Jornal Folha Regional

Lula indica Jorge Messias para a vaga de ministro do STF no lugar de Barroso

Lula indica Jorge Messias para a vaga de ministro do STF no lugar de Barroso – Foto: reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicou nesta quinta-feira, 20 de novembro, o nome do Advogado-Geral da União, Jorge Messias, para exercer o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal, na vaga deixada pelo ex-ministro Luís Roberto Barroso. A oficialização da indicação será publicada em edição extra do Diário Oficial da União.

Advogado-Geral da União desde 1º de janeiro de 2023, Jorge Messias é graduado em Direito pela Faculdade de Direito do Recife (UFPE), mestre em Desenvolvimento, Sociedade e Cooperação Internacional pela Universidade de Brasília – UnB (2018) e doutor pela mesma universidade (2023), onde lecionou como professor visitante.

Foi subchefe de Análise e Acompanhamento de Políticas Governamentais da Casa Civil, Secretário de Regulação e Supervisão do Ministério da Saúde e Consultor Jurídico do Ministério da Educação e da Ciência, Tecnologia e Inovação. Também atuou na Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional e na Procuradoria do Banco Central.

A partir da indicação, o nome de Jorge Messias deverá passar por sabatina na Comissão de Constituição e Justiça e aprovação pelo Plenário do Senado Federal.

Sebrae Minas e ACANASTRA realizam Check In Minas na Serra da Canastra

Iniciativa visa ampliar e estruturar experiências turísticas voltada para café, mel e charcutaria em 10 cidades

Sebrae Minas e ACANASTRA realizam Check In Minas na Serra da Canastra – Foto: divulgação

O Sebrae Minas realizou, entre os dias 12 e 15 de novembro, em parceria com a Associação dos Cafeicultores da Canastra (ACANASTRA), uma série de visitas avaliativas do programa Check In Minas, iniciativa voltada à criação e ao aperfeiçoamento de experiências turísticas em fazendas de café, cafeterias, apiários, casas de mel e charcutarias da Serra da Canastra. O trabalho busca qualificar pequenos negócios, promover inovação e ampliar a competitividade de atividades ligadas ao turismo, gastronomia, economia criativa e agronegócio.

Ao todo, 10 empreendedores de micro e pequenas empresas de Capitólio, Delfinópolis, Piumhi, São Roque de Minas e Vargem Bonita participam do programa. Na primeira etapa, os consultores mapearam as potencialidades de cada território e identificaram elementos capazes de construir experiências autênticas, conectadas às histórias, saberes e identidade local.

Em seguida, os consultores credenciados promoveram o mapeamento de stakeholders, estudo de tendências, sensibilização do trade turístico, precificação dos produtos, experiências e estruturação de narrativas, além de consultorias e atividades presenciais e online, entre maio e dezembro de 2025.

Em Capitólio, a Cafeteria Bourbon recebeu consultores e convidados no evento-teste e apresentou uma experiência imersiva que contou a história do café Gameleira, com degustações e explicações sobre métodos de preparo, reforçando aspectos sensoriais e a relação do produto com o território. A barista e sócio-proprietária, Talita Soares, destaca que o programa trouxe maior segurança para estruturar a entrega ao visitante. “Nós havíamos realizado esse tipo de experiência no passado, mas não sabíamos exatamente o que apresentar ao turista. O programa nos ajuda a entender o que ele quer saber e como conduzir essa vivência”, afirma.

Ainda em Capitólio, o grupo visitou a Charcutaria Sal do Engenho, onde acompanhou processos de defumação, cura e fermentação e conheceu a trajetória do idealizador de uma das primeiras charcutarias autorais da Casnastra, Wagner Morais. Os visitantes participaram de uma degustação guiada de picanha suína maturada, copa lombo, panceta defumada e pastrame, além de aprenderem sobre combinações com geleias artesanais de mostarda, abacaxi e goiaba. A proposta mostrou como a charcutaria artesanal pode se transformar em um produto turístico de alto valor agregado, assim como o queijo, reconhecido pela qualidade no mundo inteiro.

Durante o evento teste, a consultora de experiências turísticas, Vanessa Leal, avaliou critérios como interação com o visitante, ambientação, acessibilidade, sustentabilidade e autenticidade da vivência. Para ela, o programa ajuda o empreendedor a entender o novo perfil do consumidor. “A primeira chave que temos que virar é a de que o turista não busca apenas um serviço, mas uma experiência autêntica. Quando oferecemos isso com produtos da Serra da Canastra, ele entende a diferença do terroir e do microclima da região”, explica.

A analista do Sebrae Minas Carolina Alvim reforça que o Check In Minas foi pensado para gerar resultados consistentes e duradouros. “O programa aproxima os pequenos negócios das tendências de mercado e mostra que experiências bem estruturadas são mais rentáveis. Nosso objetivo é ajudar a criar produtos que valorizem a identidade local e mantenham a Serra da Canastra como referência em turismo de alta qualidade”, destaca.

Sebrae Minas e ACANASTRA realizam Check In Minas na Serra da Canastra – Foto: divulgação
Sebrae Minas e ACANASTRA realizam Check In Minas na Serra da Canastra – Foto: divulgação
Sebrae Minas e ACANASTRA realizam Check In Minas na Serra da Canastra – Foto: divulgação

INSS inicia processo de devolução de descontos indevidos para herdeiros e pensionistas

INSS inicia processo de devolução de descontos indevidos para herdeiros e pensionistas – Foto: reprodução

Começa nesta quarta-feira, 19 de novembro, o processo para que herdeiros e pensionistas de beneficiários já falecidos solicitem a devolução dos valores descontados indevidamente por entidades. A medida abrange as cobranças realizadas entre março de 2020 e março de 2025. De acordo com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), cerca de 800 mil pessoas sofreram descontos de entidades associativas em seus benefícios nesse período.
 

>>> Veja como solicitar a devolução dos descontos indevidos:


1. Para Pensionistas (quem já recebe Pensão por Morte)

O pedido de devolução pode ser realizado pelo titular da Pensão por Morte pelo Meu INSS, Central 135, PrevBarco ou em uma agência dos Correios.

O valor será dividido entre todos os titulares da Pensão por Morte.
 

2. Herdeiros (Quem não recebe Pensão por Morte)
 

1º Passo: É necessário comprovar a condição de herdeiro:

Acesse o Meu INSS

Procure por “Consultar Descontos de Entidades Associativas”

Selecione a opção “Consultar Descontos – Benefício de Pessoa Falecida – para o Sucessor ou Herdeiro”

Siga para “Pedir Análise”.

Junte a documentação que comprova a condição de sucessor/herdeiro:
Escritura Pública ou Alvará Judicial, com a autorização expressa para a contestação no processo de ressarcimento em nome dos sucessores.
Documento de identificação e comprovante de endereço do solicitante.

Se precisar de ajuda, ligue para o telefone 135.

2º Passo: Após o reconhecimento da condição de herdeiro, é possível solicitar a devolução dos descontos indevidos pelo Meu INSS, Central 135, em agências dos Correios ou PrevBarco.
 

No Meu INSS:

Vá em “Consultar Pedidos”

Localize o pedido “Cadastrar Sucessor/Herdeiro – Descontos de Entidades Associativas”

Siga para o botão “Consultar Descontos de Entidades Associativas”.

Confira os descontos e marque se foram autorizados ou não.

Preencha todos os dados e selecione “Enviar Declaração”.

O valor será dividido entre todos os sucessores/herdeiros.
 

PRAZO PRORROGADO — Para os demais aposentados e pensionistas, o Governo do Brasil prorrogou por mais três meses o prazo de contestação dos descontos indevidos nos benefícios do INSS. A data limite, que antes se encerraria em 14 de novembro, foi estendida até 14 de fevereiro de 2026. Quem ainda não contestou os descontos terá agora até fevereiro para fazê-lo pelo aplicativo Meu INSS ou nos Correios.

Mais de 6 milhões de contestações foram registradas por beneficiários que não reconheceram os descontos feitos pelas entidades associativas. Mais de 3,7 milhões de pessoas aderiram ao acordo e R$ 2,54 bilhões já foram devolvidos.

Cristais de quartzo são apreendidos em operação contra o garimpo ilegal em Arcos

Cristais de quartzo são apreendidos em operação contra o garimpo ilegal em Arcos – Foto: divulgação/PF

A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (18) a operação “Picareta”, que resultou na apreensão de milhares de cristais de quartzo e no cumprimento de diversas medidas judiciais contra um esquema de extração ilegal do mineral no Centro-Oeste de Minas. As ações ocorreram simultaneamente nos municípios de Arcos, Corinto, Curvelo, Diamantina, Nova Serrana, São Lourenço e Teófilo Otoni.

De acordo com a PF, a investigação aponta a existência de um grupo responsável por financiar e estruturar o garimpo clandestino. As apurações tiveram início após a identificação de um grande número de garimpeiros atuando irregularmente na região de Arcos. Conforme o inquérito avançou, foi possível constatar que os líderes do esquema compravam os cristais extraídos ilegalmente e coordenavam toda a logística da atividade, incluindo transporte, hospedagem de trabalhadores e o aluguel de propriedades rurais usadas como base para o garimpo.

Ao todo, foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão em residências e em uma empresa, além de 17 medidas cautelares impostas a 14 investigados e três empresas. Entre as determinações estabelecidas pela Justiça — por meio da 1ª Vara Federal de Divinópolis — estão a proibição de contato entre os suspeitos, restrições de acesso às áreas de garimpo e a suspensão de atividades comerciais relacionadas ao mercado de minerais.

Durante a investigação, a PF registrou situações graves envolvendo trabalhadores submetidos a condições análogas à escravidão. Segundo o órgão, havia uso de armas de fogo para restringir a liberdade dos garimpeiros e controlar a extração clandestina.

Os investigados poderão responder por associação criminosa qualificada, usurpação de bens da União, crimes ambientais, receptação e comércio ilegal de minerais, além de redução à condição análoga à escravidão, porte ilegal de arma de fogo e falsificação e uso de documentos falsos.

Cemig é condenada a indenizar consumidora que sofreu 14 interrupções de energia em um ano

Cemig é condenada a indenizar consumidora que sofreu 14 interrupções de energia em um ano – Foto: reprodução

A Justiça mineira condenou a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) a indenizar uma moradora do Sul de Minas que teve o fornecimento de energia interrompido diversas vezes ao longo de um ano. A 1ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) fixou a indenização em R$ 5 mil por danos morais. A concessionária afirma que o caso envolve “situações emergenciais, decorrentes de fenômenos naturais severos”.

De acordo com a ação judicial, a consumidora apresentou registros da própria Cemig que mostram que sua residência sofreu 14 interrupções de energia ao longo de 2022. Em uma delas, na virada de Ano Novo, em 31/12, ela ficou quase nove horas sem luz. Dois dias antes, a casa já havia ficado sem energia por três horas. A moradora alegou que o problema era constante em toda a vizinhança.

A Cemig afirmou, no processo, que a instabilidade no serviço ocorreu em razão da queda de árvores e de descargas atmosféricas que fugiam ao controle da empresa. À reportagem, a concessionária acrescentou que “houve mobilização imediata de todos os esforços possíveis para o restabelecimento do fornecimento de energia”.

Em 1ª Instância, o pedido de indenização por danos morais e materiais da consumidora foi negado pela Comarca de Caldas. A moradora recorreu, argumentando que a sentença ignorou a “sistemática violação do dever legal da concessionária de assegurar continuidade e qualidade no fornecimento de energia elétrica”.

Decisão 

O relator, desembargador Manoel dos Reis Morais, decidiu condenar a Cemig a pagar indenização de R$ 5 mil por danos morais. “A suspensão indevida de energia elétrica constitui fato gerador de indenização por danos morais, sob pena de afronta aos direitos da personalidade do cidadão. A consumidora permaneceu longos períodos sem energia, o que, por si só, gera insegurança, desconforto e aflição, sobretudo quando o problema se repete e sem justificativa convincente”, afirmou o magistrado.

Quanto às alegações da Cemig, o relator avaliou que a empresa não comprovou a ocorrência de eventos naturais, limitando-se a registrar uma informação interna, e também não demonstrou ter restabelecido o serviço dentro dos prazos regulamentares em todas as ocorrências.

Os desembargadores Alberto Vilas Boas e Márcio Idalmo Santos Miranda acompanharam o voto do relator.

O que diz a Cemig? 

“A Cemig informa que o caso julgado diz respeito a situações emergenciais, decorrentes de fenômenos naturais severos, nos quais houve mobilização imediata de todos os esforços possíveis para o restabelecimento do fornecimento de energia.

A decisão judicial será avaliada, bem como as respectivas medidas cabíveis.

A Cemig destaca que este é o maior ciclo de investimentos de sua história em Minas Gerais, destinando recursos da ordem de mais de R$50 bilhões entre 2019 e 2028, somando mais de 200 novas subestações, equipamentos, linhas e tecnologia.

A Cemig segue trabalhando incessantemente para manter os padrões técnicos e regulatórios do contrato de concessão com respeito à segurança de seus colaboradores e da população, levando uma energia de qualidade a todos os mineiros e mineiras.”

Jovem morre durante colisão frontal entre carro e ônibus em Carmo do Rio Claro

Jovem morre durante colisão frontal entre carro e ônibus em Carmo do Rio Claro – Foto: Carla Elisiário/Portal Onda Sul

Um grave acidente registrado na manhã desta terça-feira (18) deixou um jovem de 22 anos morto na rodovia que liga Carmo do Rio Claro (MG) a Conceição da Aparecida (MG). A colisão ocorreu por volta das 11h30, em frente ao Pontal do Lago, quando um ônibus que seguia em direção a Conceição bateu de frente com um carro que transitava no sentido oposto.

De acordo com as primeiras informações, o motorista do carro teria invadido a contramão. O condutor do ônibus relatou que percebeu a manobra irregular, chegou a buzinar para alertar o outro veículo e tentou evitar a batida encostando o ônibus no acostamento, mas não conseguiu impedir o impacto.

O motorista do automóvel, identificado como Gustavo Sulmoneti, morador de Carmo do Rio Claro, sofreu ferimentos graves. Ele recebeu atendimento imediato no local e foi encaminhado pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) ao Hospital São Vicente de Paulo, mas não resistiu. Gustavo havia visitado familiares em Conceição da Aparecida e retornava para casa no momento do acidente. Parentes contaram, emocionados, que o jovem costumava levar o filho de um ano nas visitas aos avós, mas naquele dia a criança não estava com ele.

A rodovia precisou ser interditada devido à gravidade da colisão e foi liberada gradualmente após os trabalhos de socorro e retirada dos veículos. O Corpo de Bombeiros atuou na segurança da via e no apoio ao resgate. O helicóptero do SAMU chegou a ser acionado, porém a remoção da vítima foi feita por ambulância.

Nenhum passageiro do ônibus se feriu. A empresa Santa Cruz enviou outro veículo para dar continuidade ao transporte das pessoas que estavam a bordo.

As causas do acidente serão apuradas pelas autoridades competentes.

Você sabia? A Lei 15.263/2025 institui a Política Nacional de Linguagem Simples para comunicação clara entre órgãos públicos e população | Por Rafael de Medeiros

Você sabia? A Lei 15.263/2025 institui a Política Nacional de Linguagem Simples para comunicação clara entre órgãos públicos e população | Por Rafael de Medeiros – Imagem: Agência Inova

A Lei 15.263/2025 publicada em 14/11 institui a Política Nacional de Linguagem Simples com os objetivos, os princípios e os procedimentos a serem observados pelos órgãos e entidades da administração pública direta e indireta de todos os Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, em sua comunicação com a população.

De forma geral, o 𝐨𝐛𝐣𝐞𝐭𝐢𝐯𝐨 é 𝐭𝐨𝐫𝐧𝐚𝐫 𝐭𝐞𝐱𝐭𝐨𝐬 𝐨𝐟𝐢𝐜𝐢𝐚𝐢𝐬 𝐦𝐚𝐢𝐬 𝐜𝐥𝐚𝐫𝐨𝐬, 𝐨𝐛𝐣𝐞𝐭𝐢𝐯𝐨𝐬 𝐞 𝐚𝐜𝐞𝐬𝐬í𝐯𝐞𝐢𝐬. 𝐈𝐬𝐬𝐨 𝐞𝐱𝐢𝐠𝐞 𝐞𝐬𝐭𝐫𝐮𝐭𝐮𝐫𝐚𝐬 𝐜𝐮𝐫𝐭𝐚𝐬, 𝐥𝐢𝐧𝐠𝐮𝐚𝐠𝐞𝐦 𝐭𝐫𝐚𝐧𝐬𝐩𝐚𝐫𝐞𝐧𝐭𝐞 𝐞 𝐚𝐛𝐚𝐧𝐝𝐨𝐧𝐨 𝐝𝐞 𝐣𝐚𝐫𝐠õ𝐞𝐬, 𝐚𝐥𝐠𝐨 𝐪𝐮𝐞 𝐢𝐦𝐩𝐚𝐜𝐭𝐚 𝐢𝐦𝐞𝐝𝐢𝐚𝐭𝐚𝐦𝐞𝐧𝐭𝐞 𝐩𝐫𝐨𝐩𝐨𝐬𝐭𝐚𝐬, 𝐫𝐞𝐥𝐚𝐭ó𝐫𝐢𝐨𝐬, 𝐜𝐨𝐦𝐮𝐧𝐢𝐜𝐚çõ𝐞𝐬 𝐢𝐧𝐬𝐭𝐢𝐭𝐮𝐜𝐢𝐨𝐧𝐚𝐢𝐬 𝐞 𝐝𝐨𝐜𝐮𝐦𝐞𝐧𝐭𝐨𝐬 𝐞𝐧𝐯𝐢𝐚𝐝𝐨𝐬 𝐚𝐨 𝐩𝐨𝐝𝐞𝐫 𝐩ú𝐛𝐥𝐢𝐜𝐨.

De acordo com a lei, considera-se linguagem simples o conjunto de técnicas destinadas à transmissão clara e objetiva de informações, de modo que as palavras, a estrutura e o leiaute da mensagem permitam ao cidadão facilmente encontrar a informação, compreendê-la e usá-la.

Um ponto que ganhou atenção especial foi a indicação à administração pública em não usar novas formas de flexão de gênero e número, o que inclui a chamada linguagem neutra. Esse movimento contrasta com decisões recentes do STF, que vinha invalidando leis municipais e estaduais que proibiam o uso de linguagem neutra.

Além do ponto acima, definiu-se também outras técnicas de linguagem simples na redação de textos dirigidos ao cidadão, tais como: redigir frases em ordem direta, redigir frases curtas, desenvolver uma ideia por parágrafo, usar palavras comuns, de fácil compreensão, evitar redundâncias e palavras desnecessárias, usar linguagem acessível à pessoa com deficiência,

Agora, porém, a regra vem da própria União, direcionada exclusivamente à administração pública direta e indireta de todos os Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios e, além disso, atende de modo geral a algo comum no mundo corporativo e desenvolvido nos últimos anos em relação a 𝐜𝐨𝐦𝐮𝐧𝐢𝐜𝐚çã𝐨 𝐚𝐬𝐬𝐞𝐫𝐭𝐢𝐯𝐚.

Por Rafael de Medeiros

MP denuncia ex-prefeito de Guapé, ex-secretário e empresários por fraude em licitação de estrada rural

MP denuncia ex-prefeito de Guapé, ex-secretário e empresários por fraude em licitação de estrada rural – Foto: reprodução

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) apresentou denúncia contra seis investigados por participação em um esquema de fraudes em processos licitatórios na cidade de Guapé (MG). O grupo é acusado de manipular concorrências públicas que somam mais de R$ 35 milhões, relacionadas ao asfaltamento de uma estrada rural e à microgeração de energia elétrica.

Entre os denunciados estão o ex-prefeito Nelson Alves Lara, um ex-secretário de obras do município e quatro empresários. Eles respondem pelos crimes de fraude em licitação, falsidade ideológica e embaraço à investigação.

Fraudes investigadas entre 2023 e 2024

De acordo com o MPMG, entre agosto de 2023 e janeiro de 2024, os denunciados atuaram em conjunto para burlar procedimentos licitatórios envolvendo:

  • pavimentação asfáltica de estrada rural;
  • reformas e manutenções em imóveis públicos ou privados usados pela administração;
  • implantação de microgeração de energia elétrica, contrato avaliado em R$ 1.671.750,00.

As apurações apontam que empresários envolvidos utilizaram “laranjas” para montar uma empresa de fachada, que então participou das licitações supostamente direcionadas.

Durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão, o grupo teria tentado dificultar o trabalho policial, escondendo objetos, orientando agentes a omitirem informações e apresentando um contrato de aluguel com data alterada. A sede da empresa investigada também foi esvaziada na véspera da operação.

Medidas cautelares impostas pelo Tribunal de Justiça

Embora o Ministério Público tenha solicitado prisão preventiva dos investigados, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais rejeitou o pedido e aplicou uma série de restrições, entre elas:

  • comparecimento mensal em juízo;
  • proibição de frequentar ou acessar a Prefeitura de Guapé;
  • vedação de contato com demais investigados, testemunhas e possíveis vítimas;
  • impedimento de deixar a comarca;
  • recolhimento domiciliar à noite e nos dias de folga;
  • proibição de exercer qualquer atividade econômica relacionada ao município, direta ou indiretamente.

A defesa de Nelson Alves Lara informou que os acusados ainda não foram intimados e que, por a denúncia tramitar em segredo de justiça, não se manifestará sobre o conteúdo.

Operação “Trem da Alegria”: investigação segue com várias fases

A denúncia integra a oitava fase da Operação “Trem da Alegria”, iniciada em 2024 para desarticular uma organização criminosa instalada na prefeitura de Guapé. Segundo o MPMG, o grupo explorava o cargo do então prefeito para obter vantagens indevidas, além de realizar operações de lavagem de dinheiro para esconder a origem de bens e valores.

A primeira etapa da operação ocorreu em fevereiro de 2024, quando foram cumpridos:

  • 26 mandados de busca e apreensão em Guapé e no Rio de Janeiro;
  • seis mandados de prisão preventiva (incluindo o do prefeito, do procurador-geral, do diretor do SAAE e de dois empresários);
  • seis mandados de afastamento de funções públicas.

Desde então, outras fases foram deflagradas com novas denúncias por crimes como uso de documento falso, peculato, corrupção e organização criminosa. Duas ações penais já estão em fase de sentença.

Ex-prefeito ficou mais de um ano preso e responde também por crime ambiental

Nelson Alves Lara permaneceu detido por aproximadamente 17 meses após ser preso no âmbito da operação. Em julho de 2024, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) revogou a prisão preventiva e substituiu a detenção por medidas cautelares.

Em consequência dos desdobramentos da investigação, o ex-prefeito foi expulso do PC do B.

Além disso, ele foi condenado em outro processo a 1 ano, 11 meses e 10 dias de reclusão, em regime aberto, por crime ambiental. A pena foi convertida em sanções alternativas, incluindo pagamento de 106 dias-multa.

A empresa envolvida no caso ambiental também foi condenada: recebeu pena de 20 dias-multa, cada um equivalente a cinco salários mínimos, e ficou proibida de contratar com o poder público por 1 ano e 11 meses.

O MP constatou que, entre 2017 e 2019, o então prefeito e a empresa descartaram irregularmente resíduos da construção civil em uma área sem licença ambiental. O local já havia sido utilizado de maneira inadequada em mandatos anteriores, inclusive como matadouro municipal, provocando danos ambientais e afetando uma nascente. Mesmo diante das irregularidades contratuais, Nelson não aplicou sanções previstas à empresa.

Motorista morre e três pessoas ficam feridas durante acidente entre Ilicínea e Alpinópolis

Motorista morre e três pessoas ficam feridas durante acidente entre Ilicínea e Alpinópolis – Foto: divulgação/PMRv

Um acidente grave ocorrido na noite da última sexta-feira (14) na BR-265, no km 481, entre Ilicínea e Alpinópolis, resultou na morte de um motorista de 56 anos.

De acordo com a Polícia Militar Rodoviária, o homem conduzia um Fiat Uno quando, por motivos ainda não esclarecidos, acabou entrando na contramão e colidiu frontalmente com um Voyage que seguia no sentido Ilicínea.

O condutor do Voyage, de 61 anos, relatou aos militares que trafegava normalmente pela rodovia quando o Uno surgiu em sua pista de forma repentina, impossibilitando qualquer desvio. O motorista do Fiat Uno estava sozinho no automóvel e morreu no local da colisão. Após a realização da perícia, o corpo foi retirado pela Funerária Santa Rita.

Além do motorista do Voyage, dois passageiros — de 42 e 56 anos — ficaram levemente feridos. Eles foram atendidos pelo Corpo de Bombeiros e encaminhados ao Hospital de Ilicínea.

Motorista morre e três pessoas ficam feridas durante acidente entre Ilicínea e Alpinópolis – Foto: divulgação/PMRv

Farmacêutica da Santa Casa de Passos apresenta resultados expressivos em congresso nacional de Medicina Intensiva

Farmacêutica da Santa Casa de Passos apresenta resultados expressivos em congresso nacional de Medicina Intensiva – Foto: divulgação

A Santa Casa de Misericórdia de Passos (MG) teve sua atuação reconhecida em um dos mais importantes eventos da área da saúde do país, o Congresso Brasileiro de Medicina Intensiva (CBMI 2025), realizado entre os dias 6 e 8 de novembro, em Curitiba.

Representando a instituição, a farmacêutica Andressa Lemos Carvalho apresentou o trabalho “Resultados da atuação farmacêutica na redução da sedoanalgesia em unidade de terapia intensiva adulto de um hospital filantrópico”, que destacou a importância da atuação do farmacêutico clínico na otimização de recursos e na segurança do paciente crítico.

Desenvolvido em parceria com o médico Rodrigo Silveira de Almeida, o estudo foi conduzido na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) adulto da Santa Casa de Passos. O objetivo principal foi reduzir em 20% o consumo e o custo de medicamentos utilizados para sedação e analgesia, por meio da implementação de estratégias multidisciplinares e da padronização de práticas assistenciais.

Os resultados superaram as expectativas. O custo médio mensal com sedoanalgesia caiu de R$ 95.103,00 para R$ 52.554,30, representando uma redução total de 44,73%, mais que o dobro da meta inicial. No acumulado do período, a economia ultrapassou R$ 600 mil, evidenciando o impacto positivo da atuação clínica e integrada do farmacêutico na terapia intensiva.

Segundo a farmacêutica Andressa, “participar do Congresso Brasileiro de Medicina Intensiva foi uma experiência incrível e extremamente enriquecedora. Tive a alegria de representar a Santa Casa apresentando o trabalho desenvolvido em parceria com o Dr. Rodrigo. Foi um momento de muito aprendizado, trocas valiosas e reconhecimento do papel do farmacêutico clínico na terapia intensiva. Essa vivência reforçou minha convicção sobre a importância da atuação multiprofissional e do cuidado seguro e humanizado com o paciente. Apresentar esse projeto foi confirmar que dedicação, compromisso e propósito transformam o cuidado em impacto real.”

Além da expressiva redução de custos, o projeto também promoveu melhorias assistenciais significativas, como o aumento da adesão da equipe multiprofissional aos protocolos institucionais e o aprimoramento das práticas de avaliação e desmame da sedação. Essas medidas contribuíram diretamente para o uso racional de medicamentos, a otimização dos recursos hospitalares e o fortalecimento da segurança do paciente.

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