoveu melhorias assistenciais significativas, como o aumento da adesão da equipe multiprofissional aos protocolos institucionais e o aprimoramento das práticas de avaliação e desmame da sedação. Essas medidas contribuíram diretamente para o uso racional de medicamentos, a otimização dos recursos hospitalares e o fortalecimento da segurança do paciente.
Três casos de meningite C são confirmados em Extrema, no Sul de Minas; criança morre vítima da doença – Foto: reprodução
A cidade de Extrema, no Sul de Minas, registrou três casos de meningite meningocócica do tipo C entre agosto e outubro deste ano, de acordo com informações da Secretaria Municipal de Saúde. Uma das vítimas, uma criança de 3 anos e 11 meses, não resistiu à doença.
O primeiro caso foi registrado em 29 de agosto e resultou na morte da criança. Outros dois episódios ocorreram em outubro: um bebê de 3 meses, no dia 15, e outro de 2 meses, no dia 18.
A Secretaria de Saúde esclareceu que o óbito da primeira vítima não havia sido divulgado anteriormente porque, na época, não havia orientação para comunicação ampla do caso.
Diante dos registros, a prefeitura informou que equipes de imunização estão realizando uma busca ativa para localizar crianças que ainda não receberam a vacina contra a meningite C. O município reforçou que todas as medidas de controle e prevenção estão sendo aplicadas e que aguarda novas orientações do Ministério da Saúde para definir as próximas ações.
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