Jornal Folha Regional

Polícia prende suspeito de ataque hacker ao sistema que liga bancos ao Pix

Polícia prende suspeito de ataque hacker ao sistema que liga bancos ao Pix – Foto: reprodução

Policiais prenderam na noite de quinta-feira (3) um suspeito de envolvimento no ataque hacker que desviou ao menos R$ 800 milhões do sistema de pagamentos do Banco Central (BC), que inclui o Pix. O prejuízo estimado pode chegar a R$ 3 bilhões.

João Nazareno Roque, de 48 anos, operador de TI da empresa C&M Software, que faz a integração de instituições financeiras com o ambiente do Pix e outros sistemas de pagamento como TED e boletos.

O suspeito foi preso no bairro City Jaraguá, na zona norte da cidade de São Paulo, por agentes do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) da Polícia Civil de São Paulo. Há um outro inquérito sobre o caso na Polícia Federal.

A informação sobre a prisão e identidade do suspeito é da Globonews. Segundo reportagem da TV, em um primeiro depoimento à polícia, o suspeito disse que vendeu a chave de acesso ao sistema.

João disse a policiais que o primeiro contato com os criminosos aconteceu em março, quando um homem o abordou na rua e demonstrou conhecer detalhes sobre seu trabalho.

Dias depois, ele recebeu uma ligação via WhatsApp com a proposta de entregar suas credenciais em troca de R$ 5 mil. Após o pagamento, João forneceu login e senha corporativos.

Duas semanas depois, criou uma conta na plataforma Notion para receber instruções sobre como operar o sistema remotamente e, em seguida, passou a executar comandos a partir do próprio computador.

João disse ter recebido mais R$ 10 mil por continuar inserindo comandos no sistema a partir do próprio computador. Esse segundo valor também foi pago em notas de R$ 100, entregues por motoboy.

Maior ataque cibernético da história dentro do Banco Central

Na terça-feira (1º) à noite, criminosos usaram o login de instituições financeiras para roubar dinheiro de contas que elas mantêm no BC para cumprirem exigências legais. 

O ataque só foi divulgado na quarta-feira (2). Hackers teriam desviado recursos de contas de oito instituições financeiras. O ataque cibernético já é considerado o maior da história dentro do Banco Central.

A C&M atende a instituições financeiras de pequeno porte, que não têm acesso direto aos sistemas do Pix. A empresa fazia essa conexão para 22 bancos, instituições de pagamento, cooperativas e sociedades de crédito.

Assim que foi informado do incidente, O BC desligou as conexões da C&M aos sistemas do Pix. O serviço foi restabelecido na manhã de quinta-feira (3), “sob regime de produção controlada”, segundo o BC.

A decisão foi tomada depois que a C&M comprovou ter adotado medidas para dificultar novos ataques a seus sistemas, ainda de acordo com o Banco Central.

A C&M afirmou ter sido vítima de uma “ação criminosa externa”, originada a partir da violação do ambiente de um cliente, cujas credenciais de integração foram indevidamente utilizadas. “Não houve invasão direta aos sistemas da CMSW. Os sistemas críticos seguem íntegros e operacionais”, diz a empresa.

O ataque hacker não envolveu vazamento ou extração de dados de instituições financeiras e de clientes, segundo a C&M.

Falha em subestação da Cemig deixa 35 cidades sem energia no Sul de Minas

Falha em subestação da Cemig deixa 35 cidades sem energia no Sul de Minas – Foto: reprodução

Pelo menos 35 municípios do Sul de Minas ficaram temporariamente sem energia elétrica na noite de quarta-feira (2). Segundo a Cemig Distribuição, o problema aconteceu na Subestação de Transmissão Itajubá 3 e causou a interrupção do fornecimento em várias cidades da região.

De acordo com a companhia, mais de 60% dos clientes afetados tiveram o serviço normalizado em até 4 minutos. Já para os demais consumidores, o restabelecimento completo foi concluído em até 59 minutos.

A Cemig informou ainda que as causas da falha serão apuradas pelo Operador Nacional do Sistema (ONS).

Ressarcimento de danos elétricos

Quando ocorre um pico de energia, seja pela oscilação da tensão ou pelo retorno da energia após uma interrupção, os aparelhos eletroeletrônicos podem queimar.

Caso ocorra esse dano elétrico ao equipamento instalado em unidade consumidora do Grupo B, o consumidor tem o direito de solicitar o conserto ou substituição do equipamento danificado, ou ainda no pagamento do valor equivalente para o próprio consumidor fazê-lo.

A solicitação de ressarcimento pode ser cadastrada através do Cemig Atende Web, fale com a Cemig 116 ou agência/posto de atendimento mais próxima.

O cliente tem até 5 anos, a contar da data provável da ocorrência do dano elétrico no equipamento, para solicitar o ressarcimento. Devendo informar:

  • CPF/CNPJ e um documento oficial com foto;
  • Número da instalação onde ocorreu o fato (disponível na fatura de energia);
  • Data e horário provável da ocorrência do dano;
  • Relato do problema apresentado pelo equipamento;
  • Relação com descrição e características gerais do(s) equipamento(s) danificado(s), tais como marca e modelo, etc.

A distribuidora deve informar ao consumidor o resultado da solicitação de ressarcimento em até 15 dias, para solicitação de ressarcimento feita em até 90 dias da data provável da ocorrência do dano elétrico; ou em até 30 dias, para solicitação de ressarcimento feita com mais de 90 dias da data provável da ocorrência do dano elétrico.

A contagem dos prazos se dá a partir da data da verificação ou, na falta desta, a partir da data da solicitação de ressarcimento.

Via: G1

Céu de julho terá chuva de meteoros e encontros celestes

Céu de julho terá chuva de meteoros e encontros celestes – Foto: reprodução

Durante as noites do mês de julho, os observadores do céu noturno poderão contemplar diversas conjunções celestes, além de acompanhar uma chuva de meteoros.

O pico de atividade da chuva de meteoros Delta Aquáridas será registrada no dia 30 de julho, mas o fenômeno já poderá ser observado a partir da metade do mês. A chuva recebe este nome porque aparece no céu próxima à constelação de Aquário, mais precisamente de uma de suas estrelas mais brilhantes: a Delta Aquarii.

Além disso, ao longo de todo o mês também ocorrem conjunções celestes no céu. Elas acontecem quando dois ou mais corpos celestes aparecem bem próximos no céu — uma ilusão de ótica, já que eles seguem separados por milhares de quilômetros no espaço.

Geralmente, esses encontros são observáveis a olho nu, e costumam render belas fotos astronômicas.

Veja abaixo os principais fenômenos astronômicos do mês de julho, de acordo com o guia de efemérides astronômicas do Observatório do Valongo, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

  • 3/7: Conjunção entre Mercúrio e o aglomerado estelar Presépio (M 44) no começo da noite, direção oeste, na constelação de Câncer; conjunção da Lua com a estrela Spica no começo da noite, na constelação de Virgem.
  • 4/7: Conjunção entre Vênus, Urano e Plêiades (M 45) antes do amanhecer, direção nordeste, na constelação de Touro. Urano poderá ser visto apenas com binóculos, em céus escuros.
  • 11/7: Conjunção de Vênus com o aglomerado das Híades, na direção nordeste, antes do amanhecer, na constelação de Touro.
  • 16/7: Conjunção entre Lua e Saturno durante a madrugada, direção leste, na constelação de Peixes.
  • 20/7: Conjunção entre Lua e as Plêiades (M 45) na direção nordeste, antes do amanhecer, na constelação de Touro.
  • 21/7: Conjunção entre Lua e Vênus antes do amanhecer, direção nordeste, na constelação de Touro;
  • 23/7: Conjunção entre Lua e Júpiter na aurora, direção nordeste, na constelação de Gêmeos. Os astros estarão muito baixos no horizonte;
  • 28/7: Conjunção entre a Lua e Marte no começo da noite, direção oeste, na constelação de Virgem;
  • 30/7: Máximo da chuva de meteoros Delta Aquaridas, que poderá ser observada na direção leste, durante a madrugada.

guia de efemérides astronômicas é produzido desde 2016 pelo Observatório do Valongo, da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), e traz os principais fenômenos que podem ser vistos no céu noturno a cada ano.

Com o objetivo de resgatar o interesse pela contemplação celeste, o material lista mês a mês quais corpos celestes estarão visíveis e qual a melhor forma de procurá-los. Além de trazer explicações simples sobre astronomia.

guia completo de efemérides astronômicas de 2025, com mapas do céu, pode ser baixado gratuitamente aqui.

Confira também aplicativos de astronomia para ajudar a localizar e acompanhar os fenômenos astronômicos no céu noturno.

MPMG participa de projeto para capacitar mulheres vítimas de violência

Nesta edição do Ponta a Ponta, vamos conhecer o Projeto Laudelina, iniciativa do Senac com participação de várias instituições, entre elas, o MPMG, por meio do Centro Estadual de Apoio às Vítimas – Casa Lilian. O objetivo do projeto é unir capacitação profissional, acolhimento e promoção da autonomia feminina, especialmente daquelas em situação de violência.

As convidadas da TV MP são a promotora de Justiça Ana Tereza Giacomini, coordenadora do Centro Estadual de Apoio às Vítimas do MPMG – Casa Lilian e Ana Roberta da Cruz, especialista técnica de Relações Institucionais do Senac Minas.

Governo de Minas celebra o Dia Nacional do Bombeiro com solenidade para a corporação no estado

Governo de Minas celebra o Dia Nacional do Bombeiro com solenidade para a corporação no estado – Foto: divulgação

Governo de Minas comemorou, nesta quarta-feira (2/7), o Dia Nacional do Bombeiro, reconhecendo o trabalho do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG) no estado. O governador Romeu Zema e o vice-governador Mateus Simões participaram da cerimônia no Auditório JK, na Cidade Administrativa, em Belo Horizonte.

“Quero dar os parabéns a todos os militares do Corpo de Bombeiros pelo seu dia. Essa corporação tem sido motivo de grande orgulho para todos os mineiros pelo trabalho que faz e pela forma de atuação em todo o estado”, afirmou Romeu Zema.

“Além de reconhecer e agradecer, quero lembrar que na minha gestão nós temos feito tudo aquilo que está ao nosso alcance por essa instituição”, destacou o governador de Minas Gerais, ao lado da comandante-geral do CBMMG, coronel Jordana de Oliveira Filgueiras Daldegan, e do subcomandante e chefe do Estado-Maior, coronel Moisés Magalhães de Sousa.

Durante a solenidade, o CBMMG agraciou 32 autoridades civis, personalidades e militares, além de 57 militares da corporação, com a Medalha da Ordem ao Mérito Imperador Dom Pedro II, a maior honraria da instituição, entregue a quem se dedica e apoia a corporação.
 

Confira aqui a lista dos agraciados

“Essa cerimônia tem um brilho muito especial, porque ao mesmo tempo em que celebramos a data máxima da profissão, prestamos justa homenagem àqueles que se destacaram na missão de servir. Cada um dos agraciados hoje representa a força de uma rede de cuidado, compromisso e solidariedade”, registrou a coronel Jordana de Oliveira Filgueiras Daldegan.

Governo de Minas celebra o Dia Nacional do Bombeiro com solenidade para a corporação no estado – Foto: divulgação


Fortalecimento

O Corpo de Bombeiros atendeu mais de 470 mil ocorrências em todo o estado no último ano, período em que a capacidade de atendimento foi colocada à prova, com mais de 29 mil registros de incêndio em vegetação, agravados pela falta de chuvas e pelas altas temperaturas.

O Governo de Minas tem atuado para assegurar que o CBMMG tenha todos os aparatos de equipamentos, pessoal e infraestrutura para garantir a segurança dos mineiros em todo o estado. Entre 2019 e 2024, foram adquiridos mais de mais de 1 milhão de itens entre bens de capital e de custeio, de mais 400 tipos de materiais e equipamentos operacionais para a corporação, totalizando um investimento de mais de R$ 120 milhões.

Desde 2019, a frota foi reforçada com 568 novas viaturas de bombeiros, como parte de um esforço contínuo de atualização e modernização dos recursos disponíveis. Em fevereiro de 2025, o CBMMG recebeu dois helicópteros para fortalecer a capacidade de resposta em situações de urgência e emergência, garantindo mais agilidade no transporte de pacientes e em operações de resgate e salvamento, adquiridos por R$ 164 milhões, com recursos do Fundo Estadual de Saúde (FES).

A ampliação e renovação da frota, a revitalização de quartéis, os avanços por meio de novos parceiros para a captação de recursos alternativos e os investimentos nas áreas de pesquisa e inovação científica têm elevado o potencial de atendimento. O CBMMG segue em busca de soluções para reforçar os trabalhos, com concursos internos para progressão de carreira, ações de promoção à saúde, ampliação da articulação operacional com a instalação de brigadas de incêndio treinadas pela corporação e a renovação da frota por meio de parcerias.

Governo de Minas celebra o Dia Nacional do Bombeiro com solenidade para a corporação no estado – Foto: divulgação

“Tivemos diversos avanços na infraestrutura e tecnologia para melhorar o trabalho de cada um dos militares mineiros, mas todos nós sabemos que somos continuamente devedores daqueles que se dispõem a sair de casa todos os dias, colocando a própria vida em risco para o salvamento da vida dos outros”, observou o vice-governador Mateus Simões.


Dia Nacional

Comemorado em todo o país desde 1954, o Dia Nacional dos Bombeiros representa um marco na história da sociedade e no serviço de combate a incêndios no Brasil. Em 2/7/1856, Dom Pedro II assinou o decreto que criava o Corpo de Bombeiros Provisório da Corte. Em Minas, o CBMMG foi criado em 1911.

Em 2025, o dia é lembrado com o tema “Além da farda, existem histórias de coragem e superação diária”, que ajuda a refletir sobre a missão do bombeiro militar, que transcende a farda e o transforma em um agente com a responsabilidade de salvar em qualquer lugar ou circunstância.

Último fórum do projeto “Promoção dos Modos de Fazer o Queijo Minas Artesanal” será executado na Canastra

Encontro gratuito reúne a cadeia produtiva do QMA na microrregião e perspectivas para o setor estarão em pauta durante o evento

Último fórum do projeto “Promoção dos Modos de Fazer o Queijo Minas Artesanal” será executado na Canastra – Foto: divulgação

Em 9 de julho, será realizado em São Roque de Minas, na microrregião da Canastra, o décimo e último fórum regional do projeto “Promoção dos Modos de Fazer o Queijo Minas Artesanal – Patrimônio Cultural Brasileiro e da Humanidade”, desenvolvido pelo Instituto Periférico. O encontro será às 16h na Escola Estadual General Carneiro, no Centro da cidade. A iniciativa tem como objetivo valorizar e fortalecer o patrimônio cultural representado pela produção do Queijo Minas Artesanal, reconhecido pela Unesco como Patrimônio Cultural da Humanidade, além de incentivar a preservação das técnicas tradicionais desse saber ancestral.

Ao longo dos últimos meses, o projeto percorreu nove microrregiões de Minas Gerais promovendo fóruns de escuta, debates e troca de experiências, destacando o papel central das comunidades produtoras para a continuidade dessa tradição. Já receberam os encontros as regiões de Entre Serras da Piedade ao Caraça, Cerrado, Serra do Salitre, Triângulo Mineiro, Serro, Diamantina, Araxá, Campos das Vertentes e Serras da Ibitipoca. A realização dos fóruns reafirma o compromisso com a construção coletiva de políticas de reconhecimento e salvaguarda do patrimônio cultural.

A expressiva participação de produtores, agentes de patrimônio, autoridades locais e demais entusiastas tem evidenciado a relevância do tema e o forte engajamento das comunidades. Os encontros têm sido férteis de diálogo, onde vêm à tona as especificidades regionais, os desafios enfrentados, os pontos fortes e o potencial de valorização do Queijo Minas Artesanal. Trata-se de um esforço conjunto pela preservação de uma tradição viva, que alia cultura e desenvolvimento sustentável das comunidades produtoras.

Gabriela Santoro, diretora-presidente do Instituto Periférico, destaca a trajetória e os resultados do projeto até o momento: “buscamos valorizar, por meio dos fóruns, as técnicas envolvidas na produção do Queijo Minas Artesanal, enaltecendo os saberes seculares presentes na nossa cultura alimentar e escutando aqueles que detêm o saber. A participação das comunidades tem sido essencial para o sucesso dessa iniciativa, que visa promover e preservar a rica tradição do estado de Minas Gerais”. Sua fala reforça o compromisso com uma política de patrimônio que seja inclusiva, participativa e sustentável, construída com e pelas comunidades locais.

Na Canastra, o fórum conta com apoio da Associação dos Produtores de Queijo Canastra (Aprocan), fortalecendo ainda mais a articulação entre os diferentes elos da cadeia produtiva. A valorização do Queijo Minas Artesanal da Canastra, com suas características e forte vínculo com o território, é uma das metas do projeto, que busca consolidar estratégias de salvaguarda desse patrimônio singular.

Para Higor Freitas, gerente-executivo da Aprocan, o fórum de escuta e discussão na microrregião da Canastra é uma excelente oportunidade para que os produtores possam expressar suas opiniões e contribuir na formulação de ações estratégicas voltadas para a promoção e a salvaguarda deste importante bem cultural. “Após séculos de história e muito trabalho de inúmeras famílias mineiras, que mantiveram essa tradição viva ao transmitirem seus conhecimentos de geração em geração, agora, os principais protagonistas desse processo, os produtores, têm voz e o merecido destaque para impulsionar ainda mais o nosso Queijo Minas Artesanal”, afirma Higor.

Ele afirma ainda que cerca de 800 famílias produzem, em média, 20 quilos de queijo por dia na região da Canastra, totalizando, aproximadamente, 16 toneladas diárias de Queijo Minas Artesanal. Esta iguaria, que, segundo a legislação atual, precisa ser maturada por no mínimo 14 dias, carrega consigo as características sensoriais que só o queijo da Canastra possui. Casca amarelo-ouro, que pode conter fungos, massa compacta, macia, sabor e aroma láticos, sal e acidez equilibrados, são algumas características que o clima, a vegetação, água, altitude e o saber-fazer dos produtores locais proporcionam ao produto.

Ainda segundo dados da Aprocan, apenas os produtores dos oito municípios que estão dentro da área delimitada pela Indicação de Procedência Canastra, podem ostentar o “Canastra”: Tapiraí, Medeiros, Bambuí, São Roque de Minas, Piumhi, Vargem Bonita, São João Batista do Glória e Delfinópolis.

De acordo com dados da Emater, o Queijo Minas Artesanal da Canastra apresenta características físicas e sensoriais inconfundíveis, determinadas por um conjunto de fatores relacionados ao clima, topografia e altitude. O resultado deste microclima único é um queijo de agradável sabor ácido, com textura homogênea, que varia de semidura a macia, em cor creme-claro. As peças têm entre 1 kg e 1,2 kg”.

Carlos Bovo, coordenador técnico regional da Emater-MG, ressalta que, desde o início da luta pela regularização do Queijo Minas Artesanal, o foco tem sido tornar essa produção legalizada e reconhecida nos âmbitos estadual e nacional. “Este projeto, que destaca o queijo como patrimônio imaterial da humanidade, coroa todo um trabalho de mais de 200 anos dos produtores. Essa conquista valoriza o modo de fazer tradicional, reforça a identidade cultural e eleva o valor de mercado do produto, principalmente nas vendas diretas, como ocorre na Serra da Canastra, que se consolidou como um grande atrativo comercial”, destaca o coordenador.

Carlos ressalta que na Canastra são produzidos cerca de 26 milhões de litros de leite por ano, resultando em uma produção volumosa de, aproximadamente, 2,15 milhões de quilos de queijo. 

O projeto “Promoção dos Modos de Fazer o Queijo Minas Artesanal – Patrimônio Cultural Brasileiro e da Humanidade” é uma realização do Instituto Periférico, a partir de recursos contemplados via Plataforma Semente | Cemais, por meio do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), em parceria com a Secretaria Estadual de Cultura e Turismo de Minas Gerais, o Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG), o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), a Associação Mineira do Queijo Artesanal (Amiqueijo), com apoio técnico da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG).

Serviço:

Fórum de escuta e discussão do projeto “Promoção dos Modos de Fazer o Queijo Minas Artesanal – Patrimônio Cultural Brasileiro” – Microrregião da Canastra
Data: 9 de julho de 20225, às 16h
Local: Escola Estadual General Carneiro, no Centro da cidade
Mais informações: www.institutoperiferico.org/queijominaspatrimonio
Instagram: @queijominaspatrimonio 

Último fórum do projeto “Promoção dos Modos de Fazer o Queijo Minas Artesanal” será executado na Canastra – Foto: divulgação

Deputado Antonio Carlos Arantes recebe Medalha Ministro Alysson Paolinelli

Deputado Antonio Carlos Arantes recebe Medalha Ministro Alysson Paolinelli – Foto: reprodução

O Governo de Minas homenageou, no último domingo (29), com a entrega da Medalha de Honra Ministro Alysson Paolinelli, dez personalidades e instituições que prestaram relevantes serviços à agropecuária, ao setor produtivo e ao desenvolvimento sustentável. Entre os homenageados estava o deputado Antonio Carlos Arantes.

“Hoje, entregamos a primeira edição da medalha Alysson Paolinelli para empresas, entidades e pessoas que têm se destacado no agro mineiro. Nosso agro que tem sido uma das principais economias do estado, com a contribuição dessas entidades que foram agraciadas com a medalha e levam todo o legado do doutor Alysson Paolinellii, que realmente foi um homem que mudou o agro, não só em Minas Gerais, mas no Brasil e no mundo”, destacou o titular da Secretária de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), Thales Fernandes.

A solenidade ocorreu na Praça Rui Santos, no centro do município de Bambuí, no Centro-Oeste mineiro, cidade onde nasceu o ex-ministro e ex-secretário de Estado de Agricultura de Minas, que incentivou a pesquisa, a ciência e tecnologia no país.

A honraria foi criada em 2023 pelo Governo de Minas, por meio da Lei 24.582, e regulamentada no ano passado pelo Decreto nº 48.859, contemplando dez categorias. A medalha é concedida a personalidades e instituições sempre no dia 29 de junho, data do falecimento, em 2023, de Paolinelli.

Anualmente, no dia 10 de maio, o Conselho Permanente da Medalha Ministro Alysson Paolinelli se reúne para a escolha dos agraciados, a partir de listas tríplices elaboradas pelo presidente do Conselho para cada uma das categorias estabelecidas. A solenidade de entrega da medalha será feita, anualmente, de forma itinerante, em um dos 853 municípios do Estado que se destaque pela sua expressividade no setor agropecuário ou por ser referência na trajetória de vida e trabalho do ex-ministro Alysson Paolinelli.

Ao anunciar a homenagem ao deputado Antonio Carlos Arantes,  na semana passada, o governador Romeu Zema destacou a relevância da atuação do parlamentar na promoção de políticas públicas que fortalecem o setor rural e valorizam a agricultura familiar em Minas Gerais. “Deputado Antonio Carlos Arantes, será uma honra e uma satisfação homenageá-lo com a Medalha Alysson Paolinelli. Seu empenho para promover e defender o agro mineiro tem sido decisivo. Agradeço por liderar e apoiar tantas leis importantes para combater o crime no campo e valorizar a agricultura familiar”, afirmou o governador.

HOMENAGEADOS

 Neste ano, foram homenageadas as seguintes personalidades e instituições:

  • Pequeno produtor: – Rubnei Santos Gomes, produtora rural (Rubi Queijaria)
  • Médio produtor: – Cézar Ramos Júnior, produtor rural (Empresa Natucentro)
  • Grande produtor: – José Maria de Oliveira, produtor rural (Café Campos Altos)
  • Universidades, empresas de pesquisa e inovação públicas e privadas:  – Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig)
  • Jornalismo e comunicação agro: – Programa Globo Rural
  • Entidades, associações, cooperativas e empreendimentos agropecuários: – Cooxupé – Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé Ltda.
  • Pesquisadores e profissionais das diversas ciências que impactam resultados e ações positivas para a agropecuária: – Luís Roberto Batista, professor da Universidade Federal de Lavras (UFLA)
  • Pessoas públicas e de governo: – Antônio Carlos Arantes, deputado estadual
  • Empresas agropecuárias e agroindústrias: – Rocca – Doce de Leite
  • Jovem produtor: – Hugo Faria Leite, produtor rural (Queijaria Roça da Cidade)
Deputado Antonio Carlos Arantes recebe Medalha Ministro Alysson Paolinelli – Foto: reprodução

LEGADO DO MINEIRO DE BAMBUÍ

Engenheiro agrônomo e político, Alysson Paolinelli desempenhou um papel fundamental no desenvolvimento da agricultura brasileira. Ministro da Agricultura de 1974 a 1979, promoveu a chamada “Revolução Verde” no Brasil, transformando o até então improdutivo Cerrado brasileiro em um dos principais polos de produção de alimentos.

Promoveu, ainda, a modernização da agricultura brasileira, incentivando a pesquisa, a ciência, a tecnologia e implantando políticas de crédito estimuladoras de modernização. Exerceu também papel fundamental na criação e estruturação da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), onde implementou um amplo programa de bolsas de estudo para pesquisadores e criou a Embrapa Cerrrados. Foi ainda presidente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA) e presidente executivo da Associação Brasileira dos Produtores de Milho (Abramilho).

Alysson Paolinelli exerceu o cargo de secretário de Estado de Agricultura de Minas Gerais por três períodos. De 1971 a 1974, apoiou as diretrizes do Programa Integrado de Pesquisa Agropecuária do Estado de Minas Gerais (Pipaemg) e a consequente criação da Epamig, em 1974. Já de 1991 a 1994 e de 1995 a 1998, idealizou e coordenou a implementação de nova matriz produtiva baseada no modelo sustentável, colocando novas tecnologias junto a incentivos e políticas de crédito para estimular a modernização da agricultura mineira. Teve também papel fundamental na criação e implementação do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA).

O trabalho de Alysson Paolinelli em prol da agricultura brasileira lhe rendeu também, em 2021 e 2022, a indicação ao Prêmio de Nobel da Paz.

Via: Observo

Samu ameaça parar em 94% das cidades de MG, em meio a denúncia de rombo de R$ 57 milhões

Samu ameaça parar em 94% das cidades de MG, em meio a denúncia de rombo de R$ 57 milhões – Foto: reprodução

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência Pré-Hospitalar (Samu 192) de Minas Gerais pode entrar em greve nos próximos dias. Os dez consórcios de saúde que atendem 800 municípios do Estado — o que representa uma cobertura de 93,7% do território mineiro — deram prazo até a próxima terça-feira (8 de julho) para que o Ministério da Saúde (MS) ou o governo estadual inicie tratativas para estabilizar os recursos destinados ao Samu. Em um ofício enviado à União, os consórcios do SUS denunciam a projeção de um rombo de R$ 56,8 milhões no custeio do Samu 192 em 2025: “cruzando o limiar do aceitável e colocando em risco a eficiência do serviço junto à população”, diz trecho do documento ao qual a reportagem teve acesso. Simultaneamente, cerca de 2 mil condutores socorristas pressionam por direitos e melhores salários. 

Os consórcios da rede de urgência e emergência divulgaram um levantamento com os valores repassados ao Samu 192 em 2024 e, com base nesses dados, projetaram um rombo milionário até dezembro deste ano. Os investimentos no serviço são compartilhados entre os governos federal, estadual e municipal (tripartite), sendo o Ministério da Saúde (MS) responsável por 50% da verba. No entanto, conforme denúncia dos socorristas do SUS-MG, a União tem repassado de 8% a 40% do valor acordado.

Para se ter ideia, enquanto o consórcio da rede de urgência da região Macro Nordeste e Jequitinhonha (CISNORJE) declara ter recebido cerca de R$ 1,5 milhão por mês do Ministério da Saúde no ano passado — o que corresponde a 40,21% da verba total do serviço —, o consórcio do Leste de Minas (CONSURGE) afirma ter recebido 8,3% (R$ 371,2 mil) de repasse mensal pelo Ministério da Saúde no mesmo período. O Conselho Estadual de Saúde de Minas Gerais (CES-MG) afirmou à reportagem que tem acompanhado o imbróglio. 

“Esse ofício foi encaminhado ao Ministério da Saúde (MS), no qual os consórcios declaram um déficit total de R$ 56 milhões para 2025. Antes, o recurso federal correspondia a 75%, mas foi minguando até chegar a 50%. E a participação do MS é muito importante, porque o serviço do Samu precisa ser habilitado pela União — não pode ser qualquer equipe”, afirma a diretora do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde de Minas Gerais (Sindsaúde-MG), Núbia Dias.

Segundo ela, que também é secretária executiva da Mesa Estadual Permanente de Negociação do SUS-MG, o Samu no interior de Minas tem sofrido com a baixa remuneração dos trabalhadores e jornadas exaustivas. “O SUS perde, porque os concursos do Samu passam a não interessar a ninguém. O salário não condiz com a complexidade do trabalho. Temos uma equipe altamente sobrecarregada e bases do Samu financeiramente desequilibradas. Gradativamente, o Estado corre o risco de perder um serviço móvel de urgência que é referência e excelência no país”, diz.

Na última visita ao Estado, em 16 de junho, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, foi questionado sobre o levantamento dos consórcios de saúde que aponta repasse insuficiente de verba ao Samu. Ele afirmou que irá investigar a situação, mas negou que exista um valor mínimo a ser obrigatoriamente cumprido.

“Primeiro, é mentira que exista um piso constitucional para o Samu. O último reajuste do Samu no Brasil ocorreu quando eu fui ministro, em 2012 e 2013. Depois disso, ficaram dez anos sem reajuste do Ministério da Saúde para os Estados e municípios. Com a volta do governo do presidente Lula, foi feito um reajuste de mais de 30% nos recursos. Vamos acompanhar essa situação em Minas, mas não vamos dialogar com mentiras”, cravou Padilha. A reportagem demandou o MS e aguarda retorno. 

Por outro lado, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) argumenta que a divisão do custeio do Samu no Estado é regida pela Portaria nº 1.010/2012, que estabelece que o Ministério da Saúde é responsável por 50% da verba; o Estado, por no mínimo 25%; e os municípios, por no máximo 25%. “Atualmente, o Governo de Minas repassa até mais de 50% dos custos informados pelos consórcios, superando o percentual mínimo estabelecido. A SES-MG reforça seu compromisso com a manutenção dos serviços de urgência e emergência no Estado”, afirmou a pasta.

Socorristas do Samu pressionam por direitos 

Segundo a diretora sindical Núbia Dias, outra corrente que tem pressionado por greve no Samu é puxada pelos condutores socorristas. Cerca de 2 mil trabalhadores estão mobilizados, cobrando por melhores condições de salários e pela inclusão do cargo como profissionais de saúde. “Um condutor socorrista recebe cerca de R$ 1.700, alguns R$ 1.860. São capacitados para atuar corretamente na cena do acidente e vivem uma jornada de risco, com plantões longos e muita pressão pelo imediatismo do resgate. Quando um adoece, causa um desequilíbrio na equipe”, explica. 

A categoria quer ser incluída no quadro de profissionais de saúde e, para isso, cobra a retomada da votação do Projeto de Lei 3.104/2020 na Câmara dos Deputados. O texto, de autoria do deputado Weliton Prado (PROS-MG), prevê que os condutores de veículos de emergência devem receber “a mesma proteção e os mesmos benefícios que os demais membros da equipe”.

“O condutor socorrista presta assistência direta ao paciente e está exposto aos mesmos riscos biológicos dos profissionais da saúde, devendo ser inserido na área da saúde, conforme a Classificação Brasileira de Ocupações”, diz um dos trechos do PL.

A ameaça de greve

O Sindsaúde-MG informa que, se a greve for confirmada, as categorias ligadas ao Samu 192 em Minas Gerais irão respeitar as regras legais para a paralisação de serviços essenciais. “Faremos tudo com responsabilidade, dentro da lei, para que seja possível manter o serviço. Quando entramos com o pedido de comando de greve, a própria Justiça delimita o percentual mínimo da equipe que deve continuar trabalhando”, afirma.

Operação Invisíveis apura suposta ‘limpeza social’ da população em situação de rua em Pouso Alegre

Operação Invisíveis apura suposta ‘limpeza social’ da população em situação de rua em Pouso Alegre – Foto: reprodução

Funcionários públicos de Pouso Alegre, no Sul de Minas Gerais, são investigados por cometer políticas higienistas contra pessoas em situação de rua no Centro da cidade. A operação “Invisíveis”, deflagrada pelo Ministério Público (MPMG) na manhã desta quarta-feira (2), investiga agentes públicos que realizaram a retirada forçada de pessoas em situação de vulnerabilidade das ruas.

A ação, em conjunto com a Polícia Civil (PCMG), cumpriu ordem judicial de busca e apreensão em dez endereços na cidade. Conforme apurado, os investigados retiravam as pessoas da rua mediante uso de arma de fogo, ameaças de morte e violência física. A reportagem do Estado de Minas procurou a Prefeitura de Pouso Alegre e aguarda retorno.

A prática cometida pelos agentes públicos é típica de um processo denominado pelos servidores do MP como “limpeza social”. O conceito refere-se a abordagens governamentais que visam “limpar” ou “purificar” espaços urbanos, removendo elementos considerados indesejáveis ou “não higiênicos”, como pessoas em situação de rua, moradores de favelas e outras populações marginalizadas.

São investigados agentes públicos municipais, um agente público estadual, além de particulares que promoviam a retirada forçada de pessoas das ruas do Centro de Pouso Alegre. Essas pessoas eram deixadas, contra suas vontades, em outros municípios da região. Segundo o MPMG, os crimes ocorreram ao longo de 2024, entre os meses de junho e setembro.

Além disso, as investigações, que prosseguem em segredo de Justiça, apontam a existência de indícios da prática de corrupção passiva por agentes públicos responsáveis pela fiscalização do cumprimento de penas alternativas no município. 

Cenário das ruas em Minas

Minas Gerais é o terceiro estado do Brasil com maior número de moradores em situação de rua, segundo levantamento do Observatório Brasileiro de Políticas Públicas com a População em Situação de Rua da Universidade Federal de Minas Gerais (OBPopRua/POLOS-UFMG), com base em dados do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome.

De acordo com o estudo, em maio deste ano, 345.542 pessoas viviam em vias públicas no país. Desse total, 31.410 — o equivalente a 9% — estavam nas ruas mineiras, que ocupa o terceiro lugar entre os estados com maior número de pessoas nessa condição. Belo Horizonte também é a terceira capital com maior número de pessoas em situação de rua, somando 14.960.

A pesquisa revela um crescimento constante no número de pessoas nessas condições em todo o país. Em 2013, eram 22.922 nessa situação. Esse total subiu para 138.332 em 2018, chegou a 261.653 em 2023 e alcançou 327.925 em 2024. Nos primeiros meses de 2025, o avanço continuou: foram 329.370 em janeiro, 332.180 em fevereiro, 335.151 em março e 345.542 em maio.

População de rua em Pouso Alegre

A presença de pessoas em situação de rua em Pouso Alegre gerou debates na cidade sobre como lidar com a situação no ano passado. A população se divide entre ajudar, da maneira que pode, e cobrar ações mais estruturadas, como investimentos em programas de capacitação e inclusão social.

A cidade conta com o Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro Pop), que oferece acolhimento e atendimento psicossocial. O cidadão pode tomar café da manhã e da tarde, utilizar espaço com sanitários e higiene pessoal, realizar troca de roupas, confeccionar currículos e solicitar a segunda via de documentos. O atendimento especializado é feito por assistentes sociais e psicólogos.

Outro ponto é o acesso aos Centro de Referência de Assistência Social (Cras), mantidos pela Prefeitura de Pouso Alegre e governo federal, onde as pessoas em situação de rua podem fazer o Cadastro Único, ter orientação sobre os benefícios sociais, acesso a serviços, benefícios e projetos de assistência social, além de receber orientação sobre outros serviços públicos

Já o Centro Municipal de Acolhimento Provisório de Adultos (Cemapa) oferece o abrigo por período determinado para a população em situação de rua, para pessoas desabrigadas, migrantes, refugiados, ou em trânsito. Disponibilizado pela prefeitura, o objetivo é fortalecer a autonomia da pessoa acolhida e ajudá-la a superar a situação de rua.

ALMG dá aval ao governo Zema para federalizar Codemig e Codemge

ALMG dá aval ao governo Zema para federalizar Codemig e Codemge – Foto: Luiz Santana/ALMG

O governador Romeu Zema (Novo) está autorizado a federalizar o grupo Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemge) para abater a dívida de cerca de R$ 165 bilhões do Estado com a União. A Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) autorizou a operação, por unanimidade, nesta quarta-feira (2), em 2° turno.

A Codemge tem 51% das ações da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig), a quem cabe a exploração do minério do nióbio em Araxá, Alto Paranaíba. O direito à lavra dá à Codemig o status de principal ativo para o cálculo do abatimento de 20% da dívida, condição essencial para a adesão ao Programa de Pleno Pagamento da Dívida (Propag).

Apesar de ser o ativo mais valioso, seu preço é uma incógnita. A oposição chegou a questioná-lo à presidente Luísa Barreto em uma audiência pública, mas a ex-secretária observou, na ocasião, que o Goldman Sachs ainda conduzia um estudo para apurar o valor. A base aliada de Zema, por sua vez, apontou que a avaliação do grupo Codemge cabe ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

No mês passado, após o BNDES sugerir mudanças ao Ministério da Fazenda na regulamentação da avaliação de estatais no Propag para tentar acelerar o processo, o vice-governador Mateus Simões (Novo) consultou a União se há o interesse em federalizar o grupo Codemge. Na última segunda (30 de junho), Simões cobrou um posicionamento da Secretaria do Tesouro Nacional.

Embora a ALMG tenha autorizado Zema a federalizar Codemig e Codemge, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do Direito Minerário, que visa aumentar o valor das companhias e foi incluída no pacote do Propag pelo presidente da ALMG, Tadeu Leite (MDB), ainda não avançou. Proposta pelo deputado estadual Professor Cleiton (PV), a PEC autorizaria que o direito à lavra fosse entregue à União juntamente com a Codemig.

A federalização de Codemig e a Codemge compõe a terceira etapa do pacote do Propag a ser aprovada em plenário pela ALMG. Na última quarta (25 de junho), a Casa autorizou o governador a entregar à União a carteira de créditos da dívida ativa e compensações previdenciárias. Anteriormente, o texto-base de adesão ao programa já havia sido aprovado pelos deputados estaduais.

Jornal Folha Regional
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