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Jornal Folha Regional

Polícia Militar Ambiental prende homem por maus-tratos a animais e cultivo de maconha em Piumhi

Ocorrência envolveu cães em local insalubre, galos em situação de maus-tratos e plantação de entorpecentes; Auto de Infração ultrapassa R$ 5 mil

Polícia Militar Ambiental prende homem por maus-tratos a animais e cultivo de maconha em Piumhi – Foto: divulgação/BPMAMB

A Polícia Militar de Minas Gerais, por meio do 4º Grupamento da Polícia Militar de Meio Ambiente de Piumhi (MG) e do 5º BPMAMB de São Roque de Minas (MG), com apoio de militares da 110ª Cia PM, realizou uma operação na manhã da última quarta-feira (6) que resultou na prisão em flagrante de um homem suspeito de praticar maus-tratos a animais e cultivar entorpecentes.

A ação foi coordenada pelo 1º Tenente PM Abrantes após uma denúncia que relatava a ocorrência de maus-tratos a cães e possível plantio de maconha em uma residência. No local, os militares constataram diversas irregularidades.

Foram encontrados dois cães da raça Pitbull, um macho e uma fêmea, além de seis filhotes mantidos em condições insalubres. Também foram identificados doze galos alojados em gaiolas individuais, apresentando sinais claros de maus-tratos, como ferimentos, penas arrancadas e mutilações nas esporas.

No imóvel, havia ainda materiais comumente utilizados em rinhas de galos, incluindo esporas artificiais, protetores de esporão, bolsas de transporte apropriadas para as aves e uma arena confeccionada com tecido, possivelmente usada para confrontos entre os animais.

Além das infrações ambientais, os policiais localizaram dois pés da planta Cannabis Sativa cultivados em vasos nos fundos da casa e dois tablets de maconha prensada, configurando também crime relacionado ao tráfico de drogas.

O autor foi preso em flagrante e, após atendimento médico no Hospital de Pronto Socorro (HPS), foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil de Piumhi. Foi lavrado ainda um Auto de Infração Ambiental no valor de R$ 5.531,00.

Materiais e animais apreendidos:

  • 12 galos
  • 8 cães
  • 2 pés de maconha
  • 2 tablets de maconha prensada
  • 1 arena (aparente uso em rinhas)
  • Esporões artificiais, protetores de esporão e bolsas para transporte de galos

A Polícia Militar Ambiental reforça a importância das denúncias anônimas e a colaboração da comunidade no combate a crimes ambientais e ao tráfico de drogas.

Câmara aprova projeto que proíbe testes cosméticos em animais

Câmara aprova projeto que proíbe testes cosméticos em animais – Foto: reprodução

A Câmara dos Deputados aprovou, dia 9 de julho, o projeto de lei que proíbe o uso de animais vertebrados vivos em testes de produtos de higiene pessoal, cosméticos e perfumes. O texto agora segue para a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A proposta, de autoria do ex-deputado Ricardo Izar (SP), já havia sido aprovada pela Câmara em 2014, mas retornou à pauta após alterações do Senado. O projeto proíbe testes para verificar eficácia, segurança ou toxicidade dos produtos e seus ingredientes.

Segundo o relator, deputado Ruy Carneiro (Podemos – PB), a medida representa “um avanço ético e científico” e atende tanto à causa animal quanto ao setor industrial.

“Usar animais em testes da indústria, no Brasil, nunca mais”, afirmou Carneiro.

A proposta permite exceções apenas em casos graves de segurança relacionados a ingredientes amplamente usados e sem substitutos, mediante autorização do Concea (Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal).

Além disso, dados obtidos em testes com animais não poderão ser usados para autorizar a venda de produtos no Brasil, exceto quando exigidos por regulamentações estrangeiras não cosméticas. Nesses casos, o fabricante também fica proibido de usar selos como “livre de crueldade” no rótulo.

O texto também determina que autoridades sanitárias adotem, em até dois anos, medidas para ampliar e fiscalizar o uso de métodos alternativos de testagem, como modelos computacionais, culturas celulares, organoides e bioimpressão 3D.

O projeto recebeu apoio de parlamentares de diferentes espectros políticos. O deputado Célio Studart (PSD – CE) classificou os testes como “inaceitáveis no século 21”, enquanto a deputada Duda Salabert (PDT – MG), vegana e ativista, celebrou a aprovação como “uma realização pessoal”.

A proposta manteve as multas previstas na legislação para quem violar as regras: de R$ 5 mil a R$ 20 mil para instituições e de R$ 1 mil a R$ 5 mil para pessoas físicas. O texto inicial, que aumentava os valores das penalidades (de R$50 mil a R$ 500 mil para empresas e R$ 1 mil a R$ 50 mil para pessoas físicas), foi excluído do projeto.

Voluntários confeccionam roupas para animais em situação de rua em Alpinópolis

Voluntários confeccionam roupas para animais em situação de rua em Alpinópolis – Foto: divulgação

Com o inverno rigoroso que atingiu a cidade de Alpinópolis, registrando 3°C durante a madrugada na semana passada, a comunidade se uniu para proteger os animais de rua do frio intenso. A ação, liderada por Rita Cássia, protetora e artesã, em parceria com a Coordenadoria Municipal de Proteção e Bem-estar Animal e voluntários locais, está garantindo que cães e gatos em situação de rua tenham uma chance de se aquecer durante as noites geladas.

Rita, que retornou recentemente a Alpinópolis após viver em São Paulo, viu no seu talento para o artesanato uma maneira de ajudar. Ela começou a confeccionar roupinhas e mantas especialmente pensadas para os animais em situação de vulnerabilidade. O que começou com a dedicação de Rita logo se expandiu, com o apoio de suas filhas, Daniela e Juliana, que se uniram à mãe na confecção das peças. Juntas, formaram uma verdadeira oficina de solidariedade, criando roupas sob medida para os cães e gatos que circulam pelas ruas da cidade.

As mantas e roupinhas, feitas com muito carinho e cuidado, começaram a ser distribuídas nas ruas de Alpinópolis, oferecendo uma proteção crucial para os animais contra o frio. As peças são confeccionadas em diversos tamanhos, cores e estilos, garantindo que todos os animais recebam o cuidado necessário.

Além do trabalho árduo de Rita e sua família, a Coordenadoria Municipal de Proteção e Bem-estar Animal tem sido essencial para organizar a distribuição das roupas e localizar os animais de rua. A Prefeitura Municipal de Alpinópolis também tem dado suporte, facilitando a logística para que a campanha chegue ao maior número possível de animais.

A mobilização também conta com a doação de tecidos e outros materiais por parte da comunidade. Os recursos arrecadados estão sendo utilizados para ampliar a produção das roupinhas e mantas, garantindo que mais animais recebam proteção durante o inverno.

A ação segue firme e a comunidade de Alpinópolis está cada vez mais unida em torno dessa causa. Quem desejar contribuir com a doação de tecidos ou materiais para a confecção das roupas pode entrar em contato com a Coordenadoria de Proteção Animal, pelo número (35) 99853-6708. A união de Rita Cássia, sua família, a Coordenadoria e a Prefeitura é um exemplo de como a solidariedade e o amor aos animais podem aquecer não apenas os corpos, mas também os corações de todos.

Você sabia que agora é crime tatuar ou colocar piercing em animais por estética? | Por Rafael de Medeiros

Você sabia que agora é crime tatuar ou colocar piercing em animais por estética? | Por Rafael de Medeiros – Imagem: Agência Inova

VOCÊ SABIA?

Agora é crime tatuar ou colocar piercing em animais por estética.

Parece óbvio, mas não é: muita gente ainda usa o animal como vitrine. Tatuar um filhote, furar o focinho de um gato ou colocar piercings em orelhas de cachorros são práticas frequentes nas redes sociais.

A recente alteração da Lei de Crimes Ambientais inseriu um dispositivo importante e necessário para combater a objetificação dos animais.

O §1º-B do art. 32 da Lei 9.605/98, incluído pela Lei nº 15.150 de 16/06/2025, criminaliza tatuagens e piercings em animais quando realizados por mera estética.

Agora, essas condutas não são apenas imorais, são crimes ambientais, com pena de reclusão de 02 a 05 anos e multa, quando se tratar de cães e gatos.

A norma não se aplica a procedimentos com finalidade médica ou veterinária, nem a intervenções justificadas por necessidade clínica.

Com a nova redação, condutas antes enquadradas genericamente como maus-tratos passam a ter previsão legal específica, conferindo maior objetividade e respaldo à atuação dos órgãos de fiscalização.

Referências Bibliográficas:

a) BRASIL. LEI Nº 15.150, DE 16 DE JUNHO DE 2025. Altera a Lei nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998, que “dispõe sobre as sanções penais e administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente”, para proibir a realização de tatuagens e a colocação de piercings em cães e gatos, com fins estéticos. Brasília, DF. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2025/lei/L15150.htm . Acesso em: 30/06/2025.

b) BRASIL. LEI Nº 9.605, DE 12 DE FEVEREIRO DE 1998. Dispõe sobre as sanções penais e administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente, e dá outras providências. Brasília, DF. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9605.htm . Acesso em: 30/06/2025

ONG SOS Patas lança campanha para proteger animais do frio em Passos

ONG SOS Patas lança campanha para proteger animais do frio em Passos - Foto: divulgação
ONG SOS Patas lança campanha para proteger animais do frio em Passos – Foto: divulgação

A ONG SOS Patas lançou uma campanha para proteger os animais do frio em Passos. Em parceria com protetores de animais, foi iniciada a produção de casinhas feitas de caixas de papelão e encapadas com plástico para animais de rua. Neste sábado (7), acontece a 97ª Feira de Adoção.

“Nesse momento pedimos para as pessoas que nos ajudem, fazendo casinhas e colocando-as em lugares onde sabem que tem um animal de rua ou se preferir, entrar em contato conosco para ajudar nos custos da confecção da casinha”, disse a presidente da ONG, Claúdia Piacezzi.

“Já fizemos esse projeto em outros anos e em 2025 juntamos com mais protetores independentes e ao grupo Amigo Animal. Eles se reúnem, fazem as casinhas e colocam em locais onde tem animais de rua”, ressaltou.

Quem puder ajudar na confecção das casinhas, deve entrar em contato com a ONG pelo Instagram: sospatas.ong ou pelo Facebook: SOS Patas, que será orientado sobre como ajudar nessa campanha.

Feira

A ONG realiza neste sábado, 7, a 97ª Feira de Adoção, na Praça do Rosário. A ação busca oferecer um lar para cerca de 20 animais resgatados na rua e que estarão disponíveis para a adoção.

Segundo Claudia Piacezzi, para efetuar a adoção é necessário a assinatura de um termo de responsabilidade, onde consta informações sobre o cuidado e responsabilização ao animal.

“Na feira fazemos uma entrevista com o adotante, perguntamos se tem espaço para a criação, já que o filhote vai crescer, se o adotante tem consciência desse ato de adotar, se já teve algum animal, perguntamos em relação aos possíveis custos para manter o animal. Depois da adoção, também, fazemos visitas periódicas e mantemos contato com os adotantes”, disse.

Conforme Claúdia, a feira também busca orientar sobre a posse responsável, os cuidados com os animais, sobre as consequências do abandono, dentre outros pontos relevantes.

“Dessa forma, serão distribuídos folhetos falando dessas questões e dúvidas são sanadas às pessoas que procuram por orientações sobre seus animais, a castração e demais pontos”, informou.

“Nossa ONG surgiu em 2016 por meio de um grupo de whatsapp, onde a demanda de socorro a cães de rua era muito grande, daí o nome SOS Patas. Resgatamos, levamos para consultas em clínicas parceiras, depois arrumamos lares temporários, onde as pessoas se dispõe a cuidar, a ONG fornece todo suporte para eles, depois colocamos para adoção quando já estão saudáveis. Em 2016, foi nossa primeira feira, desde então fazemos todo mês, Em média levamos até 20 animais nas nossas feiras”, destacou Claúdia sobre a atuação da ONG.

“Todos os animais que vão para a feira são resgatados pela ONG ou são de tutores de baixa renda. Então, quando conseguimos um lar para eles é uma vitória de todos, porque será um animal a menos que irá sofrer nas ruas”, ressaltou.

Via: Clic Folha

Alerta em Alpinópolis: mortes e desaparecimentos de animais preocupam moradores

Alerta em Alpinópolis: mortes e desaparecimentos de animais preocupam moradores - Foto: divulgação
Alerta em Alpinópolis: mortes e desaparecimentos de animais preocupam moradores – Foto: divulgação

Três dias após um cachorro ser encontrado morto no bairro Colina, em Alpinópolis (MG), mais cinco animais foram encontrados mortos na região — sendo quatro de rua e um doméstico.

Casos semelhantes já haviam sido registrados há alguns meses, quando outros animais morreram, possivelmente por envenenamento. Agora, diante da repetição dos episódios, a Polícia foi acionada e um veterinário irá realizar biópsia nos animais para identificar se as mortes foram causadas por intoxicação.

O protetor de animais Toninho, conhecido por cuidar de diversos cães e gatos na cidade, visita o bairro ao menos duas vezes por dia, levando ração e água. Indignado com a situação, ele afirmou: “Eu cuido de todos eles com amor, trato como se fossem meus. A gente se dedica, e as pessoas em vez de ajudar, fazem maldade.”

Outros protetores que atuam com animais comunitários também manifestaram revolta e cobram justiça. Moradores relatam suspeitas sobre possíveis responsáveis e exigem investigação. A comunidade segue mobilizada e alerta para evitar novas mortes.

Vale lembrar que existem leis em nível federal, estadual e também municipal, em Alpinópolis, que proíbem e punem os maus-tratos a animais. A legislação está cada vez mais rigorosa, e quem comete esse tipo de crime pode ser preso, multado e proibido de manter a guarda de animais.

Moradores e protetores pedem que qualquer suspeita seja denunciada para que os responsáveis sejam identificados e responsabilizados.

A Polícia Civil reforça a importância da população realizar denúncias anônimas para apuração da autoria. As informações devem ser repassadas por meio do 190, 181 ou pelo comparecimento na Delegacia de Polícia.

Mais um cachorro é encontrado morto em Alpinópolis

Mais um cachorro é encontrado morto em Alpinópolis - Foto: divulgação
Mais um cachorro é encontrado morto em Alpinópolis – Foto: divulgação

Na tarde da última terça-feira (13), mais um cachorro foi encontrado morto no bairro Colina, em Alpinópolis (MG). Este é o terceiro caso semelhante registrado em um curto espaço de tempo, o que tem gerado preocupação entre os moradores e levantado suspeitas de envenenamento intencional.

Populares relatam que os animais não apresentavam sinais de doenças e que os óbitos aconteceram de forma repentina, sempre em circunstâncias parecidas. Alguns nomes já circulam entre os moradores como possíveis responsáveis, mas até o momento nenhuma confirmação oficial foi feita pelas autoridades.

Crimes contra animais têm recebido cada vez mais atenção, com multas pesadas e até prisão para quem for flagrado maltratando ou matando animais. Em Alpinópolis, diversos casos estão sendo averiguados, e algumas pessoas já foram autuadas por maus-tratos.

Moradores pedem mais fiscalização e reforçam a importância das denúncias anônimas para que os culpados sejam identificados e punidos.

Governo de Minas intensifica ações no Abril Laranja para prevenir crueldade contra animais domésticos

Governo de Minas intensifica ações no Abril Laranja para prevenir crueldade contra animais domésticos - Foto: reprodução
Governo de Minas intensifica ações no Abril Laranja para prevenir crueldade contra animais domésticos – Foto: reprodução

Abril é internacionalmente reconhecido como o mês de prevenção à crueldade contra animais, e em Minas Gerais, o movimento Abril Laranja ganha força com uma série de ações coordenadas pelo Governo do Estado.

A campanha, que visa proteger especialmente os animais domésticos, como cães e gatos, tem como foco principal a conscientização da sociedade sobre os maus-tratos, além de promover políticas públicas voltadas ao cuidado e bem-estar dos animais.

Em Minas, órgãos públicos como a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), além de organizações da sociedade civil, conselhos profissionais e protetores independentes, estão engajados em ações educativas e de incentivo à denúncia de casos de crueldade.

A superintendente de Educação Ambiental e Fauna Doméstica da Semad, Patrícia Carvalho da Silva, destaca a importância do movimento. “As ações do Abril Laranja buscam reforçar o respeito aos direitos dos animais, promovendo uma cultura de cuidado e proteção, com destaque para a participação ativa dos cidadãos”, afirma.

O que são maus-tratos?

De acordo com a legislação brasileira, maus-tratos contra animais incluem qualquer ato ou omissão que cause sofrimento, dor, medo, privação de necessidades básicas, lesões ou até mesmo a morte do animal.

Casos comuns envolvem agressões físicas, abandono, falta de água, comida, abrigo adequado, ausência de cuidados veterinários, confinamento em espaços inadequados e exploração reprodutiva sem assistência.

Prevenir é fundamental

A prevenção vai além da denúncia. Patrícia Carvalho explica que é necessário um trabalho contínuo, baseado na educação e na guarda responsável.

A Semad já atua com estratégias como castração, microchipagem, adoção consciente, capacitação de servidores e apoio a ONGs e abrigos.

“Também buscamos a integração entre municípios, Estado e sociedade para garantir respostas rápidas e eficazes às denúncias”, completa.

Leis mais rigorosas

A legislação brasileira prevê punições severas para quem pratica maus-tratos. A Lei Federal nº 9.605/1998, conhecida como Lei de Crimes Ambientais, e a Lei Estadual nº 22.231/2016, definem sanções para abusos.

Desde 2020, a Lei nº 14.064 prevê pena de reclusão de até cinco anos para crimes cometidos contra cães e gatos, além de multa e perda da guarda do animal.

Apesar dos avanços legais, os casos de crueldade ainda são frequentes e muitas vezes silenciosos. Para a superintendente de Inteligência da Subsecretaria de Fiscalização da Semad, Elisângela Aparecida Tonon de Oliveira, o Abril Laranja cumpre um papel essencial.

“A campanha dá visibilidade a essas situações e mobiliza a população para agir, seja denunciando ou participando de ações preventivas”, pontua.

Como denunciar?

Qualquer cidadão pode denunciar situações de maus-tratos. Em Minas Gerais, as denúncias podem ser feitas pelo telefone 155 (opção 7) ou pelo site da Semad, clicando aqui.

É importante fornecer informações detalhadas sobre o caso, como endereço, nome dos responsáveis, e sempre que possível, anexar fotos, vídeos, laudos veterinários e nomes de testemunhas. “Quanto mais completa a denúncia, maiores as chances de uma atuação efetiva”, explica Elisangela Tonon.

Além disso, qualquer pessoa pode apoiar a causa de forma ativa: participando de campanhas de adoção, promovendo a educação sobre o bem-estar animal em escolas e comunidades, e ajudando tutores em situação de vulnerabilidade.

Por que laranja?

A cor laranja foi adotada como símbolo internacional da luta contra a violência, representando empatia, educação e respeito à vida.

O Abril Laranja surgiu nos Estados Unidos, em 2006, por meio da American Society for the Prevention of Cruelty to Animals (ASPCA), como resposta ao alarmante número de casos de violência contra animais.

Nova lei impõe multa acima de R$ 5 mil para quem mantiver animal acorrentado em MG; entenda

Nova lei impõe multa acima de R$ 5 mil para quem mantiver animal acorrentado em MG; entenda - Foto: reprodução
Nova lei impõe multa acima de R$ 5 mil para quem mantiver animal acorrentado em MG; entenda – Foto: reprodução

Manter animais acorrentados de forma rotineira ou permanente passou a ser considerado maus-tratos em Minas Gerais.

A nova Lei 25.20 entrou em vigor nesta quarta-feira (9) após ser sancionada pelo governador Romeu Zema (Novo) e acrescenta inciso ao artigo 1º da Lei 22.231, que trata de maus-tratos de animais. Se a prática resultar em morte, a multa para o infrator pode ultrapassar R$ 5 mil.

A lei é oriunda do Projeto de Lei 2.189/20, proposto pelo deputado Noraldino Júnior (PSB), e que foi aprovado pelo Plenário da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), no último 12 de março.

Segundo o texto original do projeto, animais submetidos a acorrentamento sofrem violações de, pelo menos, uma de cinco liberdades: deixam de ser livres; passam fome e sede; tem desconforto, dor, ferimentos e têm outras ameaças à sua saúde; e não podem expressar seu comportamento natural e de medo e estresse.

A advogada e ativista pela causa animal, Val Consoloção, comemorou a sanção da lei.

“Infelizmente, em Minas Gerais, a prática de acorrentamento é comum. Animais chegam a ficar a vida inteira dessa maneira, e muitas vezes sem acesso a comida, água e mobilidade. O ativismo animal está feliz com a nova lei e vamos cobrar para que seja cumprida. Todo mundo precisa saber que agora é possível denunciar quando situações do tipo forem flagradas” , disse a advogada.

Crime de maus-tratos

Em 2024, 356 pessoas foram encaminhadas à delegacia sob suspeita de maus-tratos a animais, o que representa uma redução de 23% em relação ao ano anterior, quando 464 indivíduos foram detidos. Apenas no mês de janeiro deste ano, 37 pessoas foram registradas por essa prática em Minas Gerais.

As informações são do Observatório de Segurança Pública da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais.

Abril Laranja

Com o objetivo de prevenir a crueldade contra animais, a campanha Abril Laranja da Polícia Civil de Minas Gerais distribui material informativo para conscientizar sobre as práticas de são consideradas maus-tratos e são passíveis de prisão, multa e proibição da guarda.

A polícia pode ser acionada por qualquer pessoa que presenciar uma situação em que o animal está sofrendo:

  • Atos de abuso (excesso de carga e de atividades, ou abuso sexual)
  • Alimentação deficiente
  • Abandono
  • Envenenamento
  • Má higienização
  • Ausência dos cuidados veterinários necessários
  • Ausência de local adequado e boas condições para que possa viver
  • Agressão física e ferimentos
  • Mutilação, tais como o corte de orelhas e/ou de rabo para fins estéticos

Faça a adoção consciente e certifique-se de que você tem condições de oferecer:

  • Disposição para cuidar da saúde do seu animal.
  • Tempo necessário para dar carinho e atenção (isso inclui passeios e brincadeiras).
  • Conhecimento sobre o animal, sua espécie e especificidades, para que possa fornecer os cuidados adequados.
  • Um ambiente preparado, arejado, coberto e seguro.

Canais para denunciar crimes de maus-tratos:

  • Disque-Denúncia (181).
  • Pessoalmente em qualquer Delegacia da Polícia Civil.
  • Delegacia Especializada de Investigação de Crimes Contra a Fauna (Rua Bernardo Guimarães, 1.571, 2º andar, Lourdes, Belo Horizonte).

Via: G1

São Sebastião do Paraíso faz operação de apreensão de animais soltos em vias públicas

São Sebastião do Paraíso faz operação de apreensão de animais soltos em vias públicas - Foto: divulgação
São Sebastião do Paraíso faz operação de apreensão de animais soltos em vias públicas – Foto: divulgação

A Prefeitura de São Sebastião do Paraíso (MG), com o apoio da Guarda Civil Municipal (GCM), realizou uma operação de apreensão de animais de grande porte supostamente soltos irregularmente em vias públicas.

A ação ocorreu no bairro Jardim Mediterranée, nesta terça-feira, 25, resultando na aplicação de multas aos proprietários que somam R$ 16,8 mil, além dos recolhidos de 27 animais.

Segundo informações da prefeitura, a Secretaria de Meio Ambiente monitora a situação há mais de três meses e já teria notificado os proprietários do gado três vezes para realizar a retirada das ruas.

A prefeitura destaca que a operação faz parte de um trabalho contínuo da administração para garantir a segurança no trânsito e evitar acidentes causados pela presença de animais soltos em ruas e rodovias. “Além do risco de colisões, a prática também compromete a integridade dos próprios animais”, ressalta.

De acordo com o prefeito Marcelo Morais, os proprietários do gado inicialmente concordaram com o pagamento da multa e, após a quitação do valor, foi emitido o auto de liberação dos animais.

“A prefeitura está com o abrigo de animais de grande porte praticamente finalizado. Até então, os animais apreendidos estavam sendo mantidos em um pasto provisório. Como a multa foi paga, o gado foi liberado conforme o procedimento legal”, destaca.

Morais reforça que qualquer animal de grande porte encontrado solto em vias públicas será alvo de notificação e, em caso de reincidência, a penalidade será aplicada, com a retenção dos animais até a regularização da situação.

“Animais soltos eram uma constante em bairros como Azul Ville, Vila Verde, Mediterranée e Califórnia Garden. Seguiremos firmes na fiscalização e aqueles que insistirem em soltar os animais em logradouros públicos devem estar cientes de que a multa é alta e será aplicada rigorosamente”, afirma o prefeito.

A Secretaria de Meio Ambiente reforça o alerta para que os proprietários de animais evitem deixá-los soltos em vias públicas, pois a prática coloca em risco a vida de motoristas e pedestres, além de estar sujeita a penalidades severas.

Denúncias sobre animais soltos podem ser feitas à GCM, por meio do telefone 153, ou à Secretaria de Meio Ambiente, pelo telefone (35) 3531-6665.

São Sebastião do Paraíso faz operação de apreensão de animais soltos em vias públicas - Foto: divulgação
São Sebastião do Paraíso faz operação de apreensão de animais soltos em vias públicas – Foto: divulgação

Via: Clic Folha

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