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Jornal Folha Regional

Colete refletivo pode virar item obrigatório dentro do carro no Brasil

Colete refletivo pode virar item obrigatório dentro do carro no Brasil – Foto: reprodução

O colete refletivo poderá se tornar um item obrigatório dentro dos veículos no Brasil. É o que prevê o Projeto de Lei (PL) 282/2026, apresentado pelo deputado federal Defensor Stélio Dener (Republicanos-RR).

Segundo o texto, o equipamento deverá ser utilizado pelo condutor — e, sempre que possível, também pelos demais ocupantes — quando houver imobilização do veículo em vias públicas. A regra se aplicaria especialmente em rodovias, vias de trânsito rápido ou locais com baixa visibilidade.

A proposta estabelece que o colete seja usado sempre que o motorista precisar sair do veículo após uma parada inesperada. Entre as situações citadas estão pane mecânica ou elétrica, acidente, falta de combustível, necessidade de manutenção emergencial ou qualquer outro cenário que exija a permanência do condutor fora do carro sobre a via.

O projeto também determina que veículos automotores fabricados a partir de 12 meses após a publicação da eventual lei passem a sair de fábrica com pelo menos um colete refletivo de segurança.

De acordo com o texto, a exigência não teria efeito retroativo para quem já possui um veículo. “Este Projeto de Lei não impõe custos retroativos aos proprietários de veículos já em circulação”, afirma a proposta.

Caso seja aprovado pelo Congresso Nacional, caberá ao Conselho Nacional de Trânsito (Contran) regulamentar as situações específicas de uso do colete, além de definir critérios e possíveis exceções para a obrigatoriedade do item.

Qual o motivo do uso do colete?

O autor do projeto justifica a proposta citando acidentes fatais que ocorrem durante paradas em rodovias. Segundo ele, muitas ocorrências não acontecem apenas no impacto inicial.

“Grande parte dos acidentes fatais em rodovias brasileiras ocorre não apenas no impacto inicial, mas durante paradas emergenciais, quando condutores e passageiros permanecem fora do veículo, muitas vezes à noite ou em condições de baixa visibilidade, tornando-se praticamente invisíveis para outros motoristas”, afirma.

Ainda de acordo com o parlamentar, o uso de vestimentas retrorrefletivas aumenta significativamente a distância em que uma pessoa pode ser percebida por outros motoristas, o que ajudaria a reduzir o risco de atropelamentos ou novos acidentes.

Dener também menciona que diversos países adotam o colete refletivo como item obrigatório de segurança veicular. Entre os exemplos citados está o Chile, onde o equipamento deve ficar dentro do automóvel — geralmente no porta-luvas — e ser utilizado sempre que o motorista precisar sair do veículo em rodovias.

Segundo o deputado, a medida teria baixo custo unitário e alto potencial preventivo, além de não provocar impacto relevante no preço final dos veículos.

Tramitação

O Projeto de Lei foi apresentado em 4 de fevereiro e atualmente tramita na Mesa Diretora da Câmara dos Deputados. O órgão deverá definir quais comissões temáticas irão analisar a proposta antes que ela possa seguir para eventual votação.

Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais abre 342 vagas em concurso público com salários que podem chegar a R$ 11 mil

Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais abre 342 vagas em concurso público com salários que podem chegar a R$ 11 mil – Foto: reprodução

Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG) publicou, no sábado (14/3) no Diário Oficial de Minas de Gerais, os editais para o Curso de Formação de Soldados (CFSd) e o de Curso de Formação de Oficiais (CFO). Ao todo, serão oferecidas 342 vagas para atuar como bombeiro militar em Minas Gerais, distribuídas em: 321 para o CFSd e 21 para o CFO.

Alguns requisitos para ingresso nos cursos da instituição são comuns nos dois editais, como possuir idoneidade moral; ter aptidão física; ser aprovado em avaliação psicológica. Em cumprimento a lei vigente, é exigido o nível de escolaridade superior, CNH ou permissão para dirigir, no mínimo categoria B.

Escolaridade

Para o concurso do CFO 2027, será exigido a titulação de nível superior de escolaridade, na modalidade de bacharelado ou de licenciatura, ou seja, não há restrição de curso. Já para o CFSd 2027, será exigido a titulação de nível superior de escolaridade, sendo o curso superior bacharelado, licenciatura, tecnólogo ou sequencial.

Inscrições e provas

As inscrições para ambos os concursos estarão abertas de 18/5 a 17/6, no site da banca organizadora Idecan

Ampla concorrência

Desde o último concurso, o processo seletivo passou a adotar ampla concorrência, sem delimitação de vaga por gênero. Contudo, as provas físicas permanecem com tabelas diferenciadas para homens e mulheres, com grau de dificuldade observando o princípio da isonomia.

“Isso só fortalece a equidade ao serviço público e reafirma que talento, dedicação e coragem não têm gênero”, enfatiza a comandante-geral do CBMMG, coronel Jordana de Oliveira Filgueiras Daldegan.

O amigo certo nas horas incertas
 
A profissão do bombeiro militar está entre as de maior credibilidade no país e ocupa o topo do Índice de Confiança Social. Isso se deve a proximidade entre a corporação e a sociedade em situações de urgência e emergência.

O Curso de Formação de Soldados prepara os militares para o atendimento direto à população, com forte atuação operacional, especialmente em áreas como o atendimento pré-hospitalar e salvamentos.

Já o Curso de Formação de Oficiais prepara líderes e gestores. No início da carreira, os oficiais coordenam equipes operacionais e, ao longo da trajetória profissional, podem assumir cargos estratégicos na corporação.

Entre as principais atribuições, estão as ações mergulho, salvamento terrestre, salvamento aquático, salvamento em altura, prevenção a incêndio e pânico, atendimento pré-hospitalar, combate a incêndio urbano e florestal e atuação em ocorrências com produtos perigosos, proteção de vidas e bens.

Formação aplicada na corporação

No CFSd, o conhecimento pode ajudar no atendimento operacional, em especial, na área de Atendimento Pré-Hospitalar. Já o CFO, forma gestores que, no início da carreira, irão atuar na coordenação do serviço operacional, e a médio e longo prazo, ocuparão cargos de gerenciamento de diretorias, centros, assessorias e outras sessões.

Ensino superior aplicado ao longo da carreira no CBMMG
 

  • Engenharia e Ciências Exatas: setor de prevenção contra incêndio e pânico, gestão de emergências envolvendo produtos perigosos, perícias de incêndio, setores administrativos de suprimento, manutenção e logística;
  • Biológicas: assessoria de assistência à saúde, treinamento físico militar, atendimento pré-hospitalar, abordagem a tentativas de suicídio, captura de animais silvestres, busca e salvamento com cães;
  • Humanas: assessoria jurídica, corregedoria, setores de recursos humanos, direito administrativo, justiça e disciplina.

Câmara debate reduzir idade mínima para primeira CNH de 18 para 16 anos

Câmara debate reduzir idade mínima para primeira CNH de 18 para 16 anos – Foto: reprodução

A Câmara dos Deputados iniciou a discussão sobre mudanças no Código de Trânsito Brasileiro (CTB), incluindo a redução da idade mínima para a primeira Carteira Nacional de Habilitação (CNH), hoje fixada em 18 anos. O tema será debatido em audiência no dia 1º de abril pela comissão especial criada para analisar um projeto já aprovado pelo Senado, mas que reúne outras propostas de alteração nas regras de trânsito.

O colegiado aprovou na última semana o plano de trabalho apresentado pelo relator, deputado Áureo Ribeiro (Solidariedade-RJ). A comissão foi instalada no fim de fevereiro para analisar um conjunto de propostas que alteram o CTB antes da votação. O projeto principal trata da obrigatoriedade de aulas práticas de direção em vias públicas durante a formação de condutores, mas acabou reunindo diversas outras mudanças na legislação.

Entre os temas em debate está justamente a possibilidade de reduzir de 18 para 16 anos a idade mínima para iniciar o processo de habilitação. A ideia não significa permitir que adolescentes passem a dirigir imediatamente, mas avaliar a antecipação da formação de condutores dentro de um modelo de acompanhamento adequado.

“A proposta não significa flexibilizar a segurança no trânsito, mas abrir um debate sobre a realidade dos jovens brasileiros. Hoje, aos 16 anos eles já podem votar e participar das decisões do país. Por isso, entendemos que é legítimo avaliar se também podem iniciar a formação como condutores, sempre com regras rigorosas e foco na educação no trânsito”, afirmou Áureo.

Antes de qualquer mudança na lei, a proposta ainda passará por várias etapas de discussão na comissão. Os deputados pretendem realizar audiências públicas com especialistas e órgãos de trânsito. Só depois dessas discussões o relator deverá apresentar um parecer, que ainda precisará ser votado antes de seguir para o plenário.

O que está em discussão

A proposta não se limita à idade mínima para a habilitação. A comissão especial analisa um conjunto amplo de mudanças no Código de Trânsito, reunindo 271 proposições legislativas relacionadas à mobilidade e à segurança viária.

Entre os temas previstos para debate estão:

  • o processo de formação de condutores;
  • a redução da idade mínima para a primeira CNH;
  • regras para exames médicos, psicológicos e toxicológicos;
  • fiscalização de velocidade por radares móveis;
  • e sistemas de pedágio eletrônico sem cancela (free flow).

O plano de trabalho prevê audiências públicas ao longo de março e abril para discutir esses pontos. Estão programados debates sobre a formação de motoristas (25 de março), a redução da idade mínima para a habilitação (1º de abril), as regras para exames médicos e psicológicos (8 de abril) e a fiscalização por radares móveis e o sistema de pedágio eletrônico (15 de abril).

O relator pretende apresentar o relatório final na primeira semana de maio, reunindo as propostas de mudança nas regras de trânsito. Na primeira reunião da comissão, representantes de autoescolas e especialistas alertaram para os riscos de flexibilizar a formação de motoristas – em dezembro de 2025, o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) acabou com a obrigatoriedade de aulas em autoescolas para obtenção da CNH. 

Segundo eles, reduzir aulas práticas ou facilitar exames pode colocar nas ruas condutores menos preparados. Entidades médicas e de psicologia defenderam a manutenção dos exames de saúde física e mental como forma de garantir mais segurança no processo de habilitação.

Anvisa recolhe esmaltes Impala com TPO, substância proibida em cosméticos

Anvisa recolhe esmaltes Impala com TPO, substância proibida em cosméticos – Foto: reprodução

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária determinou o recolhimento de esmaltes em gel da marca Impala. O Laboratório Avamiller de Cosméticos LTDA, fabricante dos produtos, comunicou a presença de uma substância proibida em cosméticos no Brasil. A medida foi publicada no Diário Oficial da União nesta segunda-feira (16/3) e entrou em vigor imediatamente.

O recolhimento atinge linhas de esmalte em gel após a empresa informar a presença do composto TPO na fórmula. A Anvisa publicou em 30 de outubro de 2025 uma resolução que atualizou a lista de substâncias proibidas em produtos de higiene pessoal, cosméticos e perfumes comercializados no país.

A substância citada pela empresa é a INCI Trimethylbenzoyl Diphenylphosphine Oxide. O composto é conhecido pela sigla TPO. Alguns itens da marca contêm a substância em suas formulações, segundo o comunicado.

O TPO foi classificado como tóxico para a reprodução humana. A classificação se baseou em evidências obtidas em estudos realizados em animais. A inclusão do composto na lista de substâncias proibidas pela Anvisa considerou o princípio da precaução diante dos resultados observados em pesquisas com animais.

A classificação indica um risco presumido à saúde humana. Tais efeitos ainda não foram comprovados em estudos clínicos com seres humanos.

Produtos afetados

A determinação abrange diferentes nomes comerciais para esmaltes em gel e um top coat da linha Gel Plus. Os produtos afetados são: Plus Gel Esmalte Impala gel (todos), Esmalte Gel Impala Gel Plus (todos), Gel Plus Impala Esmalte Gel (todos), Esmalte Gel Plus Impala (todos) e Top Coat Gel Impala Gel Plus Clear (todos).

O UOL entrou em contato com a Mundial, empresa responsável pela marca Impala. Até a publicação desta reportagem, não houve retorno. O texto será atualizado em caso de manifestação da companhia.

VÍDEO | Ambulância com paciente grave é impedida de passar por motorista em Pouso Alegre

Uma ocorrência registrada na noite de sexta-feira (13) chamou a atenção em Pouso Alegre, no Sul de Minas. Um motorista dificultou a passagem de uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) que transportava um paciente em estado grave com sintomas de Acidente Vascular Cerebral (AVC).

O episódio aconteceu por volta das 21h30, na Avenida Prefeito Olavo Gomes de Oliveira. Segundo a equipe de socorristas, o condutor de um veículo modelo Volkswagen Gol teria impedido repetidamente a ultrapassagem da ambulância, mesmo com os sinais sonoros e luminosos acionados.

De acordo com os profissionais do Samu, sempre que a equipe tentava ultrapassar o carro, o motorista realizava manobras para fechar a passagem, dificultando a continuidade do atendimento de emergência. A situação foi registrada em vídeo pelos próprios socorristas durante o deslocamento.

Nas imagens, ainda é possível ver o momento em que o motorista coloca o braço para fora da janela e faz um gesto obsceno em direção à equipe da ambulância.

Pelo Código de Trânsito Brasileiro, impedir ou não facilitar a passagem de veículos de emergência — como ambulâncias, viaturas policiais ou caminhões do Corpo de Bombeiros — quando estão com sirenes e luzes acionadas é considerado infração gravíssima. A penalidade prevista é multa de R$ 293,47 e a perda de sete pontos na Carteira Nacional de Habilitação.

Além da sanção administrativa, a atitude pode configurar crime caso o atraso no atendimento provoque prejuízos diretos à saúde do paciente que estava sendo socorrido.

Lago de Furnas recebe licença ambiental inédita após mais de 60 anos de operação

Lago de Furnas recebe licença ambiental inédita após mais de 60 anos de operação – Foto: reprodução

O reservatório da Usina Hidrelétrica de Furnas passou a contar oficialmente com licenciamento ambiental. Pela primeira vez desde sua criação, há mais de seis décadas, o lago recebeu a Licença de Operação (LO) concedida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). A autorização estabelece novas diretrizes ambientais, sociais e territoriais para o funcionamento do reservatório, considerado um dos maiores lagos artificiais do Brasil e um importante polo turístico e econômico do Sul de Minas.

A licença tem validade inicial de cinco anos e é resultado de um processo de regularização ambiental iniciado em 2017. Como a hidrelétrica foi construída antes da consolidação da legislação ambiental brasileira, o empreendimento operou por décadas sem licenciamento formal, situação semelhante à de outras grandes obras de infraestrutura implantadas no país antes da criação de mecanismos modernos de controle ambiental.

Com a emissão da LO, a operação do reservatório passa a seguir uma série de condicionantes. Entre elas estão o monitoramento ambiental contínuo das condições do lago, a definição e delimitação das Áreas de Preservação Permanente (APP) ao longo das margens e a atualização do Plano Ambiental de Conservação e Uso do Entorno de Reservatório Artificial (PACUERA), instrumento que orienta o uso e a preservação das áreas próximas ao lago.

O documento também determina medidas voltadas à regularização fundiária de áreas afetadas pela variação do nível da água, além de prever apoio técnico aos municípios do entorno para adequar planos diretores e outros instrumentos de planejamento urbano às diretrizes estabelecidas no licenciamento ambiental. Caso todas as exigências sejam cumpridas durante o período de vigência, a concessionária responsável pela usina poderá solicitar, no futuro, a Licença de Operação definitiva.

A regularização ambiental ocorre em um contexto marcado por quase três décadas de mobilização regional em defesa do Lago de Furnas e da manutenção de níveis considerados adequados para seus múltiplos usos. Esse movimento teve início em 1997, com a criação da Associação Pró-Furnas, em Formiga, reunindo empresários ligados ao turismo e às atividades náuticas.

Nos anos seguintes, a defesa da chamada cota mínima de 762 metros ganhou força com a atuação de entidades como a ALAGO e o Comitê da Bacia Hidrográfica do Entorno do Reservatório de Furnas (CBH GD3), além de outras instituições regionais. O objetivo dessas organizações é garantir condições que permitam o uso sustentável do lago, preservando tanto a economia local quanto o equilíbrio ambiental.

Entre 2019 e 2021, o debate ganhou repercussão nacional em meio à crise hídrica que atingiu o país. O tema foi discutido em audiências públicas realizadas na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, no Senado Federal do Brasil e na Agência Nacional de Águas (ANA).

Em 2022, uma resolução da ANA que permitiu o reenchimento do reservatório foi considerada uma vitória para o movimento regional. No entanto, a situação voltou a gerar preocupação após a publicação da Resolução nº 193, em maio de 2024, quando o nível do lago voltou a cair e chegou à cota de 757 metros em novembro, abaixo do limite de 762 metros definido pela Emenda Constitucional 106, que determinou o tombamento do lago acima desse patamar.

Diante desse novo cenário, representantes do poder público, especialistas e integrantes da sociedade civil devem se reunir no Fórum Regional sobre o Licenciamento Ambiental do Lago de Furnas, marcado para o dia 27 de março, em Varginha. O encontro será realizado no auditório da FESSUL, localizado na Rua Maria Benedita, 78, na Vila Pinto, com início previsto para as 8h.

O evento é organizado pelo CBH GD3, pela ALAGO, pelo Circuito Turístico Lago de Furnas e pelo Movimento Pró-Furnas 762. A proposta é discutir os impactos do licenciamento ambiental, além de analisar os desafios e oportunidades que surgem com a nova fase de gestão do reservatório.

Câmara aprova projeto que autoriza venda de spray de pimenta para mulheres acima de 16 anos

Câmara aprova projeto que autoriza venda de spray de pimenta para mulheres acima de 16 anos – Foto: reprodução

A Câmara dos Deputados do Brasil aprovou na última quarta-feira (11) um projeto de lei que autoriza a comercialização, a compra e a posse de aerossóis de extratos vegetais, como o spray de pimenta, para mulheres a partir de 16 anos como forma de defesa pessoal.

A proposta, apresentada pela deputada Gorete Pereira (MDB-CE), agora será analisada pelo Senado Federal do Brasil antes de seguir para sanção.

Pelo texto aprovado, o uso do spray deverá ocorrer apenas em situações de agressão considerada injusta, atual ou iminente, e de forma proporcional e moderada. A utilização também deverá ser interrompida assim que a ameaça for neutralizada.

Caso o produto seja utilizado fora dessas circunstâncias, a pessoa poderá sofrer sanções que vão desde advertência formal até multa que pode variar de um a dez salários mínimos.

O projeto também estabelece regras específicas para a aquisição do item. Jovens entre 16 e 18 anos somente poderão comprar o spray mediante autorização de um responsável legal.

Além disso, no momento da compra será exigida a apresentação de documento oficial com foto, comprovante de residência fixa e certidão de antecedentes criminais que comprove a inexistência de condenação por crime doloso cometido com violência ou grave ameaça.

As características técnicas do produto, como a concentração máxima permitida dos compostos, deverão ser definidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

De acordo com o projeto, os recipientes comercializados para uso civil poderão ter capacidade máxima de 50 mililitros. Embalagens maiores serão destinadas exclusivamente às Forças Armadas do Brasil e às forças de segurança pública.

A proposta também determina que, em caso de furto ou roubo do spray, a proprietária deverá registrar um boletim de ocorrência no prazo máximo de 72 horas.

Iveco anuncia investimento de R$ 1 bilhão em sua fábrica em MG

Iveco anuncia investimento de R$ 1 bilhão em sua fábrica em MG – Foto: Grupo Iveco

O Grupo Iveco projeta investir R$ 1 bilhão em Minas Gerais até 2028. A maior parte dos recursos será destinada ao complexo industrial da empresa em Sete Lagoas, na região Central do Estado. Parte dos investimentos também será direcionada ao centro logístico da companhia em Pouso Alegre, no Sul de Minas.

O anúncio do protocolo de investimentos foi realizado na quarta-feira, (11), durante encontro na fábrica da companhia, que contou com a presença de representantes da prefeitura municipal e do governo de Minas Gerais, incluindo o governador Romeu Zema (Novo).

A expectativa é que os recursos sejam aplicados na modernização de processos industriais, no desenvolvimento de novos veículos e tecnologias e na atualização de projetos já existentes. Também são esperados aportes nas frentes de segurança do trabalho, economia circular e redução de emissões no processo produtivo.

O presidente da Iveco na América Latina, Marcio Querichelli, destaca que a viabilização desses investimentos em Sete Lagoas proporciona o fortalecimento da cadeia industrial e o desenvolvimento de novas soluções de mobilidade sustentável. “Compartilho com todos o objetivo de desenvolvimento do nosso Estado”, acrescenta.

Além das instalações, os recursos garantirão a idealização de uma nova geração de caminhões, ônibus e motores, resultando em uma maior competitividade das operações da empresa no País. O investimento também deve contribuir para o fortalecimento da cadeia automotiva em Minas Gerais, ao ampliar a presença de fornecedores do setor e incentivar a qualificação de profissionais por meio de programas de formação e treinamento.

Durante o encontro, Zema ressalta a importância do Grupo Iveco, destacando ser a produtora de caminhões que mais ganhou o mercado nos últimos seis anos. “Para poder fazer a este investimento e continuar conquistando o mercado, precisa investir, aumentar a sua capacidade, continuar modernizando seus produtos e por isso optou por esse investimento de R$1 bilhão até 2028″, detalha.

Iveco deve centralizar distribuição de peças em Pouso Alegre

O secretário de Desenvolvimento Econômico de Pouso Alegre, José Carlos Costa, comemorou a inclusão do município entre os contemplados com parte do investimento. Segundo ele, o aporte viabilizará a instalação de um centro de distribuição (CD) de peças da marca na cidade. A operação receberá R$ 93 milhões em investimentos e a expectativa é que as atividades iniciem já em setembro deste ano.

Segundo ele, a migração do CD da Iveco de Jundiaí (SP) para Pouso Alegre foi motivada pela localização geográfica estratégica do município, que facilita o acesso à planta em Sete Lagoas e aos principais mercados consumidores do interior de São Paulo. “A estratégia é centralizar a distribuição em Pouso Alegre. As peças da Iveco devem sair daqui e serão distribuídas para todo o País, enquanto a fabricação continua em Sete Lagoas”, afirma o secretário.

Além de beneficiar a logística da empresa, a abertura do CD em Pouso Alegre reforça o polo automotivo da cidade, bem como a economia local. “Além da geração de empregos e da arrecadação de impostos, trata-se de uma marca de renome, que fortalece o ecossistema econômico do município”, acrescenta Costa.

Falta de diesel paralisa colheita e preocupa produtores rurais no Brasil

Falta de diesel paralisa colheita e preocupa produtores rurais no Brasil – Foto: reprodução

A safra de grãos 2025/2026 enfrenta um novo desafio no campo: a escassez de diesel já começa a paralisar máquinas agrícolas em algumas regiões do país, interrompendo a colheita de soja e arroz e gerando preocupação entre produtores e entidades do agronegócio.

No Rio Grande do Sul, agricultores relatam que colheitadeiras e tratores precisaram ser desligados por falta de combustível justamente no período mais crítico da safra. O alerta foi reforçado pela Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul, que afirma ter recebido centenas de mensagens de produtores relatando dificuldades para manter as operações no campo.

Segundo o presidente da entidade, Gedeão Pereira, o atraso na colheita pode gerar prejuízos significativos.
“Vamos perder o grão”, afirmou, destacando que as lavouras maduras ficam expostas a chuvas, ventos e outras intempéries enquanto aguardam a retomada das máquinas.

Colheita interrompida no momento mais crítico

Relatos indicam que propriedades, especialmente nas regiões produtoras de arroz do estado, tiveram que interromper a colheita nos últimos dias devido à falta de diesel fornecido pelos TRRs (Transportadores Revendedores Retalhistas), responsáveis pelo abastecimento nas fazendas.

Com o combustível em falta, produtores aguardam a chegada de novos carregamentos para retomar o trabalho. O problema ocorre justamente quando as máquinas precisam operar dia e noite para garantir a retirada dos grãos no momento ideal.

Falhas na distribuição do combustível

Entidades do setor afirmam que a escassez estaria ligada a problemas na cadeia de distribuição do diesel, que teriam começado nas refinarias e se refletido nas distribuidoras e nos transportadores responsáveis por abastecer o campo.

Segundo relatos, o fornecimento teria sido suspenso temporariamente sem aviso prévio, o que interrompeu o fluxo normal de combustível até as propriedades rurais.

Guerra no Oriente Médio pressiona mercado

Outro fator que pode estar agravando o cenário é a alta do petróleo no mercado internacional, influenciada pelas tensões e conflitos no Oriente Médio.

A valorização do barril tem impactado o preço do diesel no Brasil, com relatos de aumento de até R$ 1,50 por litro em algumas regiões. Mesmo assim, representantes do agro afirmam que a maior preocupação neste momento não é o preço, mas a falta do combustível.

Sem diesel, colheitadeiras, tratores e caminhões ficam parados, comprometendo não apenas a retirada da safra atual, mas também o transporte da produção e o calendário agrícola das próximas etapas.

Caso o abastecimento não seja normalizado rapidamente, entidades do setor alertam que parte da produção pode se perder ainda no campo, ampliando os prejuízos para produtores e para a cadeia do agronegócio.

Operação “Ghost Machine”: Prefeito de Divinópolis exonera secretário e o denuncia por suposta corrupção em contratos

Prefeito Gleidson Azevedo e vice-prefeita Janete Aparecida de Divinópolis – Foto: reprodução

Uma operação policial deflagrada nesta quinta-feira (12) apura um suposto esquema de corrupção envolvendo contratos públicos no município de Divinópolis. A ação, denominada Operação Ghost Machine, é resultado de investigações conduzidas pelo Ministério Público de Minas Gerais após denúncia apresentada pela própria administração municipal.

De acordo com a prefeitura, as investigações tiveram início após uma denúncia formal feita pelo prefeito Gleidson Azevedo e pela vice-prefeita Janete Aparecida ao Ministério Público. A administração informou que reuniu documentos e encaminhou o material às autoridades após identificar suspeitas internas.

A operação foi coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado Regional de Divinópolis, com apoio da Polícia Militar de Minas Gerais, da Polícia Civil de Minas Gerais e da Polícia Penal de Minas Gerais.

Durante a ação, foram cumpridos quatro mandados de prisão preventiva e 14 mandados de busca e apreensão em diferentes pontos da cidade.

Segundo as autoridades, as investigações apuram a atuação de uma associação criminosa suspeita de envolvimento em corrupção, fraude em licitações e contratos públicos, além de lavagem de dinheiro. Os contratos investigados ultrapassam R$ 37 milhões, e a propina supostamente paga pode passar de R$ 2 milhões.

Em nota oficial, a Prefeitura de Divinópolis afirmou que acompanha o caso e reforçou o compromisso com a transparência e a colaboração com as autoridades para o esclarecimento dos fatos.

As investigações seguem em andamento e novas informações poderão ser divulgadas conforme o avanço do trabalho das forças de segurança e do Ministério Público.

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