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Jornal Folha Regional

Em ação do MPMG, Carmo do Rio Claro é condenado a adotar medidas para garantir transporte escolar adequado a estudantes da zona rural

Em ação do MPMG, Carmo do Rio Claro é condenado a adotar medidas para garantir transporte escolar adequado a estudantes da zona rural – Foto: divulgação

Em Ação Civil Pública proposta pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), a Justiça condenou o município de Carmo do Rio Claro (MG), a adotar medidas para garantir transporte escolar eficiente e adequado aos estudantes residentes na zona rural que frequentam a Escola Municipal do Taquaral. 

De acordo com a Promotoria de Justiça de Carmo do Rio Claro, em Inquérito Civil instaurado, apurou-se problemas na estrutura física da escola, bem como irregularidades no transporte escolar, com a utilização de veículos precários e inadequados e estradas desniveladas e esburacadas, representando situação de perigo para os alunos. 

Segundo o promotor de Justiça Cristiano Cassiolato, as crianças e adolescentes que residem a zona rural e frequentam a Escola Municipal do Taquaral são forçados a permanecer diariamente mais de três horas dentro do micro-ônibus. “Em consequência, chegam cansadas em suas casas, condições nas quais dificilmente possuem disposição para estudar e realizar suas tarefas escolares, assim como praticar qualquer atividade de lazer em família, afetando seu bem-estar e podendo causar esgotamento psicológico, o qual impede o pleno desenvolvimento destes jovens”. 

Após a expedição de Recomendação e requisição de informações pela Promotoria de Justiça, o município providenciou melhorias na estrutura da escola, mas nenhuma atitude foi tomada a respeito do transporte escolar. Por isso, foi proposta Ação Civil Pública, na qual foi proferida a sentença. 

A decisão determina que o município deverá proporcionar transporte escolar eficiente e adequado, de forma a alcançar o menor deslocamento possível tanto entre as residências dos alunos e os pontos de embarque/desembarque, quanto ao percurso até a escola, limitando a duração máxima de cada trecho (ida e volta) do transporte escolar a 45 minutos. A duração poderá ser estendida a no máximo uma hora, de forma justificada e a depender de condições climáticas adversas ou outras peculiaridades devidamente comprovadas que demandem maior tempo de percurso. 

O município deverá apresentar ao Juízo, no prazo improrrogável de 180 dias, contados da intimação da sentença, um plano detalhado de operacionalização e execução das medidas necessárias para o cumprimento integral da obrigação, que inclua, mas não se limite, à aquisição de novos veículos, redefinição e otimização das rotas de transporte, ou a modificação do critério de nucleação escolar, com o cronograma de implementação e a comprovação do cumprimento dos limites de tempo estabelecidos. 

Foi fixada multa diária no valor de mil reais, a ser revertida em favor do Fundo da Infância e Adolescência (FIA) ou a fundo congênere que beneficie as crianças e adolescentes do município, para o caso de descumprimento injustificado da obrigação ou do prazo estabelecido. 

MPMG participa de projeto para capacitar mulheres vítimas de violência

Nesta edição do Ponta a Ponta, vamos conhecer o Projeto Laudelina, iniciativa do Senac com participação de várias instituições, entre elas, o MPMG, por meio do Centro Estadual de Apoio às Vítimas – Casa Lilian. O objetivo do projeto é unir capacitação profissional, acolhimento e promoção da autonomia feminina, especialmente daquelas em situação de violência.

As convidadas da TV MP são a promotora de Justiça Ana Tereza Giacomini, coordenadora do Centro Estadual de Apoio às Vítimas do MPMG – Casa Lilian e Ana Roberta da Cruz, especialista técnica de Relações Institucionais do Senac Minas.

MPMG aborda violência contra a mulher em Passos

MPMG aborda violência contra a mulher em Passos – Foto: reprodução

Nesta próxima terça-feira (17), acontece mais uma palestra no Ciclo de Estudos sobre “Violência Intrafamiliar e Doméstica”, a temática abordada será “Violência Contra a Mulher”. O evento é realizado pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio das Promotorias de Justiça de Passos, em parceria com a Faculdade Atenas.

A programação será conduzida pelo promotor de Justiça, Márcio Kakumoto, onde atua na promotoria especializada em casos de violência contra a mulher. O público-alvo aborda estudantes da Faculdade Atenas e toda a comunidade de Passos e região, com a atividade também será transmitido pelo canal do YouTube da Faculdade Atenas Passos, @atenas.passos.

“Este tema é de extrema relevância para a sociedade, a partir de eventos como este podemos fortalecer a relação com a comunidade e destacar os altos índices de violência contra a mulher que acontecem em Minas Gerais e no país”, afirma.

A coordenadora do curso de Direito da Faculdade Atenas, Zaíra Garcia de Oliveira Soares, expressa satisfação e reconhecimento pela parceria estabelecida com o MPMG.

“Este convênio, formalizado em 2024, visa proporcionar aos nossos alunos a oportunidade de vivenciar atividades práticas correlatas à sua formação acadêmica, complementando o conhecimento teórico adquirido na instituição de ensino”, destaca.

O evento acontece no dia 17 de junho, às 19h, no auditório da Faculdade Atenas, localizada na rua Oscar Cândido Moreira, Monteiro, nº 1.000, no bairro Mirante do Vale.

Via: Clic Folha

MPMG denuncia secretário municipal de Alfenas por violência doméstica

MPMG denuncia secretário municipal de Alfenas por violência doméstica - Foto: redes sociais
MPMG denuncia secretário municipal de Alfenas por violência doméstica – Foto: redes sociais

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) ofereceu na última terça-feira (10), denúncia por violência doméstica contra Wagner Tarcísio de Moraes, de 52 anos. Segundo apurado, em novembro de 2023, na cidade de Alfenas (MG), o denunciado agrediu a sua companheira, com quem mantinha uma relação de cerca de 12 anos.  

Conforme narra a denúncia, em discussão motivada por ciúmes, o homem desferiu socos no rosto da vítima, na presença dos filhos do casal, todos menores de idade. 

O denunciado é ex-vereador e atualmente ocupa o cargo de secretário municipal de Meio Ambiente. Por isso, a 5ª Promotoria de Justiça de Alfenas solicitou a remessa de cópia da denúncia para a Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres, à Comissão de Mulheres da OAB – Subseção de Alfenas, e ao prefeito da cidade, para conhecimento e eventuais providências em seus respectivos âmbitos de atuação. 

O promotor de Justiça Frederico Carvalho de Araújo ressalta que “não se pode olvidar, outrossim, que os poderes locais devem atuar para combater a pandemia de violência doméstica que se alastra, não só na sociedade alfenense, mas também entre aqueles responsáveis por elaborar e executar as políticas públicas a serem adotadas pelo município”. 

Wagner foi denunciado por lesão corporal praticada contra mulher, por razões da condição do sexo feminino (artigo 129, §13º, do Código Penal), com incidência dos ditames da Lei Maria da Penha (nº 11.340/06). A denúncia requer ainda a suspensão dos direitos políticos do réu e a fixação de obrigação de reparar os danos morais sofridos pela vítima em decorrência de suas ações.

A Prefeitura Municipal de Alfenas informou que solicitou acesso integral ao conteúdo da denúncia para avaliar as medidas cabíveis no âmbito administrativo, respeitando o devido processo legal e os princípios constitucionais da ampla defesa e do contraditório. Disse ainda que tem compromisso com o enfrentamento à violência contra a mulher, com a promoção de uma gestão ética e transparente, e com a responsabilidade de assegurar que todos os agentes públicos mantenham conduta compatível com o exercício da função. A administração municipal disse ainda que permanece à disposição das autoridades competentes e acompanhará de forma rigorosa a apuração dos fatos.

Ex-prefeita de Carmo do Rio Claro e empresário envolvidos em fraudes a processos licitatórios são condenados a pedido do MPMG

Ex-prefeita de Carmo do Rio Claro, Maria Aparecida Vilela (Cida Vilela) - Foto: redes sociais
Ex-prefeita de Carmo do Rio Claro, Maria Aparecida Vilela (Cida Vilela) – Foto: redes sociais

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio da Promotoria de Justiça de Carmo do Rio Claro (MG), obteve na Justiça, na última quarta-feira (21), a condenação da ex-prefeita do município, Maria Aparecida Vilela, a Cida Vilela, e um empresário por crimes cometidos contra a administração pública, mediante fraude a processo licitatório. Eles foram denunciados por corrupção ativa e passiva, peculato (quando funcionário público apropria-se ou desvia dinheiro, valor ou qualquer outro bem móvel público ou particular, de que tem posse, em razão do cargo) e lavagem de dinheiro. A pena individual é de 39 anos e 9 meses de prisão em regime inicialmente fechado.

Os processos licitatórios nos quais as fraudes foram verificadas são o 028/2012 (pregão 021/2012) e o 022/2013 (pregão 014/2023). As investigações apontam que os serviços começaram a ser prestados ao município antes mesmo do processo licitatório.

Outras cinco pessoas denunciadas pelo MPMG foram absolvidas, mas a Promotoria de Justiça avalia recorrer da decisão. 

De acordo com o Ministério Público, os processos licitatórios visavam a contratação de empresa que prestaria serviços para aumentar a arrecadação de Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR), mediante convênio com a Receita Federal do Brasil. O empresário envolvido na fraude apresentou, como diferencial, um software (programa de computador) para prestar os serviços.

Segundo a denúncia apresentada pela Promotoria de Justiça de Carmo do Rio Claro, como forma de convencer a então prefeita a fraudar o processo licitatório, o empresário ofereceu a ela vantagens financeiras que foram verificadas por meio de transferências bancárias ou compra de imóvel em favor dela e do marido, sendo o empresário favorecido com os valores pagos pelo município.

Apurou-se que foram pagos ao empresário R$ 595 mi pela suposta prestação de serviços. Desse valor, a ex-prefeita embolsou R$ 180 mil via transferência imobiliária, depósitos bancários feitos para o filho dela e também para o genro, caracterizando assim a vantagem indevida.

Na decisão, o Poder Judiciário destaca que, “quanto as circunstâncias do crime, pesa em desfavor da ré a culpabilidade, sendo sua conduta demasiadamente reprovável, já que à época do fato era chefe do Poder Executivo local, eleita pelo povo, que nela depositou a confiança para uma boa gestão do município e no sistema democrático, vilmente violado pela apropriação indireta de bens públicos”.

Ainda segundo a Justiça, “as consequências do crime também são desfavoráveis, pois os valores subtraídos dos cofres públicos da pequena cidade mineira de Carmo do Rio Claro não foram ressarcidos, prejudicando políticas públicas básicas da população local”. 

Em relação ao empresário, a decisão salienta que ele “induziu funcionários públicos a praticarem fraude a licitação, deturpando o caráter competitivo do processo licitatório e, ainda, por se utilizar de sua posição como empresário, afastando demais concorrentes e desviando dinheiro público”.

Os réus também foram condenados a indenizar o município em R$ 240 mil. A justiça determinou que o imóvel, que era utilizada pelo filho da ex-prefeita, seja destinado ao município.

Os denunciados terão o direito de recorrer em liberdade, “uma vez que não se encontram presentes os motivos que autorizam a custódia preventiva”, destaca a Justiça.

Ex-prefeita de Carmo do Rio Claro e empresário envolvidos em fraudes a processos licitatórios são condenados a pedido do MPMG - Foto: reprodução
Ex-prefeita de Carmo do Rio Claro e empresário envolvidos em fraudes a processos licitatórios são condenados a pedido do MPMG – Foto: reprodução

MPMG vai à Justiça para exigir câmeras nas fardas de PMs; multa vai ser de R$ 50 mil por dia

MPMG vai à Justiça para exigir câmeras nas fardas de PMs; multa vai ser de R$ 50 mil por dia - Foto: reprodução
MPMG vai à Justiça para exigir câmeras nas fardas de PMs; multa vai ser de R$ 50 mil por dia – Foto: reprodução

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) acionou a Justiça para obrigar o uso de câmeras nas fardas de todos os policiais militares em até dois anos, sob pena de multa diária de R$ 50 mil em caso de descumprimento. A ação civil pública, assinada pela promotora Maria Fernanda Araújo Pinheiro Fonseca, também determina a utilização de todas as câmeras já existentes no Estado em atividades de policiamento ostensivo no prazo de 30 dias, igualmente sob pena de multa diária de R$ 50 mil, a ser aplicada ao comandante-geral da Polícia Militar.

No documento, a membro do MPMG afirmou que, desde 2021, vem acompanhando o cenário nacional e internacional sobre a utilização de câmeras operacionais portáteis (COPs) pelas polícias e que, após isso, encaminhou um formulário eletrônico para as forças de segurança do Estado, questionando-as sobre as medidas que estavam sendo adotadas para o devido aparelhamento.  

O MPMG foi informado, conforme consta na ação civil pública, de que a PM já vinha estudando a questão. Diante disso, o órgão “passou a dialogar com tal instituição, na busca de conhecer os planejamentos existentes e possibilidades de articulação para efetivação da implementação das câmeras no âmbito mineiro”.  

O diálogo entre a PM e o MPMG resultou em um projeto intitulado “Câmeras Operacionais Portáteis”, que visava à obtenção de recursos para a compra dos equipamentos a serem utilizados nas fardas. O projeto foi aprovado em dezembro de 2021 e, com ele, houve a liberação de R$ 4 milhões do Fundo do Ministério Público, resultando na aquisição de 602 câmeras, 40 docas e 437 Pistolas de Emissão de Impulso Elétrico (PEIEs).  

“Para além das câmeras adquiridas com recursos do Ministério Público, a Polícia Militar recebeu outras 1.040 câmeras e 65 docas, oriundas da utilização de verbas do Tesouro Estadual, estimadas em R$ 2,4 milhões, inicialmente distribuídas a diversas unidades policiais, de forma pulverizada no Estado, para uso em todas as regiões militares”, diz trecho do documento.  

Falta de respostas

Após a compra, o Ministério Público, segundo destacado pela promotora, passou a acompanhar as tentativas de implementação. “Foram encaminhados diversos ofícios à Polícia Militar de Minas Gerais, a fim de se obter informações concretas sobre os planejamentos existentes, metodologias de avaliação de resultados, bem como o efetivo uso da tecnologia, em sua maioria sem respostas satisfatórias ou que indicassem de forma clara e objetiva como estava se dando o uso das câmeras.”  

A promotora destacou que, diante do cenário descrito, “o governo de Minas Gerais e a Polícia Militar de Minas Gerais vêm propositalmente retardando o uso de câmeras operacionais portáteis”. “Tal postura evidencia o descaso do Estado com a segurança pública, especificamente com os policiais militares e demais servidores, na qualidade de garantidor dos direitos fundamentais do cidadão”, afirmou.  

Análise

O especialista em segurança pública Arnaldo Conde avalia que a ação civil pública movida pelo MPMG é “parte do trabalho do órgão”. “Se foi gasto dinheiro público, é preciso averiguar. A câmera deve ser utilizada para complementar a atividade policial, e não para dar fidelidade ao trabalho que ela realiza”.  

“A câmera é um equipamento que deve ser visto como um acessório, nada além disso. Precisamos considerar esse detalhe para entender o que esperamos do seu uso. A câmera não vai melhorar nem piorar o trabalho policial. Não podemos delegar ao equipamento a responsabilidade pelo bom desempenho da polícia”, complementa.

Posicionamento

A reportagem procurou a PMMG. A corporação informou que “as devidas informações sobre o caso estão sendo produzidas e serão entregues à Advocacia-Geral do Estado (AGE), para as providências cabíveis”. 

MPMG denuncia 8 pessoas pelos crimes de associação criminosa e corrupção eleitoral em Passos

MPMG denuncia 8 pessoas pelos crimes de associação criminosa e corrupção eleitoral em Passos - Foto: divulgação/Ministério Público de Minas Gerais
MPMG denuncia 8 pessoas pelos crimes de associação criminosa e corrupção eleitoral em Passos – Foto: divulgação/Ministério Público de Minas Gerais

O Ministério Público denunciou oito pessoas pelo crime de associação criminosa e por 51 crimes de corrupção eleitoral ou compra de votos em favorecimento a uma vereadora eleita nas últimas eleições em Passos (MG).

As denúncias foram oferecidas após conclusão da 1ª fase da “Operação Integridade”, deflagrada pela Promotoria Eleitoral de Passos e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

De acordo com as investigações, durante o período eleitoral no ano passado, uma vereadora eleita teria se associado a outras sete pessoas com o objetivo de praticar crimes de corrupção eleitoral. Aline Gomes Macedo de Souza, a Aline do Social (PL), acabou sendo eleita como a vereadora mais votada na cidade, com 3.014 votos. A reportagem apurou que o nome dela está entre os denunciados.

Segundo o MP, o grupo é suspeito de aliciar eleitores com oferta de dinheiro em troca do voto, realizar propaganda de boca de urna e afixar material irregular de divulgação da candidatura nos veículos e residências de eleitores aliciados.

MPMG denuncia 8 pessoas pelos crimes de associação criminosa e corrupção eleitoral em Passos - Foto: divulgação/Ministério Público de Minas Gerais
MPMG denuncia 8 pessoas pelos crimes de associação criminosa e corrupção eleitoral em Passos – Foto: divulgação/Ministério Público de Minas Gerais
MPMG denuncia 8 pessoas pelos crimes de associação criminosa e corrupção eleitoral em Passos - Foto: divulgação/Ministério Público de Minas Gerais
MPMG denuncia 8 pessoas pelos crimes de associação criminosa e corrupção eleitoral em Passos – Foto: divulgação/Ministério Público de Minas Gerais

A operação revelou a existência de associação criminosa constituída para a prática de crimes de corrupção eleitoral, falsidade ideológica eleitoral e propaganda eleitoral, no dia da eleição, no pleito de 2024.

No dia 9 de janeiro, equipes do Ministério Público cumpriram mandados de busca e apreensão domiciliar em endereços dos investigados. Ainda conforme o MP, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão na cidade de Passos e um em Ribeirão Preto (SP).

Ao longo da investigação, o Ministério Público também requereu a prisão preventiva de três investigados, mas o pedido não foi acatado pela Justiça Eleitoral.

No lugar da prisão preventiva, foram decretadas medidas cautelares de comparecimento bimestral em juízo, proibição de contato com outros investigados e testemunhas, proibição de se ausentar da comarca de sua residência sem prévia autorização judicial, recolhimento domiciliar no período noturno e em finais de semana, além da entrega dos passaportes.

A advogada da vereadora Aline Macedo, Thaís Buzato, informou que como não teve acesso à denúncia mencionada na matéria, não conhece seu conteúdo, o que inviabiliza a manifestação neste momento. Ela disse ainda que caso a vereadora Aline seja denunciada por algum fato, a defesa vai se manifestar nos autos no momento oportuno para comprovar sua inocência, tendo em vista que sua vida pública sempre foi pautada na honestidade, ética e integridade.

Ainda segundo o MP, as investigações prosseguem.

Via: G1

A pedido do MPMG, decisão judicial determina inclusão de reserva de vagas para pessoas com deficiência em processo seletivo da Secretaria de Estado de Educação

A pedido do MPMG, decisão judicial determina inclusão de reserva de vagas para pessoas com deficiência em processo seletivo da Secretaria de Estado de Educação - Foto: reprodução
A pedido do MPMG, decisão judicial determina inclusão de reserva de vagas para pessoas com deficiência em processo seletivo da Secretaria de Estado de Educação – Foto: reprodução

A pedido do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), a Justiça deferiu liminar determinando a suspensão de processo seletivo promovido pela Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais e deu prazo de dez dias para retificação do edital para que seja incluída previsão de reserva do percentual de 10% do total de vagas para pessoas com deficiência.  

A decisão determina ainda que, após a retificação, deverá ocorrer a reabertura do prazo de inscrição no Edital PS/SEEMG nº 04/2024, para as pessoas com deficiência, garantindo a elas a integralidade do prazo originalmente previsto.

A liminar foi deferida em Ação Civil Pública proposta pelo MPMG requerendo a previsão de percentual de 10% de reserva de vagas a pessoas com deficiência no Edital PS/SEEMG nº 04, de 21 de outubro de 2024, para provimento de cadastro de reserva à contratação temporária do cargo de magistério.

O Estado de Minas Gerais se manifestou no processo afirmando que, por se tratar de modalidade de contratação temporária, inexiste previsão normativa de reserva de vagas. No entanto, a decisão aponta que a legislação não exclui a obrigação em processos seletivos públicos para contratação temporária.

A decisão, proferida no dia 20 de janeiro, prevê multa diária de R$ 5.000 em caso de descumprimento.

Grupo preso em operação no Sul de Minas vendia remédios falsos feitos a base de tabletes de caldo de carne, diz MP

Grupo preso em operação no Sul de Minas vendia remédios falsos feitos a base de tabletes de caldo de carne, diz MP - Foto: divulgação/MPMG
Grupo preso em operação no Sul de Minas vendia remédios falsos feitos a base de tabletes de caldo de carne, diz MP – Foto: divulgação/MPMG

Uma ação do Ministério Público desarticulou uma organização criminosa suspeita de fabricar remédios falsos. Conforme o órgão, algumas das substâncias replicadas tinham como elementos básicos tabletes de caldo de carne a fim de simular remédios.

A operação Reação Adversa foi deflagrada na última terça-feira (12). Segundo o MP, oito mandados de prisão e 39 mandados de busca e apreensão foram cumpridos. Cinco pessoas foram presas em flagrante.

A investigação começou apurando falsificações de medicamentos veterinários, mas depois constatou que havia remédios falsos também para consumo humano que eram vendidos pela internet. Pelo menos 10,9 mil medicamentos teriam sido vendidos durante três anos.

“O que nos chamou a atenção ao longo da investigação e na deflagração da operação era a forma como a fabricação era pulverizada pela cidade de Campo do Meio (MG). Então foram identificados diversos galpões e até mesmo residências com extrema informalidade, sem nenhuma condição de segurança ou adequada para a manipulação de medicamentos”, informou Guilherme Germano, promotor de Justiça do Ministério Público.

Ainda de acordo com o Ministério Público, o grupo criminoso utilizava caldo de carne para fazer a falsificação dos remédios. Para o promotor, o objetivo da organização era enganar o consumidor deste medicamento.

‘A preocupação da organização criminosa era simular as características visuais do medicamento, ou seja, eles faziam uma falsificação muito apurada da caixa, da bula, da embalagem, mas, de forma alguma, eles tentavam simular as características do remédio original, ou as suas propriedades terapêuticas. Um dos alvos afirmou, em mais de uma ocasião, que utilizava caldo de tempero pra fazer a falsificação. Certamente existiam aí outras formas de falsificar também, mas uma delas, até pela característica do comprimido que era imitado, que era mastigável, parece que eles utilizavam caldo de tempero, caldo de carne, pra esse fim. O que demonstra que realmente a intenção era enganar o consumidor, era enganar o usuário do medicamento, mas de forma alguma resguardar a saúde ou o bem-estar de quem adquirisse”, explicou Guilherme Germano.

Ao todo, estima-se que cerca de 10.933 medicamentos tenham sido vendidos ao longo de três anos de atuação da quadrilha, que alcançou compradores de pelo menos 20 estados brasileiros.

“Segundo informações das próprias empresas farmacêuticas, naquele município, o índice de falsificação índice de reclamações por falsificação de medicamento superou até mesmo o índice de diversos países, demonstrando a dimensão global do esquema de contrafação de medicamentos. […] O índice de falsificação era dos maiores do mundo”, afirmou promotor.

A principal plataforma utilizada para a comercialização dos medicamentos falsificados foi a internet. As vendas eram realizadas por meio de sites populares de comércio eletrônico.

“Identificamos que duas plataformas muito comuns, muito famosas, eram a fonte majoritária de comercialização do grupo. Então, certamente o comércio em ambiente virtual foi o modus operandi adotado e com os benefícios, sobretudo, a ilusão de anonimato que ele acarreta para os criminosos”, disse.

“Em medicamentos humanos é até mais evidente a importância de sempre comprar em locais idôneos que tenham a licença. Mas mesmo no caso de medicamentos veterinários, é sempre importante destacar, além do risco ao animal, que já é suficientemente grave, também existe um grande risco. A população humana, na medida em que esses animais podem ser vetores de doenças, a exemplo do carrapato estrela, que, se não tratado, pode levar até mesmo ao óbito. Então, é sempre importante destacar a necessidade de comprar em locais idôneos, locais de procedência e confiabilidade. E claro, também sempre verificar o preço, pois um dos grandes chamarizes dessa ação criminosa era vender abaixo do preço de mercado”, completou.

Grupo preso em operação no Sul de Minas vendia remédios falsos feitos a base de tabletes de caldo de carne, diz MP - Foto: divulgação/MPMG
Grupo preso em operação no Sul de Minas vendia remédios falsos feitos a base de tabletes de caldo de carne, diz MP – Foto: divulgação/MPMG

Via: G1

Operação contra organização criminosa resulta em apreensão de dinheiro, veículos e prisão em flagrante em Carmo do Rio Claro

Terceira fase da operação Ponte Torta é voltada à repressão e responsabilização de organização criminosa responsável por roubos qualificados, lavagem de dinheiro, receptação e posse de armas de fogo

Operação contra organização criminosa resulta em apreensão de dinheiro, veículos e prisão em flagrante em Carmo do Rio Claro - Foto: divulgação/MPMG
Operação contra organização criminosa resulta em apreensão de dinheiro, veículos e prisão em flagrante em Carmo do Rio Claro – Foto: divulgação/MPMG

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio da Promotoria de Justiça de Carmo do Rio Claro e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) Regional de Passos, e a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), deflagram, na manhã desta sexta-feira, 6 de dezembro, a terceira fase da operação Ponte Torta, voltada à repressão e responsabilização de organização criminosa responsável pela prática de roubos qualificados, adulteração de sinal identificador de veículo, lavagem de dinheiro, receptação e posse de armas de fogo.    

Foram cumpridos seis mandados de prisão preventiva e quatro de busca e apreensão nas comarcas de Carmo do Rio Claro, Poços de Caldas e Caldas. Além disso, durante as diligências, foi realizada uma prisão em flagrante por receptação, apreendidos R$ 10 mil em espécie e munições, bem como identificados e apreendidos dois veículos clonados: um Hyundai/IX35 produto de furto em Alfenas e uma Fiat/Toro produto de roubo em Campos Gerais, ambos os crimes ocorridos em 2024.

Operação contra organização criminosa resulta em apreensão de dinheiro, veículos e prisão em flagrante em Carmo do Rio Claro - Foto: divulgação/MPMG
Operação contra organização criminosa resulta em apreensão de dinheiro, veículos e prisão em flagrante em Carmo do Rio Claro – Foto: divulgação/MPMG

Em janeiro deste ano já havia sido deflagrada a primeira fase da Operação Ponte Torta, com sete mandados de prisão e seis de busca e apreensão cumpridos em Carmo do Rio Claro, Alterosa e Piumhi.

Posteriormente, foram condenados sete integrantes da organização criminosa, que atuavam na região de Carmo do Rio Claro, cometendo roubos em propriedades rurais e em rodovias próximas ao Lago de Furnas com uso de armas de fogo e emprego de violência física e psicológica contra às vítimas. As penas variaram de 12 a 26 anos de prisão.

Em junho deste ano, na segunda fase da operação, também foram apreendidos, na zona rural de Carmo do Rio Claro, três veículos clonados, sendo duas caminhonetes Toyota Hilux SW4 e um GM/Ônix, bem como localizada uma arma de fogo e efetuada a prisão de dois autores em flagrante.

As investigações prosseguem.

Operação contra organização criminosa resulta em apreensão de dinheiro, veículos e prisão em flagrante em Carmo do Rio Claro - Foto: divulgação/MPMG
Operação contra organização criminosa resulta em apreensão de dinheiro, veículos e prisão em flagrante em Carmo do Rio Claro – Foto: divulgação/MPMG
Operação contra organização criminosa resulta em apreensão de dinheiro, veículos e prisão em flagrante em Carmo do Rio Claro - Foto: divulgação/MPMG
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