Cristais de quartzo são apreendidos em operação contra o garimpo ilegal em Arcos – Foto: divulgação/PF
A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (18) a operação “Picareta”, que resultou na apreensão de milhares de cristais de quartzo e no cumprimento de diversas medidas judiciais contra um esquema de extração ilegal do mineral no Centro-Oeste de Minas. As ações ocorreram simultaneamente nos municípios de Arcos, Corinto, Curvelo, Diamantina, Nova Serrana, São Lourenço e Teófilo Otoni.
De acordo com a PF, a investigação aponta a existência de um grupo responsável por financiar e estruturar o garimpo clandestino. As apurações tiveram início após a identificação de um grande número de garimpeiros atuando irregularmente na região de Arcos. Conforme o inquérito avançou, foi possível constatar que os líderes do esquema compravam os cristais extraídos ilegalmente e coordenavam toda a logística da atividade, incluindo transporte, hospedagem de trabalhadores e o aluguel de propriedades rurais usadas como base para o garimpo.
Ao todo, foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão em residências e em uma empresa, além de 17 medidas cautelares impostas a 14 investigados e três empresas. Entre as determinações estabelecidas pela Justiça — por meio da 1ª Vara Federal de Divinópolis — estão a proibição de contato entre os suspeitos, restrições de acesso às áreas de garimpo e a suspensão de atividades comerciais relacionadas ao mercado de minerais.
Durante a investigação, a PF registrou situações graves envolvendo trabalhadores submetidos a condições análogas à escravidão. Segundo o órgão, havia uso de armas de fogo para restringir a liberdade dos garimpeiros e controlar a extração clandestina.
Os investigados poderão responder por associação criminosa qualificada, usurpação de bens da União, crimes ambientais, receptação e comércio ilegal de minerais, além de redução à condição análoga à escravidão, porte ilegal de arma de fogo e falsificação e uso de documentos falsos.
Cemig é condenada a indenizar consumidora que sofreu 14 interrupções de energia em um ano – Foto: reprodução
A Justiça mineira condenou a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) a indenizar uma moradora do Sul de Minas que teve o fornecimento de energia interrompido diversas vezes ao longo de um ano. A 1ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) fixou a indenização em R$ 5 mil por danos morais. A concessionária afirma que o caso envolve “situações emergenciais, decorrentes de fenômenos naturais severos”.
De acordo com a ação judicial, a consumidora apresentou registros da própria Cemig que mostram que sua residência sofreu 14 interrupções de energia ao longo de 2022. Em uma delas, na virada de Ano Novo, em 31/12, ela ficou quase nove horas sem luz. Dois dias antes, a casa já havia ficado sem energia por três horas. A moradora alegou que o problema era constante em toda a vizinhança.
A Cemig afirmou, no processo, que a instabilidade no serviço ocorreu em razão da queda de árvores e de descargas atmosféricas que fugiam ao controle da empresa. À reportagem, a concessionária acrescentou que “houve mobilização imediata de todos os esforços possíveis para o restabelecimento do fornecimento de energia”.
Em 1ª Instância, o pedido de indenização por danos morais e materiais da consumidora foi negado pela Comarca de Caldas. A moradora recorreu, argumentando que a sentença ignorou a “sistemática violação do dever legal da concessionária de assegurar continuidade e qualidade no fornecimento de energia elétrica”.
Decisão
O relator, desembargador Manoel dos Reis Morais, decidiu condenar a Cemig a pagar indenização de R$ 5 mil por danos morais. “A suspensão indevida de energia elétrica constitui fato gerador de indenização por danos morais, sob pena de afronta aos direitos da personalidade do cidadão. A consumidora permaneceu longos períodos sem energia, o que, por si só, gera insegurança, desconforto e aflição, sobretudo quando o problema se repete e sem justificativa convincente”, afirmou o magistrado.
Quanto às alegações da Cemig, o relator avaliou que a empresa não comprovou a ocorrência de eventos naturais, limitando-se a registrar uma informação interna, e também não demonstrou ter restabelecido o serviço dentro dos prazos regulamentares em todas as ocorrências.
Os desembargadores Alberto Vilas Boas e Márcio Idalmo Santos Miranda acompanharam o voto do relator.
O que diz a Cemig?
“A Cemig informa que o caso julgado diz respeito a situações emergenciais, decorrentes de fenômenos naturais severos, nos quais houve mobilização imediata de todos os esforços possíveis para o restabelecimento do fornecimento de energia.
A decisão judicial será avaliada, bem como as respectivas medidas cabíveis.
A Cemig destaca que este é o maior ciclo de investimentos de sua história em Minas Gerais, destinando recursos da ordem de mais de R$50 bilhões entre 2019 e 2028, somando mais de 200 novas subestações, equipamentos, linhas e tecnologia.
A Cemig segue trabalhando incessantemente para manter os padrões técnicos e regulatórios do contrato de concessão com respeito à segurança de seus colaboradores e da população, levando uma energia de qualidade a todos os mineiros e mineiras.”
Jovem morre durante colisão frontal entre carro e ônibus em Carmo do Rio Claro – Foto: Carla Elisiário/Portal Onda Sul
Um grave acidente registrado na manhã desta terça-feira (18) deixou um jovem de 22 anos morto na rodovia que liga Carmo do Rio Claro (MG) a Conceição da Aparecida (MG). A colisão ocorreu por volta das 11h30, em frente ao Pontal do Lago, quando um ônibus que seguia em direção a Conceição bateu de frente com um carro que transitava no sentido oposto.
De acordo com as primeiras informações, o motorista do carro teria invadido a contramão. O condutor do ônibus relatou que percebeu a manobra irregular, chegou a buzinar para alertar o outro veículo e tentou evitar a batida encostando o ônibus no acostamento, mas não conseguiu impedir o impacto.
O motorista do automóvel, identificado como Gustavo Sulmoneti, morador de Carmo do Rio Claro, sofreu ferimentos graves. Ele recebeu atendimento imediato no local e foi encaminhado pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) ao Hospital São Vicente de Paulo, mas não resistiu. Gustavo havia visitado familiares em Conceição da Aparecida e retornava para casa no momento do acidente. Parentes contaram, emocionados, que o jovem costumava levar o filho de um ano nas visitas aos avós, mas naquele dia a criança não estava com ele.
A rodovia precisou ser interditada devido à gravidade da colisão e foi liberada gradualmente após os trabalhos de socorro e retirada dos veículos. O Corpo de Bombeiros atuou na segurança da via e no apoio ao resgate. O helicóptero do SAMU chegou a ser acionado, porém a remoção da vítima foi feita por ambulância.
Nenhum passageiro do ônibus se feriu. A empresa Santa Cruz enviou outro veículo para dar continuidade ao transporte das pessoas que estavam a bordo.
As causas do acidente serão apuradas pelas autoridades competentes.
Jovem morre durante colisão frontal entre carro e ônibus em Carmo do Rio Claro – Foto: Carla Elisiário/Portal Onda Sul
Jovem morre durante colisão frontal entre carro e ônibus em Carmo do Rio Claro – Foto: Carla Elisiário/Portal Onda SulJovem morre durante colisão frontal entre carro e ônibus em Carmo do Rio Claro – Foto: Carla Elisiário/Portal Onda SulJovem morre durante colisão frontal entre carro e ônibus em Carmo do Rio Claro – Foto: Carla Elisiário/Portal Onda SulJovem morre durante colisão frontal entre carro e ônibus em Carmo do Rio Claro – Foto: Carla Elisiário/Portal Onda Sul
Você sabia? A Lei 15.263/2025 institui a Política Nacional de Linguagem Simples para comunicação clara entre órgãos públicos e população | Por Rafael de Medeiros – Imagem: Agência Inova
A Lei 15.263/2025 publicada em 14/11 institui a Política Nacional de Linguagem Simples com os objetivos, os princípios e os procedimentos a serem observados pelos órgãos e entidades da administração pública direta e indireta de todos os Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, em sua comunicação com a população.
De forma geral, o 𝐨𝐛𝐣𝐞𝐭𝐢𝐯𝐨 é 𝐭𝐨𝐫𝐧𝐚𝐫 𝐭𝐞𝐱𝐭𝐨𝐬 𝐨𝐟𝐢𝐜𝐢𝐚𝐢𝐬 𝐦𝐚𝐢𝐬 𝐜𝐥𝐚𝐫𝐨𝐬, 𝐨𝐛𝐣𝐞𝐭𝐢𝐯𝐨𝐬 𝐞 𝐚𝐜𝐞𝐬𝐬í𝐯𝐞𝐢𝐬. 𝐈𝐬𝐬𝐨 𝐞𝐱𝐢𝐠𝐞 𝐞𝐬𝐭𝐫𝐮𝐭𝐮𝐫𝐚𝐬 𝐜𝐮𝐫𝐭𝐚𝐬, 𝐥𝐢𝐧𝐠𝐮𝐚𝐠𝐞𝐦 𝐭𝐫𝐚𝐧𝐬𝐩𝐚𝐫𝐞𝐧𝐭𝐞 𝐞 𝐚𝐛𝐚𝐧𝐝𝐨𝐧𝐨 𝐝𝐞 𝐣𝐚𝐫𝐠õ𝐞𝐬, 𝐚𝐥𝐠𝐨 𝐪𝐮𝐞 𝐢𝐦𝐩𝐚𝐜𝐭𝐚 𝐢𝐦𝐞𝐝𝐢𝐚𝐭𝐚𝐦𝐞𝐧𝐭𝐞 𝐩𝐫𝐨𝐩𝐨𝐬𝐭𝐚𝐬, 𝐫𝐞𝐥𝐚𝐭ó𝐫𝐢𝐨𝐬, 𝐜𝐨𝐦𝐮𝐧𝐢𝐜𝐚çõ𝐞𝐬 𝐢𝐧𝐬𝐭𝐢𝐭𝐮𝐜𝐢𝐨𝐧𝐚𝐢𝐬 𝐞 𝐝𝐨𝐜𝐮𝐦𝐞𝐧𝐭𝐨𝐬 𝐞𝐧𝐯𝐢𝐚𝐝𝐨𝐬 𝐚𝐨 𝐩𝐨𝐝𝐞𝐫 𝐩ú𝐛𝐥𝐢𝐜𝐨.
De acordo com a lei, considera-se linguagem simples o conjunto de técnicas destinadas à transmissão clara e objetiva de informações, de modo que as palavras, a estrutura e o leiaute da mensagem permitam ao cidadão facilmente encontrar a informação, compreendê-la e usá-la.
Um ponto que ganhou atenção especial foi a indicação à administração pública em não usar novas formas de flexão de gênero e número, o que inclui a chamada linguagem neutra. Esse movimento contrasta com decisões recentes do STF, que vinha invalidando leis municipais e estaduais que proibiam o uso de linguagem neutra.
Além do ponto acima, definiu-se também outras técnicas de linguagem simples na redação de textos dirigidos ao cidadão, tais como: redigir frases em ordem direta, redigir frases curtas, desenvolver uma ideia por parágrafo, usar palavras comuns, de fácil compreensão, evitar redundâncias e palavras desnecessárias, usar linguagem acessível à pessoa com deficiência,
Agora, porém, a regra vem da própria União, direcionada exclusivamente à administração pública direta e indireta de todos os Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios e, além disso, atende de modo geral a algo comum no mundo corporativo e desenvolvido nos últimos anos em relação a 𝐜𝐨𝐦𝐮𝐧𝐢𝐜𝐚çã𝐨 𝐚𝐬𝐬𝐞𝐫𝐭𝐢𝐯𝐚.
MP denuncia ex-prefeito de Guapé, ex-secretário e empresários por fraude em licitação de estrada rural – Foto: reprodução
O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) apresentou denúncia contra seis investigados por participação em um esquema de fraudes em processos licitatórios na cidade de Guapé (MG). O grupo é acusado de manipular concorrências públicas que somam mais de R$ 35 milhões, relacionadas ao asfaltamento de uma estrada rural e à microgeração de energia elétrica.
Entre os denunciados estão o ex-prefeito Nelson Alves Lara, um ex-secretário de obras do município e quatro empresários. Eles respondem pelos crimes de fraude em licitação, falsidade ideológica e embaraço à investigação.
Fraudes investigadas entre 2023 e 2024
De acordo com o MPMG, entre agosto de 2023 e janeiro de 2024, os denunciados atuaram em conjunto para burlar procedimentos licitatórios envolvendo:
pavimentação asfáltica de estrada rural;
reformas e manutenções em imóveis públicos ou privados usados pela administração;
implantação de microgeração de energia elétrica, contrato avaliado em R$ 1.671.750,00.
As apurações apontam que empresários envolvidos utilizaram “laranjas” para montar uma empresa de fachada, que então participou das licitações supostamente direcionadas.
Durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão, o grupo teria tentado dificultar o trabalho policial, escondendo objetos, orientando agentes a omitirem informações e apresentando um contrato de aluguel com data alterada. A sede da empresa investigada também foi esvaziada na véspera da operação.
Medidas cautelares impostas pelo Tribunal de Justiça
Embora o Ministério Público tenha solicitado prisão preventiva dos investigados, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais rejeitou o pedido e aplicou uma série de restrições, entre elas:
comparecimento mensal em juízo;
proibição de frequentar ou acessar a Prefeitura de Guapé;
vedação de contato com demais investigados, testemunhas e possíveis vítimas;
impedimento de deixar a comarca;
recolhimento domiciliar à noite e nos dias de folga;
proibição de exercer qualquer atividade econômica relacionada ao município, direta ou indiretamente.
A defesa de Nelson Alves Lara informou que os acusados ainda não foram intimados e que, por a denúncia tramitar em segredo de justiça, não se manifestará sobre o conteúdo.
Operação “Trem da Alegria”: investigação segue com várias fases
A denúncia integra a oitava fase da Operação “Trem da Alegria”, iniciada em 2024 para desarticular uma organização criminosa instalada na prefeitura de Guapé. Segundo o MPMG, o grupo explorava o cargo do então prefeito para obter vantagens indevidas, além de realizar operações de lavagem de dinheiro para esconder a origem de bens e valores.
A primeira etapa da operação ocorreu em fevereiro de 2024, quando foram cumpridos:
26 mandados de busca e apreensão em Guapé e no Rio de Janeiro;
seis mandados de prisão preventiva (incluindo o do prefeito, do procurador-geral, do diretor do SAAE e de dois empresários);
seis mandados de afastamento de funções públicas.
Desde então, outras fases foram deflagradas com novas denúncias por crimes como uso de documento falso, peculato, corrupção e organização criminosa. Duas ações penais já estão em fase de sentença.
Ex-prefeito ficou mais de um ano preso e responde também por crime ambiental
Nelson Alves Lara permaneceu detido por aproximadamente 17 meses após ser preso no âmbito da operação. Em julho de 2024, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) revogou a prisão preventiva e substituiu a detenção por medidas cautelares.
Em consequência dos desdobramentos da investigação, o ex-prefeito foi expulso do PC do B.
Além disso, ele foi condenado em outro processo a 1 ano, 11 meses e 10 dias de reclusão, em regime aberto, por crime ambiental. A pena foi convertida em sanções alternativas, incluindo pagamento de 106 dias-multa.
A empresa envolvida no caso ambiental também foi condenada: recebeu pena de 20 dias-multa, cada um equivalente a cinco salários mínimos, e ficou proibida de contratar com o poder público por 1 ano e 11 meses.
O MP constatou que, entre 2017 e 2019, o então prefeito e a empresa descartaram irregularmente resíduos da construção civil em uma área sem licença ambiental. O local já havia sido utilizado de maneira inadequada em mandatos anteriores, inclusive como matadouro municipal, provocando danos ambientais e afetando uma nascente. Mesmo diante das irregularidades contratuais, Nelson não aplicou sanções previstas à empresa.
Motorista morre e três pessoas ficam feridas durante acidente entre Ilicínea e Alpinópolis – Foto: divulgação/PMRv
Um acidente grave ocorrido na noite da última sexta-feira (14) na BR-265, no km 481, entre Ilicínea e Alpinópolis, resultou na morte de um motorista de 56 anos.
De acordo com a Polícia Militar Rodoviária, o homem conduzia um Fiat Uno quando, por motivos ainda não esclarecidos, acabou entrando na contramão e colidiu frontalmente com um Voyage que seguia no sentido Ilicínea.
O condutor do Voyage, de 61 anos, relatou aos militares que trafegava normalmente pela rodovia quando o Uno surgiu em sua pista de forma repentina, impossibilitando qualquer desvio. O motorista do Fiat Uno estava sozinho no automóvel e morreu no local da colisão. Após a realização da perícia, o corpo foi retirado pela Funerária Santa Rita.
Além do motorista do Voyage, dois passageiros — de 42 e 56 anos — ficaram levemente feridos. Eles foram atendidos pelo Corpo de Bombeiros e encaminhados ao Hospital de Ilicínea.
Motorista morre e três pessoas ficam feridas durante acidente entre Ilicínea e Alpinópolis – Foto: divulgação/PMRv
Farmacêutica da Santa Casa de Passos apresenta resultados expressivos em congresso nacional de Medicina Intensiva – Foto: divulgação
A Santa Casa de Misericórdia de Passos (MG) teve sua atuação reconhecida em um dos mais importantes eventos da área da saúde do país, o Congresso Brasileiro de Medicina Intensiva (CBMI 2025), realizado entre os dias 6 e 8 de novembro, em Curitiba.
Representando a instituição, a farmacêutica Andressa Lemos Carvalho apresentou o trabalho “Resultados da atuação farmacêutica na redução da sedoanalgesia em unidade de terapia intensiva adulto de um hospital filantrópico”, que destacou a importância da atuação do farmacêutico clínico na otimização de recursos e na segurança do paciente crítico.
Desenvolvido em parceria com o médico Rodrigo Silveira de Almeida, o estudo foi conduzido na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) adulto da Santa Casa de Passos. O objetivo principal foi reduzir em 20% o consumo e o custo de medicamentos utilizados para sedação e analgesia, por meio da implementação de estratégias multidisciplinares e da padronização de práticas assistenciais.
Os resultados superaram as expectativas. O custo médio mensal com sedoanalgesia caiu de R$ 95.103,00 para R$ 52.554,30, representando uma redução total de 44,73%, mais que o dobro da meta inicial. No acumulado do período, a economia ultrapassou R$ 600 mil, evidenciando o impacto positivo da atuação clínica e integrada do farmacêutico na terapia intensiva.
Segundo a farmacêutica Andressa, “participar do Congresso Brasileiro de Medicina Intensiva foi uma experiência incrível e extremamente enriquecedora. Tive a alegria de representar a Santa Casa apresentando o trabalho desenvolvido em parceria com o Dr. Rodrigo. Foi um momento de muito aprendizado, trocas valiosas e reconhecimento do papel do farmacêutico clínico na terapia intensiva. Essa vivência reforçou minha convicção sobre a importância da atuação multiprofissional e do cuidado seguro e humanizado com o paciente. Apresentar esse projeto foi confirmar que dedicação, compromisso e propósito transformam o cuidado em impacto real.”
Além da expressiva redução de custos, o projeto também promoveu melhorias assistenciais significativas, como o aumento da adesão da equipe multiprofissional aos protocolos institucionais e o aprimoramento das práticas de avaliação e desmame da sedação. Essas medidas contribuíram diretamente para o uso racional de medicamentos, a otimização dos recursos hospitalares e o fortalecimento da segurança do paciente.
Um grave acidente registrado na manhã no último domingo (16) resultou na morte de um jovem de 19 anos na BR-354, km 508, em Formiga (MG), nas proximidades da saída do motel, sentido Campo Belo. A colisão envolveu a motocicleta conduzida pela vítima e uma carreta.
Segundo as primeiras informações repassadas pela Polícia Militar Rodoviária, o motociclista — identificado como Pedro Lucas Guimarães, morador de Formiga — seguia pela rodovia quando invadiu a contramão de direção, batendo de frente com a carreta que vinha no sentido contrário. O impacto foi violento e provocou a destruição completa da moto, que pegou fogo logo após a batida.
Equipes do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais e um médico do Samu foram acionados. No entanto, ao chegarem ao local, apenas puderam confirmar o óbito do jovem, que morreu ainda no ponto do acidente devido à gravidade dos ferimentos.
O trânsito ficou lento durante o atendimento da ocorrência e a rodovia precisou ser parcialmente controlada pelas equipes de segurança até a liberação total da via.
Jovem de 19 anos morre após motocicleta bater de frente com carreta na BR-354, em Formiga – Foto: redes sociais
Jovem de 19 anos morre após motocicleta bater de frente com carreta na BR-354, em Formiga – Foto: redes sociais
Jovem de 19 anos morre após motocicleta bater de frente com carreta na BR-354, em Formiga – Foto: redes sociais
Quatro pessoas ficam feridas após carros capotarem em colisão na MG-050, em Alpinópolis – Foto: divulgação/Polícia Militar Rodoviária
Quatro pessoas ficaram feridas em um acidente envolvendo dois carros na MG-050, em Alpinópolis (MG), na manhã deste sábado (15). A batida ocorreu durante uma manobra de conversão e acabou provocando o capotamento dos dois veículos — um Hyundai HB20 e um Ford Fiesta — que pararam fora da pista.
De acordo com a Polícia Militar Rodoviária, o HB20 seguia no sentido Passos quando foi atingido lateralmente pelo Fiesta, que cruzou repentinamente para a contramão. O motorista do HB20, de 39 anos, e a passageira, de 29, sofreram apenas escoriações leves. Eles relataram que o condutor do Fiesta surgiu inesperadamente em sua direção, impossibilitando qualquer manobra para evitar o impacto.
No Ford Fiesta estavam o motorista, de 49 anos, e um passageiro de 16 anos. Ambos foram socorridos pelo Samu e encaminhados para atendimento na Santa Casa de Passos.
O condutor do Fiesta deu outra versão: segundo ele, trafegava sentido Trevo de Furnas e pretendia acessar a zona rural de Taquaraçu, fazendo uma conversão à esquerda. Ele afirmou que não percebeu a aproximação do HB20 porque um caminhão seguia à sua frente, bloqueando sua visão. Quando avistou o outro veículo, já não houve tempo de evitar a colisão.
A Polícia Militar Rodoviária segue com o registro da ocorrência, e os dois carros foram removidos do local após o atendimento às vítimas.
Poços de Caldas apura morte suspeita de intoxicação por metanol após consumo de conhaque – Foto: reprodução
As autoridades de Poços de Caldas (MG) estão investigando a morte de um homem de 52 anos que pode ter sido causada por intoxicação por metanol. A vítima, Edinei Gonçalves da Silva, morreu na madrugada de quinta-feira (13) após ser internada em estado crítico na Santa Casa do município.
Segundo o hospital, Silva foi transferido da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) já intubado e apresentando falência de múltiplos órgãos. Ele recebeu atendimento imediato, incluindo o antídoto utilizado nesses casos, mas não resistiu. O boletim médico apontou sintomas compatíveis com intoxicação por metanol, como perda da visão e insuficiência respiratória.
Amostras de sangue e urina foram coletadas para análise, e o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Poços de Caldas. Após a necropsia, ele seguiu para o distrito de Palmeiral, em Botelhos (MG).
A Secretaria Municipal de Saúde informou que aguarda o resultado conclusivo dos exames. Assim que o caso foi notificado, o Departamento de Vigilância Epidemiológica acionou os protocolos previstos para situações suspeitas de intoxicação, comunicando imediatamente os órgãos responsáveis. O município também iniciou ações conjuntas com o Procon e outras entidades competentes.
Equipes da Polícia Civil e do Procon vistoriaram o estabelecimento onde a bebida teria sido comprada. O proprietário afirmou que o conhaque não foi consumido no local e apresentou a nota fiscal referente à venda. As garrafas do mesmo lote foram apreendidas e permanecem retidas até que os laudos laboratoriais esclareçam se há presença de metanol.
Se os exames confirmarem que a morte foi provocada pela substância, a Polícia Civil abrirá investigação formal sobre o caso.
Poços de Caldas já havia registrado anteriormente uma suspeita de intoxicação por metanol, em outubro, quando um jovem de 25 anos procurou atendimento na UPA relatando sintomas como dores de cabeça, vômitos e fortes dores abdominais. A suspeita, entretanto, foi descartada no mesmo dia.
Gostaria de adicionar o site Jornal Folha Regional a sua área de trabalho?