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Jornal Folha Regional

Possível retorno do El Niño liga alerta para alta na conta de luz, impactos na indústria e no setor cafeeiro em MG

Possível retorno do El Niño liga alerta para alta na conta de luz, impactos na indústria e no setor cafeeiro em MG – Foto: reprodução

A possibilidade de um novo episódio do El Niño se formar nos próximos meses já acende o alerta em diversos setores da economia mineira. Especialistas apontam que o fenômeno climático pode provocar temperaturas acima da média, alterações no padrão das chuvas e aumento dos custos de energia elétrica, impactando diretamente a indústria, o agronegócio e o bolso dos consumidores.

A preocupação é reforçada pelas projeções da Organização das Nações Unidas (ONU), que indicam mais de 90% de probabilidade de desenvolvimento do fenômeno até novembro. Em Minas Gerais, os principais receios estão relacionados ao aumento do calor, à irregularidade das precipitações e aos reflexos sobre o sistema elétrico nacional.

Coordenador do mercado de energia da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Sérgio Pacata destaca que o aumento das temperaturas pode elevar significativamente o consumo de energia, especialmente na região Sudeste, que concentra a maior demanda elétrica do país.

“Cada grau que a temperatura sobe significa milhões de aparelhos de ar-condicionado ligados ao mesmo tempo. Isso aumenta muito a demanda por energia elétrica no Brasil. Se você tem uma demanda maior e reservatórios pressionados, o preço da energia sobe e o sistema elétrico fica mais estressado”, afirma.

Segundo Pacata, o cenário se torna ainda mais delicado porque o sistema elétrico brasileiro já depende do acionamento de usinas termelétricas, que possuem custos de geração mais elevados.

“Toda vez que isso acontece, alguém paga essa conta. O custo da geração fica mais elevado e esse impacto chega tanto para a indústria quanto para o consumidor comum, por meio das bandeiras tarifárias e do aumento do preço da energia”.

Diante desse contexto, o setor industrial acompanha com atenção a possibilidade de acionamento da bandeira vermelha nos próximos meses, medida adotada quando as condições para geração de energia se tornam menos favoráveis.

Os segmentos mais sensíveis a esse cenário são aqueles que dependem fortemente da eletricidade em seus processos produtivos, como as indústrias de alumínio, borracha e outros setores eletrointensivos.

“Quando a energia sobe, o custo do produto sobe junto. Não é um impacto isolado na conta de luz. Isso afeta toda a cadeia produtiva, aumenta o custo operacional das empresas e acaba chegando ao preço final pago pelo consumidor”, destaca.

Setor cafeeiro também acompanha cenário com atenção

Além da indústria, a possível chegada do El Niño preocupa produtores de café, uma das principais atividades econômicas de Minas Gerais. A combinação de temperaturas elevadas e chuvas irregulares pode comprometer tanto a produtividade quanto a qualidade dos grãos.

Presidente do Sindicato das Indústrias de Café do Estado de Minas Gerais (Sindicafé-MG), Sérgio Meirelles afirma que o fenômeno aumenta os riscos climáticos para as lavouras mineiras.

“A intensificação do El Niño tende a elevar o risco climático para o café mineiro, principalmente por provocar temperaturas acima da média e chuvas mais irregulares. Isso pode gerar estresse hídrico, abortamento floral e menor enchimento dos grãos”, afirma.

De acordo com ele, os efeitos podem atingir diferentes fases da produção cafeeira e causar prejuízos importantes.

“A falta de chuva durante a florada reduz a produtividade, enquanto o calor excessivo acelera a maturação e pode comprometer a qualidade da bebida. Já o excesso de chuva próximo à colheita aumenta o risco de fermentação, fungos e perdas na produção”.

Outro ponto de atenção é o impacto do aumento dos custos de energia sobre atividades como irrigação, secagem, armazenagem e beneficiamento dos grãos.

“Em regiões com irrigação intensiva, a energia já está entre os principais custos operacionais da atividade. Em um cenário de menor produtividade e custos mais elevados, os impactos acabam se espalhando por toda a cadeia do café”, diz.

Fenômeno pode trazer calor intenso e chuvas irregulares

Meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Anete Fernandes explica que o El Niño é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial, fenômeno que altera a circulação atmosférica e influencia diretamente o clima em diversas regiões do planeta.

“No Brasil, normalmente você tem aumento das chuvas no Sul e temperaturas mais elevadas no Sudeste e Centro-Oeste”, afirma.

Segundo a especialista, Minas Gerais costuma sentir principalmente os efeitos relacionados às altas temperaturas e à má distribuição das chuvas.

“O problema não é necessariamente a falta de chuva, mas a má distribuição dela. Em anos de El Niño, as precipitações costumam ocorrer em pancadas isoladas. Então, pode chover o esperado para o mês inteiro em poucos dias e depois ficar um longo período sem chuva”.

A meteorologista lembra ainda que o último episódio do fenômeno, registrado em 2023, provocou diversas ondas de calor no estado, inclusive durante o inverno.

“Tivemos ondas de calor em agosto, setembro, outubro e novembro. O El Niño favorece justamente esse cenário de temperaturas acima da média por períodos prolongados. Dependendo da intensidade do fenômeno, esses eventos podem acontecer com mais frequência”.

Apesar dos alertas, especialistas ressaltam que ainda não é possível determinar a intensidade do próximo episódio nem estimar com precisão seus impactos econômicos. A dimensão dos efeitos dependerá do comportamento das temperaturas e das chuvas ao longo dos próximos meses.

Conta de luz da Cemig deve subir, em média, 6,5% a partir de 28 de maio

Conta de luz da Cemig deve subir, em média, 6,5% a partir de 28 de maio – Foto: reprodução

Cemig pode ter reajuste médio da tarifa em 6,5% a partir de 28 de maio, acima da inflação anual acumulada entre maio de 2025 e abril deste ano, que foi de 4,39% (segundo o IPCA do IBGE). A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) é responsável por avaliar e liberar o aumento. A minuta do voto do relator do reajuste, o diretor da agência Gentil Nogueira de Sá Júnior, com as análises, datas e percentuais, está disponível desde sexta-feira (22/5) no site da Aneel. 

Segundo consta no documento, “o Reajuste Tarifário Anual – RTA da Cemig-D conduz a um efeito médio nas tarifas a ser percebido pelos consumidores de 6,50%, sendo de 9,43%, em média, para os consumidores conectados na Alta Tensão e de 5,21%, em média, para os consumidores conectados na Baixa Tensão”. O reajujste será definido e comunicado pela Aneel no próximo dia 26 de maio.

A minuta descreve que a decisão levou em consideração reajuste dos itens de custos da Cemig, inclusão dos componentes financeiros apurados no atual reajuste tarifário para recompensar nos 12 meses subsequentes (investimentos, manutenção e gastos operacionais), aumento 2,2% de encargos setoriais, dentre outros. O documento lista também alta de 5,4% nos custos de transmissão.

Consultada pela reportagem, a Cemig reforçou que o resultado do processo de reajuste tarifário anual da companhia ainda será deliberado pela Aneel na próxima terça-feira (26/5). “Até o momento, não há definição oficial sobre os percentuais que serão aplicados aos clientes da distribuidora”, esclareceu.  A decisão do relator precisa passar pela aprovação ou não dos outros diretores da agência.  

A empresa tem aproximadamente 9,8 milhões de unidades consumidoras em Minas Gerais, cujo consumo de energia elétrica representa, atualmente, segundo a Aneel, um faturamento anual da ordem de R$ 23,49 bilhões. 

Energia elétrica pode ficar mais cara em 2026 com clima seco e subsídios

Energia elétrica pode ficar mais cara em 2026 com clima seco e subsídios – Foto: reprodução

A conta de luz pode disparar este ano, devido a diferentes fatores, com alta de até 12% na comparação com 2025. É o que apontam previsões de bancos e consultorias, conforme noticiou O Globo nesta segunda-feira (23).

No ano passado, a tarifa elétrica foi a vilã da inflação, cenário que pode se repetir. Trata-se de um fenômeno registrado nos últimos 15 anos, com o preço da conta de luz aumentando 177% no período, contra 122% da inflação, segundo a Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel).

Fatores que contribuem para o aumento

custo de acionamento das usinas termelétricas e o risco hidrológico estão entre os fatores para a elevação da tarifa de energia em 2026, conforme a consultoria PSR. Ela prevê alta de até 7,95% neste quesito.

  • A temperatura mais alta e a maior demanda podem gerar um cenário ainda mais desfavorável, segundo a empresa;
  • No cálculo, ela também considera os reajustes anuais das distribuidoras, impostos e encargos, ressaltando que pode haver reduções pontuais em determinadas regiões;
  • Já o economista-chefe do Banco BMG, Flávio Serrano, projeta alta de 5,1%, o equivalente a 1,15 ponto percentual acima da inflação estimada para este ano;
  • O especialista adverte que as condições climáticas podem piorar o cenário, principalmente pela possibilidade do El Niño, que aquece as águas do Oceano Pacífico.

Com o fenômeno, há chances de seca nas regiões Norte e Nordeste, afetando o nível dos reservatórios. Assim, a conta de luz encerraria o ano com alta de até 12% na bandeira vermelha 2 acionada em dezembro, como prevê Serrano.

A reportagem também aponta os subsídios do setor elétrico como outro aspecto para o aumento. Este ano, a previsão para o fundo é de R$ 47,8 bilhões, 17,7% a mais do que em 2025, valor custeado pelos consumidores, principalmente.

Reservatórios com níveis “satisfatórios”

Dados do Sistema Interligado Nacional (SIN) mostram que os níveis dos reservatórios estavam em 64,8% no subsistema Nordeste, 63,8% no Norte, 54,8% no Sudeste/Centro Oeste e 45% no Sul, na última semana. Os números são considerados satisfatórios.

Segundo o Ministério de Minas e Energia, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) acompanha a evolução do armazenamento, do período chuvoso e das condições hidrológicas. A bacia do Rio Paraná e a Região Sul são as áreas que exigem maior atenção.

Por outro lado, chuvas acima da média podem mudar a situação, levando a tarifas mais baratas, assim como o aumento na produção de energia renovável. Outra possibilidade de redução é a arrecadação com a renovação antecipada de concessões.

Neste último caso, a receita obtida ajudaria a reduzir os subsídios que custeiam as contas de famílias de baixa renda, moradores de áreas rurais e unidades usadas exclusivamente para irrigação.

Prefeitura de São José da Barra garante desconto de 16% na conta de luz e amplia acesso à energia solar para toda a população

São José da Barra/MG- Foto: reprodução

A Prefeitura de São José da Barra (MG) firmou uma parceria inédita com a Cemig SIM, subsidiária do Grupo Cemig voltada à geração de energia solar distribuída, garantindo economia nas contas públicas e descontos de até 16% na tarifa de energia elétrica para moradores da cidade, do distrito e das comunidades rurais.

O convênio assegura que consumidores residenciais, empresariais e órgãos municipais possam aderir ao programa, que oferece créditos de energia solar com o desconto ampliado — superior ao percentual convencional de 12% praticado pela empresa. O benefício está disponível para quem possui consumo mensal acima de R$ 160.

Adesão simples e sem custos

Não há necessidade de instalação de painéis solares ou obras nos imóveis. Para participar, basta acessar o site da Cemig SIM e seguir o procedimento de cadastro. A partir da adesão, o consumidor passa a receber duas contas:
• Fatura da distribuidora tradicional, que inclui iluminação pública, custo de distribuição e impostos como PIS e COFINS;
• Fatura da Cemig SIM, com o valor referente aos créditos de energia solar compensados, já com o desconto de 16%.

Apesar de duas faturas, o valor final pago pelo consumidor será menor, resultando em economia real todos os meses.

Sustentabilidade e impacto ambiental

A parceria também reforça o compromisso do município com práticas sustentáveis. A energia fornecida pela Cemig SIM é produzida em usinas solares próprias e injetada diretamente na rede, promovendo a compensação automática de créditos ao consumidor.

Desde sua criação, em 2019, a empresa já evitou a emissão de mais de 52 mil toneladas de CO₂, contribuindo para a redução de poluentes e para a preservação ambiental. A energia solar, por ser silenciosa, limpa e renovável, representa uma alternativa eficiente também para propriedades rurais.

Benefício coletivo

Para o secretário municipal Romulo Leandro, a parceria representa uma conquista significativa para o município, que completa 30 anos em 2025:

“Estamos sempre atentos em beneficiar nosso povo, pois o progresso não pode parar e São José da Barra tem caminhado rumo à colheita de excelentes frutos. O trabalho não para. Em breve, mais novidades”, afirmou.

Sobre a Cemig SIM

A Cemig SIM atua na geração compartilhada de energia solar, oferecendo soluções para residências, empresas e produtor rural. O modelo viabiliza acesso a energia mais barata, renovável e sem necessidade de investimentos em estruturas próprias.

Com o convênio firmado, São José da Barra se posiciona como referência regional em inovação, sustentabilidade e eficiência energética, ampliando o acesso da população a uma alternativa econômica e ambientalmente responsável.

Consumidor terá redução no preço da energia elétrica em dezembro

Consumidor terá redução no preço da energia elétrica em dezembro – Foto: reprodução

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou na sexta-feira (28) que a bandeira tarifária em dezembro passou da vermelha no patamar 1, em novembro, para amarela em dezembro.

Isso significa que a pessoa deixa de pagar R$ 4,46 a cada 100 quilowatts-hora (KW/h) consumidos e passa a pagar R$ 1,885.

De acordo com a Aneel, a entrada do período chuvoso no país, a previsão de chuvas para dezembro é superior às chuvas que ocorreram em novembro, na maior parte do país.

“Contudo, essa expectativa de chuvas está, em geral, abaixo da sua média histórica para esse mês do ano. Diante de condições de geração de energia um pouco mais favoráveis, foi possível mudar da bandeira vermelha patamar 1 para amarela. Por isso, o acionamento das termelétricas continua sendo essencial para atender à demanda”, informou a Agência.

A Aneel acrescentou “que a geração solar é intermitente e não fornece energia de forma contínua, especialmente no período noturno e nos horários de maior consumo”. A redução ocorre após a adoção da bandeira vermelha patamar 1 em outubro e novembro.

Em agosto e setembro, a Aneel havia acionado a bandeira vermelha patamar 2, com adicional de R$ 7,87 por 100 kWh.

Custos extras

Criado em 2015 pela Aneel, o sistema de bandeiras tarifárias reflete os custos variáveis da geração de energia elétrica. Divididas em cores, as bandeiras indicam quanto está custando para o Sistema Interligado Nacional (SIN) gerar a energia usada nas residências, em estabelecimentos comerciais e nas indústrias.

Quando a conta de luz é calculada pela bandeira verde, não há nenhum acréscimo. Quando são aplicadas as bandeiras vermelha ou amarela, a conta sofre acréscimos a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.

Cemig é condenada a indenizar consumidora que sofreu 14 interrupções de energia em um ano

Cemig é condenada a indenizar consumidora que sofreu 14 interrupções de energia em um ano – Foto: reprodução

A Justiça mineira condenou a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) a indenizar uma moradora do Sul de Minas que teve o fornecimento de energia interrompido diversas vezes ao longo de um ano. A 1ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) fixou a indenização em R$ 5 mil por danos morais. A concessionária afirma que o caso envolve “situações emergenciais, decorrentes de fenômenos naturais severos”.

De acordo com a ação judicial, a consumidora apresentou registros da própria Cemig que mostram que sua residência sofreu 14 interrupções de energia ao longo de 2022. Em uma delas, na virada de Ano Novo, em 31/12, ela ficou quase nove horas sem luz. Dois dias antes, a casa já havia ficado sem energia por três horas. A moradora alegou que o problema era constante em toda a vizinhança.

A Cemig afirmou, no processo, que a instabilidade no serviço ocorreu em razão da queda de árvores e de descargas atmosféricas que fugiam ao controle da empresa. À reportagem, a concessionária acrescentou que “houve mobilização imediata de todos os esforços possíveis para o restabelecimento do fornecimento de energia”.

Em 1ª Instância, o pedido de indenização por danos morais e materiais da consumidora foi negado pela Comarca de Caldas. A moradora recorreu, argumentando que a sentença ignorou a “sistemática violação do dever legal da concessionária de assegurar continuidade e qualidade no fornecimento de energia elétrica”.

Decisão 

O relator, desembargador Manoel dos Reis Morais, decidiu condenar a Cemig a pagar indenização de R$ 5 mil por danos morais. “A suspensão indevida de energia elétrica constitui fato gerador de indenização por danos morais, sob pena de afronta aos direitos da personalidade do cidadão. A consumidora permaneceu longos períodos sem energia, o que, por si só, gera insegurança, desconforto e aflição, sobretudo quando o problema se repete e sem justificativa convincente”, afirmou o magistrado.

Quanto às alegações da Cemig, o relator avaliou que a empresa não comprovou a ocorrência de eventos naturais, limitando-se a registrar uma informação interna, e também não demonstrou ter restabelecido o serviço dentro dos prazos regulamentares em todas as ocorrências.

Os desembargadores Alberto Vilas Boas e Márcio Idalmo Santos Miranda acompanharam o voto do relator.

O que diz a Cemig? 

“A Cemig informa que o caso julgado diz respeito a situações emergenciais, decorrentes de fenômenos naturais severos, nos quais houve mobilização imediata de todos os esforços possíveis para o restabelecimento do fornecimento de energia.

A decisão judicial será avaliada, bem como as respectivas medidas cabíveis.

A Cemig destaca que este é o maior ciclo de investimentos de sua história em Minas Gerais, destinando recursos da ordem de mais de R$50 bilhões entre 2019 e 2028, somando mais de 200 novas subestações, equipamentos, linhas e tecnologia.

A Cemig segue trabalhando incessantemente para manter os padrões técnicos e regulatórios do contrato de concessão com respeito à segurança de seus colaboradores e da população, levando uma energia de qualidade a todos os mineiros e mineiras.”

ONS cria plano emergencial para evitar apagões por excesso de energia

ONS cria plano emergencial para evitar apagões por excesso de energia – Foto: reprodução

Após quase enfrentar um apagão em agosto devido ao excesso de oferta de energia, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) apresentou à Aneel o Plano de Gestão de Excedentes de Energia na Rede de Distribuição.

A proposta estabelece um protocolo para restringir temporariamente a geração em pequenas usinas, como Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) e térmicas a biomassa, supervisionadas pelas distribuidoras — e não diretamente pelo ONS.

Segundo o diretor de Operação do ONS, Christiano Vieira, o plano deve ser finalizado até o fim do ano e será acionado apenas em último caso, quando todas as demais medidas operativas falharem em manter a estabilidade da rede elétrica.

O alerta surgiu após o episódio do Dia dos Pais (10 de agosto), quando a combinação de baixo consumo com alta geração solar e eólica quase levou o sistema nacional a um colapso. Na ocasião, foi necessário cortar temporariamente a produção dessas fontes para evitar sobrecarga.

O plano permitirá que o ONS, em casos críticos, solicite às distribuidoras a redução controlada da geração de pequenas usinas.
Atualmente, esse tipo de unidade representa cerca de 20 mil megawatts (MW) de potência instalada, concentrada em São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Bahia.

O inventário detalhado e os critérios de aplicação ainda serão definidos em parceria com as distribuidoras e órgãos do setor elétrico.

A iniciativa reflete um novo desafio do setor: o risco de “apagões por excesso de energia”, causado pela rápida expansão da geração distribuída solar e eólica, que em determinados horários supera o consumo.

Mais de 300 mil famílias de Minas terão isenção da conta de luz por meio da Tarifa Social da Cemig

Mais de 300 mil famílias de Minas terão isenção da conta de luz por meio da Tarifa Social da Cemig – Foto: reprodução

Desde o último sábado (5/7), cerca de 330 mil famílias clientes da Cemig, beneficiadas pela Tarifa Social de Energia Elétrica (TSEE) e com consumo de até 80 quilowatts-hora (kWh) mensais, terão gratuidade na tarifa de energia elétrica, conforme determina a Medida Provisória nº 1.300/2025 do Governo Federal. Além disso, mais de 1 milhão de beneficiados pelo programa pagarão apenas o valor excedente ao limite estabelecido.

Nenhum desses clientes precisa procurar a Cemig para qualquer ação, o benefício será atualizado automaticamente. Os isentos da tarifa social irão arcar apenas com o valor da contribuição da iluminação pública – que é definido por cada município e arrecadado na conta de energia elétrica – além de possíveis encargos de multa e juros por atraso no pagamento.

A TSEE é destinada a consumidores cadastrados em Programas Sociais do Governo Federal, como o CadÚnico e o Benefício de Prestação Continuada (BPC). A inclusão no programa ocorre automaticamente para famílias identificadas pela distribuidora, sem necessidade de solicitação. Contudo, as famílias precisam estar com o cadastro em dia para ter direito ao benefício.

Os clientes que já possuem o benefício tampouco precisam entrar em contato com a Cemig por meio dos canais de atendimento. A atualização do benefício será concedida de forma automática.

O analista de Proteção da Receita da Cemig, Nilton Neves, destaca que a medida trará impactos positivos para as famílias de baixa renda. Atualmente, Minas Gerais possui mais de 20% dos beneficiados da Tarifa Social no Sudeste do país. “A TSEE agora garante isenção total da tarifa para consumidores que utilizam até 80 kWh por mês, proporcionando acesso à energia de qualidade sem custos para quem mais precisa. Quem ultrapassar esse limite pagará apenas pelo consumo excedente, tornando a conta de luz mais justa e acessível”.

Em 2024, os beneficiários da TSEE receberam subsídios da ordem de R$ 461 milhões na conta de energia, um crescimento de quase 14% em relação a 2023, quando o programa concedeu R$ 405 milhões em descontos. Durante o último ano, 17% dos clientes residenciais da companhia foram beneficiados pelo programa.

Atualização cadastral

Para garantir a inclusão automática no benefício, é indispensável manter o cadastro atualizado junto ao Governo Federal e à distribuidora. Caso haja inconsistências nos dados do CadÚnico, o direito ao desconto pode ser cancelado.

“A Cemig recebe as informações diretamente do Governo Federal. Se os dados estiverem desatualizados, o cliente pode perder o benefício. Por isso, recomendamos atenção e acompanhamento constante”, explica Nilson Neves. 

Cada família tem direito ao desconto em apenas uma unidade consumidora, sem necessidade de ser o titular da conta. Quem reside em um imóvel onde há beneficiários do programa pode solicitar o acesso à TSEE sem precisar alterar a titularidade. O o cliente que mudar de imóvel deve comunicar a Cemig para que o benefício seja transferido para a nova unidade consumidora.

A medida também prevê, a partir de janeiro de 2026, um desconto na conta de energia para as famílias com renda entre meio e um salário-mínimo por pessoa, com consumo de até 120 kWh/mês e sem os benefícios da TSEE.

Falha em subestação da Cemig deixa 35 cidades sem energia no Sul de Minas

Falha em subestação da Cemig deixa 35 cidades sem energia no Sul de Minas – Foto: reprodução

Pelo menos 35 municípios do Sul de Minas ficaram temporariamente sem energia elétrica na noite de quarta-feira (2). Segundo a Cemig Distribuição, o problema aconteceu na Subestação de Transmissão Itajubá 3 e causou a interrupção do fornecimento em várias cidades da região.

De acordo com a companhia, mais de 60% dos clientes afetados tiveram o serviço normalizado em até 4 minutos. Já para os demais consumidores, o restabelecimento completo foi concluído em até 59 minutos.

A Cemig informou ainda que as causas da falha serão apuradas pelo Operador Nacional do Sistema (ONS).

Ressarcimento de danos elétricos

Quando ocorre um pico de energia, seja pela oscilação da tensão ou pelo retorno da energia após uma interrupção, os aparelhos eletroeletrônicos podem queimar.

Caso ocorra esse dano elétrico ao equipamento instalado em unidade consumidora do Grupo B, o consumidor tem o direito de solicitar o conserto ou substituição do equipamento danificado, ou ainda no pagamento do valor equivalente para o próprio consumidor fazê-lo.

A solicitação de ressarcimento pode ser cadastrada através do Cemig Atende Web, fale com a Cemig 116 ou agência/posto de atendimento mais próxima.

O cliente tem até 5 anos, a contar da data provável da ocorrência do dano elétrico no equipamento, para solicitar o ressarcimento. Devendo informar:

  • CPF/CNPJ e um documento oficial com foto;
  • Número da instalação onde ocorreu o fato (disponível na fatura de energia);
  • Data e horário provável da ocorrência do dano;
  • Relato do problema apresentado pelo equipamento;
  • Relação com descrição e características gerais do(s) equipamento(s) danificado(s), tais como marca e modelo, etc.

A distribuidora deve informar ao consumidor o resultado da solicitação de ressarcimento em até 15 dias, para solicitação de ressarcimento feita em até 90 dias da data provável da ocorrência do dano elétrico; ou em até 30 dias, para solicitação de ressarcimento feita com mais de 90 dias da data provável da ocorrência do dano elétrico.

A contagem dos prazos se dá a partir da data da verificação ou, na falta desta, a partir da data da solicitação de ressarcimento.

Via: G1

Desligamento de energia em Alpinópolis ocorrerá apenas para moradores que receberam aviso prévio

Desligamento de energia em Alpinópolis ocorrerá apenas para moradores que receberam aviso prévio

Diversos moradores de Alpinópolis (MG) têm recebido mensagens via SMS e e-mail, informando que haveria um desligamento programado de energia em inúmeros pontos do município nesta sexta-feira (6). Um morador, que teria recebido o aviso, divulgou sobre o desligamento em grupos de WhatsApp, o que tem causado problemas para alguns comerciantes.

De acordo com um funcionário da Companhia Energética de Minas Gerais (CEMIG), o desligamento vai ocorrer em apenas 107 casas do bairro São Benedito, e somente para quem recebeu o aviso da estatal. Dois pontos da zona rural também terão desligamentos, mas penas para quem recebeu aviso prévio.

A notícia falsa, que relatava o desligamento de 12h até às 17h, fez com que diversos empreendedores analisassem a possibilidade de fechar o comércio nesta sexta-feira.

Jornal Folha Regional
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