
A produção audiovisual passense “O Sagrado que Dança” alcançou reconhecimento internacional ao receber menção honrosa no Veterans Media Showcase, festival realizado em Tampa, na costa oeste da Flórida, nos Estados Unidos. O resultado amplia a trajetória do curta-metragem, que agora também passa a contar com uma versão internacional voltada à circulação fora do Brasil.
Dirigido por Lucas Jesus, o documentário apresenta a história de Maria Aparecida, liderança do Terno de Congo Marinheiros de São Domingos e personagem importante na preservação das tradições do Congado em Passos. A obra destaca elementos ligados à religiosidade afro-brasileira, à memória coletiva e à continuidade dos saberes ancestrais transmitidos entre gerações.
Toda a produção foi realizada em Passos com recursos da Lei Paulo Gustavo, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e Patrimônio Histórico. Ao longo do filme, o público acompanha ensaios, celebrações e diferentes momentos do grupo de Congo, evidenciando o aspecto espiritual, artístico e social da manifestação cultural.
O reconhecimento internacional fortalece a presença do audiovisual produzido no interior de Minas Gerais em mostras e festivais estrangeiros. Ao abordar temas relacionados ao Congado e à ancestralidade afro-brasileira, o curta aproxima a cultura passense de novos públicos e amplia a circulação de narrativas brasileiras em espaços internacionais.
Com roteiro assinado por Jean Carllo e fotografia de Bruno Sette, o documentário utiliza depoimentos, imagens documentais e elementos sensoriais para construir uma narrativa voltada à valorização cultural e ao respeito às tradições populares. A adaptação internacional da obra foi desenvolvida justamente para facilitar sua participação em festivais e circuitos culturais no exterior.
Antes da premiação nos Estados Unidos, “O Sagrado que Dança” já vinha acumulando participações em eventos do setor audiovisual. O filme foi selecionado para o Festival de Cinema Afro-Religioso Cine Deburu, no Distrito Federal, concorrendo nas categorias Melhor Filme de Não Ficção e Melhor Filme pelo Júri Popular.
Em 2025, o curta também foi finalista da Mostra de Cinema das Missões, recebeu indicação oficial no Festival Internacional de Cinema de Itaúna e integrou as seleções oficiais do Festival de Cinema e Vídeo de Cuiabá e da Periférica Mostra de Cinema, consolidando a presença da produção em diferentes espaços do cinema nacional e internacional.