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Jornal Folha Regional

Empresário que ficou de fora de bolão da quina aciona Justiça em Passos

Juíza Aline Martins Stoianov negou o bloqueio do prêmio, que já foi retirado na quarta-feira da agência da Caixa – Imagem: Arquivo/Observo

Juíza marcou uma audiência de conciliação no Fórum de Passos entre o empresário e o ex-capitão da polícia, em data ainda a ser marcada (Arquivo)

Um empresário do setor da construção civil em Passos acionou a Justiça contra um ex-militar responsável pelo grupo de apostas em loterias que no último final de semana acertou a quina e ganhou mais de R$ 22 milhões. É que ele ficou fora do rateio por conta de um débito de R$ 30 com o grupo. O prêmio foi retirado na última quarta-feira, 20.

Pela versão do homem no processo, desde meados de 2019 ele participa do grupo “Bolão entre amigos” do Whatsapp, que é organizado pelo ex-militar. Nele, os participantes fazem “colaborações mútuas no valor de R$ 60 por cota para participarem de sorteios da Caixa Econômica Federal”, que eram feitas semanalmente.

“Com o aumento do número de participantes do grupo, nem sempre todos se habilitavam para as apostas semanais, sendo possível que optassem quando houvesse interesse. Com o decorrer do tempo, tornou-se habitual que alguns participantes contribuíssem com valores superiores, a fim de manterem crédito para as próximas apostas, sendo que quando acabava o crédito, o organizador custeava o valor com recursos próprios e depois abatia o valor pago no próximo crédito depositado pelo participante”, diz trecho do documento.

O empresário que procurou a Justiça relatou que no dia 10 deste mês iniciou a organização para a participação do sorteio do concurso 6243 da Quina que seria sorteada no dia 16. O homem disse que não fez o pagamento porque como é “muito próximo do ex-capitão”, já havia acordado que sempre colocasse seu nome em todas as listas, e, depois, acertariam o valor devido.

“Decorreu que a aposta do grupo foi a vencedora do prêmio de R$22.023.947,52, e embora seu nome tenha constado na lista com o débito de R$30 – o qual afirma não ser impeditivo para que concorra – os demais ganhadores decidiram que ele não seria contemplado com a cota parte, por estar em débito na listagem expedida. Desse modo, postulou pela presente a concessão de tutela de urgência para que seja determinado o bloqueio do valor total do prêmio até a solução da controvérsia, e a confirmação desta em tutela meritória, sendo declarado o seu direito à participação no prêmio”, explicou a juíza Aline Martins Stoianov.

A magistrada negou o pedido de bloqueio do prêmio “porque, habitualmente os jogos de apostas são efetuados mediante pagamento prévio, principalmente em modalidades de sorteio, dada a própria dinâmica de risco envolvida”. “A prova documental apresentada não é suficiente a fazer prova neste sentido, sendo necessária a dilação probatória. Ao contrário do aduzido pelo autor, a formatação da planilha não indica que estivesse participando desta rodada de apostas, vez que seu nome constava após a lista numérica e sem a indicação de qualquer número de cota, constando apenas o débito no valor de R$30”, avaliou.

A lista de 40 vencedores é composta majoritariamente por ex-policiais militares de diversas patentes, como cabo, sargento, subtenente, tenente, capitão e major. O homem ficou de fora pelo débito de R$ 30 e, uma mulher de BH, porque só tinha R$ 10 de crédito.

Apesar de negar o pedido inicial, a juíza marcou uma audiência de conciliação entre o empresário e o ex-capitão da polícia, em data ainda a ser marcada.

Fonte: Observo

Governo aumenta expectativa de crescimento econômico de 2,5% para 3,2% em 2023

Governo aumenta expectativa de crescimento econômico de 2,5% para 3,2% em 2023 – Foto: reprodução

O Ministério da Fazenda aumentou a estimativa de crescimento econômico do país em 2023, de 2,5% para 3,2%. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (18).

A pasta justifica a elevação na expectativa para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2023 por causa de:

  • “surpresa com o avanço do PIB” no segundo trimestre deste ano;
  • aumento da safra projetada para o ano;
  • resultados positivos no terceiro trimestre;
  • expectativa de recuperação da economia chinesa no quarto trimestre.

O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país. O indicador serve para medir a evolução da economia.

As expectativas do governo para o crescimento da economia em 2023 superam a previsão do mercado financeiro. Os analistas esperam um aumento de 2,89% no PIB, segundo dados do Banco Central do Brasil publicados nesta segunda (18).

O mercado também ampliou suas estimativas, depois do crescimento de 0,9% no segundo trimestre, superando as expectativas dos analistas. A previsão anterior para 2023 era de 2,64%.

Para 2024, a Fazenda manteve a projeção do PIB em 2,3%. Segundo a pasta, indústria e setor de serviços devem se beneficiar dos programas de incentivo ao investimento, renegociação de dívidas e de transferência de renda.

De acordo com o secretário de Política Econômica, Guilherme Mello, as estimativas do mercado financeiro e a precificação dos juros e da taxa de câmbio têm confirmado as projeções do Ministério da Fazenda.

“O conjunto de projeções do mercado […] tem tido um resultado bastante benigno na nossa leitura em relação à dinâmica da economia brasileira e tem tido também um comportamento que tem confirmado de alguma forma as projeções que nós fazemos aqui na SPE [Secretaria de Política Econômica]”, afirmou.

Inflação

O Ministério da Fazenda estima ainda a manutenção da inflação em 4,85% em 2023.

Segundo o ministério, a alta nos preços dos combustíveis nas refinarias da Petrobras – que têm impactos sobre a inflação – está sendo compensada pela redução nos preços da alimentação e outros serviços relacionados. Por isso, a expectativa de IPCA em 2023 foi mantida.

A meta de inflação para este ano é de 3,25%, podendo variar de 1,75% a 4,75%. Se o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficar nesse intervalo, a meta será considerada cumprida.

Já para 2024, a previsão para o IPCA aumentou de 3,3% para 3,4% em razão da mudança no cenário de câmbio e preços das commodites.

O governo considerou o aumento nos preços do petróleo, o impacto do fenômeno climático El Niño sobre a produção de alimentos e alta na taxa de câmbio.

Inflação acelera com aumento na luz e acumula alta de 4,61% em 12 meses

Inflação acelera com aumento na luz e acumula alta de 4,61% em 12 meses – Foto: reprodução

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador considerado a inflação oficial do país, subiu 0,23% em agosto, segundo dados divulgados nesta terça-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O indicador voltou a acelerar em relação ao mês anterior, puxado desta vez por um aumento da energia elétrica residencial (4,59% no mês). Em junho, o IPCA fechou com alta de 0,12%. Já em agosto de 2022, o país havia registrado deflação de 0,36%, na esteira da desoneração de combustíveis.

Com isso, o país passa a ter uma inflação acumulada de 4,61% na janela de 12 meses. No ano, acumula alta de 3,23%.

Mesmo em trajetória de alta, o índice de preços veio levemente abaixo das projeções do mercado financeiro. A mediana das estimativas coletadas pelo Valor Data apontava alta de 0,29% no mês.

O IBGE mostra que houve alta em seis dos nove grupos que compõem o IPCA. O maior ganho vem do grupo Habitação (1,11%), que abriga o subitem de energia elétrica residencial. As contas de luz tiveram alta de 4,59% e impacto de 0,18 ponto percentual no índice geral.

O aumento das contas de luz tem relação com o fim da incorporação do bônus de Itaipu, um saldo positivo na conta de comercialização de energia elétrica de Itaipu em 2022. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) havia anunciado R$ 405,4 milhões em bônus para o mês de julho.

Na ocasião, o grupo de Habitação havia registrado queda de 1,01% no mês, porque o bônus foi incorporado nas contas de luz de julho. Agora, ele sai da conta em agosto.

Por outro lado, o grupo de Alimentação e bebidas continua em queda, e registra deflação de 0,85% em agosto. É o terceiro mês consecutivo de quedas no grupo, puxados sempre pelos preços da alimentação no domicílio (-1,26% no mês).

Veja o resultado dos grupos do IPCA:

  • Alimentação e bebidas: -0,85%;
  • Habitação: 1,11%;
  • Artigos de residência: -0,04%;
  • Vestuário: 0,54%;
  • Transportes: 0,34%;
  • Saúde e cuidados pessoais: 0,58%;
  • Despesas pessoais: 0,38%;
  • Educação: 0,69%;
  • Comunicação: -0,09%.

Conta de luz puxa preços monitorados

De acordo com André Almeida, gerente de IPCA do IBGE, os produtos monitorados tornaram-se o destaque dos resultados de inflação nos últimos meses. São itens cujos preços são definidos pelo setor público ou por contratos.

Na janela de 12 meses, essa cesta de produtos acumula alta de 7,69%, acima do índice geral de inflação. No mês, houve aceleração de 0,46% em julho para 1,26% em agosto.

Em agosto, a energia elétrica carrega o aumento dos preços monitorados. Em agosto, todas as áreas de abrangência do IBGE mostram alta nas contas de luz. O maior ajuste veio de Vitória, com alta de 9,64%. Em seguida, Belém (8,84%) e Goiânia (7,05%) fazem o pódio de maiores aumentos.

Mas a cesta também foi influenciada neste mês pelo diesel. O combustível teve alta de 8,54% no mês, após mais um reajuste de preços por parte da Petrobras nas refinarias. Desde o dia 16, o litro do diesel subiu R$ 0,78 na venda para distribuidoras, que desemboca no preço da bomba.

A gasolina também teve uma alta de R$ 0,41 na ocasião, mas o aumento no IPCA foi menor, de 1,24%. Ainda assim, vem da gasolina o maior impulso do IPCA no ano. A alta no combustível foi de 13,02% em 2023, com participação total de 0,60 p.p. no índice geral.

Serviços seguem em desaceleração

A inflação de serviços segue em lenta desaceleração, aproximando-se do índice geral do IPCA. Na janela de 12 meses, a cesta de serviços acumula alta de 5,43%, com alta de apenas 0,08% no mês de agosto.

É o menor resultado para o grupamento desde janeiro de 2022, quando a alta acumulava 5,09%.

O principal destaque de queda foram os preços de passagens aéreas, que mantém uma forte oscilação mês a mês. Em agosto, houve queda de 11,69%. Em junho, havia registrado alta de 4,97%.

Tivemos redução da taxa de desocupação, com expansão do número de pessoas trabalhando, mas o que temos percebido é que o maior impacto na inflação tem vindo dos monitorados, como gasolina e energia elétrica, em vez de uma demanda nos serviços

— André Almeida, gerente de IPCA do IBGE

Alimentação e bebidas seguem caindo

Alimentação no domicílio enfrenta desaceleração desde abril, mas o destaque são as três deflações seguidas nos últimos meses.

As principais quedas constatadas pelo IBGE foram da batata-inglesa (-12,92%), do feijão-carioca (-8,27%), do tomate (-7,91%), do leite longa vida (-3,35%), do frango em pedaços (-2,57%) e das carnes (-1,90%). O item de maior alta foi o limão, com alta de 51,11%, produto que enfrenta redução de oferta.

De acordo com André Almeida, do IBGE, a queda nos preços alimentícios tem sido influenciada por maior oferta dos produtos no mercado.

João Savignon, chefe de pesquisa macroeconômica da Kínitro Capital, destaca que o movimento de Alimentos e bebidas segue com uma dinâmica favorável e deve se manter assim no mês de setembro.

“As aberturas do dado de hoje reforçam a dinâmica positiva recente da inflação no país e o plano de voo do Banco Central no ciclo de cortes de juros”, afirma o analista.

INPC tem alta de 0,20% em agosto

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) — que é usado como referência para reajustes do salário mínimo, pois calcula a inflação para famílias com renda mais baixa — teve alta de 0,20% em agosto. Em julho, houve queda foi de 0,09%.

Assim, o INPC acumula alta de 2,80% no ano e de 4,06% nos últimos 12 meses. Em agosto de 2022, a taxa foi de -0,31%.

“Os produtos alimentícios apresentaram variação de -0,91% em agosto, após queda de 0,59% em julho. Nos produtos não alimentícios, foi registrada alta de 0,56%, acima do resultado de 0,07% observado em julho”, destaca o IBGE.

iPhone 15: Apple anuncia lançamento do celular para 12 de setembro

Evento da empresa será às 14h e deve anunciar também o Apple Watch 9. Apresentação do iPhone 15 deve ser pré-gravada e transmitida no Steve Jobs Theater, na Califórnia.

Apple anuncia lançamento do celular para 12 de setembro – Foto: Divulgação

O iPhone 15 será apresentado ao público no dia 12 de setembro, a partir das 14h. A Apple começou a disparar nesta terça-feira (29) convites aos jornalistas revelando o evento “Wonderlust”, que mostrará detalhes do celular. A apresentação deve ser pré-gravada e será transmitida no Steve Jobs Theater, em Cupertino, na Califórnia. Também são esperados os novos iPhone 15 Pro e iPhone 15 Pro Max, além do Apple Watch 9 e de uma nova versão do Apple Watch Ultra.

O novo celular da Apple deve trazer a porta USB-C como maior mudança, em substituição à tradicional Lightning. A novidade chega para atender a uma demanda da União Europeia, que obriga toda a indústria da tecnologia a padronizar entradas de carregadores de celulares no continente.

Segundo os principais rumores, o iPhone 15 e o iPhone 15 Plus terão telas de 6,1 e 6,7 polegadas, repetindo as medidas da geração anterior. As versões Pro e Pro Max devem seguir os mesmos tamanhos de tela, mas as bordas de aço inoxidável do último ano podem dar lugar a molduras de titânio.

Na categoria Pro também é esperado o primeiro processador de 3 nm da Apple, o A17. Outra novidade pode ser um botão de ação no lugar do controle físico de som. O recurso deve ser similar ao botão de ação do Apple Watch Ultra.

Em relação à câmera, a maior mudança deve ser no iPhone 15 Pro Max. O celular topo de linha pode receber uma lente periscópica, já comum em celulares rivais como o Galaxy S23 Ultra, da Samsung. O objetivo é proporcionar um zoom óptico de até seis vezes, o dobro do presente no iPhone 14 Pro e no iPhone 14 Pro Max.

É difícil prever os preços dos próximos celulares da Apple no Brasil. No exterior, os rumores apontam que a linha principal deve manter os valores do iPhone 14, enquanto as versões Pro podem ter um custo um pouco elevado, começando em US$ 1.099 — aumento de US$ 100 em relação ao iPhone 14 Pro. No Brasil, o iPhone 14 Pro tem preço oficial de R$ 9.499 atualmente.

Ministro critica possível venda da Cemig e é contra fim de referendo para autorizar privatizações

Ministro de Minas e Energia protestou contra plano do governador Romeu Zema para viabilizar desestatização da companhia de luz

Ministro critica possível venda da Cemig e é contra fim de referendo para autorizar privatizações – Foto: Divulgação

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD-MG), disse, nesta terça-feira (29), que vai pôr em prática “o que puder fazer” para evitar que a privatização da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) aconteça sem consulta popular.

Durante audiência na Câmara dos Deputados, Silveira criticou a privatização de empresas do setor elétrico e fez menção negativa à ideia do governador Romeu Zema (Novo) de aprovar, na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para extinguir a obrigatoriedade de referendos para concluir a desestatização de empresas como a Cemig e a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa).

“O que eu puder fazer para que o governador de Minas Gerais não tire o direito da povo mineiro de respeitar algo colocado na Constituição Mineira pelo então presidente da República (governador, na verdade) Itamar Franco, que deu ao povo mineiro a prerrogativa de ser ouvido em referendo sobre a privatização da Cemig, vou fazer”, afirmou o ministro.

Em uma entrevista coletiva em Brasília, Alexandre Silveira, classificou como “crime contra a democracia” a possibilidade de que a exigência do referendo seja retirada por meio de uma proposta do governador Romeu Zema.

“Eu me posicionei claramente contra aquilo que seria um crime contra a democracia no estado – que é o berço dos valores democráticos do país, que é Minas Gerais. Foi aprovado e é uma exigência da lei que haja um referendo, que toda a população mineira seja ouvida em uma possível privatização da Cemig. Se isso for quebrado pelo governo, será um grande dano ao povo mineiro. Mais do que isso, uma afronta à democracia brasileira. Mas, em tempos em que as afrontas e ou arroubos contra a democracia infelizmente se tornaram comuns, não é de se espantar que o governador de Minas tenha a ousadia de querer tirar do povo mineiro o direito de opinar sobre esse grande patrimônio de Minas Gerais”, disse o ministro ao comentar que acredita que a PEC não passará pela Assembleia Legislativa.

Segundo Silveira, a privatização de empresas elétricas “fez muito mal ao Brasil”. “Não acho correto um setor tão sensível e tão importante ficar completamente à mercê do setor privado, em especial no modelo de corporation que formou a Eletrobrás”, completou, em debate promovido pelas Comissões de Minas e Energia e de Fiscalização Financeira da Câmara.

A Eletrobrás, citada por Silveira, foi concretizada em junho do ano passado. O ministro é um dos críticos do modelo de corporation, que baseou a transação. A despeito de a União ter mais de 40% das ações da companhia, o sistema limita a participação do governo a 10% do conselho decisório da empresa.

“O povo brasileiro é dono de 43,64% das ações. Não tem de saber o que está acontecendo? Só tem de saber o resultado. Na minha opinião, está errado. Em minha visão, precisamos ‘eletrobrasileirar’ a Eletrobrás”, criticou o pessedista.

A estratégia de Zema para viabilizar privatizações

A PEC do fim do referendo foi enviada por Zema à Assembleia Legislativa na semana passada. A obrigatoriedade do referendo, inserida por Itamar Franco, data de 2000.

A emenda constitucional pleiteada pelo governo propõe, também, diminuir o número de votos para aprovar a venda de uma estatal. Atualmente, 48 dos 77 parlamentares precisam se posicionar favoravelmente a uma ideia do tipo. Zema, porém, quer diminuir a quantidade mínima de votos necessários para 38.

“Hoje, para se fazer uma obra de melhoria dos serviços de atendimento aos mineiros, tanto Cemig quanto Copasa precisam passar por um longo e burocrático processo de licitação, que nem sempre seleciona as melhores empresas e soluções para o projeto contratado e, na grande maioria das vezes, fica mais caro. Com uma gestão privada, essas companhias ganham agilidade e melhor capacidade de melhorar sua atuação”, assinalou Zema, ao defender a PEC e as privatizações.

Governo Zema encaminha proposta de emenda constitucional para acelerar privatizações da Cemig e Copasa

Proposta enviada à Assembleia Legislativa do Estado de Minas desobriga de se fazer referendo, para saber se a população aprova ou não a privatização de estatais como Copasa e Cemig

Romeu Zema, governador do Estado de Minas Gerais – Foto: Silvia Zamboni/Valor

O governo de Minas Gerais encaminhou no dia 21 de agosto à Assembleia Legislativa do Estado uma proposta de emenda à Constituição (PEC) para simplificar e dar mais agilidade aos processos de privatização de estatais.

O projeto prevê a necessidade de maioria simples (39 de 77 votos) para aprovação de lei que autoriza mudança na estrutura societária ou cisão de empresas estatais ou de capital misto. Atualmente, é necessário aprovação das alterações por três quintos dos deputados (46).

A proposta também desobriga o Estado de fazer um referendo, para saber se a população aprova ou não a privatização de estatais como Copasa e Cemig.

A PEC será analisada pelo Legislativo. O governo informou que vai encaminhar as propostas de desestatização nos próximos meses, de acordo com o avanço dos estudos de viabilidade.

A intenção do governo é concluir as privatizações até 2026. Na lista de prioridades estão a Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig), Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) e Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa).

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Tadeu Martins Leite (MDB), afirmou que a tramitação da PEC não será feita às pressas. “Minas Gerais precisa avançar, se modernizar e se tornar ainda mais competitiva, mas nada será feito às pressas. Os mineiros merecem que esta decisão seja tomada com muito diálogo, responsabilidade e cuidado com o que é patrimônio da população”, afirmou em seu perfil na rede social X (ex-Twitter).

O governo Zema pretende usar os recursos das privatizações para investir em infraestrutura de Minas Gerais. Também considera que as empresas privadas terão menos amarras burocráticas para se modernizarem.

“Hoje, para se fazer uma obra de melhoria dos serviços de atendimento aos mineiros, tanto Cemig quanto Copasa precisam passar por um longo e burocrático processo de licitação, que nem sempre seleciona as melhores empresas e soluções para o projeto contratado e, na grande maioria das vezes, fica mais caro. Com uma gestão privada, essas companhias ganham agilidade e melhor capacidade de melhorar sua atuação”, afirmou, em nota, o governador Romeu Zema (Novo).

Brasil gerou 142.702 novos empregos formais em julho

Todas atividades registraram saldo positivo, diz Caged

Carteira de trabalho digital – Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Brasil criou 142.702 novos postos de trabalho em julho. Só no setor de serviços, foram geradas 56.303 vagas. No comércio, o saldo aumentou em 26.744 postos de trabalho. De acordo com o Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), no acumulado do ano foram gerados 1.166.125 postos de trabalho.

Os números foram divulgados nesta quarta-feira (30) pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O saldo positivo foi registrado em todos os cinco grandes grupamentos de atividades econômicas e em 26 das 27 unidades federativas. O estoque total recuperado para o Caged no mês fico em 43.610.550 postos de trabalho formais no país.

O salário médio real de admissão em julho foi R$ 2.032,56, valor R$ 19,33 acima do registrado em junho (R$ 2.013,23).

O saldo no setor de serviço foi maior nas áreas de informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas (saldo de 27.218 postos); alojamento e alimentação (9.432 postos); e transporte, armazenagem e correio (8.904).

No setor de comércio, a área de comércio varejista de produtos farmacêuticos registrou saldo positivo de 3.554 novos postos de trabalho. Já na área de mercadorias em geral (com predominância de produtos alimentícios), os supermercados apresentaram saldo positivo de 2.419 novas vagas, enquanto minimercados registraram alta de 1.704.

O saldo positivo na construção civil ficou em 25.423, enquanto a indústria teve saldo foi 21.254 novos postos.

Houve um aumento de 43.947 novos empregos formais para mulheres e de 98.755 para homens. “No que se refere à População com Deficiência, identificou-se saldo positivo de 452 postos. O emprego em julho foi positivo para pardos (75.918), brancos (15.919), pretos (13.035), amarelos (720) e indígenas (311)”, informou o ministério.

“Em termos geográficos, apenas no Rio Grande do Sul (-2.129) houve queda do emprego formal, que ficou positivo nas outras 26 unidades da federação. Os maiores saldos foram em São Paulo (43.331), Rio de Janeiro (12.710) e Minas Gerais (12.353)”, explicou.

Votorantim Cimentos encerra segundo trimestre de 2023 com lucro líquido de R$ 470 milhões, aumento de 28% em relação ao mesmo período de 2022

Votorantim Cimentos encerra segundo trimestre de 2023 com lucro líquido de R$ 470 milhões, aumento de 28% em relação ao mesmo período de 2022 – Foto: Empregados da Votorantim Cimentos no Brasil

A Votorantim Cimentos encerrou o segundo trimestre de 2023 com lucro líquido de R$ 470 milhões, crescimento de 28% em relação ao resultado de R$ 366 milhões obtido no mesmo período do ano passado. A companhia obteve receita líquida global de R$ 6,9 bilhões no trimestre, aumento de 3% em relação ao 2T22, devido, principalmente, à contribuição de volume adicional da fábrica de Málaga, localizada no Sul da Espanha, adquirida em novembro de 2022. No segundo trimestre de 2023, as vendas globais de cimento da empresa somaram 9,5 milhões de toneladas, ligeira queda de 1% em relação ao mesmo período do ano anterior.

“Em 2023, aceleramos a captura das sinergias dos mais de R$ 5 bilhões investidos em fusões e aquisições nos últimos dois anos e aumentamos nossos investimentos em competitividade, negócios adjacentes e descarbonização. Em paralelo, mantivemos nossa tradicional disciplina financeira que, juntamente com uma gestão eficiente de margens e o desempenho nos países de moeda forte, nos levaram a registrar os resultados positivos do primeiro semestre”, afirma o CEO global da Votorantim Cimentos, Osvaldo Ayres Filho.

A companhia encerrou o segundo trimestre com EBITDA (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado consolidado de R$ 1,6 bilhão, crescimento de 17% na comparação com mesmo período de 2022, decorrente de melhores resultados operacionais, principalmente nas regiões da América do Norte (VCNA) e Europa, África e Ásia (VCEAA) e do impacto positivo da nova fábrica na Espanha. A margem EBITDA no período foi de 23%, aumento de 3 pontos percentuais sobre o segundo trimestre de 2022.

A alavancagem, medida pela relação dívida líquida/EBITDA ajustado, fechou o primeiro semestre de 2023 em 1,64x, alinhada aos indicadores de grau de investimento e em conformidade com a política financeira da companhia. O resultado representa uma redução de 0,14x e 0,35x comparado ao 1T23 e ao 2T22, respectivamente.

Em junho, a agência de classificação de risco S&P Global Ratings elevou a nota do perfil de crédito independente da Votorantim Cimentos de “bb+” para “bbb-”, considerando a companhia com grau de investimento no perfil independente. A S&P também reafirmou a nota de crédito global da companhia em “BBB-” com atualização na perspectiva para positiva. A Moody’s também reafirmou a nota de crédito global da Votorantim Cimentos em “Baa3” com perspectiva estável.

“Seguimos operando com sólidas métricas financeiras e elevada liquidez, o que levou à melhora da nota atribuída à Votorantim Cimentos pela S&P Global Ratings e à confirmação da nota de crédito da Moody´s. Fechamos o semestre com redução da alavancagem e mantendo nossa disciplina financeira. Destaco também o financiamento com a International Finance Corporation, que ilustra o alinhamento entre as áreas de finanças e de sustentabilidade para o avanço nas agendas ESG e de descarbonização da companhia”, diz a CFO Global da Votorantim Cimentos, Bianca Nasser.

Em julho, a Votorantim Cimentos assinou contrato de financiamento de US$ 150 milhões e prazo de dez anos com a International Finance Corporation (IFC), maior organização de desenvolvimento voltada ao setor privado em países emergentes e membro do Grupo Banco Mundial. A Votorantim Cimentos é a primeira cimenteira brasileira a firmar com a IFC um contrato conectado a indicadores de sustentabilidade. O investimento será destinado à fábrica de Salto de Pirapora (SP) e visa aumentar o nível de substituição térmica e reduzir as emissões de CO2. O projeto faz parte da estratégia de sustentabilidade de longo prazo da empresa e a previsão é de que seja concluído até 2028.

Desempenho por região 

No Brasil, a receita líquida da Votorantim Cimentos ficou estável em R$ 3,2 bilhões no segundo trimestre de 2023 comparada ao mesmo período do ano passado, apesar de um cenário de demanda mais adverso. Já o EBITDA ajustado no trimestre ficou em R$ 567 milhões, impactado pela dinâmica de mercado no negócio de cimentos. O crescimento nos negócios adjacentes mitigou parcialmente o resultado operacional.

Na América do Norte, a receita líquida atingiu R$ 2,3 bilhões no 2T23, aumento de 12% na comparação com o mesmo trimestre do ano passado, resultado impulsionado pela gestão de preços no Canadá e Estados Unidos, mercado que manteve sólida demanda nos Estados Unidos no período. O EBITDA ajustado na região foi de R$ 647 milhões no segundo trimestre, crescimento de 25% em relação ao mesmo período de 2022, o que impulsionou o crescimento das margens.

Na Europa, Ásia e África, a receita líquida da Votorantim Cimentos aumentou 16% no segundo trimestre de 2023 comparado ao 2T22, atingindo R$ 975 milhões. O resultado positivo é explicado principalmente pela dinâmica de preços em todos os países nos quais a companhia opera e pela dinâmica positiva de mercado na Espanha, além da completa integração da nova fábrica em Málaga, aquisição concluída em novembro de 2022 O EBITDA ajustado da região foi de R$ 312 milhões no trimestre, crescimento de 87% em relação ao mesmo período do ano passado, resultado principalmente da dinâmica positiva de margens em todos os países, especialmente Espanha e Turquia, além das sinergias capturadas com as aquisições realizadas na Espanha.

Na América Latina, a receita líquida no segundo trimestre do ano foi de R$ 200 milhões, redução de 2% em relação ao mesmo período de 2022. O resultado foi impactado pela dinâmica nos mercados no Uruguai, com queda de volume, e na Bolívia, com redução de preço. O EBITDA ajustado na região foi R$ 37 milhões no 2T23, queda de 11% em comparação com o mesmo período do ano passado. Além do cenário macroeconômico e do mercado competitivo no Uruguai e na Bolívia, a pressão da inflação de custos e as manutenções programadas no trimestre também contribuíram negativamente para o resultado. Adicionalmente, sinergias operacionais devido à unificação das atividades industriais na cidade de Minas, no Uruguai, já estão sendo capturadas.

Sobre a Votorantim Cimentos

A Votorantim Cimentos é uma empresa de materiais de construção e soluções sustentáveis com mais de 13 mil empregados. O portfólio de materiais de construção vai além de cimentos e inclui concretos, argamassas e agregados. A companhia também atua nas áreas de insumos agrícolas, gestão de resíduos e coprocessamento. As unidades da Votorantim Cimentos estão estrategicamente próximas aos mais importantes mercados consumidores em crescimento e presente em dez países, além do Brasil: Argentina, Bolívia, Canadá, Espanha, Estados Unidos, Luxemburgo, Marrocos, Tunísia, Turquia e Uruguai. Mais informações em www.votorantimcimentos.com.br 

Ministério Público promove reunião para tratar de ocupações no Lago de Furnas

Ministério Público promove reunião para tratar de ocupações no Lago de Furnas – Foto: Reprodução

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) realizou na última segunda-feira (17), uma reunião para tratar sobre as ações necessárias em relação as ocupações no entorno do Lago de Furnas.

Estiveram presentes no encontro, os promotores de Justiça, Carlos Eduardo Ferreira Pinto e Rodrigo Caldeira Grava Brazil, a prefeita de Nepomuceno e presidente da Alago, Iza Menezes, secretário-executivo da Alago, Fausto Costa, vice-presidente da Unelagos, Tiago Amaral Carvalho Cunha e representantes do Jurídico, do Departamento Fundiário e de Licenciamento Ambiental de Eletrobras Furnas S.A.

De acordo com o promotor, Rodrigo Caldeira, a reunião foi um desdobramento de outro que ocorreu recentemente em Alfenas, promovida também pelo MPMG e pela Associação Mineira dos Municípios (AMM). Para ele, é necessário continuar cobrando a Eletrobras Furnas para que os objetivos do Consórcio Intermunicipal dos Municípios do Lago de Furnas (Cimlago) sejam colocados em prática, mais especificamente em relação ao levantamento topográfico das ocupações do entorno do lago.

Conforme ainda o promotor, um cronograma das ações a serem realizadas também foi cobrado a represa.

Segundo o vice-presidente da Unelagos, Tiago Amaral Carvalho Cunha, o cronograma traria mais segurança para os proprietários de residências no entorno da represa, dando-lhes um horizonte temporal de quando suas intervenções poderiam ser regularizadas, após atender aos requisitos definidos.

O representante do Departamento Fundiário de Furnas afirmou que avanços têm sido feitos para que o levantamento de dados topográficos fossem fornecidos.

Com relação às notificações, os representantes de Furnas reforçaram que o contrato já está fechado com a empresa terceirizada e que já tem um acordo com a Alago para que novas ações judiciais não sejam ajuizadas.

Neste momento, o promotor de Justiça, Carlos Eduardo Ferreira Pinto, solicitou que as notificações sejam suspensas, por entender ser uma incoerência de Furnas por tomar atitudes que vão na contramão destas ações. Já Furnas se comprometeu em levar o assunto ao presidente da Eletrobras Furnas S.A, Caio Pompeu de Souza Brasil Neto.

O promotor sugeriu ainda que as ações judiciais já em andamento fossem suspensas, com base na própria existência do Protocolo de Intenções para criação do Cimlago e propôs que a Unelagos realize um levantamento das ações judiciais mais críticas, para que os casos sejam analisados individualmente, na presença de Furnas, a fim de que soluções possam ser encontradas, ponderando ainda que os promotores de cada municípios sejam contatados para um entendimento comum.

Representante do Departamento Fundiário de Furnas solicitou que apenas as ações judiciais dos municípios que aderiram ao Cimlago fizessem parte deste levantamento.

Furnas se comprometeu em agilizar os procedimentos para a efetivação das ocupações e evitar a judicialização. Porém, a represa ressaltou que, por conta da dificuldade de observação das áreas via satélite e por ausência de localização nos programas de mapeamento de determinados lugares, a medida deverá ser flexibilizada.

Minha Casa, Minha Vida: imóvel com parcelas de até R$ 500; veja como funciona

Programa habitacional Minha Casa, Minha Vida: descubra como adquirir um imóvel com parcelas de até R$ 500

Minha Casa, Minha Vida: imóvel com parcelas de até R$ 500 – Foto: Reprodução

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MCMV traz novas oportunidades habitacionais

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Jornal Folha Regional
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