Jornal Folha Regional

VÍDEO | Motorista faz manobra arriscada, atinge veículo e foge do local em Piumhi

Um acidente de trânsito registrado na rua Aloísio Arantes, no bairro Santa Clara, em Piumhi (MG), chamou a atenção após imagens de uma câmera de segurança virem à tona. A ocorrência aconteceu no último domingo (25) e envolveu um veículo em movimento e outro que estava estacionado na via pública.

As imagens mostram o momento em que o motorista de um Volkswagen Gol, modelo quadrado, realiza uma manobra arriscada, semelhante a um “cavalo de pau” ou drift. Durante a ação, o condutor perde o controle da direção e acaba atingindo a lateral de um Fiat Palio, que estava parado na rua.

Apesar do impacto, não há registro de feridos, e, até o momento, as autoridades não divulgaram informações oficiais sobre a dinâmica completa do acidente ou eventuais danos materiais. Após a colisão, o motorista do Gol deixou o local sem prestar esclarecimentos e sem aguardar a chegada da polícia.

As circunstâncias do ocorrido ainda não foram detalhadas, e o caso deve ser apurado.

Cooperativa de Ibiraci desmarca assembleia e cafeicultores continuam sem receber valor de 22 mil sacas desaparecidas

Cooperativa de Ibiraci desmarca assembleia e cafeicultores continuam sem receber valor de 22 mil sacas desaparecidas – Foto: reprodução

A Cooperativa dos Cafeicultores e Agropecuaristas de Ibiraci (Cocapil) suspendeu a assembleia que estava marcada para o último sábado (24), quando pretendia tratar com os produtores sobre o ressarcimento de mais de 22 mil sacas de café que desapareceram dos barracões da entidade. O prejuízo estimado ultrapassa R$ 52 milhões, e os cafeicultores seguem sem qualquer previsão de recebimento.

Por meio de comunicado divulgado nas redes sociais, a cooperativa informou que a reunião precisou ser desmarcada por motivos técnicos, que não teriam relação com o barracão onde o encontro ocorreria. A Cocapil afirmou ainda que uma nova data será divulgada posteriormente ou que os produtores e cooperados poderão ser convocados individualmente para a formalização de termos de transação visando ao pagamento dos créditos.

O caso ganhou repercussão após a Polícia Civil concluir, em 12 de janeiro, o inquérito que investigou o desaparecimento das sacas de café. O problema começou a ser identificado em agosto do ano passado, quando produtores tentaram retirar os grãos armazenados e constataram que o produto não estava mais nos depósitos. Diante da situação, boletins de ocorrência foram registrados.

Ao longo da investigação, 30 produtores prestaram depoimento à Polícia Civil. As vítimas são de Ibiraci, Cássia, Capetinga e Claraval, no Sul de Minas, além de produtores de Franca e Cristais Paulista, no interior de São Paulo. Segundo a apuração conduzida pelo delegado Estevan Ferreira, ficou comprovada a prática dos crimes de associação criminosa, apropriação indébita e gestão temerária de cooperativa.

O presidente da Cocapil, Elvis Vilhena Faleiros, foi indiciado e teve a prisão decretada pela Justiça, estando atualmente foragido. O inquérito também apontou a participação de outros dois diretores, mas a Justiça entendeu que apenas a prisão do presidente era necessária neste momento.

A defesa da cooperativa informou que Faleiros não se apresentou às autoridades porque estaria buscando meios particulares para quitar todos os débitos. Segundo o advogado, aproximadamente 170 pessoas, entre cooperados e produtores, deverão ser ressarcidas.

Entre os prejudicados está o produtor rural Éder Valdomiro de Carvalho, que perdeu 260 sacas de café, o que representa um prejuízo estimado em R$ 1,2 milhão. Ele relatou que a perda financeira teve forte impacto familiar, especialmente por conta dos gastos com a saúde do pai, que sofreu um AVC há cerca de dois anos, o que exige cuidados médicos constantes. O produtor destacou ainda o sentimento de frustração e tristeza diante da confiança depositada na cooperativa.

Outro produtor, Evaldo Luis Vilhena Carvalho, contou que utilizava os serviços da Cocapil havia cerca de 15 anos, sem nunca ter enfrentado problemas. Segundo ele, a situação só veio à tona quando tentou receber valores e retirar o café armazenado. Inicialmente, foi informado de que os rumores sobre dificuldades financeiras eram falsos, mas depois foi comunicado de que a cooperativa encerraria as atividades e que o café depositado havia sido vendido sem autorização dos produtores.

Motociclista morre em colisão frontal com caminhão na MGC-491, em São Sebastião do Paraíso

Motociclista morre em colisão frontal com caminhão na MGC-491, em São Sebastião do Paraíso – Foto: rede sociais

Um acidente grave registrado na manhã da última segunda-feira (26) resultou na morte de um motociclista na rodovia MGC-491, em São Sebastião do Paraíso (MG). A ocorrência foi registrada no início do trecho conhecido como subida do Posto do Sol, nas proximidades do km 8 da rodovia.

De acordo com as informações apuradas no local, a vítima foi identificada como Luciano Coelho da Silva, de 53 anos. Ele conduzia a motocicleta no sentido São Sebastião do Paraíso–Itamogi quando, por razões ainda não esclarecidas, invadiu repentinamente a pista contrária e colidiu de frente com um caminhão que seguia no sentido oposto.

O caminhão transportava peças agrícolas e fazia o trajeto entre Divinolândia e Jacuí. Após o impacto, o veículo pesado percorreu aproximadamente 30 a 40 metros, influenciado pela descida do trecho, até conseguir parar mais à frente.

Com a força da colisão, o motociclista foi lançado e arrastado por alguns metros, ficando fora do acostamento, cerca de meio metro além da faixa de rolamento. A motocicleta ficou presa sob o caminhão e chegou a apresentar princípio de incêndio, que foi rapidamente controlado pelo próprio motorista do veículo de carga.

As causas do acidente ainda serão investigadas.

Novos radares de velocidade entram em operação no Sul de Minas

Novos radares de velocidade entram em operação no Sul de Minas – Foto: EPR Sul de Minas/Divulgação

Motoristas que trafegam pelas rodovias MG-146, em Andradas, e MGC-173, em Paraisópolis, devem redobrar a atenção a partir desta terça-feira (27). Dois novos radares de controle de velocidade passam a operar nesses trechos, com a finalidade de aumentar a segurança viária, reduzir acidentes e organizar o fluxo de veículos em áreas urbanas.

Inicialmente, os equipamentos funcionarão em fase educativa até o dia 2 de fevereiro. Durante esse período, não haverá aplicação de multas. A fiscalização punitiva começa oficialmente no dia 3 de fevereiro, quando as infrações registradas passarão a gerar penalidades previstas no Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

Os dispositivos foram instalados em locais considerados estratégicos, levando em conta o alto volume de tráfego e a presença frequente de pedestres. Em Andradas, o radar está localizado no km 645 da MGC-146. Já em Paraisópolis, o equipamento foi implantado no km 41 da MG-173.

Embora os trechos sejam administrados pela concessionária EPR Sul de Minas, o contrato de concessão estabelece que a homologação dos radares e o processamento das autuações são de responsabilidade do Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG). À concessionária cabe apenas a instalação, a manutenção e a operação técnica dos equipamentos.

O DER-MG também é o órgão responsável pela aplicação de multas, emissão de autuações e demais penalidades. A EPR Sul de Minas não participa da arrecadação proveniente das infrações de trânsito.

Homem de 63 anos morre durante manutenção em telhado em Alpinópolis

Homem de 63 anos morre durante manutenção em telhado em Alpinópolis – Foto: redes sociais

Um homem morreu na manhã da última segunda-feira (26) enquanto realizava um serviço de manutenção em um telhado residencial, em Alpinópolis (MG). A ocorrência mobilizou equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e da Polícia Militar. A vítima foi identificada como José Carlos dos Reis, de 63 anos.

Segundo a PM, o COPOM acionou a guarnição para apoio após a equipe do SAMU já estar no local, atendendo a uma solicitação de possível emergência de saúde. Ao chegarem à residência, os socorristas constataram que a vítima já estava sem sinais vitais, apesar das tentativas de reanimação.

Segundo informações apuradas no local, o homem executava reparos no telhado quando, em determinado momento, deixou de responder aos chamados. A situação foi percebida por moradores da casa, que acionaram imediatamente o socorro.

Durante a averiguação, os policiais observaram indícios que podem estar relacionados a uma possível descarga elétrica, hipótese que será analisada pelas autoridades competentes. Familiares informaram que a vítima não possuía histórico conhecido de problemas cardíacos.

A perícia técnica foi acionada e realizou os trabalhos de praxe. Após a conclusão dos procedimentos, o corpo foi liberado e encaminhado para os trâmites legais.

Em nota, a Polícia Militar reforçou seu compromisso com a preservação da ordem, o apoio aos órgãos de emergência e o respeito às vítimas e seus familiares.

Secretaria de Educação inicia formação presencial com diretores do Sul de Minas para planejamento do ano letivo de 2026

Secretaria de Educação inicia formação presencial com diretores do Sul de Minas para planejamento do ano letivo de 2026 – Foto: divulgação/SEE

O Encontro com Diretores, promovido pela Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE/MG), deu início à formação com gestores do Sul de Minas, segundo grupo previsto no evento. O encontro faz parte da estratégia da pasta para o planejamento do ano letivo de 2026 e segue até terça-feira (27/1), com a participação de diretores de outras regiões, em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Durante a formação com os diretores da região Sul, foram analisados os resultados educacionais obtidos em 2025, com destaque para avaliações como o Sistema Mineiro de Avaliação e Equidade da Educação Pública (Simave). A partir desse diagnóstico, os gestores identificaram avanços e desafios enfrentados pelas unidades escolares e discutiram ações estratégicas e diretrizes que irão compor o plano de ação para 2026.

Para o secretário de Estado de Educação de Minas Gerais, Rossieli Soares, o encontro é um momento estratégico de escuta e construção coletiva. “Esse é um encontro preparado para o início do ano letivo com toda a região aqui do Sul de Minas, Triângulo Mineiro também, e outras superintendências, para planejar especialmente a partir dos resultados que a gente precisa corrigir e avançar. É um momento em que os diretores trazem os problemas e conseguimos reposicionar algumas ações a partir dessa escuta, que é fundamental. Nossas aulas começam no dia 4 de fevereiro, e essa preparação é uma grande prioridade”, destaca.

Expectativa para o ano letivo

A formação também foi marcada pela expectativa positiva dos gestores escolares para o início do ano letivo. Para Camila Borges, diretora da Escola Estadual Eduardo Amaral, em Estiva, o encontro representa um momento importante de alinhamento. “Esse evento estava sendo muito esperado por todos nós diretores. Ficamos ansiosos para ouvir o secretário e as subsecretárias, conhecer as novidades para este ano e nos preparar para a volta às aulas. Estamos muito motivados e confiantes de que será um ano de sucesso”, afirma.

Já Taylor Andrade, diretor da Escola Estadual Presidente Bernardes, em Pouso Alegre, ressaltou a importância da formação pedagógica. “A formação pedagógica é o carro-chefe para que o trabalho funcione bem nas escolas. Nossa expectativa estava muito alta para discutir esses temas durante os encontros e fortalecer ainda mais o nosso trabalho”.

O evento

A formação com os diretores escolares está inserida em uma agenda de ações da SEE/MG voltadas ao fortalecimento da gestão educacional. Na segunda-feira (26/1), o evento receberá o último grupo previsto, da região Central de Minas, ampliando a escuta e o diálogo com diferentes realidades do estado e contribuindo para a consolidação do planejamento do ano letivo de 2026 na rede estadual.

O encontro ressalta o papel do planejamento prévio como instrumento fundamental para alinhar as diretrizes da SEE/MG às práticas das unidades escolares. O compartilhamento de vivências entre os diretores contribui para o desenvolvimento de estratégias para o ano letivo.

Governo de Minas inaugura novas estruturas do Colégio Tiradentes de Passos

Governo de Minas inaugura novas estruturas do Colégio Tiradentes de Passos – Foto: divulgação/Cristiano Machado

Governo de Minas inaugurou, nesta sexta-feira (23/1), as novas instalações do Colégio Tiradentes da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) em Passos, no Sul do estado.

O vice-governador de Minas Gerais, Mateus Simões, participou da solenidade que marca a entrega da ampla reforma estrutural, com investimento de quase R$ 4,2 milhões, recursos do Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE/MG), em parceria com a PMMG.

Entre as intervenções, que começaram em outubro de 2024, estão a instalação de cobertura metálica nos corredores, a implantação de uma área verde com brinquedos infantis, a revitalização completa do auditório — agora equipado com novas poltronas e sistema de ar-condicionado — e a criação de um espaço destinado à formação cívico-militar dos estudantes.

“Estou muito feliz com essa melhoria, o Colégio Tiradentes de Passos está completamente remodelado e recebe mais de 700 alunos, que não são apenas filhos de militares, mas civis também”, disse o vice-governador de Minas Gerais.

“Melhorar a estrutura de uma escola é melhorar também o ensino e o futuro desses jovens e, aqui, temos muitos alunos premiados e que representam uma nota superior a 20% da média de outras notas das escolas mineiras”, ressaltou Mateus Simões.

A única unidade da rede Tiradentes no município de Passos completa 60 anos em 2026 e dispõe de 12 salas de aula, organizadas em dois turnos, com capacidade para atender até 740 estudantes em 24 turmas do ensino fundamental e ensino médio.

Ao longo da trajetória, o Colégio Tiradentes de Passos tem apresentado resultados educacionais expressivos, evidenciados pelo desempenho no Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) e no Sistema Mineiro de Avaliação e Equidade da Educação Pública (Simave), aliado ao acompanhamento contínuo do rendimento dos estudantes.

O incentivo permanente à participação em olimpíadas acadêmicas e iniciativas científicas pode ser observado nos resultados alcançados: somente em 2025, os alunos conquistaram 395 medalhas em competições acadêmicas.

Entre os principais destaques, estão o título de campeões da 82ª Jornada de Foguetes, realizada em dezembro de 2025, em Barra do Piraí (RJ), além do desempenho na Olimpíada Internacional Matemática sem Fronteiras, com a conquista de medalha de bronze em nível nacional e medalha de prata em nível regional, resultado que garantiu convite para a etapa internacional da competição, a ser realizada na Tailândia.

Esses resultados também se refletem no desempenho no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), nas recorrentes aprovações em universidades públicas e privadas de excelência e nos destaques obtidos em competições esportivas, como os Jogos Escolares de Minas Gerais (Jemg), os Jogos Escolares de Atletismo (Jeat), o Torneio Intercolegial Tiradentes (Tico) e os Jogos da Juventude.

Tiradentes

Atualmente, há 30 unidades do Colégio Tiradentes em diferentes regiões de Minas, com mais de 24 mil estudantes matriculados. A rede oferece educação básica de maneira complementar ao sistema público estadual, com ênfase no desenvolvimento de disciplina, cidadania e preparação para o ingresso no ensino superior e no mundo do trabalho.

As melhorias promovem mais conforto, segurança e funcionalidade ao ambiente escolar, fortalecendo a proposta pedagógica e formativa da unidade.

“Inaugurar essas melhorias na escola reafirma que a segurança pública se constrói com educação, estrutura digna, cuidado e respeito a todas famílias. O Colégio Tiradentes cumpre uma função de exemplo em Minas Gerais, formando cidadãos conscientes, responsáveis e comprometidos com o bem comum”, ressaltou o comandante-geral da PMMG, coronel Carlos Frederico Otoni Garcia.

A gestão administrativa e pedagógica das unidades é de responsabilidade da PMMG, mas a SEE/MG participa ativamente do financiamento e do apoio institucional, mediante transferências de recursos, cooperação técnica e instrumentos formais de colaboração, como Termos de Descentralização de Crédito Orçamentário (TDCO) e convênios.

Desde 2021, já foram investidos mais de R$ 343 milhões em ações de manutenção, infraestrutura, apoio pedagógico e melhorias nessas escolas.

VÍDEO | Raios atingem áreas urbanas de Passos durante tempestade e assustam moradores

A forte tempestade registrada no início da noite do último domingo (MG) provocou susto e apreensão em moradores de Passos (MG), após a queda de raios em diferentes pontos da cidade. Um dos casos ocorreu no bairro Jardim Canadá e foi flagrado por câmeras de segurança. Outro raio também caiu no bairro Flamboyant, conforme relatos de moradores da região.

As imagens registradas no Jardim Canadá mostram o clarão intenso da descarga elétrica, seguido de um forte estrondo. No Flamboyant, moradores relataram momentos de pânico, com muitos raios caindo em sequência e o forte barulho fazendo casas tremerem.

“Foi um atrás do outro. A gente sentia a casa balançar”, contou uma moradora do Jardim Canadá. Outros residentes relataram que o barulho das trovoadas era tão intenso que chegou a acionar alarmes e causar quedas momentâneas de energia.

Apesar do susto, não há registro oficial de feridos ou danos estruturais graves até o momento. Ainda assim, o episódio reacendeu a preocupação da população com a segurança durante tempestades elétricas.

Aumento no número de raios preocupa moradores

Moradores de diferentes bairros de Passos afirmam que, com as fortes chuvas das últimas semanas, a quantidade de raios tem aumentado significativamente. A sensação, segundo eles, é de que as tempestades estão mais intensas e frequentes neste período.

Residentes pedem a implantação de para-raios, especialmente em áreas residenciais e pontos mais elevados, como forma de reduzir os riscos e aumentar a segurança da população.

“Com tantos raios caindo perto das casas, a gente fica com medo. Um sistema de proteção ajudaria muito”, relatou um morador.

Especialistas explicam que Minas Gerais está entre os estados com maior incidência de descargas elétricas no país, principalmente durante o verão, quando o calor e a umidade favorecem a formação de nuvens de tempestade.

Perigos das descargas elétricas

A queda de raios pode causar:

  • Ferimentos graves ou até mortes;
  • Incêndios em residências e áreas urbanas;
  • Danos a aparelhos eletrônicos;
  • Interrupções no fornecimento de energia;
  • Risco indireto por propagação da corrente elétrica pelo solo e por estruturas metálicas.

Mesmo dentro de casa, os riscos existem caso a residência não tenha proteção adequada.

Orientações de segurança durante tempestades

A Defesa Civil orienta que, durante chuvas com raios, a população:

  • Evite permanecer em áreas abertas;
  • Não fique debaixo de árvores;
  • Evite contato com objetos metálicos;
  • Desligue aparelhos eletrônicos da tomada;
  • Evite tomar banho durante tempestades;
  • Permaneça em locais fechados e protegidos.

Em situações de risco, como quedas de árvores, incêndios ou fios energizados, a recomendação é acionar imediatamente o Corpo de Bombeiros ou a Defesa Civil.

Com a previsão de continuidade das chuvas fortes na região, o alerta permanece para que moradores redobrem a atenção e adotem medidas preventivas.

Mundo entra em era de “falência hídrica” diante do uso excessivo de água doce, alertam pesquisadores da ONU

Mundo entra em era de “falência hídrica” diante do uso excessivo de água doce, alertam pesquisadores da ONU – Foto: reprodução/Sistab

O planeta está consumindo água doce em um ritmo tão acelerado, somado aos impactos das mudanças climáticas, que já ultrapassou o limite das crises pontuais e entrou em uma fase estrutural de colapso: a chamada falência hídrica. Em muitas regiões, a escassez deixou de ser temporária e passou a ser um estado permanente, do qual os sistemas naturais já não conseguem se recuperar.

Atualmente, cerca de 4 bilhões de pessoas — quase metade da população mundial — enfrentam escassez severa de água por pelo menos um mês ao ano, sem acesso suficiente para suprir todas as necessidades básicas. Em outras áreas, os efeitos do déficit hídrico aparecem de forma indireta, mas igualmente grave: reservatórios secos, cidades afundando, perdas agrícolas, racionamentos, incêndios florestais mais frequentes e tempestades de poeira e areia.

Os sinais desse colapso se espalham pelo mundo. Em Teerã, a combinação entre secas prolongadas e exploração insustentável esgotou reservatórios fundamentais para o abastecimento da capital iraniana, ampliando tensões sociais e políticas. Nos Estados Unidos, a demanda por água já ultrapassou a capacidade do Rio Colorado, fonte essencial de água potável e irrigação para sete estados.

O que é a falência hídrica

A falência hídrica vai além de uma simples metáfora. Trata-se de uma condição crônica que surge quando uma região passa a consumir mais água do que a natureza consegue repor de forma confiável. O problema se agrava quando aquíferos, zonas úmidas e outros sistemas naturais responsáveis por armazenar e filtrar água sofrem danos tão profundos que se tornam difíceis ou impossíveis de recuperar.

Um estudo recente conduzido pelo autor deste artigo em parceria com o Instituto da Universidade das Nações Unidas para Água, Meio Ambiente e Saúde aponta que o mundo já ultrapassou a fase das crises hídricas temporárias. Muitos sistemas não conseguem mais retornar às condições naturais históricas. Em termos práticos, isso significa que já estão em estado de falência.

Como a falência hídrica se manifesta

Assim como ocorre na falência financeira, os primeiros sinais costumam parecer administráveis. Inicialmente, regiões passam a extrair um pouco mais de água subterrânea durante períodos de seca. Poços são aprofundados, bombas se tornam mais potentes e a água é transferida de uma bacia para outra. Pântanos são drenados e rios canalizados para abrir espaço para cidades e lavouras.

Com o tempo, os custos ocultos surgem. Lagos diminuem ano após ano, poços precisam ser perfurados cada vez mais fundo e rios que antes corriam continuamente passam a secar em determinadas épocas. Em áreas costeiras, a água salgada começa a invadir aquíferos de água doce.

Um dos efeitos mais visíveis — e frequentemente subestimado — é a subsidência, o afundamento do solo. Quando a água subterrânea é retirada em excesso, a estrutura do solo, que funciona como uma esponja, colapsa. Na Cidade do México, por exemplo, o solo afunda cerca de 25 centímetros por ano. Uma vez compactados, esses espaços não podem ser restaurados.

O relatório Global Water Bankruptcy, publicado em 20 de janeiro de 2026, mostra que esse fenômeno já ocorre em escala global. A extração excessiva de água subterrânea causou afundamento do solo em mais de 6 milhões de quilômetros quadrados, incluindo áreas urbanas onde vivem aproximadamente 2 bilhões de pessoas. Cidades como Jacarta, Bangkok e Ho Chi Minh estão entre os casos mais emblemáticos.

Impactos na produção de alimentos

A agricultura responde por cerca de 70% do consumo mundial de água doce, o que a torna especialmente vulnerável à escassez. À medida que a água se torna mais rara, a produção agrícola fica mais cara e instável, agricultores perdem renda e empregos, e tensões sociais se intensificam — com potencial impacto na segurança nacional.

Cerca de 3 bilhões de pessoas e mais da metade da produção global de alimentos estão concentradas em regiões onde a capacidade de armazenamento de água já está em declínio ou apresenta grande instabilidade. Mais de 1,7 milhão de quilômetros quadrados de áreas agrícolas irrigadas enfrentam estresse hídrico alto ou muito alto, ameaçando a segurança alimentar mundial.

Secas mais longas e frequentes

O avanço das mudanças climáticas intensifica ainda mais o problema. As secas estão se tornando mais longas, frequentes e severas à medida que as temperaturas globais aumentam. Entre 2022 e 2023, mais de 1,8 bilhão de pessoas — quase um quarto da humanidade — enfrentaram condições de seca em algum momento.

Esses números se refletem em consequências concretas: aumento no preço dos alimentos, queda na geração de energia hidrelétrica, riscos à saúde pública, desemprego, migrações forçadas, instabilidade social e conflitos.

Como chegamos a esse ponto

Todos os anos, a natureza fornece a cada região uma espécie de “renda hídrica”, por meio da chuva e da neve. Essa é a quantidade de água disponível para uso humano e para a manutenção dos ecossistemas.

Quando a demanda supera essa renda, passamos a consumir a “poupança”: retiramos mais água subterrânea do que será reposta, drenamos zonas úmidas e desviamos recursos essenciais à natureza. Assim como no endividamento financeiro, esse modelo pode funcionar por um período, mas cobra seu preço no longo prazo.

Nas últimas cinco décadas, o mundo perdeu mais de 4,1 milhões de quilômetros quadrados de zonas úmidas naturais. Além de armazenar água, esses ecossistemas filtram poluentes, reduzem inundações e sustentam a biodiversidade. Sua destruição compromete todo o ciclo hidrológico.

A qualidade da água também vem piorando. Poluição, salinização do solo e intrusão de água salgada tornam muitos mananciais impróprios para uso, aprofundando o cenário de falência.

As mudanças climáticas agravam o quadro ao reduzir a precipitação em várias regiões, aumentar a demanda hídrica das lavouras e elevar o consumo de energia para bombeamento de água. O derretimento de geleiras, que funcionam como grandes reservatórios naturais, também compromete o abastecimento futuro.

Apesar disso, muitos países seguem ampliando a retirada de água para sustentar o crescimento urbano, agrícola, industrial e, mais recentemente, a expansão de centros de dados (datacenters) ligados à inteligência artificial.

O que pode ser feito

Assim como na falência financeira, a saída passa por mudanças profundas:

  • Reconhecer o problema: é necessário estabelecer limites reais de uso da água, baseados na disponibilidade efetiva, e não na exploração contínua de aquíferos.
  • Proteger o capital natural: restaurar rios, zonas úmidas, solos e aquíferos é essencial para manter o abastecimento hídrico e a estabilidade climática.
  • Reduzir o consumo de forma justa: políticas que penalizam apenas os mais pobres tendem ao fracasso. São necessárias proteções sociais, apoio à transição agrícola e investimentos em eficiência hídrica.
  • Melhorar o monitoramento: o uso de satélites pode ajudar a acompanhar tendências, antecipar colapsos e orientar decisões.
  • Planejar para usar menos água: talvez o desafio mais difícil seja psicológico. A falência hídrica exige repensar cidades, sistemas alimentares e economias para operar dentro de novos limites.

Assim como ocorre nas finanças, a falência pode ser um ponto de virada. A humanidade pode continuar agindo como se a natureza oferecesse crédito ilimitado — ou aprender a viver dentro das condições impostas pelo ciclo da água.

Kaveh Madani não presta consultoria, não possui vínculos financeiros e não recebe financiamento de organizações que possam se beneficiar com a publicação deste artigo, além de sua atuação acadêmica.

VÍDEO | Tempestade provoca alagamento de residência e transtornos em Passos

Uma forte tempestade registrada no início da noite do último domingo (25) causou diversos transtornos em Passos (MG). Entre os impactos, uma residência localizada na Rua Rio Pardo, no bairro Santa Luzia, acabou sendo invadida pela água, causando prejuízos à moradora.

O alagamento foi registrado em vídeo pela neta da proprietária do imóvel. As imagens mostram a água tomando conta da casa, cobrindo parcialmente móveis, uma máquina de lavar roupas e outros objetos. Segundo relato da idosa, a água que invadiu a residência seria proveniente da rede de esgoto.

Além do caso no bairro Santa Luzia, a tempestade provocou queda de árvores em diferentes pontos da cidade, vias com grande acúmulo de água e dificuldades no trânsito. Também houve o registro da queda de um raio dentro do perímetro urbano de Passos, o que aumentou a apreensão entre os moradores.

A chuva intensa em Passos fez parte de um cenário mais amplo de instabilidade climática que atingiu cidades do Sul de Minas, com volumes elevados de precipitação em curto espaço de tempo, rajadas de vento e descargas elétricas. Em vários municípios da região, moradores relataram alagamentos pontuais e transtornos semelhantes.

Horas antes da tempestade, a Defesa Civil de Minas Gerais havia emitido alertas de risco de chuva forte acompanhada de trovoadas. As notificações foram enviadas para celulares cadastrados no sistema de alertas no município de Passos, orientando a população sobre a possibilidade de eventos climáticos severos.

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