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Jornal Folha Regional

Minas Gerais recebe 152 unidades do antídoto fomepizol para tratar intoxicações por metanol

Minas Gerais recebe 152 unidades do antídoto fomepizol para tratar intoxicações por metanol – Foto: reprodução

O Ministério da Saúde recebeu um lote com 2,5 mil unidades do antídoto fomepizol para reforçar o estoque estratégico do SUS destinado ao tratamento de intoxicações por metanol, associadas ao consumo de bebidas adulteradas. O estado de Minas recebeu 152 unidades do antídoto. O medicamento foi enviado para todos os estados e o Distrito Federal, e 1.000 ampolas permanecerão no estoque estratégico do Ministério. A entrega do lote ocorreu na quinta-feira (9).

A aquisição é inédita no Brasil, realizada com a subsidiária de uma empresa japonesa, e ocorreu apenas oito dias após o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, acionar o Fundo Estratégico da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). O medicamento é considerado raro devido à baixa produção mundial.

“Já temos no Brasil o etanol disponibilizado em todas as unidades da federação. As compras foram realizadas pelo Ministério da Saúde em parceria com a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), e os hospitais de clínicas já contam com esse insumo. O que estamos oferecendo agora é uma segunda opção, o fomepizol, adquirido via Opas com apoio da Anvisa: são 2.500 ampolas que já estão sendo entregues. O objetivo é que todos os estados do país tenham à disposição tanto o etanol quanto o fomepizol”, explicou a secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente da pasta, Mariângela Simão.

As unidades federativas poderão solicitar o envio de novas remessas, de acordo com a necessidade apresentada e os registros de casos. O quantitativo de ampolas para cada estado foi definido considerando a população divulgada pelo último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), assegurando a oferta equânime à população e a resposta eficaz às emergências toxicológicas.

Eficácia e segurança do tratamento

fomepizol é mais uma alternativa ao tratamento já realizado por meio do etanol farmacêutico. É utilizado em casos de intoxicação por metanol. Com alta eficácia e segurança, o medicamento impede que o metanol se metabolize em ácido fórmico, evitando acidose metabólica. 

Devido à baixa demanda e ao elevado custo no mercado, sua produção e oferta são limitadas mundialmente. Para identificar potenciais fornecedores para a oferta ao SUS, o Ministério da Saúde encaminhou ofícios às empresas internacionais que fabricam o medicamento. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) também publicou chamada pública para identificar fornecedores internacionais do medicamento.

Com relação ao etanol farmacêutico, a pasta receberá nos próximos diasa doação da empresa brasileira Cristália Produtos Químicos e Farmacêuticos de mais 3,8 mil ampolas do remédio para garantir o tratamento emergencial de pacientes intoxicados. Esses exemplares se somarão aos 4,3 mil entregues aos estoques do SUS pelos hospitais universitários federais, em parceria com a Ebserh.

Atualização de casos

Até o dia 13 de outubro, o Brasil registra 213 notificações de intoxicação por metanol após o consumo de bebidas alcoólicas. Dessas, 32 casos foram confirmados e 181 permanecem em investigação.  O estado de Minas Gerais conta com uma ocorrência que ainda está sendo investigada.     

Em relação aos óbitos, São Paulo é o único estado que registra mortes até o momento com 5 ocorrências. Outros 9 casos seguem em investigação.

Funcionários da Copasa anunciam greve contra privatização

Funcionários da Copasa anunciam greve contra privatização – Foto: reprodução

Os funcionários da Companhia de Saneamento Básico de Minas Gerais (Copasa) marcaram uma greve na próxima semana para protestar contra a privatização da empresa, que tramita na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).

A mobilização será nos dias 21, 22 e 23 de outubro – entre terça e quinta da próxima semana. No primeiro dia, a Assembleia deve votar, em primeiro turno, a retirada de consulta popular para a privatização da Copasa e de sua subsidiária Copanor, e funcionários vão protestar em frente à Casa, em Belo Horizonte. No interior, servidores vão se manifestar em frente às unidades da companhia.

No dia 22, a ALMG recebe uma audiência pública para discutir a privatização. Conforme Eduardo Pereira, presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Purificação e Distribuição de Água e em Serviços de Esgotos (Sindágua), são esperados cerca de 5 mil manifestantes na Casa, que vão caminhar desde a sede da Copasa, no Bairro Santo Antônio.

A reportagem procurou a Copasa para um posicionamento sobre a mobilização, mas, até a última atualização desta matéria, não obteve retorno. O espaço segue aberto.

Paralisação?

A greve não deve afetar os serviços essenciais da empresa. “A mobilização vai ser fracionada, não vamos interromper o tratamento de água nem o tratamento de esgoto, porque a greve não é contra a população, mas sim contra o governo e parte dos deputados da Assembleia”, explicou o presidente do Sindágua.

Ele defende que a população deve ser consultada para a venda de um bem público. Além disso, diz que a privatização deve trazer ampla demissão de servidores da Copasa e cita os exemplos das alienações da Sabesp, em São Paulo; da Cedae, no Rio de Janeiro; e da Corsan, no Rio Grande do Sul.

“Mas a gente tem uma preocupação maior do que isso. Além da demissão dos trabalhadores, nos preocupamos com a qualidade do serviço. Com a privatização, priorizam-se os centros urbanos e as regiões mais ricas dos municípios. As periferias ficam afetadas e vulneráveis à falta de abastecimento”, disse.

Privatização da Copasa

A retirada de referendo para a privatização de estatais foi pautada pelo governo Romeu Zema pela Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 24 de 2023. A proposição, que ainda previa a retirada do quórum qualificado para alienações, passou por modificações e, caso aprovada com o texto atual, só valerá para a privatização da Copasa e com a manutenção do quórum qualificado.

Já o Projeto de Lei (PL) 4.380/2025, também do governo estadual, trata propriamente da privatização da empresa. A proposta aguarda aprovação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), mas só deve caminhar após a questão da consulta popular ser resolvida.

Zema pretende usar os recursos obtidos com a alienação da Copasa para amortizar a dívida de Minas Gerais com a União, de R$ 172 bilhões, no âmbito do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag).

Cresce número de jovens com infarto no Brasil; entenda

Cresce número de jovens com infarto no Brasil; entenda – Foto: reprodução

O Brasil enfrenta um aumento preocupante no número de jovens vítimas de infarto. Segundo dados do SUS (Sistema Único de Saúde), as internações de pessoas com menos de 39 anos mais que dobraram nos últimos 16 anos, evidenciando uma tendência alarmante na saúde cardiovascular da população jovem.

O cenário atual é resultado de diversos fatores de risco, incluindo obesidade, sedentarismo e o uso de cigarro eletrônico. Em relação aos dispositivos de vaping, alertas indicam que podem ser tão ou mais nocivos que o cigarro convencional, com concentrações de nicotina potencialmente mais elevadas.

Fatores de risco e negligência no tratamento
Além do tabagismo em suas diferentes formas, o uso de substâncias como maconha pode aumentar em até cinco vezes a incidência de infarto. A hipertensão arterial também é um fator crítico, com apenas 30% dos pacientes diagnosticados seguindo adequadamente o tratamento médico prescrito.

O componente hereditário também desempenha papel crucial no desenvolvimento da doença. Pessoas com histórico familiar de infarto precisam redobrar os cuidados preventivos, iniciando o acompanhamento médico mais precocemente.

Sintomas e prevenção

Os sinais de infarto podem ser traiçoeiros e nem sempre se manifestam de forma clássica, com dor no peito e irradiação para o braço esquerdo. Em alguns casos, os sintomas podem ser confundidos com ansiedade ou mal-estar gástrico, ressaltando a importância de buscar atendimento médico ao perceber qualquer alteração suspeita.

A prevenção continua sendo a principal ferramenta contra o infarto, que segue como uma das principais causas de morte no mundo. Manter hábitos saudáveis, praticar exercícios físicos regularmente e realizar check-ups periódicos são medidas fundamentais para reduzir os riscos, especialmente entre os mais jovens.

Atleta de Piumhi é destaque no Jiu-Jitsu com duas medalhas de ouro e foco no Mundial

Atleta de Piumhi é destaque no Jiu-Jitsu com duas medalhas de ouro e foco no Mundial – Foto: arquivo pessoal

O jovem talento Pedro Rocha, de apenas 10 anos, vem mostrando que o Jiu-Jitsu já corre em suas veias. Natural de Piumhi (MG), o atleta conquistou duas medalhas de ouro em apenas duas semanas — sendo Campeão do Ribeirão Preto Internacional e Campeão Mineiro pela CBJJE.

Representando a equipe Pantera Negra, Pedro é aluno e filho do Mestre Wilton Cesar, e segue uma rotina intensa de treinos — duas vezes por dia, todos os dias. O garoto prodígio soma mais de 50 medalhas em sua carreira e demonstra a mesma paixão e dedicação que o pai tem pelo esporte.

Atualmente, Pedro foca toda sua preparação no Mundial de Jiu-Jitsu, que acontece em dezembro, na cidade de São Paulo. Antes disso, ele segue competindo em eventos regionais como parte do seu aperfeiçoamento para os grandes desafios que vêm pela frente, como o Campeonato Brasileiro e o próprio Mundial.

Com apenas uma década de vida, Pedro Rocha já mostra maturidade e disciplina de um verdadeiro campeão.

Atleta de Piumhi é destaque no Jiu-Jitsu com duas medalhas de ouro e foco no Mundial – Foto: arquivo pessoal

Prefeito de Bento Gonçalves cria lei que oferece emprego para beneficiários do Bolsa Família; quem recusar trabalhar terá benefício cortado

Prefeito de Bento Gonçalves cria lei que oferece emprego para beneficiários do Bolsa Família; quem recusar trabalhar terá benefício cortado – Foto: reprodução

O prefeito de Bento Gonçalves (RS), Diogo Siqueira, implementou uma força-tarefa para oferecer emprego a beneficiários do Bolsa Família, com o objetivo de promover a autonomia financeira e reduzir a dependência de auxílios sociais.

As ações incluem visitas domiciliares para apresentar oportunidades de trabalho e apoio na inserção do beneficiário no mercado formal. A iniciativa tem resultado na redução do número de famílias que recebem o Bolsa Família na cidade, com a inserção de diversas pessoas no mercado de trabalho e a identificação de irregularidades no programa, segundo a prefeitura.

“O que a gente quer é fazer com que todas as pessoas trabalhem. Eu acredito, de uma maneira muito sensata, que o Bolsa Família, da maneira com que ele está sendo feito no Brasil, é prejudicial para todo o país. Todas as pessoas que podem ter uma oportunidade de trabalho, que tenham saúde, elas devem trabalhar”, afirmou o prefeito, em entrevista ao canal CNN.

Desde o início do ano, está em vigor em Bento Gonçalves uma lei que prevê corte e multa de R$ 7,2 mil para pessoas que estejam utilizando dados falsos para acessar ao programa.

A lei também prevê que estas pessoas sejam contatadas pela prefeitura para “inserção em programas de emprego e qualificação profissional”.Além disso, a lei dá arcabouço legal para ações de busca ativa que se iniciaram no município após as eleições municipais, em novembro de 2024.

“A gente começou a passar de casa em casa de todos com Bolsa Família e já ofertamos emprego em cada uma dessas visitas”, afirma o prefeito.

As buscas se iniciaram com foco em homens entre 18 a 40 anos que autodeclaravam que moravam sozinhos, onde se enxergou maior potencial de fraudes. Na época, Bento contabilizava cerca de 2,1 mil beneficiários.

Pessoas que tivessem irregularidades constatadas ou não fossem localizadas no endereço poderiam ter seus cadastros suspensos — e, posteriormente, após análise mais detalhada, cancelados de vez.

Siqueira também diz que a prefeitura tem “cortado sistematicamente” do programa “quem tem saúde e poderia trabalhar”. “Ela (pessoa) não tem como dizer não. Se ela tem que trabalhar, ela vai ter que trabalhar”, acrescenta.

Não há impeditivos para pessoas que estejam trabalhando ou tenham outras rendas ingressem no programa, desde que seus ganhos respeitem o limite de R$ 218 mensais per capita no domicílio, entretanto.

Para garantir que a pessoa ingresse no emprego, a prefeitura tem oferecido preparar currículos, providenciar exames admissionais e levá-las ao local de trabalho no primeiro dia de expediente.“Tenho que deixar tudo mastigado”, diz.

Segundo o prefeito, houve um aumento de cerca de 30% no número de beneficiários do Bolsa Família em Bento desde a pandemia de covid-19, quando se permitiu a autodeclaração — o que, de acordo com Siqueira, desencadeou mais fraudes.

Lago de Furnas terá investimento de R$ 42 milhões em infraestrutura e transporte de balsas

Lago de Furnas terá investimento de R$ 42 milhões em infraestrutura e transporte de balsas – Foto: reprodução/G1

O governo federal anunciou nesta terça-feira (14) um pacote de verbas para obras de melhoria na infraestrutura do Lago de Furnas e no transporte por balsas no Sul de Minas. O anúncio foi feito durante reunião no Ministério de Minas e Energia, em Brasília (DF), com a presença de 11 prefeitos da Alago (Associação dos Municípios do Lago de Furnas).

Contexto: O investimento atende a uma demanda antiga dos municípios do entorno do Lago de Furnas, que com a saída da Eletrobras, as balsas que fazem a travessia de veículos intermunicipais fossem trocadas.

O pacote prevê a doação de 16 embarcações pela Eletrobras para municípios do entorno dos reservatórios das usinas de Furnas e Mascarenhas de Moraes. Também será feita a transferência de contratos de manutenção, certificação e locação das balsas de utilidade pública.

Segundo o governo, os contratos somam R$ 42 milhões, sendo R$ 16,5 milhões destinados diretamente às balsas e cerca de R$ 25 milhões para manutenção, certificação e repasse de recursos aos municípios.

“Queremos resolver o problema do saneamento básico definitivo dos municípios do entorno no mar de Minas, que é a Bacia de Furnas, para que a gente possa ter cada vez mais fortalecido o emprego e a renda ali com o turismo, com agricultura familiar, com a produção do agronegócio do Lago de Furnas e a segurança energética é tão fundamental para o desenvolvimento de Minas Gerais”, disse Alexandre Silveira, ministro de Minas e Energia.

Até então, quem era responsável pela manutenção preventiva das balsas eram os municípios e a Eletrobras fazia as manutenções corretivas. Mas as prefeituras alegam que esse acordo não era o suficiente para garantir a qualidade do transporte.

“A gente precisa que essas balsas estejam em melhores qualidades, a gente precisa ter balsas maiores para transportar um volume maior de veículos, a gente precisa que elas tenham manutenção em dia. Então, a gente acredita muito que esse recurso, esse investimento que será feito, vai ser muito benéfico por conta disso”, afirmou Cristiano Silva, presidente da Alago.

O dinheiro vai ser repartido proporcionalmente para nove cidades: Carmo do Rio Claro, Cristais, Alfenas, Campo Belo, Campo do Meio, Fama, Três Pontas, Guapé e Delfinópolis. E beneficia outros seis municípios da região que usam as embarcações: Paraguaçu, Elói Mendes, Nepomuceno, Cássia, São José da Barra e Campos Gerais.

O ministério mandou fazer um estudo técnico para saber quais alternativas eram melhores para ajudar na infraestrutura da região. A expectativa é que essa nova estrutura seja uma solução sustentável e que resolva as demandas de hoje e do futuro.

Além desses recursos para as balsas, com a desestatização da Eletrobras, a empresa está destinando mais de R$ 2 bilhões por 10 anos para a recuperação dos recursos hídricos da região da usina de Furnas.

“Nós já temos aí cinco projetos aprovados que já vão receber esses fundos, já vão receber esse recurso para fazer obra, fazer tratamento de esgoto”, completou o presidente da Alago.

Via: G1

Mulher morre após consumir ‘falsa couve’ em MG; idoso está em coma

Mulher morre após consumir falsa couve em MG; idoso está em coma – Foto: redes sociais

A mulher que comeu a planta tóxica conhecida como “falsa couve” morreu na segunda-feira (13). Claviana Nunes da Silva, de 37 anos, estava internada em Patrocínio, no Alto Paranaíba, desde 8 de outubro e o estado de saúde dela piorou no domingo (12), por causa de uma lesão grave no cérebro.

A morte foi anunciada pela Secretaria Municipal de Saúde de Patrocínio.

O velório de Claviana está marcado para as 7h desta terça-feira (14), na Funerária do Baiano, em Guimarânia, no Alto Paranaíba. O sepultamento ocorrerá às 17h no Cemitério Municipal.

Outras três pessoas foram internadas após ingerirem a Nicotiana glauca. Entre elas, um homem de 67 anos recebeu alta em 9 de outubro, um dia após a intoxicação.

Dois homens seguem internados. Confira o estado de saúde deles:

  • Homem, 60 anos: quadro grave. Está em coma induzido, dependente de aparelhos para respirar, sem condições de suspender a sedação. A equipe médica aguarda a resposta ao novo antibiótico para melhorar os parâmetros infecciosos.
  • Homem, 64 anos: foi extubado no sábado (11). Segue estável, e a equipe médica avalia a proposta de alta nos próximos dias.

Família socorrida com sintomas de envenenamento

Na quarta-feira (8), por volta das 15h, Claviana e os três homens passaram mal pouco depois do almoço em família em uma chácara na zona rural. Eles foram atendidos por equipes do Corpo de Bombeiros, do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e da Polícia Militar.

No momento do socorro, as vítimas chegaram a sofrer parada cardiorrespiratória, mas os socorristas conseguiram reverter o quadro ainda no local. Elas foram encaminhadas em estado grave para a Santa Casa de Patrocínio e para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA).

Uma criança de 2 anos também foi hospitalizada, mas apenas para observação, já que não chegou a ingerir a planta.

Vítimas confundiram planta com couve

Mulher morre após consumir falsa couve em MG; idoso está em coma – Foto: reprodução

A “falsa couve” foi colhida no próprio terreno e servida refogada na refeição.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, a família havia se mudado recentemente para a chácara e acreditava que a planta era couve, devido à semelhança com o vegetal.

A Secretaria de Saúde informou que parte da “falsa couve” foi encontrada na arcada dentária da mulher e encaminhada, junto com outras folhas da planta, para análise na Fundação Ezequiel Dias (Funed), em Belo Horizonte.

A Polícia Civil instaurou um inquérito para investigar o caso. A principal linha de apuração é envenenamento acidental.

Como diferenciar a ‘falsa couve’ da verdadeira

Nicotiana glauca, planta conhecida como “falsa couve”, tem características físicas que podem diferenciá-la da couve verdadeira. Entre elas, estão: folhas um pouco mais finas, textura aveludada e coloração verde-acinzentada.

As informações foram confirmadas pela professora Amanda Danuello, especialista em química de produtos naturais da Universidade Federal de Uberlândia (UFU).

“Enquanto a couve que a gente consome tem a folha mais grossa e nervuras bem marcadas, a Nicotiana glauca tem um verde mais vivo. Mas, ainda assim, se você não tem uma do lado da outra, fica bastante difícil a diferenciação. A dica é não consumir nada que você não tenha certeza da procedência”, afirmou a especialista.

Ainda de acordo com a professora, a ingestão da Nicotiana glauca pode causar intoxicação grave e até levar à morte.

Preparo influencia na toxicidade da planta

Nicotiana glauca, também chamada de charuteira, tabaco-arbóreo ou popularmente como “fumo bravo”, é uma planta extremamente tóxica, comum em áreas rurais e à beira de estradas em todo o Brasil. Conforme a professora da UFU, a planta contém uma substância chamada anabazina, um alcaloide que pode causar paralisia muscular, respiratória e até levar à morte.

A especialista alerta que o modo de preparo também influencia na gravidade da intoxicação.

“Ela é bastante comum em áreas rurais, em todo o Brasil, na beira de estradas. Infelizmente, ela é bem comum e facilmente confundida com a couve. Dependendo da forma como é consumida, crua ou cozida, isso vai alterar a quantidade dessa substância tóxica que a pessoa vai consumir, podendo levar a efeitos ainda mais graves”, explicou.

Em casos de ingestão da ‘falsa couve’, não existe nenhum tipo de antídoto que possa ser administrado em casa. A indicação é procurar imediatamente atendimento médico, pois quanto mais rápido for o socorro, maiores são as chances de evitar complicações graves da intoxicação.

Vereadores de Bambuí gastam R$ 645 mil em diárias; MP recomenda mudança

Vereadores de Bambuí gastam R$ 645 mil em diárias; MP recomenda mudança – Foto: TV Câmara Bambuí

Os vereadores de Bambuí, no Centro-Oeste de Minas, gastaram, entre janeiro e agosto deste ano, R$ 645 mil em diárias, uma média de R$ 63,1 mil se fossem considerados todos os 11 parlamentares. É como se cada um tivesse recebido R$ 7.887,50 por mês para viagens. O alto valor levou o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) a expedir recomendação para mudanças rigorosas.

Na relação do Portal da Transparência aparecem diárias concedidas a 10 dos 11 parlamentares atuais. Só não está na lista o vereador Antônio Augusto de Faria, empossado em agosto deste ano. Ele assumiu a cadeira de Mário Sérgio Pereira, que teve o mandato cassado por quebra de decoro. Este último, inclusive, aparece na relação.

Também houve a concessão de diárias ao controlador-geral Daniel Bolina, o único servidor listado. Contudo, do montante total, ele recebeu apenas R$ 1.206,78 para participar de dois cursos em Belo Horizonte. Todo o restante saiu dos cofres públicos para custear viagens de vereadores do município de 23,5 mil habitantes.

Para se ter ideia, apenas para um curso em Brasília, denominado “Treinamento e Capacitação para Novos Vereadores e Assessores”, a Câmara desembolsou R$ 43,2 mil.

“Pagamento de diversas diárias em valor integral para idas a Belo Horizonte em simples comparecimento à Assembleia Legislativa de Minas Gerais, inclusive durante o recesso parlamentar”, relata a recomendação.

As diárias da Câmara de Bambuí estão fixadas, de acordo com a Resolução 21/2024, entre R$ 120 (para municípios acima de 30 km) e R$ 1,8 mil para viagens a Brasília. O principal destino dos parlamentares é a capital federal.

“O duodécimo orçamentário repassado ao Poder Legislativo mensalmente, é verba pública, ou seja, dinheiro originado da coletividade  (…) devendo ser utilizado criteriosamente para o pagamento dos gastos com manutenção do órgão, não estando à disposição dos vereadores para dele usufruírem de forma desnecessária e desmedida com a percepção de diárias que não se relacionam com as atividades essenciais da Câmara”, argumenta o promotor Romero Solano.

Rigor com o dinheiro público

O Ministério Público considerou os valores praticados pela Câmara como excessivos e determinou uma série de ações, entre elas a limitação do número e do valor das diárias. O órgão orienta o Legislativo a impor limites claros e objetivos para a concessão desse benefício.

O MP ainda recomenda a prestação de contas obrigatória com comprovantes detalhados, além de relatórios pormenorizados justificando cada deslocamento e sua real necessidade para o interesse público.

Outra orientação é que opções de qualificação presencial deem lugar, sempre que possível, ao ensino a distância, reduzindo custos para o município.

Sintram reforça fiscalização e transparência

O Sindicato dos Trabalhadores Municipais (Sintram) foi um dos responsáveis por denunciar a situação. Para o presidente da entidade, Marco Aurélio Gomes, a intervenção do Ministério Público fortalece o trabalho sindical e obriga o Legislativo municipal a adotar uma postura mais ética e responsável.

“O MP confirmou aquilo que já vínhamos denunciando: a farra das diárias está custando caro ao cidadão e precisa ter fim imediato. Seguiremos cobrando transparência, relatórios detalhados e o cumprimento total da recomendação. Só assim devolveremos à população o respeito pelo dinheiro público”, afirmou.

A reportagem entrou em contato com a Câmara. Ao retornar a ligação, o presidente, Luciano Cardoso, disse que faria, junto à equipe técnica, uma análise para definir as medidas que seriam adotadas, seguindo a recomendação do Ministério Público.

Programa de Formação por Competência forma gestores de haras em Bambuí

Segunda turma do programa destaca a parceria do Sistema Faemg Senar com a ABCCMM e o fortalecimento da equideocultura em Minas Gerais

Programa de Formação por Competência forma gestores de haras em Bambuí – Foto: divulgação

Terminou na última sexta-feira, 10 de outubro de 2025, em Bambuí (MG), o Programa de Formação por Competência (FPC) voltado à formação de Gestores de Haras, que buscou oferecer uma qualificação completa, aliada ao conhecimento técnico e desenvolvimento de habilidades essenciais para o desempenho profissional e o fortalecimento do setor rural.

Esta é a segunda turma do programa no Estado, realizada em parceria com o Sistema Faemg Senar e a ABCCMM (Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Mangalarga Marchador), e a primeira realizada junto ao Núcleo Mangalarga Marchador do Alto São Francisco, que atende Bambuí e outras 14 cidades.

O programa marcou um importante avanço para o setor de equideocultura em Minas Gerais. Segundo o Superintendente do Senar Minas, Celso Furtado Jr, o programa foi criado em 2023, a partir de uma demanda da ABCCMM. “Iniciava-se o projeto Formação por Competências na Equideocultura, projeto que se materializou e segue com a finalização dessa segunda turma, em Bambuí, com 540 horas de treinamento, aprendizado, práticas, dedicação e bons resultados”, afirmou.

“Através da cooperação entre instituições, estamos transformando vidas de homens e mulheres do campo, com base nos pilares da educação, da inovação e da formação profissional continuada.”

Dra. Cristiana Gutierrez, presidente da ABCCMM, também comemorou a formatura da segunda turma da parceria: “Hoje é um dia muito especial e eu quero dar os parabéns por vocês estarem concluindo o curso de formação por competência. Hoje, o Mangalarga Marchador ganha novos profissionais qualificados, preparados para trabalhar com mais conhecimento, mais técnica, responsabilidade pelo nosso cavalo. Vocês estão prontos para atuar nos Haras de todo o país, contribuindo para o fortalecimento da equideocultura.

Aproveitem cada etapa dessa nova jornada e continuem levando o nome do Mangalarga Marchador com orgulho e dedicação.”

Marília Saraiva, analista técnica da Formação Profissional Rural do Senar Minas e coordenadora do programa comentou que “No Sistema Faemg Senar, acreditamos que investir em conhecimento é investir em pessoas, comunidades e no desenvolvimento do campo. E ver o resultado desse trabalho em Bambuí nos enche de orgulho e confirma que estamos no caminho certo. ”

Em Bambuí, o programa contou com o apoio e envolvimento direto de criadores e instituições parceiras que disponibilizaram estrutura e apoio técnico para as atividades. O presidente do Núcleo Mangalarga Marchador do Alto São Francisco, Diego Arlei Luís, destacou: “O núcleo tem um papel de extrema importância no fomento da raça, essa parceria com a ABCCMM nos proporciona resultados muito positivos. Um deles, com certeza, é esse curso que estamos concluindo aqui em Bambuí, de formação de mão de obra qualificada, em parceria com a associação, com o Sistema Faemg Senar, com o IFMG de Bambuí, o Sindicato dos Produtores Rurais e criadores que disponibilizaram suas fazendas para as aulas práticas. É extraordinário para nossa região.”

Durante o curso, os participantes vivenciaram uma formação completa, conduzida por instrutores experientes que abordaram desde o manejo básico até a gestão e o comportamento organizacional. “O programa Formação por Competência em Equideocultura é um conteúdo completo, forma um profissional habilitado para trabalhar com equideocultura e ter sucesso nessa atividade, que é tão importante para o nosso estado”, destacou o gerente regional do Sistema Faemg Senar, Rogger Coelho.

om início em abril de 2024, o programa foi estruturado em dez módulos, integrando conteúdos teóricos e práticos que capacitaram profissionais para atuar em diferentes etapas da gestão e manejo de haras. A turma, composta por nove formandos, concluiu um ciclo de aprendizado que uniu inovação, técnica e tradição na criação do cavalo Mangalarga Marchador.

O Núcleo Mangalarga Marchador do Alto São Francisco, fundado em 2013 e atualmente com 82 associados, tem se destacado na promoção de ações de capacitação e valorização de profissionais do setor, reafirmando o papel da região como um polo de excelência da raça.

Depoimentos dos alunos

Gabriela Chaves Honório:

Gabriela Chaves Honório – Foto: divulgação
José da Conceição Ferreira – Foto: divulgação

“Meu pai é produtor rural e sócio da Associação Brasileira de Mangalarga Marchador. Desde pequena eu tive esse contato com o cavalo, e o curso vai dar segurança na área em que a gente pretende atuar, sem falar que a gente cria uma relação de amizade com os instrutores e colegas, e esse networking é muito importante na nossa caminhada.”
José da Conceição Ferreira (“Zequinha”):

“Eu tenho 49 anos e, desde menino, trabalho com cavalo. Foi uma experiência muito grande, todo esse tempo que nós passamos fazendo o curso. Me enriqueceu muito em conhecimento.”

Saulo Prudente da Silva:

Saulo Prudente da Silva – Foto: divulgação

“Sou policial militar e a Polícia Militar tem uma parte especializada, e a cavalaria faz parte dessa polícia. O curso vai me dar possibilidades de participar dessa unidade, me trazendo conhecimento para prolongar meu aprendizado sobre o cavalo e realizar um desejo pessoal, que é ingressar na cavalaria.”

Victor Gabriel Moraes Souza:

Victor Gabriel Moraes Souza – Foto: divulgação

“Sou tratorista e o curso é muito completo. Aprendi muitas coisas, e a gente está com a mente aberta para aprender mais ainda. Gostei muito, é um curso realmente completo.”

Ministério da Saúde recebe medicamento inédito para tratamento de câncer de mama no SUS

Ministério da Saúde recebe medicamento inédito para tratamento de câncer de mama no SUS – Foto: divulgação

Um medicamento inédito para o tratamento do câncer de mama foi incorporado ao SUS. O Ministério da Saúde recebeu nesta segunda-feira o primeiro lote do Trastuzumabe Entansina, medicamento de última geração para o tratamento do câncer de mama HER2-positivo, relacionado à maior agressividade da doença.

São cerca de 12 mil unidades, de 100 e 160 mg, do medicamento. Ao todo, serão quatro lotes do Trastuzumabe. As próximas entregas estão previstas para dezembro de 2025, março e junho de 2026, alcançando 100% da demanda atual. Os insumos vão beneficiar 1.144 pacientes ainda este ano.

Segundo o Ministério da Saúde, o medicamento foi negociado com valor 50% abaixo do preço de mercado. O investimento total foi de R$ 159 milhões.

O Trastuzumabe Entansina é indicado para mulheres que ainda apresentam sintomas da doença após a quimioterapia inicial, em casos de câncer de mama HER2-positivo em estágio III.

O governo federal também avança na oferta de inibidores de ciclinas indicados para o tratamento de câncer de mama avançado ou metastático com receptor hormonal positivo ou HER2-negativo.

A portaria que autoriza a compra descentralizada desses medicamentos será publicada ainda neste mês, quando acontece a campanha Outubro Rosa, de conscientização sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama.

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