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Jornal Folha Regional

CFM quer impedir que 13 mil alunos de Medicina mal avaliados em exame nacional possam atender

CFM quer impedir que 13 mil alunos de Medicina mal avaliados em exame nacional possam atender – Foto: reprodução

O Conselho Federal de Medicina (CFM) estuda adotar medidas para impedir o registro profissional de cerca de 13 mil estudantes de Medicina que estão no último semestre e não alcançaram a nota mínima no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed). A iniciativa, ainda em análise, teria impacto direto no ingresso desses recém-formados no mercado de trabalho.

O Enamed é uma avaliação anual que mede o desempenho dos estudantes e a qualidade dos cursos de Medicina no país. Na edição mais recente, 351 cursos foram analisados, e aproximadamente 30% ficaram nas faixas consideradas insatisfatórias. Além da avaliação institucional, alunos que estão prestes a concluir a graduação também participaram da prova. Dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) indicam que três em cada dez concluintes não atingiram a pontuação mínima exigida.

Segundo o CFM, o resultado acendeu um alerta sobre a formação médica e possíveis riscos à população. Diante disso, o conselho avalia publicar uma resolução que impeça o registro profissional de estudantes com desempenho classificado nos níveis 1 e 2 do exame. Na prática, a medida impediria que esses profissionais atuem como médicos.

De acordo com o presidente do CFM, José Hiran Gallo, uma proposta de resolução já foi encaminhada ao setor jurídico da entidade. Ele afirmou que permitir o exercício profissional sem a qualificação adequada representa um risco grave à saúde pública. O conselho também solicitou ao Ministério da Educação o envio dos dados detalhados dos estudantes, incluindo nomes e notas, para subsidiar a medida.

Atualmente, porém, a legislação garante o registro automático aos estudantes que concluem o curso de Medicina em instituições reconhecidas pelo Ministério da Educação, sem exigência de avaliação adicional. A advogada especialista em direito médico Samantha Takahashi afirma que o CFM não pode criar regras que se sobreponham à lei, já que não há previsão legal para impedir o registro de diplomados.

O advogado especialista em Saúde Henderson Furst concorda que não existe base legal clara para a mudança, mas avalia que o tema pode acabar sendo decidido pelo Judiciário. Segundo ele, diante do desempenho insatisfatório de milhares de estudantes, a Justiça poderia entender que uma resolução do CFM teria caráter preventivo, visando à proteção da saúde pública, ao menos até a criação de uma lei específica.

Enquanto isso, avançam no Congresso Nacional propostas que criam um exame obrigatório para o exercício da Medicina, nos moldes do exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). No Senado Federal, um projeto prevê a aplicação de um exame de proficiência a todos os formandos como pré-requisito para atuação profissional. O texto também estabelece que estudantes do quarto ano realizem o Enamed, cria um plano de expansão da residência médica — com meta de alcançar 0,75 vaga por médico formado até 2035 — e atribui à União a competência exclusiva para autorizar e supervisionar cursos de Medicina.

A proposta foi aprovada na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) em dezembro do ano passado, mas ainda precisa passar por mais uma votação no colegiado antes de seguir para a Câmara dos Deputados.

Na Câmara, outro projeto institui o exame como exigência para o registro nos Conselhos Regionais de Medicina. A proposta teve regime de urgência aprovado em julho de 2025 e será analisada diretamente pelo plenário. Para entrar em vigor, ainda precisa passar pelo Senado e ser sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O texto prevê avaliações seriadas do 3º ao 6º ano da graduação, com exigência de nota mínima de 60% em cada etapa, além de provas de repescagem.

Os resultados do Enamed também evidenciaram problemas na qualidade do ensino médico. Mais de 100 cursos do país receberam conceitos considerados insatisfatórios pelo Inep. Ao todo, 24 cursos obtiveram conceito 1, o mais baixo da avaliação, e 83 ficaram com conceito 2. Essas instituições sofrerão restrições no acesso ao Fies e ficarão impedidas de abrir novas vagas. Cerca de 89 mil estudantes participaram da avaliação, entre concluintes e alunos de outros períodos.

Cofen autoriza enfermeiros a prescrever antibióticos em todo o país

Cofen autoriza enfermeiros a prescrever antibióticos em todo o país – Foto: reprodução

Uma resolução publicada na última quinta-feira (22) pelo Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) passou a autorizar, de forma oficial, a prescrição de antibióticos por enfermeiros em todo o país. A medida amplia o conjunto de medicamentos que podem ser indicados por esses profissionais no exercício da enfermagem.

A decisão está alinhada a uma atualização realizada no ano passado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados (SNGPC). Com a mudança, o sistema passou a reconhecer o registro profissional de enfermeiros em receitas médicas, permitindo o monitoramento das movimentações de medicamentos.

O SNGPC é responsável por acompanhar a entrada e a saída de medicamentos em farmácias e drogarias privadas, incluindo compras, vendas, transferências, transformações e perdas. Apesar do reconhecimento do registro profissional pela Anvisa, a prescrição de antibióticos por enfermeiros ainda dependia de regulamentação específica do Cofen, o que foi formalizado com a nova resolução.

O documento atualiza a lista de medicamentos que podem ser prescritos por enfermeiros e inclui antibióticos como amoxicilina, azitromicina e eritromicina. A autorização vale tanto para pacientes adultos quanto para crianças.

A medida gerou reação do Conselho Federal de Medicina (CFM). Em nota, a entidade afirmou que a prescrição de medicamentos deve ser atribuição exclusiva dos médicos, por envolver a definição do diagnóstico e do prognóstico do paciente. Segundo o CFM, aos enfermeiros caberia apenas a administração de medicamentos em programas de saúde pública e rotinas institucionais previamente estabelecidas, sempre após diagnóstico médico.

O conselho médico também alertou que a resolução do Cofen afronta a legislação brasileira e decisões do Supremo Tribunal Federal (STF), além de representar risco à saúde da população. O posicionamento contrário não é novo: no ano passado, após a atualização da Anvisa, o CFM já havia se manifestado contra a autorização e chegou a ingressar com ação judicial contra uma norma que permitia a prescrição de antibióticos por enfermeiros no Distrito Federal.

Após duas décadas internado na UTI, paciente com doença rara morre em Franca

Após duas décadas internado na UTI, paciente com doença rara morre em Franca – Foto: reprodução

Ricardo Alberto Aidar, de 48 anos, morreu na noite desta quarta-feira (21), após a piora de seu estado clínico, na Santa Casa de Franca. Ele estava internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital havia cerca de 20 anos. O sepultamento foi realizado nesta quinta-feira (22), no município.

Portador de Distrofia Muscular de Duchenne, uma doença neuromuscular genética rara, progressiva e sem cura, Ricardo dependia de ventilação mecânica de forma contínua para sobreviver. A enfermidade compromete gradualmente os músculos, além de afetar o sistema respiratório e o coração.

Há aproximadamente 15 dias, o paciente apresentou um quadro de melena — sangramento digestivo —, o que provocou agravamento significativo de sua condição de saúde, culminando no óbito.

A distrofia muscular de Duchenne é causada pela ausência da proteína distrofina, essencial para a integridade das fibras musculares. Sem essa proteína, ocorre degeneração progressiva dos músculos, levando à perda de movimentos e a complicações respiratórias e cardíacas.

Durante as duas décadas de internação, Ricardo construiu uma relação próxima com médicos, enfermeiros e demais profissionais da UTI, tornando-se uma figura conhecida e querida pela equipe que acompanhou sua longa trajetória de tratamento.

Ônibus capota na BR-251, deixa cinco mortos e mais de 40 feridos em MG

Ônibus capota na BR-251, deixa cinco mortos e mais de 40 feridos em MG – Foto: Corpo de Bombeiros

Um ônibus de turismo capotou na BR-251, na noite dessa quarta-feira (21/1), na zona rural de Francisco Sá (MG), Região Norte do estado. O acidente matou cinco pessoas, incluindo um bebê, e 43 feridos, sendo nove em estado grave.

O acidente aconteceu na altura do km 474, por volta de 22h30. O veículo seguia de Arapiraca (AL) com destino a Itapema (SC) quando tombou às margens da rodovia, no sentido da pista.

Ao chegar ao local do acidente, a equipe do Corpo de Bombeiros começou o trabalho de triagem e atendimento pré-hospitalar, priorizando as vítimas mais graves. No total, foram:

  • 5 mortos no local 
  • 9 feridos graves, com múltiplas fraturas
  • 34 feridos leves ou sem lesões aparentes

As vítimas foram encaminhadas para hospitais de Francisco Sá e Montes Claros (MG), conforme a gravidade dos ferimentos.

Depois de socorrer os sobreviventes, a área foi isolada para a perícia da Polícia Civil. Em seguida, o ônibus foi destombado, permitindo retirar três corpos presos sob o veículo.

A ocorrência mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros Militar, Samu, Polícia Rodoviária Federal (PRF) e Polícia Civil. Os bombeiros empregaram três viaturas e nove militares na operação.

A rodovia ficou interditada por cerca de seis horas para atender as vítimas, atuação da perícia e remoção do ônibus. O controle do tráfego e a liberação da via ficaram sob responsabilidade da PRF.

Ônibus capota na BR-251, deixa cinco mortos e mais de 40 feridos em MG – Foto: Corpo de Bombeiros

Vídeo | Cachorro desmaia após ser arrastado pelo pescoço por pedaço de arame em MG

Um homem foi preso nessa terça-feira (20/1) em Campina Verde (MG), no Triângulo Mineiro, por equipe da Polícia Civil (PC) da cidade após ser flagrado por câmeras de segurança arrastando um cachorro em via pública pelo pescoço, através de um pedaço de arame.

As imagens mostram o animal em sofrimento e chegando a desmaiar, sendo que mesmo assim o suspeito continuou o arrastando pela rua.

Ainda conforme o vídeo é possível ouvir uma testemunha dizendo a seguinte frase: “Tadinho, você vai matar esse cachorro, moço”.

O suspeito foi localizado no mesmo dia do crime, preso em flagrante e vai responder por crimes de maus-tratos contra animais.

“O sujeito arrastou o animal desacordado por um arame e ele quase foi a óbito, se não fosse massagens cardíacas realizadas por morador que estava no local. Diante do ato cruel contra animais, a PC realizou diligência apurando o caso, bem como afim de localizar o sujeito que foi preso em flagrante”, contou o delegado Fúlvio Alvarenga Sampaio.

A pena para maus-tratos contra cachorros e gatos no Brasil, pela Lei Sansão (Lei 14.064/2020), é de 2 a 5 anos de reclusão, mais multa e proibição da guarda; uma punição mais severa que a geral para outros animais (Lei de Crimes Ambientais – Lei 9.605/1998), que prevê detenção de 3 meses a 1 ano. Se houver morte do animal, a pena pode ser ainda mais aumentada

Governo de Minas trabalha para arrecadar cerca de R$ 4 bilhões com privatização da Copasa

Governo de Minas trabalha para arrecadar cerca de R$ 4 bilhões com privatização da Copasa – Foto: reprodução

A privatização da Copasa deve render cerca de R$ 4 bilhões aos cofres públicos de Minas, de acordo com o vice-governador Mateus Simões (PSD). O formato para venda da companhia de saneamento ainda está sendo analisado, entretanto, Simões afirma que o Executivo mineiro pretende manter participação societária, com cadeira no conselho da empresa. A projeção foi feita durante entrevista ao programa Café com Política, exibido nesta quarta-feira (21).

Atualmente, a Copasa está avaliada em quase R$ 17 bilhões. Minas Gerais possui 51% das ações da companhia. Em meio ao processo de privatização, a empresa encerrou 2025 com um salto de 124,42% no valor das ações. Os papéis da Copasa iniciaram o ano sendo negociados por R$ 19,50, mas encerraram em 2025 ao custo de R$ 43,92.

A expectativa do governo de Minas é que o valor da privatização da companhia seja investido em educação profissionalizante, infraestrutura e segurança – contrapartidas previstas no Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag).

“Eu preciso arrecadar o dinheiro para os primeiros anos de investimento. A gente tem que investir R$ 1,8 bilhão por ano. Então, o compromisso que eu fiz com os deputados era tentar arrecadar mais de R$ 4 bilhões, vender participação suficiente para que, no mínimo, R$ 4 bilhões fossem arrecadados nessa operação que nós vamos fazer”, projeta o vice-governador.

Para isso, não seria necessária a venda total das ações do estado, algo que o governo de Minas não pretende fazer para garantir o cumprimento de metas de universalização, conforme Mateus Simões.

“A privatização da Copasa só pode ser feita com a garantia de que nós não teremos impacto na tarifa. Então, para deixar todas as pessoas tranquilas, quem regula o preço do esgoto e da água não é a empresa. É a Arsae”, pontua. “Para isso, o governo vai permanecer dentro da companhia, com presença em conselho, com participação societária”, garante.

O Executivo mineiro está em fase de consulta com bancos para definir o melhor formato para venda da Copasa. A expectativa é que ela se torne uma corporação, alterando a forma societária da empresa.

“A venda que vai ser feita não é do controle da companhia, é da maior participação acionária possível para a gente levantar o maior valor para esses investimentos que os mineiros estão esperando”, reforça Simões.

Contrapartidas do Propag

Dentro das contrapartidas previstas no Propag, a área da educação é a que está mais avançada, de acordo com o vice-governador. O Estado já vinha realizando investimentos por meio do projeto Trilhas do Futuro.

Pela infraestrutura, o governo de Minas pretende usar os recursos da Copasa para adiantar obras que já estão em andamento e reduzir o tempo de entrega. Ele cita, como exemplo, a melhoria nas estradas estaduais, considerando que 25% delas estão em péssimo estado de rodagem – o parâmetro nacional está abaixo de 7%.

“Eu vou conseguir fazer essa redução em três anos com o valor da Copasa. Neste momento, os investimentos estão só esperando a venda da companhia, que deve acontecer até o final do primeiro trimestre”, prospecta.

Já na área de segurança pública, os investimentos ainda estão em discussão. Entretanto, a expectativa do vice-governador é que sejam voltados para soluções tecnológicas, considerando experiências do próprio Executivo, como o uso de inteligência artificial em câmeras para identificação facial de foragidos.

“Nos parece que ter mais câmeras e um sistema melhor, mais ágil de identificação e ação sobre os identificados, seja a prioridade com o recurso do Propag.”

Anvisa proíbe venda de duas marcas de ‘canetas emagrecedoras do Paraguai’

Anvisa proíbe venda de duas marcas de ‘canetas emagrecedoras do Paraguai’ – Foto: reprodução

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta quarta-feira (21/1), a apreensão e a proibição da tirzepatida das marcas Synedica e TG, conhecidas nas redes sociais como as chamadas “canetas do Paraguai”. A decisão também se aplica a retatrutida de todas as marcas e lotes.

Com a medida, os produtos ficam proibidos de ser fabricados, comercializados, distribuídos, importados, divulgados ou utilizados em todo o país.

Segundo a Anvisa, os medicamentos foram produzidos por empresas desconhecidas e vêm sendo anunciados e vendidos por meio de perfis no Instagram, sem registro, notificação ou qualquer tipo de cadastro junto à agência.

Em nota, a Anvisa alerta que, por se tratarem de produtos irregulares e de origem desconhecida, não há garantia sobre a composição, a segurança ou a qualidade. Por isso, o uso não é recomendado em nenhuma circunstância.

Profissionais de saúde e pacientes que identificarem produtos das marcas citadas podem entrar em contato com a Anvisa por meio dos Canais de Atendimento ou acionar a Vigilância Sanitária (Visa) local. A íntegra da resolução está publicada no Diário Oficial da União.

Zema comemora derrubada de decisão do TCE e comemora retomada de modelo cívico-militares de escolas

Zema comemora derrubada de decisão do TCE e comemora retomada de modelo cívico-militares de escolas – Foto: reprodução

Às vésperas do retorno às aulas, em 4 de fevereiro, o governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) comemorou a notícia sobre a derrubada da decisão do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MG), pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), que autoriza o retorno do programa de escolas cívico-militares no Estado. A decisão, da 4ª Vara da Fazenda Pública e Autarquias de Belo Horizonte, é assinada pela juíza Janete Gomes Moreira e foi publicada na noite dessa terça-feira (20/1).

“Eu fiquei extremamente satisfeito com essa notícia. O que nós queremos é fazer audiência pública, não estamos falando nem de implantar a escola cívico-militar, não, queremos escutar os pais, os alunos, a comunidade escolar sobre essas questões. E alguém proibir escuta, proibir audiência pública, para mim é o maior absurdo possível, um autoritarismo sem tamanho, acho que é medo da população querer e esse modelo avançar, deve ser isso. Deve estar incomodando muita gente, uma escola que ensina disciplina, uma escola que ensina valores, e vale lembrar, optativa”, disse durante uma coletiva para imprensa nesta quarta-feira (21/01) sobre um PPP para serviços de manutenção em escolas estaduais.

Em dezembro, o TCE havia decidido paralisar o avanço do modelo educacional em Minas, já presente em nove escolas. Na decisão, a Justiça alegou que o TCE, porém, extrapolou os limites constitucionais. A magistrada citou que a atuação do órgão deve se pautar na prevenção de lesões ao patrimônio público, mas com observância à separação dos poderes. 

“Na minha opinião, o tribunal não tem especialista em educação. Lá, pelo o que eu sei, é o Tribunal de Contas do Estado. Não sei se é Tribunal de Educação do Estado. Então, para mim, foge totalmente ao âmbito deste tribunal, que teve essa iniciativa de estar proibindo o Estado de escutar as pessoas que estão envolvidas”, completou.

Para que as nove escolas continuem nos moldes cívico-militares, o Secretário de Estado de Educação, Rossieli Soares, afirmou que a pasta vai conversar com as famílias que têm interesse nesses modelos.

Foi uma decisão totalmente descabida no nosso entendimento proibir a continuidade de um projeto onde as escolas querem, inclusive tem abaixo-assinado das escolas pela permanência (desse modelo). Nós queremos voltar a discutir, sim, a possibilidade, como bem disse o governador, em escutar as comunidades, e para aquelas comunidades que desejarem este modelo ou outro, que a gente possa estar dando a opção. Acho que isso faz parte da construção coletiva, não é para todas, não serão todas as escolas no modelo desse, mas terá algumas. A gente vai ter todo um trabalho agora de correr, recuperar o tempo, trazer, novamente, as equipes, porque, por conta da decisão, infelizmente, nós tivemos que passar por uma desmobilização”, afirmou. 

Modelo 

Em Minas Gerais, nove escolas da rede estadual adotam o modelo cívico-militar, mesmo após o Decreto Federal nº 11.611, assinado em 2023 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que extinguiu o Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares (PECIM). São instituições nas cidades de Belo Horizonte, Contagem, Itajubá, Santos Dumont, São João del-Rei e Três Corações. 

No ano passado, a Advocacia-Geral da União (AGU) e a Defensoria Pública da União (DPU) questionaram o programa junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) alegando incompatibilidade com o Plano Nacional de Educação. O modelo, no entanto, foi mantido pelo Governo de Minas.

Trabalhador fica gravemente ferido ao ser prensado em máquina de empresa em Três Corações

Trabalhador fica gravemente ferido ao ser prensado em máquina de empresa em Três Corações – Foto: Mangels

Um jovem de 23 anos ficou gravemente ferido após se envolver em um acidente de trabalho em uma metalúrgica instalada em Três Corações, no Sul de Minas, na terça-feira (20). A empresa atua na produção de peças destinadas ao setor automotivo.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, quando as equipes chegaram à fábrica, o funcionário já havia sido retirado da máquina onde ocorreu o acidente. Ele recebia atendimento dentro de uma ambulância do Samu, com o suporte de um médico da própria empresa.

Mesmo apresentando ferimentos graves em diversas partes do corpo, o trabalhador estava consciente e orientado no momento do resgate. As circunstâncias e a dinâmica do acidente não foram divulgadas.

O jovem foi levado inicialmente ao Pronto-Socorro e, posteriormente, transferido para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital São Sebastião. Segundo a unidade hospitalar, o estado de saúde é estável.

Após o atendimento à vítima, os bombeiros permaneceram no local para isolar a área, aguardando a chegada da perícia da Polícia Civil, que dará sequência à investigação.

Em nota oficial, a Mangels, empresa onde ocorreu o acidente, informou que o colaborador recebeu atendimento imediato da equipe médica interna e dos brigadistas da fábrica. A empresa afirmou ainda que está prestando todo o suporte necessário ao funcionário e à família, e que as causas do acidente estão sendo apuradas internamente. A companhia se colocou à disposição para novos esclarecimentos por meio de seus canais oficiais.

A Polícia Civil confirmou que investiga o caso e aguarda a conclusão do laudo pericial, que deverá apontar as circunstâncias do ocorrido.

VÍDEO | Suspeito de furto é agredido por suposto tribunal do crime em Pouso Alegre

Um homem suspeito de envolvimento em furtos foi vítima de agressões em Pouso Alegre, no Sul de Minas, em um episódio atribuído a um suposto “tribunal do crime”. O caso ganhou repercussão após vídeos das agressões circularem nas redes sociais na manhã da última terça-feira (20).

Segundo as informações apuradas, o suspeito teria cometido o furto de três botijões de gás e um micro-ondas de uma cantina localizada no bairro São Cristóvão. A ação criminosa ocorreu durante a madrugada. Horas depois, já pela manhã, o homem foi encontrado pelo grupo responsável pelas agressões.

Nas imagens divulgadas, o suspeito aparece sentado ao lado dos objetos que haviam sido recuperados, enquanto sofre agressões principalmente nas mãos. Após as agressões, ele foi liberado pelo grupo. Relatos apontam ainda que um segundo homem, também suspeito de participação no furto ocorrido no mesmo bairro, foi localizado e submetido a agressões semelhantes.

O episódio evidencia a atuação de grupos criminosos que impõem punições por conta própria, prática conhecida como “tribunal do crime”, na qual indivíduos acusados de cometer delitos são julgados e punidos fora dos limites da lei, geralmente por organizações ligadas ao tráfico de drogas.

Até o momento, não há confirmação de prisões relacionadas ao caso, nem informações oficiais sobre a identificação dos autores das agressões ou dos suspeitos de furto.

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