Jornal Folha Regional

Governo de Minas trabalha para arrecadar cerca de R$ 4 bilhões com privatização da Copasa

Governo de Minas trabalha para arrecadar cerca de R$ 4 bilhões com privatização da Copasa – Foto: reprodução

A privatização da Copasa deve render cerca de R$ 4 bilhões aos cofres públicos de Minas, de acordo com o vice-governador Mateus Simões (PSD). O formato para venda da companhia de saneamento ainda está sendo analisado, entretanto, Simões afirma que o Executivo mineiro pretende manter participação societária, com cadeira no conselho da empresa. A projeção foi feita durante entrevista ao programa Café com Política, exibido nesta quarta-feira (21).

Atualmente, a Copasa está avaliada em quase R$ 17 bilhões. Minas Gerais possui 51% das ações da companhia. Em meio ao processo de privatização, a empresa encerrou 2025 com um salto de 124,42% no valor das ações. Os papéis da Copasa iniciaram o ano sendo negociados por R$ 19,50, mas encerraram em 2025 ao custo de R$ 43,92.

A expectativa do governo de Minas é que o valor da privatização da companhia seja investido em educação profissionalizante, infraestrutura e segurança – contrapartidas previstas no Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag).

“Eu preciso arrecadar o dinheiro para os primeiros anos de investimento. A gente tem que investir R$ 1,8 bilhão por ano. Então, o compromisso que eu fiz com os deputados era tentar arrecadar mais de R$ 4 bilhões, vender participação suficiente para que, no mínimo, R$ 4 bilhões fossem arrecadados nessa operação que nós vamos fazer”, projeta o vice-governador.

Para isso, não seria necessária a venda total das ações do estado, algo que o governo de Minas não pretende fazer para garantir o cumprimento de metas de universalização, conforme Mateus Simões.

“A privatização da Copasa só pode ser feita com a garantia de que nós não teremos impacto na tarifa. Então, para deixar todas as pessoas tranquilas, quem regula o preço do esgoto e da água não é a empresa. É a Arsae”, pontua. “Para isso, o governo vai permanecer dentro da companhia, com presença em conselho, com participação societária”, garante.

O Executivo mineiro está em fase de consulta com bancos para definir o melhor formato para venda da Copasa. A expectativa é que ela se torne uma corporação, alterando a forma societária da empresa.

“A venda que vai ser feita não é do controle da companhia, é da maior participação acionária possível para a gente levantar o maior valor para esses investimentos que os mineiros estão esperando”, reforça Simões.

Contrapartidas do Propag

Dentro das contrapartidas previstas no Propag, a área da educação é a que está mais avançada, de acordo com o vice-governador. O Estado já vinha realizando investimentos por meio do projeto Trilhas do Futuro.

Pela infraestrutura, o governo de Minas pretende usar os recursos da Copasa para adiantar obras que já estão em andamento e reduzir o tempo de entrega. Ele cita, como exemplo, a melhoria nas estradas estaduais, considerando que 25% delas estão em péssimo estado de rodagem – o parâmetro nacional está abaixo de 7%.

“Eu vou conseguir fazer essa redução em três anos com o valor da Copasa. Neste momento, os investimentos estão só esperando a venda da companhia, que deve acontecer até o final do primeiro trimestre”, prospecta.

Já na área de segurança pública, os investimentos ainda estão em discussão. Entretanto, a expectativa do vice-governador é que sejam voltados para soluções tecnológicas, considerando experiências do próprio Executivo, como o uso de inteligência artificial em câmeras para identificação facial de foragidos.

“Nos parece que ter mais câmeras e um sistema melhor, mais ágil de identificação e ação sobre os identificados, seja a prioridade com o recurso do Propag.”

Anvisa proíbe venda de duas marcas de ‘canetas emagrecedoras do Paraguai’

Anvisa proíbe venda de duas marcas de ‘canetas emagrecedoras do Paraguai’ – Foto: reprodução

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta quarta-feira (21/1), a apreensão e a proibição da tirzepatida das marcas Synedica e TG, conhecidas nas redes sociais como as chamadas “canetas do Paraguai”. A decisão também se aplica a retatrutida de todas as marcas e lotes.

Com a medida, os produtos ficam proibidos de ser fabricados, comercializados, distribuídos, importados, divulgados ou utilizados em todo o país.

Segundo a Anvisa, os medicamentos foram produzidos por empresas desconhecidas e vêm sendo anunciados e vendidos por meio de perfis no Instagram, sem registro, notificação ou qualquer tipo de cadastro junto à agência.

Em nota, a Anvisa alerta que, por se tratarem de produtos irregulares e de origem desconhecida, não há garantia sobre a composição, a segurança ou a qualidade. Por isso, o uso não é recomendado em nenhuma circunstância.

Profissionais de saúde e pacientes que identificarem produtos das marcas citadas podem entrar em contato com a Anvisa por meio dos Canais de Atendimento ou acionar a Vigilância Sanitária (Visa) local. A íntegra da resolução está publicada no Diário Oficial da União.

Zema comemora derrubada de decisão do TCE e comemora retomada de modelo cívico-militares de escolas

Zema comemora derrubada de decisão do TCE e comemora retomada de modelo cívico-militares de escolas – Foto: reprodução

Às vésperas do retorno às aulas, em 4 de fevereiro, o governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) comemorou a notícia sobre a derrubada da decisão do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MG), pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), que autoriza o retorno do programa de escolas cívico-militares no Estado. A decisão, da 4ª Vara da Fazenda Pública e Autarquias de Belo Horizonte, é assinada pela juíza Janete Gomes Moreira e foi publicada na noite dessa terça-feira (20/1).

“Eu fiquei extremamente satisfeito com essa notícia. O que nós queremos é fazer audiência pública, não estamos falando nem de implantar a escola cívico-militar, não, queremos escutar os pais, os alunos, a comunidade escolar sobre essas questões. E alguém proibir escuta, proibir audiência pública, para mim é o maior absurdo possível, um autoritarismo sem tamanho, acho que é medo da população querer e esse modelo avançar, deve ser isso. Deve estar incomodando muita gente, uma escola que ensina disciplina, uma escola que ensina valores, e vale lembrar, optativa”, disse durante uma coletiva para imprensa nesta quarta-feira (21/01) sobre um PPP para serviços de manutenção em escolas estaduais.

Em dezembro, o TCE havia decidido paralisar o avanço do modelo educacional em Minas, já presente em nove escolas. Na decisão, a Justiça alegou que o TCE, porém, extrapolou os limites constitucionais. A magistrada citou que a atuação do órgão deve se pautar na prevenção de lesões ao patrimônio público, mas com observância à separação dos poderes. 

“Na minha opinião, o tribunal não tem especialista em educação. Lá, pelo o que eu sei, é o Tribunal de Contas do Estado. Não sei se é Tribunal de Educação do Estado. Então, para mim, foge totalmente ao âmbito deste tribunal, que teve essa iniciativa de estar proibindo o Estado de escutar as pessoas que estão envolvidas”, completou.

Para que as nove escolas continuem nos moldes cívico-militares, o Secretário de Estado de Educação, Rossieli Soares, afirmou que a pasta vai conversar com as famílias que têm interesse nesses modelos.

Foi uma decisão totalmente descabida no nosso entendimento proibir a continuidade de um projeto onde as escolas querem, inclusive tem abaixo-assinado das escolas pela permanência (desse modelo). Nós queremos voltar a discutir, sim, a possibilidade, como bem disse o governador, em escutar as comunidades, e para aquelas comunidades que desejarem este modelo ou outro, que a gente possa estar dando a opção. Acho que isso faz parte da construção coletiva, não é para todas, não serão todas as escolas no modelo desse, mas terá algumas. A gente vai ter todo um trabalho agora de correr, recuperar o tempo, trazer, novamente, as equipes, porque, por conta da decisão, infelizmente, nós tivemos que passar por uma desmobilização”, afirmou. 

Modelo 

Em Minas Gerais, nove escolas da rede estadual adotam o modelo cívico-militar, mesmo após o Decreto Federal nº 11.611, assinado em 2023 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que extinguiu o Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares (PECIM). São instituições nas cidades de Belo Horizonte, Contagem, Itajubá, Santos Dumont, São João del-Rei e Três Corações. 

No ano passado, a Advocacia-Geral da União (AGU) e a Defensoria Pública da União (DPU) questionaram o programa junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) alegando incompatibilidade com o Plano Nacional de Educação. O modelo, no entanto, foi mantido pelo Governo de Minas.

Trabalhador fica gravemente ferido ao ser prensado em máquina de empresa em Três Corações

Trabalhador fica gravemente ferido ao ser prensado em máquina de empresa em Três Corações – Foto: Mangels

Um jovem de 23 anos ficou gravemente ferido após se envolver em um acidente de trabalho em uma metalúrgica instalada em Três Corações, no Sul de Minas, na terça-feira (20). A empresa atua na produção de peças destinadas ao setor automotivo.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, quando as equipes chegaram à fábrica, o funcionário já havia sido retirado da máquina onde ocorreu o acidente. Ele recebia atendimento dentro de uma ambulância do Samu, com o suporte de um médico da própria empresa.

Mesmo apresentando ferimentos graves em diversas partes do corpo, o trabalhador estava consciente e orientado no momento do resgate. As circunstâncias e a dinâmica do acidente não foram divulgadas.

O jovem foi levado inicialmente ao Pronto-Socorro e, posteriormente, transferido para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital São Sebastião. Segundo a unidade hospitalar, o estado de saúde é estável.

Após o atendimento à vítima, os bombeiros permaneceram no local para isolar a área, aguardando a chegada da perícia da Polícia Civil, que dará sequência à investigação.

Em nota oficial, a Mangels, empresa onde ocorreu o acidente, informou que o colaborador recebeu atendimento imediato da equipe médica interna e dos brigadistas da fábrica. A empresa afirmou ainda que está prestando todo o suporte necessário ao funcionário e à família, e que as causas do acidente estão sendo apuradas internamente. A companhia se colocou à disposição para novos esclarecimentos por meio de seus canais oficiais.

A Polícia Civil confirmou que investiga o caso e aguarda a conclusão do laudo pericial, que deverá apontar as circunstâncias do ocorrido.

VÍDEO | Moradores alertam para possível risco estrutural em ponte rural de Carmo do Rio Claro

Moradores da zona rural de Carmo do Rio Claro (MG), manifestaram preocupação com as condições de uma ponte que pode estar comprometida estruturalmente. O alerta envolve a chamada ponte do Tota, localizada na região da comunidade de Três Barras (Vilelândia).

Vídeos e imagens que circulam em grupos de WhatsApp mostram partes da estrutura aparentemente danificadas. De acordo com os registros, vigas da ponte teriam cedido, levantando dúvidas sobre a segurança do local.

A ponte é considerada um ponto estratégico para a mobilidade rural, sendo utilizada diariamente por moradores que transitam entre as linhas mestres e diversos bairros da região. Nos relatos feitos em vídeo, moradores destacam que a estrutura é fundamental para o deslocamento de veículos e pedestres.

O temor maior está relacionado à passagem de veículos pesados, como caminhões de coleta de lixo e outros automóveis de grande porte, que utilizam a ponte com frequência. Segundo os moradores, o estado atual da estrutura pode representar risco de queda.

Enquanto aguardam uma vistoria técnica e possíveis intervenções por parte dos órgãos responsáveis, a população pede atenção redobrada aos motoristas que precisam passar pelo local e reforça a necessidade de medidas urgentes para garantir a segurança de quem depende da ponte no dia a dia.

Com informações de Portal Onda Sul

VÍDEO | Suspeito de furto é agredido por suposto tribunal do crime em Pouso Alegre

Um homem suspeito de envolvimento em furtos foi vítima de agressões em Pouso Alegre, no Sul de Minas, em um episódio atribuído a um suposto “tribunal do crime”. O caso ganhou repercussão após vídeos das agressões circularem nas redes sociais na manhã da última terça-feira (20).

Segundo as informações apuradas, o suspeito teria cometido o furto de três botijões de gás e um micro-ondas de uma cantina localizada no bairro São Cristóvão. A ação criminosa ocorreu durante a madrugada. Horas depois, já pela manhã, o homem foi encontrado pelo grupo responsável pelas agressões.

Nas imagens divulgadas, o suspeito aparece sentado ao lado dos objetos que haviam sido recuperados, enquanto sofre agressões principalmente nas mãos. Após as agressões, ele foi liberado pelo grupo. Relatos apontam ainda que um segundo homem, também suspeito de participação no furto ocorrido no mesmo bairro, foi localizado e submetido a agressões semelhantes.

O episódio evidencia a atuação de grupos criminosos que impõem punições por conta própria, prática conhecida como “tribunal do crime”, na qual indivíduos acusados de cometer delitos são julgados e punidos fora dos limites da lei, geralmente por organizações ligadas ao tráfico de drogas.

Até o momento, não há confirmação de prisões relacionadas ao caso, nem informações oficiais sobre a identificação dos autores das agressões ou dos suspeitos de furto.

Idosa teve 4 paradas cardíacas e morreu após 10 injeções de desinfetante na veia

Idosa teve 4 paradas cardíacas e morreu após 10 injeções de desinfetante na veia – Foto: arquivo familiar

A professora aposentada Miranilde Pereira da Silva, de 75 anos, uma das três vítimas da ação de técnicos de enfermagem em um hospital particular do Distrito Federal, morreu após sofrer quatro paradas cardíacas e receber ao menos dez injeções de desinfetante na veia, segundo a Polícia Civil.

De acordo com a investigação, o técnico de enfermagem Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, de 24 anos, foi até o leito da paciente após preparar de forma irregular seringas contendo um medicamento controlado obtido por meio de receita falsificada. Cada aplicação provocava uma parada cardíaca quase imediata, cerca de 10 a 15 segundos depois.

A equipe médica conseguiu reverter todas as quatro paradas cardíacas sofridas por Miranilde. Mesmo diante das reanimações bem-sucedidas, o autor não interrompeu a conduta, segundo a polícia. Quando o medicamento acabou, segundo a polícia, ele foi até a pia do próprio leito, pegou um desinfetante hospitalar e passou a injetar a substância diretamente na veia da paciente.

Foram mais de dez aplicações, até que Miranilde não resistiu e morreu. “O interrogatório todo [o Marcos Vinícius estava] extremamente frio, contando as coisas como se tivesse sido algo trivial. Choca também a frieza que ele demonstrou no interrogatório”, disse o delegado Mauricio Iacozzilli.

A frieza do técnico chamou a atenção dos investigadores. Conforme o relato policial, sempre que o monitor indicava uma parada cardíaca, Marcos Vinícius permanecia inerte. As manobras de ressuscitação só eram iniciadas quando outra pessoa entrava no quarto, o que, segundo a apuração, funcionava como um disfarce para evitar suspeitas sobre sua atuação.

Inicialmente, o autor negou qualquer irregularidade. A versão mudou após ele ser confrontado com imagens das câmeras de segurança do hospital.

”Inicialmente, ele tentou negar os fatos, dizendo que apenas estava aplicando medicações que haviam sido passadas pelos médicos. Contudo, depois nós confrontamos ele com os vídeos que o hospital nos forneceu, que mostram desde ele falsificando a receita no computador do médico até pegar o medicamento e, ao final, aplicar nas vítimas. Quando ele vê os vídeos, ele acaba confirmando que o fez”, informou Mauricio Iacozzilli, delegado da Polícia Civil do Distrito Federal.

“Aí indagamos a motivação de ele ter agido daquela forma. Ele começou a titubear. Inicialmente, disse que o plantão estava muito pesado, que não sabe dizer porque fez aquilo. Depois, ele disse que quis aliviar o sofrimento das vítimas, só que a primeira vítima estava bem, estava consciente, estava apenas com uma constipação intestinal, ou seja, também não faz sentido essa justificativa dele. A motivação dos crimes ainda está sob investigação”, acrescentou Iacozzilli.

Outras vítimas

Segundo a polícia, outras vítimas do técnico de enfermagem foram João Clemente Pereira, 63 anos, supervisor de manutenção da Caesb (Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal); e Marcos Moreira, 33, carteiro.

Os crimes, ainda conforme a investigação, ocorreram com a participação de duas técnicas de enfermagem — Amanda Rodrigues de Sousa, de 28 anos, e Marcela Camilly Alves da Silva, de 22 —, que foram presas e indiciadas por homicídio doloso e qualificado. Em ao menos duas mortes investigadas, uma delas teria vigiado a porta e bloqueado a visão de terceiros enquanto Marcos Vinícius aplicava as substâncias.

Cássio Soares diz que PSD não terá espaço para Pacheco ao governo de Minas

Cássio Soares – Foto: reprodução

O presidente do PSD em Minas Gerais, Cássio Soares, afirmou que o partido não prevê espaço para uma eventual candidatura do senador Rodrigo Pacheco ao governo do estado, nem para uma disputa do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, ao Senado, nas eleições de 2026. A declaração foi concedida em entrevista ao Estado de Minas na última terça-feira (20).

Segundo Cássio, o PSD mineiro já definiu de forma clara seu projeto eleitoral para o próximo pleito, que tem como principal aposta a candidatura do vice-governador Mateus Simões ao Palácio Tiradentes. Para o dirigente, não há possibilidade de o partido sustentar duas pré-candidaturas ao governo estadual dentro da mesma legenda.

Apesar de reconhecer a boa relação pessoal e institucional com Rodrigo Pacheco, Cássio explicou que os caminhos políticos hoje são distintos. Ele afirmou manter um diálogo respeitoso, transparente e constante com o senador, ainda que ambos estejam posicionados em campos políticos diferentes no atual cenário. De acordo com o presidente do PSD em Minas, Pacheco sempre esteve ciente das articulações envolvendo Mateus Simões, inclusive durante as conversas internas que consolidaram o vice-governador como projeto prioritário do partido.

Nos bastidores, Rodrigo Pacheco tem sido citado como possível candidato ao governo de Minas com apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), hipótese que poderia resultar em uma mudança de legenda. Para Cássio, caso essa candidatura se confirme, ela tende a ocorrer fora do PSD, diante da incompatibilidade entre os projetos políticos. O dirigente avaliou que Pacheco construiu, nos últimos anos, uma trajetória de diálogo direto com o governo federal, especialmente durante o período em que presidiu o Senado, entre 2021 e 2025.

Cássio destacou ainda o papel institucional exercido por Pacheco à frente do Congresso Nacional, avaliando que o senador teve atuação relevante na preservação da democracia, ainda que isso tenha lhe causado desgaste político, sobretudo junto a setores da direita após os atos de 8 de janeiro. Segundo ele, as decisões tomadas por Pacheco naquele período refletiram a responsabilidade do cargo que ocupava.

A definição do PSD por Mateus Simões, conforme explicou Cássio, está diretamente relacionada ao reposicionamento do partido em Minas após as eleições de 2022, quando a sigla passou a integrar oficialmente a base do governador Romeu Zema (Novo) e a ocupar espaços estratégicos na administração estadual. Nesse contexto, Mateus Simões ganhou protagonismo como vice-governador e se consolidou como um dos principais articuladores do campo liberal-conservador em Minas, defendendo a formação de uma ampla coalizão da direita para 2026.

Já em relação ao ministro Alexandre Silveira, Cássio afirmou que, embora a convivência institucional seja possível, a viabilidade eleitoral de uma candidatura ao Senado pelo PSD é vista com ressalvas. Silveira, segundo ele, sempre deixou claro seu alinhamento com o presidente Lula e tem atuado como um dos principais interlocutores do governo federal em Minas Gerais, especialmente em pautas ligadas à energia, infraestrutura e articulação política com prefeitos.

Para o dirigente do PSD, esse alinhamento torna difícil uma composição eleitoral coerente dentro do partido. Ele avaliou que seria difícil explicar ao eleitor um palanque em que o candidato ao governo representa a direita mineira, enquanto um candidato ao Senado pede votos para um presidente de esquerda. Na avaliação de Cássio, esse tipo de contradição costuma ser mal recebida pelo eleitorado, que valoriza clareza e coerência política.

Cássio afirmou ainda que a possibilidade nunca foi formalmente debatida dentro do partido, mas reconheceu que, nos bastidores, o cenário é considerado improvável. Segundo ele, a principal barreira não é institucional, mas política e eleitoral, justamente pela dificuldade de conciliar projetos tão distintos dentro da mesma legenda.

Cinco anos após início da vacinação, Passos tem a menor cobertura de reforço contra a Covid-19 no Sul de Minas

Cinco anos após início da vacinação, Passos tem a menor cobertura de reforço contra a Covid-19 no Sul de Minas – Foto: reprodução

Cinco anos após o início da vacinação contra a Covid-19 no Sul de Minas, os números revelam um cenário de alerta, especialmente em Passos, que registra os índices mais baixos de cobertura vacinal entre as principais cidades da região. A campanha teve início em 19 de janeiro de 2021 e foi determinante para a redução de internações e mortes provocadas pela doença, mas a adesão às doses de reforço segue aquém do esperado.

Atualmente, a vacina contra a Covid-19 integra o calendário de rotina do Sistema Único de Saúde (SUS). Mesmo assim, nenhuma das quatro cidades mais populosas do Sul de Minas — Varginha, Poços de Caldas, Pouso Alegre e Passos — conseguiu atingir 30% de cobertura da quarta dose.

Em Passos, a situação é a mais preocupante. Apenas 18% da população recebeu a quarta dose do imunizante. O município também apresenta percentuais inferiores nas etapas anteriores da vacinação, com 84% dos moradores tendo tomado duas doses e 54% alcançando a terceira. Os dados contrastam com os de outras cidades da região, embora todas apresentem queda acentuada nos reforços.

Poços de Caldas aparece com os melhores índices, com 99,11% da população vacinada com duas doses, cerca de 70% com a terceira e 29% com a quarta. Em Varginha, 92% receberam duas doses, 61,91% a terceira e 21,99% a quarta. Já Pouso Alegre contabiliza 97,71% com duas doses, 65% com três e aproximadamente 23% com a quarta dose.

O início da vacinação no Sul de Minas foi marcado por um momento simbólico em Alfenas, quando a enfermeira Adriana de Souza, que atuava na Santa Casa da cidade, foi a primeira pessoa vacinada na região, em 19 de janeiro de 2021.

De acordo com o médico Luiz Carlos Coelho, a principal razão para a queda na procura pelas doses de reforço é a disseminação de informações falsas sobre as vacinas. Ele aponta que conteúdos divulgados em redes sociais e aplicativos de mensagens geram dúvidas e insegurança na população, levando muitas pessoas a hesitarem em completar o esquema vacinal. O médico também ressalta que a baixa cobertura deixa a população mais exposta, sobretudo diante do atual cenário de circulação intensa de vírus respiratórios.

Para tentar reverter esse quadro, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais lançou o programa “Conexão Viral em Movimento”. A iniciativa prevê, nos meses de fevereiro e março, ações de capacitação dos profissionais de saúde e estratégias para incentivar a vacinação nas quatro macrorregiões do Sul de Minas.

O objetivo é ampliar a cobertura vacinal e preparar os serviços de saúde para um possível aumento de casos de síndromes gripais e respiratórias, cenário agravado pelas mudanças climáticas e pela circulação simultânea de vírus como a Covid-19, a influenza H3N2 e o vírus sincicial respiratório. Além disso, há preocupação com o avanço da dengue no período pós-chuvas. O médico lembra que, no ano passado, houve um aumento expressivo de casos graves de síndromes respiratórias e bronquiolite em crianças pequenas, o que reforça a necessidade de melhorar os índices de vacinação e fortalecer a capacidade de resposta do sistema de saúde.

Bombeiros salvam bebê engasgado com leite materno em Piumhi

Bombeiros salvam bebê engasgado com leite materno em Piumhi – Foto: divulgação/Corpo de Bombeiros

Um bebê de cerca de dois meses foi salvo após se engasgar com leite materno na noite da última terça-feira (20), em Piumhi (MG). A ocorrência mobilizou o Corpo de Bombeiros Militar, que agiu rapidamente para evitar consequências mais graves.

De acordo com a corporação, os familiares perceberam que a criança apresentava dificuldade para respirar, indicando um quadro de engasgamento. Diante da emergência, os bombeiros foram acionados e seguiram imediatamente até o local informado.

Assim que chegaram, os militares iniciaram os procedimentos adequados para o atendimento de lactentes, aplicando a manobra de desobstrução das vias aéreas. A ação foi bem-sucedida e permitiu que o bebê voltasse a respirar normalmente.

Após o atendimento, a criança foi entregue aos cuidados da família, sem necessidade de encaminhamento hospitalar imediato. O caso reforça a importância da resposta rápida em situações de emergência e do acionamento imediato dos serviços especializados.

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