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Jornal Folha Regional

Texto que limita novas datas comemorativas ‘passa na frente’ e avança na Câmara

Comissão de Legislação e Justiça (CLJ) da Câmara de BH é composta atualmente pelos vereadores Uner Augusto (PL), Dra. Michelly Siqueira (PRD), Fernanda Pereira Altoé (Novo), Edmar Branco (PCdoB) e Vile (PL) – Foto: Tatiana Francisca

Enquanto seguem paradas na Comissão de Legislação e Justiça (CLJ) da Câmara de Belo Horizonte propostas que tentam instituir novas datas comemorativas em 7 de julho, um projeto que propõe justamente limitar o uso de uma mesma data para diferentes celebrações no calendário oficial da cidade já recebeu parecer favorável e avançou na Casa.

O Projeto de Lei (PL) que “veda a instituição de mais de uma data comemorativa no mesmo dia” recebeu parecer pela constitucionalidade em 24 de junho, 18 dias após ser protocolado pelo autor, vereador Uner Augusto (PL), que também é presidente da CLJ. Por outro lado, as propostas 215/2025 e 265/2025 – que preveem a data 7 de julho como celebração do Dia Municipal de Prevenção às Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) e o Dia Municipal do DIU – estão paradas no mesmo colegiado. Os projetos foram protocolados há 66 dias e 45 dias, respectivamente.

As propostas que aguardam parecer da CLJ são uma resposta de vereadores de esquerda ao Dia Municipal dos Métodos Naturais, que passou a ser celebrado em 7 de julho na capital mineira após proposta apresentada por Uner Augusto. Como presidente da CLJ, Uner é quem define quais projetos serão votados e quem será o relator das propostas. O projeto que cria o dia de prevenção às ISTs em Belo Horizonte está parado na comissão depois que o próprio Uner – que se designou relator – fez diligências à prefeitura, o que pode travar o projeto no colegiado por pelo menos um mês, já que a prefeitura tem 30 dias para responder aos questionamentos.   

Entre as perguntas enviadas à gestão municipal está: “A criação de um novo dia comemorativo na área da saúde sexual e reprodutiva teria, na visão da Secretaria de Saúde, efetivo impacto na adesão da população aos serviços de prevenção e no combate ao estigma das ISTs? Ou seria mais eficaz fortalecer ações já institucionalizadas em outras datas oficiais?”. Procurado, o vereador Pedro Rousseff (PT), autor do projeto sobre as ISTs, classificou o movimento do colega como “uma manobra claramente protelatória”. 

Já o prazo para apresentação do parecer sobre o projeto do Dia do DIU foi prorrogado por Uner, que também se autodesignou relator da proposição. Teoricamente, ele deveria ter se manifestado até o dia 23 de junho, mas estendeu o prazo para 14 de julho.

Na avaliação da vereadora Iza Lourença (PSOL), autora da proposta sobre o DIU, a Casa estaria impondo obstáculos à tramitação de projetos da esquerda. “A Câmara tem um regimento para que os projetos dos vereadores sejam pautados, sem perseguições políticas. Mas o que estamos vendo é uma dificuldade da CLJ em pautar os projetos da esquerda, especialmente das mulheres”, diz. A crítica não é isolada: outros parlamentares do campo têm apontado o mesmo padrão nos últimos meses, chegando a fazer reclamações em plenário, que são rebatidas por parlamentares de bancadas adversárias.

O Aparte procurou o vereador Uner Augusto para comentar a prorrogação do PL 265/2025 e a tramitação dos projetos de lei na CLJ, mas não houve resposta.

Vereadora dá voz de prisão à presidente do Sindicato dos Servidores durante sessão na Câmara Municipal de Passos

Vereadora dá voz de prisão à presidente do Sindicato dos Servidores durante sessão na Câmara Municipal de Passos – Foto: reprodução

Uma vereadora deu voz de prisão à presidente do sindicato que representa os servidores públicos da prefeitura durante a sessão da Câmara Municipal de Passos (MG) da última segunda-feira (30).

Tudo começou após a rejeição de um requerimento apresentado por três vereadores da oposição. Durante a discussão sobre o tema, a vereadora Gilmara Oliveira (União Brasil) começou a se manifestar no plenário, o que gerou reação da presidente do sindicato, Neusa Efigênia, que também estava presente na sessão e começou uma manifestação verbal se aproximando dos parlamentares.

Foi nesse momento que a vereadora alegou desacato e determinou a prisão de Neusa Efigênia. A sindicalista teria chamado os vereadores de “capachos”, o que, segundo Gilmara, configura ofensa ao exercício da função legislativa.

Em nota, o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Passos disse que a confusão teve origem na aprovação de um requerimento do vereador João Serapião, que solicitava a transferência de duas servidoras da saúde. A entidade classificou a medida como “arbitrária e inconstitucional” e viu o episódio como uma “tentativa de intimidação”. Sobre a expressão “capachos”, o sindicato alegou que se tratou de uma crítica política a vereadores que, segundo a entidade, não defendem os interesses dos servidores.

A situação mobilizou a Polícia Militar, que foi acionada pelo presidente da Câmara. A agente de plenário Alessandra Martins explicou que a vereadora não agiu no exercício do mandato, mas como cidadã, amparada pelo artigo 301 do Código de Processo Penal, que permite a qualquer pessoa prender alguém em flagrante delito — o chamado “flagrante facultativo”.

“Ela entendeu que houve uma ofensa à função de vereança e, por isso, estaria configurado o crime de desacato, que é contra a administração pública. Como se trata de crime de menor potencial ofensivo, a sindicalista apenas assinou um termo de compromisso de comparecimento ao Juizado Especial e foi liberada”, esclareceu Alessandra.

Via: G1

Câmara aprova moção contra federalização e possível venda da UEMG, em Passos

Câmara aprova moção contra federalização e possível venda da UEMG, em Passos – Foto: reprodução

A Câmara Municipal de Passos aprovou o envio de uma moção de apoio à não federalização da Universidade Estadual de Minas Gerais (UEMG). O documento será encaminhado à Assembleia Legislativa de Minas Gerais e ao Governo do Estado como forma de manifestação contrária à proposta de federalização da instituição e à possibilidade de sua alienação para a iniciativa privada.

Durante sessão ordinária, a vice-presidente da Associação dos Docentes da UEMG (ADUEMG), professora Camila Moura Pinto, utilizou a tribuna para alertar sobre os riscos envolvidos no projeto. Em um discurso de cerca de 25 minutos, ela apresentou pontos do projeto de lei que, segundo ela, abrem caminho para a venda da universidade.

Um dos trechos citados foi o artigo que permite descontos progressivos de até 45% no valor dos bens em caso de licitação deserta ou fracassada, o que, na visão da docente, coloca o patrimônio da universidade em risco de ser liquidado a preços irrisórios.

“Eu posso oferecer a UEMG com desconto de 45% para ser comprada. Então é na verdade uma verdadeira bagatela”, disse Camila Moura Pinto.

A proposta de federalização faz parte das condições de adesão do Estado de Minas Gerais ao Programa de Pleno Pagamento da Dívida (PROPAG), que busca negociar o passivo estadual de aproximadamente R$ 165 bilhões com a União. Para isso, o governo estadual pretende repassar cerca de R$ 35 bilhões em ativos — entre eles, a UEMG.

O presidente da Câmara de Passos, vereador Plínio Costa de Andrade (PSD), reforçou a posição do legislativo local: “Que o governo de Minas retire de pauta tanto a questão da federalização quanto da venda dos imóveis da UEMG”.

A universidade possui três unidades no Sul de Minas — em Poços de Caldas, Campanha e Passos, sendo esta última a maior de todo o estado, com 27 cursos e mais de 4 mil estudantes. Para os professores e dirigentes, o desmembramento da estrutura comprometeria serviços fundamentais à população, como atendimentos em saúde, projetos científicos e atividades de extensão.

O diretor da unidade de Passos, Hipólito Ferreira Paulino Neto, destacou que serviços como o Ambulatório Escola, o Centro de Ciências e o Centro de Reuso seriam diretamente afetados.

“A UEMG contribui muito para o avanço de Passos e da região. Será extremamente lamentável se perdemos essa universidade pública, gratuita e de qualidade”, afirmou.
Embora o projeto esteja em tramitação na Assembleia, o Governo Federal já declarou que não prevê a federalização de universidades no decreto que regulamenta o Propag.

Via: G1

Decisão: vereador de Três Corações é cassado após denúncia de violência sexual contra filha adolescente

Decisão: vereador de Três Corações é cassado após denúncia de violência sexual contra filha adolescente - Foto: redes sociais
Decisão: vereador de Três Corações é cassado após denúncia de violência sexual contra filha adolescente – Foto: redes sociais

A Câmara Municipal de Três Corações (MG) cassou, em sessão extraordinária realizada na última quarta-feira (4), o mandato do vereador Evandro Ladeia Guimarães (PL), que foi alvo de uma investigação da Polícia Civil por suspeita de violência sexual contra a própria filha, de 14 anos.

A defesa de Evandro Ladeia Guimarães disse que irá recorrer da decisão na Justiça, onde já tramitam, em primeira e segunda instâncias, mandados de segurança contra o processo de cassação.

O resultado da votação foi nove votos a favor, dois contra e duas abstenções. Veja como cada vereador votou:

  • A favor da cassação:
    • Carlos Eduardo Silva de Oliveira – Du Cara Gorda (PSDB)
    • Denísio Inacio do Nascimento – Gambá (PDT)
    • Elias Pereira – Elias do Projeto Ypiranga (PRD)
    • Frederico Dimas Costa dos Santos – Fredy Costa (PRD)
    • Leonardo Farah Maciel (PSDB)
    • Leonardo Rezende Vilela (PP)
    • Mônica da Silva Lemes de Oliveira (Avante)
    • Vinicius Pinto Dutra (Rede)
    • Wesley Michel Rezende Dardaque – DJ Wesley (Podemos) – presidente da Câmara
  • Contra a cassação:
    • Lucíola Viviene Achilles Medeiros Araújo – Lucíola Perita (Avante)
    • Weber Eugenio de Souza – Werbinho (PL)
  • Absteve de votar:
    • Christian Garcia Pereira (PL) – suplente de Evandro Guimarães
    • Ricardo Ferreira (Avante)

A sessão começou às 14h30. Durante a leitura do relatório da comissão processante que investigou a conduta do vereador, o plenário da Câmara foi esvaziado pela plateia, ficando apenas os vereadores, devido ao documento conter informações sobre menores de idade que estão em segredo de Justiça.

Em meio à votação foi divulgado um documento informando que a Polícia Civil iria sugerir que o Ministério Público arquivasse a denúncia criminal porque o inquérito não encontrou elementos suficientes para o indiciamento de Evandro Guimarães. A informação foi confirmada pelo delegado de Bom Sucesso, Edgar Polo Sardinha, responsável pela investigação.

O documento foi citado por alguns vereadores como justificativa para o voto contrário ou abstenção da votação de cassação.

Evandro Guimarães foi o vereador mais votado nas eleições municipais de 2024, com 1.214 votos, o correspondente a 3,17 % dos votos válidos.

Entenda o caso

Em março, a Polícia Civil abriu um inquérito para investigar o vereador Evandro Ladeira Guimarães (PL), de Três Corações (MG), por suspeita de violência sexual contra a filha de 14 anos. Uma medida protetiva também foi solicitada pela PCMG.

Um boletim de ocorrência foi registrado pela mãe da menina contra o vereador no dia 6 de março. O caso teria acontecido no dia 1º de março, durante o Carnaval, quando pai e filha estariam em Bom Sucesso (MG). A suspeita é que ele tenha passado a mão nas partes íntimas da adolescente.

Quando houve a abertura do inquérito, a Câmara Municipal de Três Corações divulgou uma nota informando ter enviado um ofício à Polícia Civil para ter mais informações sobre o caso e poder adotar as medidas cabíveis no âmbito das atribuições institucionais e legais da Casa Legislativa. Disse também que repudiava “toda forma de violência e abuso contra quem quer que seja” e se comprometeu a manter a população informada em relação aos processos referentes ao assunto.

No dia 17 de março, a Câmara aprovou por unanimidade a abertura de uma comissão processante para apurar a conduta do vereador. Na ocasião, uma denúncia feita por uma moradora de Três Corações foi lida em plenário e aceita pelos vereadores votantes.

Após a leitura, foram sorteados os vereadores que fariam parte da comissão, além da definição de quem seria o presidente e o relator dos trabalhos.

À época, o vereador investigado disse que repudiava as “absurdas acusações” e que jamais cometeria qualquer ato monstruoso como esse e ainda mais contra a própria filha. Ele também disse que tem plena confiança na Justiça e que está à disposição das autoridades para qualquer esclarecimento e que, no momento oportuno, provará a sua inocência.

Via: G1

Câmara de Passos aprova auxílio para transporte de alunos que estudam fora

Câmara de Passos aprova auxílio para transporte de alunos que estudam fora - Foto: reprodução
Câmara de Passos aprova auxílio para transporte de alunos que estudam fora – Foto: reprodução

A Câmara de Passos (MG) aprovou o projeto de lei que prevê o auxílio no custeio do transporte de estudantes que frequentam instituições de ensino superior ou técnico fora da cidade. Também foi aprovado o projeto que assegura repasses financeiros a entidades.

Pelo projeto nº 16/2025, enviado pelo executivo, ficam assegurados R$ 700 mil do orçamento do município, por meio da abertura de crédito e auxílio financeiro, destinado ao custeio parcial do transporte de estudantes universitários e de cursos técnicos que estudam fora de Passos.

O pedido para criação do auxílio surgiu em março deste ano, quando o estudante Jhonatan Silva Ribeiro falou em nome dos universitários passenses que estudam em Franca (SP), reivindicando auxílio transporte que chegou a ser pago pela administração no ano passado, por meio de uma proposta do ex-vereador Edmilson Amparado, mas o programa não teve continuidade.

Segundo Jhonatam, são 150 universitários matriculados na Unifran que se deslocam de segunda a sexta-feira com um custo oneroso do transporte, necessitando da ajuda do município.

Ainda na sessão desta segunda-feira, 26, foi aprovado o projeto número nº 017/20025, enviado também pelo executivo, que altera a Lei Municipal nº 4193/2025, assegurando repasses financeiros para as seguintes entidades: Deus Proverá, creche Monsenhor João Pedro, Associação Santo Agostinho e Promose.

Imagem peregrina      

A Câmara de Passos recebeu na segunda-feira, 26, a imagem Peregrina de Nossa Senhora Aparecida, que veio diretamente do Santuário Nacional de Aparecida (SP), por meio do Terço dos Homens, coordenado pelo senhor Antonio.

Via: Clic Folha

Câmara de Alfenas cassa mandato do vereador Pedrinho Minas Acontece por quebra de decoro parlamentar

Câmara de Alfenas cassa mandato do vereador Pedrinho Minas Acontece por quebra de decoro parlamentar - Foto: redes sociais
Câmara de Alfenas cassa mandato do vereador Pedrinho Minas Acontece por quebra de decoro parlamentar – Foto: redes sociais

O vereador Pedro Alencar Azevedo (União), o Pedrinho Minas Acontece, foi cassado por unanimidade pela Câmara de Vereadores de Alfenas (MG) por quebra de decoro parlamentar. A sessão que começou na tarde de quarta-feira (21) só terminou por volta de 4h desta quinta-feira.

O vereador, conhecido como Pedrinho Minas Acontece, foi indiciado e deverá responder criminalmente por lesão corporal qualificada, ameaça e injúria, além de posse irregular de munições e porte ilegal de arma de fogo, após agredir a namorada de 22 anos. Ele está preso desde 19 de fevereiro.

O relatório final da Comissão Processante foi entregue em 14 de maio e o presidente da Câmara Matheus Paccini (PDT) convocou uma reunião extraordinária para a votação.

Namorada relatou agressões

A vítima, uma mulher de 22 anos, não quis gravar entrevista, mas disse à equipe de reportagem que mantinha um relacionamento com o vereador há sete meses e há três moravam juntos.

Ainda segundo a mulher, em 25 de janeiro, ela teria sido agredida e ameaçada e disse que procuraria a polícia. Na noite de 18 de fevereiro, em nova briga, a mulher novamente disse que procuraria a polícia.

A namorada disse que tentou gravar as agressões, mas ele a teria agredido com chutes. O vereador também teria jogado todas as roupas e objetos da jovem pela janela do sobrado onde moravam.

O advogado da vítima informou que solicitou medida protetiva para sua cliente a fim de resguardar sua integridade física.

Inquérito

Em 27 de fevereiro, a Polícia Civil concluiu o inquérito policial e indiciou o vereador de Alfenas por lesão corporal qualificada, ameaça e injúria, além de posse irregular de munições e porte ilegal de arma de fogo.

As agressões foram confirmadas por exames médicos posteriormente. Durante buscas na residência do suspeito, a Polícia Militar encontrou munições e entorpecentes.

Durante a ação policial, o suspeito teria descartado um objeto no lote vizinho. Pela manhã, os policiais civis retornaram ao local e localizaram uma arma de fogo municiada, reforçando os indícios dos crimes investigados.

Vereador permanece preso

A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) informou que Pedro Alencar Azevedo permanece preso na Penitenciária Professor João Pimenta da Veiga, em Uberlândia, onde deu entrada em 21 de fevereiro.

A defesa de Pedrinho apresentou pelo menos dois pedidos de habeas corpus para que ele respondesse ao processo em liberdade. A defesa alegou que ele é um homem trabalhador, de boa índole e não oferece qualquer risco à aplicação da Lei penal. Em ambos os casos, os pedidos foram negados pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Segundo o Tribunal de Justiça de Minas Gerais, em 25 de abril, os advogados da defesa requereram o relaxamento da prisão, sob alegação de excesso de prazo no término da instrução processual.

O pedido foi indeferido pela juíza da 2ª Vara Criminal e de Execuções Penais da Comarca de Alfenas, em 30 de abril, pois o processo segue regularmente e não permaneceu paralisado indevidamente em nenhum momento.

O último andamento do processo foi em 16 de maio, com a juntada das alegações finais do Ministério Público sobre o caso.

O TJMG salientou que o processo tramita em Segredo de Justiça e não tem autorização para repassar informações detalhadas sobre o caso para preservar as partes incluídas como vítimas, bem como as indiciadas em procedimentos investigatórios.

Via: G1

Câmara de Alfenas vota cassação do vereador Pedrinho nesta quarta-feira

Câmara de Alfenas vota cassação do vereador Pedrinho nesta quarta-feira - Foto: redes sociais
Câmara de Alfenas vota cassação do vereador Pedrinho nesta quarta-feira – Foto: redes sociais

A Câmara Municipal de Alfenas (MG) vota nesta quarta-feira (21) a cassação do vereador Pedro Alencar Azevedo (União) por quebra de decoro parlamentar.

O vereador, conhecido como Pedrinho Minas Acontece, foi indiciado e deverá responder criminalmente por por lesão corporal qualificada, ameaça e injúria, além de posse irregular de munições e porte ilegal de arma de fogo, após agredir a namorada de 22 anos. Ele está preso desde 19 de fevereiro.

O relatório final da Comissão Processante foi entregue em 14 de maio e o presidente da Câmara Matheus Paccini (PDT) convocou uma reunião extraordinária para a votação pela cassação ou não de Pedrinho. O teor do relatório não foi divulgado pela Câmara e deverá ser lido apenas na reunião.

A reunião deverá ser iniciada às 17h, será aberta ao público e transmitida pelo canal da Câmara no Youtube.

Namorada relatou agressões

A vítima, uma mulher de 22 anos, não quis gravar entrevista, mas disse à reportagem que mantinha um relacionamento com o vereador há sete meses e há três moravam juntos.

Ainda segundo a mulher, em 25 de janeiro, ela teria sido agredida e ameaçada e disse que procuraria a polícia. Na noite de 18 de fevereiro, em nova briga, a mulher novamente disse que procuraria a polícia.

A namorada disse que tentou gravar as agressões, mas ele a teria agredido com chutes. O vereador também teria jogado todas as roupas e objetos da jovem pela janela do sobrado onde moravam.

O advogado da vítima informou que solicitou medida protetiva para sua cliente a fim de resguardar sua integridade física.

Inquérito

Em 27 de fevereiro, a Polícia Civil concluiu o inquérito policial e indiciou o vereador de Alfenas por lesão corporal qualificada, ameaça e injúria, além de posse irregular de munições e porte ilegal de arma de fogo.

As agressões foram confirmadas por exames médicos posteriormente. Durante buscas na residência do suspeito, a Polícia Militar encontrou munições e entorpecentes.

Durante a ação policial, o suspeito teria descartado um objeto no lote vizinho. Pela manhã, os policiais civis retornaram ao local e localizaram uma arma de fogo municiada, reforçando os indícios dos crimes investigados.

Vereador permanece preso

A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) informou que Pedro Alencar Azevedo permanece preso na Penitenciária Professor João Pimenta da Veiga, em Uberlândia, onde deu entrada em 21 de fevereiro.

A defesa de Pedrinho apresentou pelo menos dois pedidos de habeas corpus para que ele respondesse ao processo em liberdade. A defesa alegou que ele é um homem trabalhador, de boa índole e não oferece qualquer risco à aplicação da Lei penal. Em ambos os casos, os pedidos foram negados pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Segundo o Tribunal de Justiça de Minas Gerais, em 25 de abril, os advogados da defesa requereram o relaxamento da prisão, sob alegação de excesso de prazo no término da instrução processual.

O pedido foi indeferido pela juíza da 2ª Vara Criminal e de Execuções Penais da Comarca de Alfenas, em 30 de abril, pois o processo segue regularmente e não permaneceu paralisado indevidamente em nenhum momento.

O último andamento do processo foi em 16 de maio, com a juntada das alegações finais do Ministério Público sobre o caso.

O TJMG salientou que o processo tramita em Segredo de Justiça e não tem autorização para repassar informações detalhadas sobre o caso para preservar as partes incluídas como vítimas, bem como as indiciadas em procedimentos investigatórios.

Via: G1

Vice-prefeito entrega carta de renúncia durante reunião da Câmara Municipal em Campo Belo

Vice-prefeito entrega carta de renúncia durante reunião da Câmara Municipal em Campo Belo — Foto: Portal Campo Belo / divulgação
Vice-prefeito entrega carta de renúncia durante reunião da Câmara Municipal em Campo Belo — Foto: Portal Campo Belo / divulgação

O vice-prefeito de Campo Belo (MG), Frederico de Bastos Cambraia, do Avante, entregou na noite da última segunda-feira (19) sua carta de renúncia durante a reunião ordinária da Câmara Municipal. O documento foi protocolado e lido em plenário pelo secretário da Casa, vereador Gustavo Protasio, do Republicanos.

Segundo o presidente da Câmara, Luciano Alvarenga, do partido Mobiliza, a renúncia foi aceita com base no artigo 94 da Lei Orgânica do Município, que determina que esse tipo de ato não admite recurso.

A Prefeitura deve ser oficialmente comunicada nesta terça-feira (20), e a saída do vice-prefeito do cargo tem efeito imediato.

No documento apresentado, Frederico Cambraia não expõe os motivos que o levaram a deixar a vice-prefeitura. Questionado pela reportagem, ele afirmou apenas que prefere não comentar o ato neste momento, alegando “motivos íntimos” para a decisão.

Com a vacância do cargo, o município seguirá até o fim do mandato, em 2027, sem vice-prefeito. Conforme explicou o presidente da Câmara, em caso de ausência do prefeito Adalberto Lopes, do PL, a chefia do Executivo será assumida interinamente por ele próprio, na condição de presidente do Legislativo.

Via: G1

Câmara de Itaú rejeita projetos de leis que criavam cargos no Executivo

Câmara de Itaú rejeita projetos de leis que criavam cargos no Executivo - Foto: reprodução
Câmara de Itaú rejeita projetos de leis que criavam cargos no Executivo – Foto: reprodução

A Câmara de Itaú de Minas rejeitou, em sessão ordinária realizada na semana passada, os projetos de lei 12/25 e 13/25, que tratavam de alterações na estrutura organizacional da prefeitura e previam a criação de cargos comissionados na administração pública. A justificativa do Executivo é que a mudança é coerente com as necessidades da cidade e visava aprimorar setores estratégicos no serviço público.

De acordo com os projetos enviados pela prefeitura, o objetivo é modificar e acrescentar cargos públicos como assessor de Comunicação e Imprensa; chefe do Setor de Regulação; assessor de Regulação; coordenador Técnico do Pronto Atendimento; e coordenador de Esportes Especializados.

Segundo a Câmara, a proposta beneficiaria cerca de cinco pessoas, mas o número de novos cargos poderia aumentar, ressaltando essa ampliação deveria ser cargo de carreira e preenchidos por processo seletivo, garantindo mais transparência, justa e democrática.

Por conta disso, a Câmara justificou que a rejeição dos projetos também se deu pela falta de recursos e atrasos no pagamento de férias prêmios aos servidores, reforçando ainda que esses projetos não tramitaram em regime de urgência, pois precisaria de mais estudos e análises da matéria pelas comissões responsáveis, permitindo que os vereadores debatam melhor sobre os impactos e consequências das propostas.

A Prefeitura de Itaú de Minas alega que a criação dos cargos comissionados é coerente com as necessidades da cidade, pois visava aprimorar setores estratégicos no serviço público, como na saúde, esporte e comunicação institucional.

“A ampliação desses cargos reveste-se de caráter estratégico para o aprimoramento da qualidade dos serviços prestados, sendo essencial para a viabilização da captação de recursos adicionais destinados ao financiamento das políticas públicas nas áreas da saúde (plano de saúde municipal) e do esporte (ICMS Esportivo)” informou.

Segundo a prefeitura, além da necessidade, os projetos de leis passaram por estudos de impacto financeiro e orçamentário, respeitando a projeção do percentual de gastos com pessoal, caso os cargos sejam aprovados, ressaltando no encerramento do último quadrimestre (setembro, outubro, novembro e dezembro de 2024), o município atingiu o percentual de 50,50%, inferior ao limite prudencial de 51,30%, conforme estabelece a Lei de Responsabilidade Fiscal.

A prefeitura informa que a estrutura administrativa é composta por 64 cargos em comissão e 11 por servidores ocupando funções gratificadas. “Dessa forma, considerando o universo de 75 cargos em comissão e funções de confiança, constata-se que 42 são ocupados por servidores efetivos e 33 por servidores sem vínculo efetivo, representando, respectivamente, 56% de efetivos e 44% de não efetivos”, esclarece.

Especificamente sobre o Setor de Regulação, a prefeitura emitiu um esclarecimento, informando que tem adotado medidas necessárias, em conjunto com a Secretaria Municipal de Saúde, para garantir a continuidade dos serviços de agendamentos de exames, consultas e cirurgias, sem interrupções.

Via: Clic Folha

Câmara de BH promulga lei sobre auxílio-alimentação de R$ 2.374 para vereadores

Câmara de BH promulga lei sobre auxílio-alimentação de R$ 2.374 para vereadores - Foto: Flávio Tavares
Câmara de BH promulga lei sobre auxílio-alimentação de R$ 2.374 para vereadores – Foto: Flávio Tavares

Mais de um mês após ser aprovado pelos vereadores de Belo Horizonte, o projeto que prevê reajuste salarial dos servidores da Câmara Municipal e pagamento de vale-alimentação aos parlamentares foi promulgado pelo presidente da Casa, Juliano Lopes (Podemos). A nova lei foi publicada nesta terça-feira (29 de abril), no Diário Oficial do Município.

De autoria da Mesa Diretora, a proposta tramitou na Câmara com posicionamento contrário ao pagamento do benefício partindo apenas dos três vereadores da bancada do partido Novo. Além do vale-alimentação de R$ 2.374, que passa a se estender aos parlamentares, o texto determina reajuste de 10% no salário dos servidores do Poder Legislativo municipal.

Os funcionários, que já recebiam o auxílio alimentação no valor de R$ 1.250 por mês, passam a receber o benefício no mesmo valor que será pago aos vereadores. Como noticiado por O Tempo, o impacto global do projeto de lei nas contas públicas é de R$ 32,7 milhões por ano.

A promulgação de uma lei pela Câmara Municipal ocorre quando o prefeito não se manifesta expressamente sobre a proposição após 15 dias úteis de recebê-la. Com isso, o presidente da Casa Legislativa pode publicar o novo texto.

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